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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Jovens cristãos não estão preparados para enfrentar o ambiente acadêmico, diz professor


Em “O Cristão e a Universidade”, Valmir Nascimento trata desse tema.

  Jovem se formando na universidade. (Cole Keister / Unsplash)

Como professor universitário de Direito Religioso, Ética e Teologia, o escritor e pastor Valmir Nascimento acompanha de perto o grande desafio que o jovem cristão enfrenta ao ingressar em uma universidade, quando tem suas convicções confrontadas por ideologias ateístas e vê seus valores sendo colocados à prova.
Sua experiência no ambiente acadêmico reflete no seu currículo, que inclui formação em Direito e Teologia, mestrado em Teologia, pós-graduação em Estado Constitucional e Liberdade Religiosa pela Universidade Mackenzie, Universidade de Coimbra e Oxford University.
Autor de obras importantes pela Casa Publicadora das Assembleia de Deus (CPAD), Nascimento escreveu um livro que aborda especialmente a temática da universidade, que é “O Cristão e a Universidade”.
Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Cuiabá (MT), ele concedeu uma entrevista ao Gospel Prime que foi divida em duas partes.
Na primeira, o teólogo e jurista falou sobre Constituição e política, este tema de outra obra conceituada de sua autoria, “Entre a Fé e a Política”.
Nesta segunda parte, Valmir Nascimento responde perguntas sobre a Educação no Brasil.
Leia à íntegra:
Gospel Prime – Por que um número tão grande de jovens se afastam da Igreja quando ingressam na universidade?
Valmir Nascimento – Há várias razões para isso, mas gostaria de citar dois aspectos principais. Primeiro, ao chegar na juventude, a pessoa adquire maior liberdade e autonomia. Se não tiver uma mente centrada, o jovem se afastará da igreja em busca de outras experiências.
E isso se aplica não somente aos jovens que vão para a universidade. Pesquisas indicam que um número muito grande de jovens também abandona a  logo após o término do ensino médio, mesmo não ingressando em um curso superior.
Em segundo lugar, muitos jovens não estão preparados bíblica e teologicamente para enfrentar os desafios do ambiente acadêmico, tanto os desafios intelectuais quanto os relacionais.
Isso é resultado de uma fé sem raízes e frágil. Mas também, é fruto de uma vida cristã ausente de experiências verdadeiras com Deus, de oração e busca constante. Não adiante ter argumentos em favor do cristianismo se o jovem não vive e experimenta essa fé que ele quer defender.
Como o cristão pode manter sua identidade no ambiente acadêmico?
É preciso sempre ter em mente que somos dependentes de Deus e carecemos da graça dEle, sempre. O jovem jamais pode se esquecer que é natural ter dúvidas sobre a fé, mas com estudo e auxílio de pessoas mais experientes é possível saber lidar com elas.
O fato de não ter respostas para eventuais questionamentos não significam que elas não existam. Além disso, tenho aconselhado que o cristão mantenha os vínculos com a igreja após o início dos estudos. Isso foi importante para mim no período em que estive da faculdade.
É inegável a existência de um confronto ideológico no ambiente universitário. De que forma o cristão pode defender a fé?
Acho que é importante fazer uso de uma apologética contemporânea, menos racionalista, capaz de dialogar e criar pontos de contato com aqueles que pensam de forma diferente.
Isso passa pela necessidade de ser conhecer os pressupostos dessas ideologias antagônicas ao cristianismo, assim como uma sensibilidade espiritual para entender as pessoas que as defendem, como indivíduos que carecem de conhecer a verdade.
Para que isso aconteça o cristão deve investir em boas leituras, a começar pelas Escrituras, e também em bons livros cristãos e também não cristãos, para que tenha uma visão cultural abrangente.
O que mais lhe preocupa em relação a Educação no Brasil?
A falta de planejamento a longo prazo, a utilização de premissas ideológicas radicais na educação, levando ao pragmatismo e ao relativismo, e, por fim, a perda da ênfase na formação liberal e integral do indivíduo, que era a base da educação clássica.
Allan Bloom discorre sobre isso em seu livro O Declínio da Cultura Ocidental.
Em O Cristão e a Universidade, o senhor dedica um capítulo para aconselhar os estudantes. Qual considera ser o principal conselho?
Mantenha a humildade em Cristo! É sempre importante lembrar que o fato de ter chegado à universidade deve-se à graça divina.
Por isso, é preciso tomar cuidado com o orgulho e o desprezo para com aqueles que não tiveram essa mesma oportunidade. Infelizmente, muitos jovens cristãos, após serem aprovados no vestibular, passam a desprezar pais e líderes cristãos.
A humildade é uma virtual essencial para nos manter focados em quem nós somos, isto é: crentes que vivem, se movem e existem em Deus, para usar as palavras de Paulo (At 17.28).
O que podemos esperar para o pós-pandemia?
Um mundo diferente com o “novo normal”, mas ainda assim o mundo de Deus, que carece do Evangelho e da esperança cristã.
por Michael Caceres ( Gospel Prime)

Marcha para Jesus é cancelada em São Paulo


Evento presencial aconteceria em 2 de novembro.

 Marcha para Jesus. (Reprodução)

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (24) o cancelamento, por conta da pandemia do coronavírus, da realização da Marcha para Jesus, evento que reúne anualmente milhões de pessoas direcionadas por trios elétricos com canções religiosas.

Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), apesar da queda no número de casos e mortes pela covid-19, o cancelamento de grandes eventos se faz necessário pelo fato de a cidade ainda estar lidando com a doença e não haver previsão de uma cura.
“Apesar de uma queda [nos registros de casos e mortes] e de a cidade estar evoluindo no Plano São Paulo, nós ainda estamos enfrentando a pandemia. Então, os anúncios de hoje são de cancelamento de grandes eventos”, disse Covas em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.
Covas lembrou que no ano passado a marcha reuniu 3 milhões de pessoas e trouxe um benefício econômico para a cidade de R$ 217 milhões. O prefeito informou ainda que a organização concordou em não realizar o evento de forma presencial.
“Nos próximos dias vão apresentar para a prefeitura outro formato que não será de forma presencial”, disse Covas.
Diversos eventos que acontecem na cidade terão de ser cancelados devido as restrições impostas para evitar a proliferação da doença.
por Michael Caceres

terça-feira, 31 de março de 2020

Cristãos cercam hospitais para clamar por pacientes e equipes médicas


“Círculo de oração” emociona médicos e enfermeiros

  Cristãos oram por pacientes e equipes médicas. (Foto: Reprodução / Facebook)

Centenas de cristãos no estado da Geórgia, Estados Unidos, estão dando um poderoso testemunho ao mundo sobre o poder e a motivação que movem a igreja. Eles estão se reunindo em torno de hospitais para clamar pelos pacientes e equipes médicas.
Em meio à pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, os evangélicos ficam perto dos carros, para seguir as recomendações de distanciamento social, sintonizam os rádios na mesma estação – que toca música gospel e começam o clamor.
Os pacientes podem acompanhar o “show de amor” de suas janelas. Enfermeiros e médicos também são impactados e agradecem a ação nas redes sociais.
“Nunca me senti tão orgulhosa de trabalhar aqui”, disse Michelle Anderson à Fox News. Ela trabalha no Cartesville Medical Center, um dos hospitais onde o “círculo de oração” foi feito.
Várias cidades do estado americano têm testemunhado a mesma ação que pode inspirar cristãos brasileiros a fazerem o mesmo.
O vírus chinês já infectou mais de 140 mil pessoas nos Estados Unidos, com mais de 2,5 mil mortes e 4,8 mil recuperados.
 por Neto Gregorio ( Gospel Prime)

“Sobrevivemos a Faraó, também sobreviveremos ao coronavírus”, afirma Netanyahu


Premiê de Israel lembrou história bíblica em discurso sobre a pandemia global.

   Benjamin Netanyahu. (Foto: Lusa)

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursou nesta quarta-feira (25) sobre o combate ao Covid-19, causada pelo novo coronavírus.

Netanyahu alertou o povo israelense sobre a possibilidade de fechamento completo do país para contenção da pandemia do vírus chinês. “O número de infectados dobra a cada três dias”, disse. Nesse ritmo, “em duas semanas teremos milhares”.
Pedindo que a população fique em casa, mantendo o isolamento social da quarentena, afirmou, de acordo com o Times of Israel, que o governo está trabalhando para obter mais equipamentos médicos.
Concluindo sua fala e aproveitando a proximidade da Páscoa, o premiê citou o êxodo do povo de Israel do Egito. “Nós sobrevivemos ao Faraó… também sobreviveremos ao coronavírus”, concluiu.
Israel já relatou 2.666 casos de coronavírus, oito mortes e 68 recuperados.
por Neto Gregório ( Gospel Prime)

Coral “virtual” emociona com interpretação de “Sou feliz” em meio à pandemia


Mais de 31 vozes se uniram para “levar esperança e encorajamento”.

   Artistas cantando "Sou Feliz". (Foto: Reprodução / Youtube)

O grupo musical norte-americano “Ten Two Six” [Dez Dois Seis] divulgou em suas redes sociais um emocionante vídeo com um coral entoando a canção “Its Is Well” [Sou feliz, na versão brasileira].

A canção, que exalta a alegria de estar em Deus mesmo em meio as dificuldades, foi interpretada por 31 cantores do estúdio de Nashvill (EUA).
Um trecho da canção cita “Se paz a mais doce me deres gozar… Se dor a mais forte sofrer… Oh! Seja o que for, Tu me fazes saber… Que feliz com Jesus sempre sou!”.
Cada intérprete gravou sua parte em seu celular. O coral foi dirigido pelo produtor David Wise, vencedor do Dove Award e que trabalhou com diversos artistas populares.
O vídeo já passou de 2 milhões de visualizações no Facebook e 600 mil no Youtube.
O objetivo da gravação, segundo o estúdio, era “elevar as vozes para compartilhar uma mensagem de esperança e encorajamento durante esses dias desafiadores”.
A pandemia global de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, tem trazido pânico e medo a um mundo sem Deus. Resta à igreja fazer seu papel e levar a paz que só Cristo pode dar.
No Brasil, 120 pessoas já se recuperaram do coronavírus. No mundo, já são mais de 164 mil pessoas livres da peste.                              por Neto Gregório ( Gospel Prime)
Assista:

Cristãos de ONG francesa são libertados no Iraque


Quatro pessoas foram sequestradas em Bagdá como retaliação à morte de Qasem Soleimani

Funcionários de ONG francesa foram capturados enquanto estavam em Bagdá, capital do Iraque
Funcionários de ONG francesa foram capturados enquanto estavam em Bagdá, capital do Iraque
A Portas Abertas informou o desaparecimento de quatro colaboradores da ONG francesa SOS Chrétiens dOrient no início de fevereiro de 2020Em 26 de março, as autoridades francesas agradeceram ao governo iraquiano pelo empenho nas investigações e anunciaram a libertação de Antoine Brochon, Julien Dittmar, Alexandre Goodarzy e Tariq Mattoka. Os trabalhadores haviam desaparecido quando foram até Bagdá para resolver questões administrativas.
O sequestro dos funcionários da ONG francesa aconteceu como retaliação à morte do general iraniano Qasem Soleimani, durante um ataque dos Estados Unidos no Iraque. Ainda não há detalhes sobre as condições das pessoas libertadas, nem detalhes do período de cativeiro e dos sequestradores. Antes de serem capturados, os franceses e o iraquiano estavam em boas condições de saúde e tinham treinamento para lidar com situações de crise.
Os cristãos franceses e iraquiano agradeceram a oração dos irmãos e irmãs ao redor do mundo. O Iraque é o 15ª na Lista Mundial da Perseguição 2020, com 76 pontos. Isso indica que a hostilidade aos seguidores de Jesus é grande, principalmente aos que deixaram a fé islâmica e reconheceram Cristo como Salvador e filho de Deus. A perseguição a eles acontece em vários âmbitos como familiar, social e até governamental.
Pedidos de oração
  • Agradeça pela libertação dos cristãos franceses e iraquiano com vida. Peça que Deus cuide do coração deles, para que consigam superar os momentos no cativeiro.
  • Interceda pelos cristãos iraquianos, para que se mantenham firmes em Cristo, independentemente da perseguição. E que consigam ser luz para os vizinhos e parentes.
  • Clame pela vida dos sequestradores, para que eles sejam tocados pelos testemunhos dos cristãos e se entreguem a Jesus.
  • Ore pelas autoridades francesas e iranianas, para que tenham sabedoria e discernimento nas ações contra os grupos que perseguem os cristãos.
  • por Portas Abertas

Quando a Igreja resolve buscar a face de Deus



  Mãos em oração. (Foto: Jenny Friedrichs / Pixabay)

A teu respeito diz o meu coração: “Busque a minha face! ” A tua face, Senhor, buscarei. (Salmos 27:8 (NVI)

Muitas pessoas acreditam que o simples fato de irmos ao um templo buscar a Deus, isso demonstra que queremos conhecê-lo. É claro que o Senhor sonda os nossos corações, e conhece verdadeiramente a nossa real motivação, mas o fato é que existe um diferença entre buscar a Deus e buscar a face de Deus.
Muitos são aqueles que buscam a Deus, mas poucos são aqueles que anseiam por buscar a face de Deus, ou seja,conhecer mais Dele.
Na verdade , nem todas as pessoas estão dispostas a conhecer a face de Deus, pois conhecer a face de Deus envolve renúncia, disposição e tempo para conhece-lo como Ele realmente é.
Muitas pessoas acham que Jesus, por ser o Cristo, sendo Ele o Senhor, conhecia tudo a respeito do seu Pai  e muitos questionam:
O que fez Jesus da sua juventude até o começo do seu ministério?
Não precisa ser um bom entender da Bíblia para compreender que Jesus buscava a Deus.
Diz as Escrituras que ele crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. (Lucas 2:40).
A Palavra de Deus conta um episódio muito interessante:
Certa vez, Cristo acabou ficando em Jerusalém pelo tempo da páscoa, na idade de 12 anos e seus pais acabaram  perdendo-0 no regresso. Depois de algum tempo procurando, encontraram-lhe ouvindo e interrogando os religiosos no templo.  Conta-se as Escrituras que  todos que ouviram admiravam de sua inteligência e respostas. (Lc 2:42-47)
O relato dessa história apenas nos indica o anseio que Cristo tinha de conhecer a Seu Pai. Mas foi a declaração ele que deu a seus pais que conseguimos compreender a  sua real motivação por Deus, quando diz:

Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lucas 2:49)
Jesus Cristo buscava a face do Pai e procurava saber a Sua vontade. Não eram alguns minutos diários de devocional a Deus, mas horas e horas. Vemos que o Senhor Jesus buscava incessantemente a Deus em orações, vigílias e jejuns. Buscava também na compreensão das suas Leis e mandamentos, não buscando ser um “conhecedor das Leis”, como os fariseus, mas conhecedor Daquele que as criou.   Como crentes devemos seguir o passos do Mestre e andar como Ele andou (1 Jo 2:6).
Devemos ser uma geração diferenciada, desta má e adúltera de nossos dias. Precisamos ser uma geração santa que não se entrega a falsidade e a mentira.  É necessário que sejamos uma geração limpa de mãos e pura de coração.  Pois esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a face de Deus , do Deus de Jacó. (Salmos 24:4-6)
A questão é que “achar o Senhor” não depende de uma busca qualquer, mas de uma vontade de conhecer o Senhor em sua plenitude.
Como já foi dito , existe uma diferença entre buscar a Deus e “buscar a face de Deus”. Podemos exemplificar isso nos Salmo 42.
O salmo 42 diz: “Assim como a corsa anseia por águas, assim a minha alma suspira por ti, oh Deus !” (Sl 42:1).
Essa expressão “buscar a face de Deus “significa a busca pela Sua presença incessantemente, ansiosamente e desesperadamente. A corsa anseia pelas águas pela sede que tem e porque se banhando naquelas águas consegue se afastar da presença o inimigo que busca arrebanha-la. Da mesma maneira o crente necessita ansiar em sua busca por Deus para  sobrevivência da sua alma e  fugir das astutas ciladas do Diabo. Tanto que a palavra do Senhor diz:
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. (Tiago 4:7-8)
E quando a coletividade busca a face de Deus o resultado não pode ser outro senão a presença gloriosa e manifesta de Deus frustrando assim os intentos astutos do inimigo.
Temos que entender que a busca pela face de Deus nos faz ver a sua glória em toda as nossas obras.
Quando Salomão edificava o templo do Senhor, diz as Escrituras que fogo do céu caiu e a glória do Senhor “encheu a casa” consumindo todo holocausto e sacrifício.
A presença manifesta de Deus foi tão forte que muitos dos sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor devido a glória do Senhor. (2 Cr 6:1-2).
Embora a manifestação de Deus tenha sido algo marcante, foi uma palavra liberada da parte de Deus que confirmou o pacto do Senhor com aquele povo.
Como está escrito:
“Se o meu povo que se chama pelo Meu nome, que se chama pelo meu nome se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7:14).
Nessa passagem o Senhor  fala sobre buscar a Sua face e vemos que existem outros dois processos que o antecedem e um posterior que são importantíssimos para que entendamos o que é buscar a sua face, que é quebrantamento , oração e conversão. Vemos que toda vez que o povo resolveu buscar a face de Deus houve importantes mudanças na sociedade.
A história dos maiores despertamentos e avivamentos na face da Terra ocorreram quando alguém, um grupo ou nação resolveram buscar a face de Deus, quando um povo se reuniu para buscar  a face do Senhor, ou seja, a  presença gloriosa de Deus
Quando a Igreja resolve buscar a face de Deus, bençãos espirituais são derramadas a todos, pois “todos” ficam cheio de Deus. Vemos que tanta na consagração do templo de Salomão, quanto no derramamento do Espírito Santo , a expressão “encheu toda a casa” é a mesma, pois bençãos sem medidas são repartidas e a glória e o poder são visivelmente manifestos.
Por isso que possamos da mesma maneira buscar a face do Senhor, para que sua visitação seja algo visível como diz o profeta Oséias:
“… é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha e chova justiça sobre vós” (Os 10:12).
Quando Salomão edificou o templo do Senhor uma palavra foi liberada ao povo como condicional a Sua Presença: E esta palavra está registrada nas Escrituras em 2 Crônicas 7:14.
Nesta palavra quatro condições foram estabelecidas por Deus que envolviam:
  1. Humilhação
  2. Oração
  3. Busca pela face de Deus
  4. Conversão.
A primeira se chama humilhação, ou seja, o quebrantamento e a contrição diante da presença de Deus. Diz as Escrituras:
“ Afligi-vos, lamentai e chorai , converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos na presença de do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4:9-10).
Em algumas versões esse afligir também significa “sentir vossas misérias”, ou seja, abater-se , sentir tristeza de si, quebrantar-se ou chorar diante de Deus. E isso implica numa confissão de pecados que gera um arrependimento genuíno que gera mudança.
A palavra de Deus diz:  Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não desprezará o Deus(Sl 51:17)
Perto está o Senhor dos que tem o espírito quebrantado e salva os de espírito oprimido(Sl 34:18)
Jesus mesmo disse: “O que si mesmo se humilhar será exaltado”(Mt 23:12b).
“Bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados(Mt 5:4).
A segunda condição se chama oração. Você pode se lamuriar suas misérias, chorar copiosamente perante os homens, mas ocultar isso de Deus. Podemos falar para todo mundo dos nossos problemas, sem precisar recorrer a Deus. Orar é mais que conversar com Deus, mas uma questão de fé. Como um bom amigo, o Senhor deseja que venhamos a ser seus confidentes . A oração se estabelece quando resolvemos ter um conversa e um relacionamento sincero com Deus. Vemos que a Igreja primitiva  se reuniu em comunhão e oração por 50 dias até que a presença do Espírito Santo se manifestasse a eles, revestindo-os de poder.
Aqueles homens e mulheres não estavam buscando bençãos para seus próprios interesses, mas buscavam a presença de Deus em oração.
Eles não estavam ali, para serem abençoados com bençãos terrenas ou algo parecido, mas estavam ali para serem abençoadores.
Eles não estavam realizando reuniões  para traçar a melhor estratégia de evangelismo, mas estavam fazendo a vontade do Pai , buscando poder do Alto.
Não estavam cada um por si naquela reunião, mas estava em unidos, concordemente, num mesmo lugar, até que a presença de Deus fosse manifesta em seu meio. (At 2:1)
A terceira condição para visitação de Deus é “buscar a face de Deus” – O  item 3  fala sobre buscar a Sua face e vemos que existem outros dois processos que o antecedem (humilhação e oração) e um posterior(conversão) que são importantíssimos para que entendamos o que é buscar a sua face. Não pudemos ver a face de Deus numa forma literal senão morreríamos. (Ex 33:20).
Buscar a face de Deus é uma figura de linguagem usada nas Escrituras para expressar uma comunhão e intimidade com Ele.
Diz assim a Palavra de Deus:
E busca-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29:13).
O interessante e a similaridade de muitos despertamentos e avivamentos bíblicos foi que em muitos havia um declínio moral e espiritual do lugar. Parecia que a fé na terra havia desaparecido.  Também nesses avivamentos toda busca por Deus era precedida de um juízo divino.
Toda busca por Deus modificava uma sociedade através do impacto da palavra de Deus e da Sua manifestação gloriosa. Mas o diferencial desses despertamentos foram que muitas pessoas se dispuseram a buscar a face do Senhor de todo coração, ou seja, com inteireza de coração.
Em todos esses avivamentos houve a presença manifesta de Deus, ocasionando sinais, maravilhas e coisas extraordinárias,  mas que  acima de tudo houve salvação e conversões que mudaram uma sociedade. Todas essas coisas testificavam  o que está escrito na Palavra que quando O buscamos, Ele verdadeiramente “sara nossa terra”.
Que possamos nós, como igreja brasileira buscar a face de Deus, nos humilhando, orando, e buscando a face do Senhor para que o avivamento de Deus seja uma realidade em nossa nação e muitos sejam salvos para honra e glória do Seu Nome.
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 ( Gospel Prime)

5 motivos para orar pelo Irã na crise da Covid-19


A nação é a quarta com o maior número de infectados do mundo

Cristãos no Irã enfrentam a perseguição e as consequências da infestação do coronavírus
Cristãos no Irã enfrentam a perseguição e as consequências da infestação do coronavírus
O coronavírus contagiou o mundo e o Irã está em quarto lugar em número de casos informados. Atrás apenas da China, Itália e Espanha. No país, que ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2020, os cristãos locais enfrentam vários tipos de perseguição, como paranoia ditatorial, opressão islâmica, corrupção e crime organizado. Mas apesar de tudo isso, a igreja doméstica no país é uma das que mais cresce no mundo. No momento, o coronavírus parece ser mais um inimigo dos irmãos e irmãs. Porém, o que a pandemia significa realmente para os cristãos? Confira 5 motivos para orar pelo Irã.
1 - Interceda porque a situação pode ser pior do que a relatada
Até o momento, quase 20 mil pessoas foram infectadas e as mortes têm um índice de 7,3% do total. No entanto, os especialistas acreditam que os números são superiores, já que os casos relatados são de funcionários do governo, e não de vilas mais remotas. "Estamos morrendo aqui e ninguém parece se importar. Muitas pessoas ao nosso redor adoecem e acabam em hospitais ou estão morrendo”, testemunhou um líder de uma igreja doméstica.
2 - Agradeça pelos 7 cristãos libertados até agora
As prisões iranianas são locais insalubres, ideais para a propagação de doenças. Por precaução, as autoridades libertaram muitos prisioneiros. Pelo menos sete deles estavam na cadeia por causa da fé em Jesus. Entre eles está a jovem ativista cristã Mary (Fatemeh) Mohammadi.
3 - Interceda pela libertação preventiva de mais pelo menos dez cristãos que tiveram as solicitações negadas
O pedido de Javaid Rehman, Relator Especial da ONU para os Direitos Humanos no Irã, pela libertação de pessoas presas por causa de posicionamento político e religioso não foi acatado por inteiro. Há pelo menos dez cristãos presos por causa da fé em Cristo. A Portas Abertas iniciou uma campanha de advocacia para a libertação de todos.
4 - Apresente a Deus os cristãos que estão sem trabalhar
As sanções ao Irã já causaram o desemprego de muitas pessoas. Agora, muitas estão preocupadas porque enquanto ficam isoladas, estão sem dinheiro para despesas básicas, como alimentação e cuidado médico.
5 - Peça pelos cristãos que estão tentando ajudar
Apesar da situação difícil, os cristãos iranianos optam por seguir a Jesus e servir o país. Um líder de uma igreja disse: "Costumávamos mobilizar voluntários para fazer sanduíches e alimentar as crianças de rua que tentam ganhar o sustento para as famílias. Mas, após o surto, tivemos que priorizar o fornecimento de máscaras e desinfetantes em gel para ajudá-las a ficarem seguras".
Outro líder cristão declarou: "Estamos fazendo todo o possível para fornecer pacotes de comida para idosos e vulneráveis, que não podem sair, ou para aqueles que perderam o emprego nessas difíceis circunstâncias. Ao longo do ano, compartilhamos as boas-novas de Cristo com nossos vizinhos e comunidade; agora temos a chance de ser as boas-novas”.

por Portas Abertas

“Não há um dia em que não ouvimos tiros”


Conheça a realidade dos cristãos que vivem no extremo Norte de Camarões e como lidam com a perseguição

Madeleine é uma cristã em Camarões que perdeu o marido e o filho em ataques de militantes islâmicos
Madeleine é uma cristã em Camarões que perdeu o marido e o filho em ataques de militantes islâmicos
Além de auxiliar na reconstrução de casas, igrejas e clínicas em Camarões, após ataques de grupos militantes islâmicos, a Portas Abertas também ajudou pessoas, como Madeleine, com subsídios para seus negócios. Com aproximadamente 40 anos, Madeleine perdeu muito nas mãos do Boko Haram. O filho Elie, de 25 anos, e o marido Paul, de quase 60 anos, foram mortos em 2015 no rastro de violência deixado pelo Boko Haram na fronteira. A casa em que viviam precisou ser abandonada e ela tem dificuldade para sobreviver com os outros cinco filhos. Porém, com a ajuda do subsídio da Portas Abertas, ela começou um pequeno negócio. De certa forma, isso a ajuda a sobreviver.
Paul, o ancião que conduz os cultos na igreja em Mayo-Tsanaga pede: “Ore por nós, para que a situação melhore. Apenas Deus e suas orações nos mantêm aqui. Pensamos se devemos partir, mas alguns de nós viveram a vida toda aqui. Como podemos começar de novo? Ore para que Deus nos ajude e fortaleça diante da perseguição”.
Enquanto alguns escolheram partir, muitos ficaram pelo bem da família e renda, se arriscando a serem mortos, saqueados ou intimidados. Eles podem apenas esperar e orar para que, em breve, possam viver em paz novamente. Um desses cristãos é Aba Elie, de 55 anos, pai de 12 filhos. A resiliência existente nele brilha enquanto fala. De alguma forma, ele continua alimentando a família apesar de já ter passado por cinco ataques. Ainda assim, permanece cheio de fé: “Deus está concosco”, ele diz.
Os ataques são contínuos nessa região de Camarões e tiraram a vida de ao menos 22 cristãos, entre 1 de dezembro de 2019 e 19 de janeiro de 2020. “Todos os dias, militantes tentam se infiltrar na área. Não há um dia em que não ouvimos tiros. Eu mandei todos os meus filhos embora. Só ficamos eu e minha esposa, e não podemos dormir. Ficamos apenas acordados para ver o que acontecerá”, relatou um pastor em Mayo-Tsanaga.
Aconselhamento pós-trauma para mulheres
Isso não acontece apenas em Camarões, mas em diversos países da África Subsaariana. Dentre os cristãos, as mais vulneráveis são as mulheres, que além de enfrentarem os ataques ou mesmo sequestros, ainda precisam lidar com situações como a morte de maridos e filhos, quando não há tantas oportunidades de trabalho para mulheres. Aqueles que sobrevivem precisam de cura para o trauma em todas as áreas da vida. Com uma doação, você permite que uma mulher sobrevivente receba assistência imediata durante um mês.
por Portas Abertas

Anticristo? Ex-premiê quer “governo mundial” para combater coronavírus


Proposta de Gordon Brown é aceita pela maioria da população, diz pesquisa

   Gordon Brown. (Foto: DR)

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Gordon Brown acredita que a solução para o combate da pandemia global de Covid-19, causada pelo novo coronavírus, é a formação de um governo mundial.
O político britânico que liderou o Partido Trabalhista, de víeis esquerdista, acredita que o nacionalismo está prejudicando o mundo e que é preciso uma força-tarefa de líderes especialistas para combater o vírus chinês.
Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, Brown lembra a crise de 2008, mas afirma que a crise atual é diferente. “Estamos perante um problema que não pode ser tratado apenas por um país”, disse, acrescentando: “Tem que haver uma resposta global coordenada.”
Para ele é preciso que os países removem bloqueios comerciais e estejam prontos para diminuir as tarifas econômicas. Ele acredita que só haverá “confiança no futuro” se houver ações internacionais conjuntas neste momento de crise.

População quer governo mundial

Uma pesquisa realizada pelo Instituto ComRes, em 2017, entrevistou mais de 8 mil pessoas de oito países diferentes, incluindo o Brasil, na busca de “novas propostas para repensar como a governança global poderá lidar melhor com os riscos do século 21”.
71% dos entrevistados afirmou desejar a criação de uma nova “organização supranacional para tomar decisões globais sobre as principais ameaças à humanidade”.
Muitos teólogos veem um governo mundial como cumprimento das profecias bíblicas e como um dos sinais da volta de Cristo. Nesse governo, o líder máximo será o Anticristo que terá grande poder e influência.
por Neto Gregório ( Gospel Prime)

Mais de 175 mil pessoas já se recuperaram do coronavírus


Mortes não chegam a um quarto das recuperações.

    Geneva Wood. (Foto: Reprodução)

Os números do mapa formulado pelos pesquisadores da universidade Johns Hopkins, de Baltimore (EUA) mostram que mais de 175 mil pessoas já se recuperaram da Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sar-Cov-2).
O número é quatro vezes maior do que o número de mortes (41.494). A China lidera em número de curados com 76.206 pessoas, contra 3.309 mortes, apesar de dados chineses serem uma incógnita.
Há grande entusiasmo por parte de pesquisadores e autoridades políticas quanto ao uso da hidroxicloroquina contra o vírus chinês. No Brasil, mais de 70 hospitais testam em pacientes o uso do medicamento em conjunto com a azitromicina e dexametasona.
Vários países, incluindo França e Estados Unidos, também já tornaram oficial o uso da droga no tratamento.
Vas Narasimhan, presidente-executivo da Novartis, disse que a hidroxicloroquina é a maior esperança contra o Sars-CoV-2.
“Estudos pré-clínicos em animais, bem como os primeiros dados de estudos clínicos, mostram que a hidroxicloroquina mata o coronavírus”, disse Narasimhan ao jornal suíço SonntagsZeitung no domingo (29).
por Neto Gregorio (Gospel Prime)

quarta-feira, 18 de março de 2020

Os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja




Exposição sobre o capitulo 11 de Hebreus

   Bíblia. (Free-Photos por Pixabay)

A introdução para o capítulo 11 de Hebreus está no final do capítulo 10, e um apêndice está no capítulo 12, onde se traz a expressão “nuvem de testemunhas” para falar de todos estes ícones da fé no passado a quem somos chamados a imitar sua confiança em Deus em épocas de grande aflição.
Inclusive, aqui é bom que corrijamos a velha e equivocada interpretação que diz que “nuvem de testemunhas” são os ímpios lá fora nos observando.
Errado! A “nuvem de testemunhas” de que Hebreus 12.1 fala são os muitos servos e servas de Deus do passado, tratados no capítulo 11, onde está a famosa “galeria dos heróis da fé”.
E mais, a fé é um ponto importante não só da nossa lição, mas um ponto cardinal de toda a carta aos Hebreus, pois, como vimos, uma tentação corrente entre aqueles irmãos hebreus era retornar ao judaísmo e seu culto formalista e rituais exteriores, quando a fé em Cristo é muito mais interior. Abandonar a fé para viver de aparência é cair no desprazer de Deus (10.38).
Apenas ressaltamos que a FÉ de que vamos falar em Hebreus 11 não é a fé para salvação, mas a fé para preservação nos dias maus, triunfo sobre as aflições e progresso contínuo na comunhão com Deus.
É pela fé que vive o justo (Hb 10.38), e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé! (1 Jo 5.4).

A fé que gera confiança em Deus

Neste tópico, a Lição dá destaque para aos três os seguintes personagens:
1. Abel (seu nome significa respiração ou vapor) – filho de Adão, é apresentado na Bíblia como o primeiro homem a oferecer a Deus sacrifício animal, já que seu trabalho era pastorear rebanhos. Seu irmão mais velho, Caim, também oferecia a Deus sacrifícios, mas sacrifícios de vegetais, já que era agricultor (Gn 4.1-4). Não por isso, Deus preferiu a oferta de Abel, porque viu pureza e justiça em seu coração, enquanto que no coração de seu irmão havia malignidade (1Jo 3.12).
Aliás, aqui jaz uma lição prática: nem todos que oferecem sacrifícios a Deus o fazem de modo agradável.
É preciso fazer o bem, ou seja, fazer o que é correto (Gn 4.7), para poder oferecer a Deus uma adoração de modo aceitável (Hb 12.28; Jo 4.23-24; Rm 12.1-2). Há muitos adoradores, mas somente santos adoradores como Abel, que se aproximam de Deus pela fé, é que oferecem o sacrifício de que o Senhor se agrada. Há quem ofereça sacrifícios para exibir-se, outros por disputa, outros por barganha, Abel, porém os oferecia por fé, e nesta fé “ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim” (Hb 11.4, NVI).
Foi vítima do ódio de seu irmão, que tirou-lhe a vida. Mas temos certeza de que Abel, que viveu sua justiça em fé, participará daquela gloriosa ressurreição dos justos para a vida eterna (Jo 5.28,29).
2. Enoque (seu nome significa dedicado) – embora Caim tenha tido um filho de nome Enoque (Gn 4.17), não é deste que o autor de Hebreus está a falar (Hb 11.5), mas de outro Enoque, o filho de Jarede e pai de Matusalém (Gn 5.18-24), que “andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado” (NVI).
Não temos muita informação sobre o contexto social e religioso nos dias de Enoque, mas por inspiração divina o autor de Hebreus nos informa que ele “foi trasladado para não ver a morte… alcançou testemunho de que agradara a Deus”. Enoque é, portanto, um símbolo humano daqueles que haverão de provar a maravilhosa transformação do corpo, sem passar pela morte, por ocasião da vinda de Cristo.
O apóstolo Paulo disse: “nem todos dormiremos [morreremos], mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.51,52). A igreja de Cristo que aguarda o maravilhoso arrebatamento, precisa mais do que nunca desta fé que havia em Enoque, e como ele precisamos “andar com Deus”. Os que aqui andam com Deus por fé, têm de Jesus a promessa de andarem com ele nas mansões celestiais, vestidos de branco, o branco da santidade imaculável e da pureza que jamais se manchará (Ap 3.4,5).
3. Noé (seu nome significa repouso) – filho de Lameque, nasceu sob a expectativa do consolo de Deus para a terra que outrora fora amaldiçoada por causa do pecado (Gn 5.27). Aliás uma nota aqui: sempre falamos que somos todos filhos de Adão, mas também é verdade que todos os que nasceram após o Dilúvio são também filhos de Noé, já que somente Noé e sua família é que sobreviveu ao dilúvio e reconstruiu a humanidade. Somos todos filhos de Noé! 
O contexto em que viveu aquele antigo patriarca da humanidade fora de depravação moral generalizada (Gn 6), a tal ponto que Deus não pode mais tolerar a maldade que se havia multiplicado e o coração irretratável dos homens e mulheres.
A graça de Deus fora retirada daquela geração, porém, Noé achou graça diante do Senhor (Gn 6,8), pois era “homem justo e íntegro”, e como Enoque outrora, “Noé andava com Deus” (Gn 6.9). De fato, Noé demonstrou uma fé gigante em Deus: nunca se tinha ouvido falar de um dilúvio antes, e ainda assim obedeceu a Deus na ordem para se construir a grande embarcação na qual salvaria a sua família, quando Deus lhe prometeu que destruiria o mundo com águas.
Noé nos ensina que devemos crer nos “absurdos de Deus”, mesmo que não compreendamos todos os porquês. Noé nos ensina que devemos viver por fé, não por vista. Noé nos ensina que devemos fazer tudo exatamente como Deus nos ordena (Gn 6.22; 7.5), se quisermos escapar do juízo de Deus que está reservado para este mundo. Para muitos, a história de Noé é apenas um mito, mas Jesus a toma como fato histórico, e ainda nos adverte: como foi nos dias de Noé, será na vinda do Filho do homem (Mt 24.36-39). Enquanto o mundo vai de mal a pior, entregando-se aos deleites da carne e seguindo as seduções do diabo, nós os salvos em Cristo estejamos vigilantes! “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1Jo 3.3)

A fé que faz ver o invisível

Uma nova tríade é alvo de nosso estudo neste tópico:
1. Abraão (seu nome significa pai de multidões) – o grande patriarca de Israel, homem rico, pai de Isaque e avô de Jacó, ex-pagão que ouviu o chamado de Deus, creu, obedeceu e veio a se tornar pai de todos os que creem (Gl 3.7). Neste sentido, visto que imitamos a fé de Abraão, crendo em Deus para justiça, somos seus filhos espirituais. O capítulo 11 de Hebreus dá grande destaque à este patriarca, ressaltando as respostas firmes de Abraão em relação ao chamado e às promessas de Deus:
Primeiro, Abraão “quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo” (11.8). Abraão desvencilhou-se de seus parentes, mas não ousemos dizer que ele “peregrinou no escuro”, pois a fé em Deus era a luz que o orientava na sua peregrinação rumo à Canaã, embora aquele fosse um lugar desconhecido para ele. Embora não soubesse para onde estava indo, Abraão sabia com quem estava indo. Assim, ele pode ver o invisível e confiar na promessa de seu amigo Yavé (Is 41.8).
Segundo, Abraão “recebeu poder para gerar um filho” (11.11), a despeito da sua idade avançada e da esterilidade de sua esposa Sara. Deus lhe prometera dar um filho a Abraão, e nele constituir uma grande nação de inúmeros descendentes – tal como os grãos de areia do mar ou das estrelas do céu (v. 12). Abraão creu, e embora a promessa tenha demorado mais de 10 anos para se cumprir, Abraão não desvaneceu. Quem espera sempre alcança! O choro de Sara e esperança de Abraão foram satisfeitos no sorriso do filho Isaque, o “filho da promessa”.
Terceiro, Abraão, “quando Deus o pôs a prova, ofereceu Isaque como sacrifício” naquele memorável episódio do Moriá (Gn 22)! Deus prometera a Abraão dar-lhe um filho, mas não só isso: a promessa era de aquele filho traria muitos descendentes à família de Abraão. Entretanto, como pode agora, sendo este filho ainda jovem e não tendo casado nem constituído família, Deus pedir a Abraão que lhe oferecesse seu filho em sacrifício? Abraão não faz esse questionamento, e por uma razão: “Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos” (11.19).
Agora raciocine: Deus prometeu que ressuscitaria Isaque, caso Abraão o matasse no sacrifício? Não. Abraão por acaso dispunha de algum precedente histórico, de algum caso de ressurreição anterior no qual ele pudesse repousar seu coração? Todos os casos de ressurreição na Bíblia são posteriores aos tempos dos patriarcas.
Mas veja como Abraão se agigantava na fé a cada desafio proposto por Deus: Abraão creu no inédito, creu que até mesmo ressurreição Deus poderia fazer acontecer ali! De uma coisa Abraão estava certo: seu amigo Yavé era fiel e verdadeiro, e não deixaria de cumprir sua promessa naquele jovem que fora dado milagrosamente à Abraão e à Sara. De fato, Abraão nos ensina que devemos confiar no caráter de Deus, no Deus que não mente e não falha, e que mesmo quando Deus nos pedir para fazer coisas absurdas, e para as quais não tenhamos nenhum caso precedente, devemos confiar que Ele não nos deixará envergonhados e decepcionados. Ele é o Deus de supremo poder e de imensurável sabedoria. Creiamos nEle!
2. José (seu nome significa Que Deus lhe acrescente) – filho predileto de Jacó, moço de uma história de vida admirável, de muita superação e conquistas. A referência a ele na galeria dos heróis da fé (Hb 11.22) é sobre o juramente que ele pediu aos seus irmãos que fizessem de levar seus ossos da terra do Egito onde habitavam naquele momento para a terra que Deus prometera aos seus pais dar-lhes por herança (Gn 50.25).
O pedido de José estava respaldado por sua convicção na intervenção divina em favor dos filhos de Israel: “Deus certamente virá em auxílio de vocês e os tirará desta terra, levando-os para a terra que prometeu com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó” (Gn 50.24).
José não viu este dia, não viveu para ver a libertação do povo hebreu do Egito e a possessão da terra de Canaã, mas pela fé ele estava convicto de que este dia viria. Aliás, já disse o autor de Hebreus que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). Enquanto os materialistas exigem vê para crer, José nos ensina que devemos crer mesmo sem ver!
3. Moisés (seu nome significa tirado das águas) – filho de Anrão e Joquebede, irmão mais novo de Arão e Miriã; era “o príncipe Moisés”, já que foi recebido na família do faraó como “filho da filha de faraó” (Hb 11.24), título que Moisés recusou quando aos 40 anos (tempo em que viveu entre os egípcios e recebeu instrução elevada ali – At 7.22), desceu para ver como estavam seus irmãos hebreus e se compadeceu deles, visto que eram oprimidos pelos egípcios.
Depois de quatro décadas sob a tutela do Egito, Moisés resolve “ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado” (Hb 11.25).
Provavelmente, por ser “filho da filha do faraó”, Moisés teria direito à sucessão no trono egípcio, todavia não fez caso disso, sendo para nós um exemplo de abnegação e renúncia! Era a recompensa que vem do céu que Moisés contemplava (v. 26), e assim, por fé, manteve seu olhar fixo no alvo, olhando sempre pra frente (Pv 4.25).
Com Moisés aprendemos que vale a pena o despojar das riquezas deste mundo, padecer momentaneamente ao lado dos filhos de Deus, e receber a recompensa final reservada para os justos. Paulo diz que se sofrermos com Cristo, com ele reinaremos (2Tm 2.12). Portanto, “sofre as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2.3). Ninguém duvida que Moisés precisou de muita fé para assumir a grande empreitada de retirar Israel do Egito, confrontar o faraó e seus bruxos, estender as mãos para abrir o Mar Vermelho e operar tantos sinais e maravilhas em favor do seu povo. Moisés é um ícone de fé!

A fé que dá poder para avançar

A última tríade deste nosso estudo dominical é:
1. Josué (seu nome significa O Senhor salva) – sucessor de Moisés, responsável por introduzir o povo hebreu na terra prometida. O texto de Hebreus 11 não cita seu nome, mas faz referência a sua liderança no episódio em que “Pela fé, caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias” (Hb 11.30). Este episódio da queda do muro de Jericó está registrado em Josué 5 e 6.
De que outra maneira que não pela fé, creríamos que aquela larga muralha em volta de Jericó (tão larga que Raabe poderia morar sobre ela) ruiriam ao toque das trombetas e sob o grito da multidão, após o total de 13 voltas dadas pelos hebreus? Fosse alto e estridente como fosse o barulho daquelas trombetas e dos gritos, as muralhas sequer seriam riscadas se dependesse só da estratégia humana.
Deus é que fez, em resposta à fé obediente de seu povo, aquela muralha intransponível desabar! “O SENHOR lhes entregou a cidade!”, disse Josué ao povo (Js 6.16).
Jesus disse que se tivermos fé como um grão de mostarda (não fé apequenada, mas fé crescente, que se agiganta nas dificuldades – conf. Mt 13.31,32), poderemos ordenar aos montes: “passa daqui para acolá!”, e eles passarão. Claro, esta é uma linguagem hiperbólica (exagerada) de Jesus para dizer que pela fé podemos fazer coisas extraordinárias e que são impossíveis aos homens. “Tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23).
2. Raabe (seu nome significa abundanteamplo) – é a famosa ex-prostituta de Jericó, mulher que ganhava a vida vendendo seu corpo. Mas um dia ela ouviu falar dos grandes feitos do Senhor Yavé em favor de seu povo, os hebreus, quando aniquilou a fúria do faraó, sepultando seus exércitos no mar vermelho, e dando vitória a Israel diante de grandes reis e inimigos (Js 2.8-10).
Ninguém pregou para Raabe, nem mesmo os dois espias que se esconderam em sua casa, sobre as muralhas de Jericó. Mas os relatos que ela ouviu até muito antes daqueles homens chegarem e a ameaça agora iminente da destruição de sua cidade, foram suficientes para incliná-la a reverenciar o Senhor com temor e reconhecer a supremacia do Deus de Israel: “o SENHOR [Raabe não usa um mero pronome de tratamento, mas chama o Deus de Israel pelo nome, Yavé, como consta no texto original hebraico], o seu Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra” (Js 2.11). Raabe pediu clemência aos espias de Israel, e ela e sua família foi poupada. Tamanha foi a fé de Raabe no SENHOR, que ela, sendo estrangeira, foi incluída na linhagem de Jesus (Mt 1.5).
A história de Raabe nos ensina que não podemos silenciar os grandes feitos miraculosos do Senhor, deixando de contar aos outros o que Deus têm feito por nós. Raabe ouviu relatos de milagres, e porque eram verdadeiros, ela creu neles e temeu ao Deus de Israel. Um testemunho de cura ou libertação pode produzir fé em outras pessoas e mais que atraí-las a um culto, pode leva-las a adorar o Deus dos deuses! Como dizia Pedro e João, “não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20).
3. Gideão (seu nome significa talhador, cortador) – foi o “varão valoroso” (homem valente – Jz 6.12) escolhido por Deus no tempo dos juízes, quando em Israel ainda não havia reis, para liderar o povo hebreu na vitória contra seus inimigos, os midianitas, que de quando em quando assolavam a terra, tomando os frutos do povo do Senhor, largando-o à miséria. Os midianitas eram um povo forte e numeroso, e para guerrear contra eles, Gideão começou com um grande contingente de soldados: 32 mil. Entretanto, bastou o grito: “Covardes, voltem!”, para este número ser reduzido à 10 mil (Jz 7.3). Mas ainda “havia muita gente” na perspectiva divina, embora na ótica humana aquele fosse um número pequeno para o confronto.
Deus não queria que os homens se gloriassem nos números, julgando-se os conquistadores da vitória, e também desejava que Gideão confiasse que do Senhor viria a vitória a despeito do pequeno número de combatentes (Jz 7.2). Após um teste de prudência a que aqueles dez mil foram submetidos, restaram apenas e tão somente Gideão e seus 300 valentes.
Raciocine: quem, senão um homem dotado de muita fé, iria com mais 300 homens para uma guerra contra o temido exército midianita? Mas, embora tenha pedido provas a Deus do que deveria realmente fazer – Gideão não tinha dúvidas de Deus, mas dúvidas de suas próprias percepções sobre o que Deus queria para ele (era uma dúvida boa, portanto, que livra-nos de agir com precipitação) – aquele varão valoroso estava seguro de que sua vitória seria certa porque o Senhor estava com ele (Jz 6.12), e porque o Senhor o tinha enviado para aquele fim (Jz 6.14).
Com Gideão aprendemos que o Deus que chama e envia é o Deus que capacita e garante a vitória! Não é com muitos homens que se conquista a vitória, mas com confiança em Deus que desbarata os exércitos inimigos, afugenta o diabo e triunfa sobre o mal! Se Deus está do nosso lado, seremos sempre a maioria, independente do contingente humano; e seremos sempre “mais que vencedores” (Rm 8.37), independente dos desafios. Não temas, crê, somente! (Mc 5.36).
Conclusão
O próprio autor de Hebreus admite que faltaria tempo (e acrescento: espaço) para falar de todos os heróis e heroínas da fé nos dias passados (10.32), então o aluno da Escola Dominical não deve estranhar a ausência de nomes de muitos personagens admiráveis do Antigo Testamento.
As três tríades que estudamos são suficientes para ensinar a homens e a mulheres que “sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).
Já dizia um antigo hino que costumávamos cantar: “Cada vez que a minha fé é provada, Tu me dás a chance de crescer um pouco mais”. Portanto, vamos romper em fé a cada dia! Vamos seguir adiante, a despeito das tribulações. Vamos imitar a fé destes vencedores do passado e como eles também triunfaremos sobre as adversidades daqui.
Deus é maior, e Ele está conosco! No dia da angústia, nas noites frias e escuras, quando os recursos humanos se acabam e as portas se fecham, não devemos nos mostrar frouxos (Pv 24.10), antes, é aí mesmo que devemos erguer nossos olhos aos céus, clamar por socorro e crê que Deus do alto de sua glória nos ouvirá e nos responderá e nos dará tudo o que precisamos, segundo sua infinita bondade e misericórdia.
Sim, esta promessa é para nós: “buscai primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33); “e se alguém me servir, meu Pai o honrará” (Jo 12.26).
Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de quatro livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016), Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018), Reflexões contundentes sobre Escola Bíblica Dominical (versão e-book, 2019), e Poder, poder pentecostal: reafirmando nossa doutrina e experiência, à luz das Escrituras Sagradas (lançamento previsto para final de 2019).