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quinta-feira, 4 de maio de 2017

“Não precisamos roubar ninguém”, diz pastor investigado pelo MP por corrupção



Resultado de imagem para “Não precisamos roubar ninguém”, diz pastor investigado pelo MP por corrupção    Fadi Faraj se defende durante culto em Brasília

O apóstolo Fadi Faraj, líder da igreja Ministério da Fé, usou o púlpito na noite de domingo, para se defender das acusações de integrar um esquema de corrupção ao lado da irmã, a pastora e deputada distrital Sandra Faraj (SD).
Eles são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na Operação Heméra (deusa da mentira, em grego). A deputada é investigada por supostamente ter embolsado R$ 150 mil da verba indenizatória da Câmara Legislativa. Além disso, há denúncias de que os comissionados eram obrigados a devolver parte do salário.
O templo da igreja foi alvo de mandados de busca e apreensão no último dia 27. Na ocasião, foi retirado um cofre com reais e dólares.
Atualmente, indica o Metrópoles, Fadi e Sandra Faraj são investigados por corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de coação de testemunhas no curso do processo.
Os dois são investigados por uso irregular de verba indenizatória e pela suposta cobrança de parte dos salários de servidores comissionados nomeados pela parlamentar, ou por indicação dela e do irmão, na estrutura do GDF e da Câmara Legislativa. Caso sejam considerados culpados, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão e a deputada poderia o cargo.
Ambos negam as acusações.

Nossa fonte é o Senhor

Durante o culto de domingo, o pastor foi enfático enquanto anunciava o momento de entrega dos dízimos e ofertas: “Nós não precisamos roubar ninguém… Sabe qual é a nossa fonte? É o Senhor. Nós não precisamos roubar ninguém, não precisamos tirar nada de ninguém porque o Senhor que é a nossa fonte, a nossa provisão. Aleluia. Então levantem, em nome de Jesus”.
Na sede da Igreja Ministério da Fé, em Taguatinga, diversos pastores mostravam cartazes com dizeres em apoio ao apóstolo, a Sandra e à congregação.
Segundo um fiel, desde o escândalo envolvendo os irmãos Faraj, os cultos têm menos gente.
por Jarbas Aragão

Compartilhando o amor de Deus no Oriente Médio



Líder cristão decide pregar o evangelho entre os muçulmanos e, mesmo sendo uma missão perigosa, ele viaja por todo o país, levando as boas novas

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Falar do amor de Cristo entre os muçulmanos, e ainda em países fechados para o evangelho, pode ser uma tarefa solitária e perigosa, mas muito compensadora, garante o líder cristão Rashad*, que atua em um dos países do Oriente Médio, que não será identificado por razões de segurança. Ele tem sido um testemunho vivo do amor de Deus, desde que declarou: “Senhor, eu tenho um coração voltado para os muçulmanos, por favor, traga-os para mim”.
Isso aconteceu há 10 anos, quando Rashad orou pedindo a Deus para usar sua vida. Ele conta que a resposta foi rápida e que, em apenas dois dias, um novo convertido bateu em sua porta e pediu oração por um amigo muçulmano, que aceitou a Cristo em seguida. Foi assim que seu ministério começou. “Um dia, uma voz em minha mente perguntou: por que você quer que os muçulmanos venham até você? Por que você não vai até eles?”. Desde então, essa mesma voz o tem inspirado a viajar por todo o país.
Entre aldeias e comunidades remotas, Rashad tem compartilhado o amor de Deus por onde passa. Segundo ele, a maioria desses lugares são alheios ao evangelho. “Menos de 3% das pessoas desta nação são cristãs e a maioria vive em grandes cidades. Há muitas áreas rurais por aqui que estão completamente isoladas e ainda não ouviram falar do nome de Cristo”, disse o líder, que pede orações por sua segurança e para que seja capaz de continuar esse trabalho.
*Nome alterado por motivos de segurança.

por Portas Abertas

Pastor acredita que “avivamento final” está próximo de acontecer



Resultado de imagem para Pastor acredita que “avivamento final” está próximo de acontecer   Sucessor do pastor Paul Yonggi Cho defende que volta de Jesus ocorrerá em breve

O local é do tamanho de um ginásio esportivo, mas serve como local de reunião para cerca de 20 mil pessoas todos os domingos. Localizada na ilha de Yoido, região metropolitana de Seul, capital da Coréia do Sul, a Igreja do Evangelho Pleno é a maior igreja do mundo, contando com cerca de 800 mil membros, que se reúnem em células espalhadas pela região.
A congregação pentecostal está ligada às Assembleias de Deus da Coréia, mas ficou conhecida no mundo todo por causa do seu fundador, Paul Yonggi Cho. Profícuo autor de livros, ele foi se tornando muito influente à medida que a igreja crescia. De muitas maneiras, Cho contribuiu para mudar seu país natal, historicamente budista. Atualmente um terço da sua população é cristã.
Atualmente existem 17 megaigrejas (com mais de 2 mil membros) somente na capital. Mas nenhuma é tão famosa quanto a de Yoido. Seu fundador se converteu a Jesus ainda adolescente, na década de 1950, após a Guerra da Coréia. Ele sempre contava como sua fé cristã o salvou da desnutrição e de doenças.
Em 1958 ele iniciou a Igreja do Evangelho Pleno. Tudo começou com cultos sob uma tenda.
“Vinham tantas pessoas pobres, que não tinham para onde ir, nem trabalho, nem renda”, lembra o veterano pastor.
“Comecei a oferecer a eles esperança [através da Bíblia]. A religião é inútil se não pode dar esperança “, ensina. Um período de avivamento, com curas, batismos no Espírito Santo e milagres consolidou seu trabalho e deu início a megaigreja.
Sua pregação popularizou no país a mensagem que, além da salvação prometia recompensas divinas que incluíam a cura de doenças e a riqueza material. Este seria o “evangelho pleno” que dá nome ao seu ministério.
Acabou se aposentando em 2014, em meio a escândalos financeiros envolvendo a acusação de ter usado 12 milhões de dólares da igreja em um “esquema” montado por Cho Hee-jun, seu filho mais velho, que envolvia venda fraudulenta de ações. Como resultado, o filho de Cho foi condenado a três anos de prisão.
Apesar dos problemas que isso trouxe à Igreja do Evangelho Pleno, incluindo a perda de alguns milhares de membros, o sucessor de Cho, Young-hoon Lee acredita que as coisas irão mudar. “Estamos em um período de desaceleramento”, admite.
Durante um sermão recente, o pastor Lee conduziu mais uma vez a igreja em intercessão pelo povo da Coréia do Norte. Os evangélicos acreditam que, dadas as condições dos seus vizinhos do norte, eles só poderão sobreviver se crerem em Jesus.
Lee sabe do que está falando. Ele é da quarta geração de uma família de evangélicos. Seu avô pregava o evangelho em Pyongyang, atual capital da Coreia do Norte, antes da Guerra. Embora pouco conhecido pelo ocidente, este ano completa um século do grande avivamento que deu início ao movimento pentecostal na Coreia.
Naquela época, Pyongyang era conhecida como a “Jerusalém da Ásia”. Hoje em dia, as igrejas estão fechadas e a pregação é proibida.
Mas Lee não perde a esperança de ver mudanças, especialmente pois entende que o fim se aproxima. Por isso, anuncia: “Vamos ter um novo grande despertamento e avivamento na Coréia”.
Este seria o esperado mover final, apregoado por diversos outros pregadores. “Afinal, acreditamos que Jesus está voltando em breve”, sentencia. Com informações do Public Radio International

por Jarbas Aragão

Complexo cristão é invadido novamente



Uma comissão ilegal está vendendo propriedades que pertencem à igreja no Sudão; existem planos que visam diminuir a presença cristã no país

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Recentemente, a polícia sudanesa e uma multidão armada ocuparam parte do complexo de uma das igrejas no Sudão. O incidente ocorreu no mesmo local onde o líder cristão, Younan Abdullah, foi morto durante um confronto, no mês passado, quando participava de um protesto pacífico contra a apropriação ilegal de bens. Os fiéis alegam que uma comissão desconhecida passou a dominar, desde 2013, vendendo propriedades que pertenciam a igreja no Sudão a empresários ligados aos governantes.
O composto em Omdurman, que fica no centro da capital Cartum, inclui casas, escritórios e instalações escolares. De acordo com informações locais, a polícia invadiu uma dessas casas, que pertence a um guarda, Azhari Tambra. Ele não estava, mas sua esposa e seus três filhos (6, 4 e 2 anos de idade), foram levados e mantidos na delegacia sob custódia, por 12 horas. Depois disso, foram libertados ilesos, mas todos os pertences deles foram destruídos.
A polícia, com o apoio da multidão, fechou o acesso a uma das áreas do imóvel. A briga pelo complexo continua, sendo disputada entre os cristãos e a comissão ligada ao governo, que pretende comprar as terras onde o imóvel está construído. A organização Christian Solidarity Worldwide (Solidariedade Cristã Mundial) disse que o ocorrido faz parte de uma campanha para "diminuir ou remover a presença cristã no Sudão". A comunidade cristã vem enfrentando assédio desde 2011, quando o governo prometeu adotar a sharia como legislação do país. Continue orando pela Igreja Perseguida.

por Portas Abertas

O suborno



Resultado de imagem para O suborno   "Não aceite suborno, pois o suborno cega até os que têm discernimento e prejudica a causa do justo. Êxodo 23.8

O Suborno é fruto da ganância, é o ensejo de lucrar sobre algo ou alguém não se importando com os resultados.
Um dos grandes problemas da ganância, é que ela cega de tal maneira que aqueles que estão envolvidos chegam a pensar que estão agindo corretamente. Encontramos pessoas gananciosas em todos os lugares, dentro das pequenas e grandes empresas, no governo, em algumas famílias e até mesmo nas “igrejas (denominação)”.
Líderes religiosos são os que nesses últimos tempos estão mais inseridos neste grupo. Tudo isso, é devido aos seus grandes projetos de expansão de templos e de enriquecimento pessoal. É lamentável, por exemplo, ver pastores vendendo o voto da sua igreja (membros) em troca de bens e favores.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
1 Timóteo 6:9-10
Os ganhos jamais podem comprometer o caráter de um líder!
Em 1 Timóteo 3, o Apóstolo Paulo trata claramente dos critérios para alguém exercer função ministerial, para o momento precisamos destacar o versículo 3 “…não apegado ao dinheiro”. O apego ao dinheiro acaba desvirtuando o sentido de ser pessoa.
A ganância tem o poder de cegar o indivíduo a ponto de levá-lo achar que tudo é eterno.
Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.
Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.
Mateus 6:19,20
Tudo vai passar…
Muitos podem pensar que a corrupção é um fenômeno recente na sociedade, a verdade é que o Antigo Testamento mostra que não, vejamos:
Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel.
Seu filho mais velho chamava-se Joel, o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba.
Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitaram suborno e perverteram a justiça. 1 Samuel 8:1-3
O profeta Samuel não tirou proveito da sua posição para obter ganhos pessoais, mas seus filhos sim, pois os mesmo não seguiram seus passos.
Em Deuteronômio 16:19, as referências de Moisés na nomeação dos Juízes evidência claramente o que os juízes e os sacerdotes de hoje deveriam praticar.
  1. Não perverter a justiça
  2. Não mostra parcialidade
Não existe meio certo e/ou meio honesto, apenas certo ou errado e honesto e desonesto.
O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína. Provérbios 29:4
Hoje o Brasil tem uma deficiência nas suas principais áreas de: educação, saúde e segurança, em virtude do ganho desonesto por parte de alguns representantes do povo.
O que o povo se pergunta é: Até quando?
A resposta infelizmente está condicionada ao posicionamento do próprio povo. Enquanto nas instituições governarem pessoas injustas, o povo irá padecer.  “Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme”. Provérbios 29:2
Para que haja mudança o primeiro passo deve partir de nós, pois, muitos querem um país melhor, mas não fazem a sua parte corretamente, por exemplo, vendem o seu voto. Entenda que aquele que compra o voto de um eleitor só esta mostrando o que fará se for eleito; Um líder que aceita suborno só mostra que não tem preparo para governar uma instituição.
No assunto aqui tratado uma coisa fica clara, seja na política ou na religião, a ganância enaltece o caráter de muitas pessoas. Caráter não se adquire em lojas, também não vem estampado no rosto das pessoas, porém, é visto pelos frutos. Pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos. Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco, uvas de ervas daninhas. Lucas 6:44
Portanto, uma pessoa desonesta se conhece pelas suas atitudes com a família, igreja, governo, e etc. Se somos cristãos de verdade precisamos refletir a luz de Cristo em nós.
Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.
Mateus 5:16
Pense bem… As “riquezas” não dão a segurança para sempre. Pelo contrário, levam embora a sua dignidade.
por Rafael Esmeraldino

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Bíblia e o Direito



Resultado de imagem para A Bíblia e o Direito  Cosmovisão Cristã aplicada às Ciências Jurídicas.

Este artigo foi escrito à Associação Nacional dos Juristas Evangélicos – ANAJURE, em processo seletivo no qual se concorria a uma semana de aulas sobre liberdade religiosa e suas facetas na sociedade brasileira. Fico feliz em ter sido aprovado e aproveito para compartilhar este texto, de modo que sirva para edificação da Igreja e Glória do Senhor Jesus. Eis o artigo:
Trata-se de grave erro cometido pelos operadores do Direito desconsiderar as contribuições e inspirações que a Cosmovisão Cristã – considerando-se para tal toda a Escritura Sagrada: Antigo e Novo Testamentos – propiciaram ao Direito. Muitos dos valores atualmente internalizados pelo Direito têm sua origem nos ensinos da Bíblia.
Ao se traçar um breve relato comparativo entre as verdades teológicas e o Direito, verifica-se que as Sagradas Escrituras serviram como fonte inspiradora do Direito através dos séculos. Nesse prisma, pode-se verificar, por exemplo, a previsão da Lei de Deus quanto ao devido processo legal. Além disso, confere-se nas Sagradas Escrituras uma das primeiras distinções da História entre dolo e culpa.
Ao prever cidades de refúgio[1] para aqueles que cometeram um homicídio sem a intenção de matar, ou seja, sem animus necandi, o Direito Mosaico assegurava que o homicida fosse posto em uma cidade separada até que aguardasse um julgamento justo por quem de Direito, ou seja, por um juiz natural da época. Vê-se claramente que conceitos jurídicos tão largamente utilizados hodiernamente como dolo/culpa, devido processo legal e juiz natural têm sua origem há cerca de 3.600 anos, consoante previstos na Bíblia.
Ainda de forma comparativa, as diretrizes bíblicas já orientavam aos magistrados quanto à impessoalidade ao julgar, ao preconizarem que não deveria haver injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça deveria ocorrer o julgamento do próximo[2]. O próprio Cristo revolucionou os aspectos legais da época, ao derrogar a famigerada lei de talião, a qual previa a recompensa na mesma medida. Jesus assim disse:
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.[3]
Vê-se nas palavras de Jesus a proibição da “justiça pelas próprias mãos”, ou seja, da autotutela. No Direito, a tutela Jurisdicional é monopolizada pelo conceito de Jurisdição, por meio da qual a aplicação da norma é atividade exclusiva do Estado.
Ademais, vencida a falácia de que os preceitos cristãos em nada podem contribuir para a sã normatização e aplicação do Direito, há que se tecer alguns comentários quanto à relação entre o Direito e a defesa da liberdade religiosa.
A liberdade religiosa tem sofrido grandes ataques, principalmente por ideologias pautadas em preceitos contrários ao Cristianismo.
É intrínseco ao ser humano o direito de se expressar e de crer. Um dos grandes iluministas da História da Humanidade, ateu diga-se de passagem, Voltaire, bradou com propriedade: “Posso até não concordar com nenhuma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de falar.” Voltaire expunha, no séc. XVIII, o direito básico de pensar, expressar-se e até de crer.
O italiano Giovanni Pico Della Mirandola, em sua obra escrita no séc. XV: O Discurso sobre a Dignidade do Homem, defende que a dignidade do homem – tão em voga nos discursos jurídicos atuais – está relacionada a dois principais fatores, quais sejam: o Direito de filosofar, ou seja, de pensar, e o Direito de crer.
Outrossim, clarividente é que a liberdade religiosa se trata de uma conquista fundamental do homem, não podendo ser restringida, mitigada ou suplantada por aqueles que não concordam com a religião. Ademais, vê-se constantemente o discurso – como álibi de que o direito de liberdade religiosa não pode ser exercido em sua plenitude – de que a liberdade religiosa tem limites, como por exemplo, a proibição de que a religião interfira na ideologia do Estado. Ora, os defensores dessa falácia esquecem, ou fazem questão de olvidar, que o Estado é laico, mas as pessoas que o compõem não o são. Além disso, o conceito de separação entre Estado e Igreja é utilizado com sentido contrário ao seu real significado.
É que a primeira vez em que se usou a expressão “separação entre Estado e Igreja” foi na carta de Tomas Jefferson a uma Igreja Batista na cidade de Danbury, Estado do Connecticut, que dizia o seguinte:
Acreditando com vocês que a religião é uma questão que diz respeito exclusivamente ao homem e seu Deus, que ele deve prestar contas a ninguém mais por sua fé ou culto, que os poderes legislativos do governo estendem-se somente a ações e não a opiniões, contemplo a reverência soberana desse ato de todo o povo americano, que declarou que seu legislador ‘não fará nenhuma lei respeitante ao estabelecimento de religião ou à proibição de seu livre exercício’, construindo, assim, um muro de separação entre Igreja e Estado.”[4]
Desta feita, ao contrário do que se apregoa com o discurso “separação entre Igreja e Estado”, é que este não pode interferir no Direito de liberdade religiosa, tão caro às sociedades civilizadas.
Portanto, a cosmovisão cristã teve e continuará tendo influência sobre o Direito, dado que é impossível extrair a fé dos indivíduos, indivíduos estes que se relacionam socialmente, relação esta dirigida e supervisionada pelo Direito, o que, por conseguinte, conflui para necessidade de defesa da liberdade religiosa, valor de suma importância a todo ser humano.
Grande abraço,

Referências:
[1] Cidades de refúgio: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão à terra de Canaã, fazei com que vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma por engano. E estas cidades vos serão por refúgio do vingador do sangue; para que o homicida não morra, até que seja apresentado à congregação para julgamento. (…) Serão por refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que ali se acolha aquele que matar a alguém por engano. Nm 35:9-15
[2] Levítico 19:15.
[3] Mateus 5:38-41
[4] GEISLER, Norman; MEISTER, Chad. Razões para Crer. Rio de Janeiro: CPAD. 2013. p. 133.

Hélio Roberto

Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília. Contato para ministração e estudos bíblicos: helior.ssousa@gmail.com

Em queda livre, denominações tradicionais podem desaparecer em 25 anos



Resultado de imagem para Em queda livre, denominações tradicionais podem desaparecer em 25 anos,  Estudos mostra que protestantes precisam mudar o rumo de suas igrejas.

De muitas maneiras, o que acontece nos Estados Unidos influencia o restante do mundo. Isso também vale para a questão religiosa, uma vez que grande parte da teologia consumida no Brasil tem sua origem na outra América.
O pastor batista Ed Stetzer, que além de estudioso e autor profícuo trabalha com o ministério Billy Graham, afirma ter identificado uma tendência preocupante. As denominações protestantes históricas, se não mudarem seus rumos, podem desaparecer em menos de 25 anos.
O declínio do protestantismo tradicional não é novidade. Isso inclui igrejas como a anglicana, luterana, presbiteriana e metodista. Nos Estados Unidos, esse grupo não é visto como pertencente a categoria “evangélico”.
A trajetória dessas igrejas, dominadas por uma teologia liberal e sem ênfase na evangelização, vem sendo objeto de discussão entre os pesquisadores há anos. Seu fim anunciado está muito relacionado com a demografia.
Como a tendência é as pessoas terem menos filhos, o crescimento orgânico dessa linha protestante não consegue acompanhar o número de membros que falece. O mesmo não ocorre entre outros grupos evangélicos, especialmente os pentecostais, que ainda crescem através de conversões.
De modo geral, o cristianismo enfrenta um declínio acentuado à medida que os norte-americanos se tornam ainda menos afiliados à religião. O pesquisador episcopal Kirk Hadaway já apontava em 1998 que a tendência era as pessoas se considerarem cada vez mais “espirituais”, mas sem terem ligação com qualquer igreja.
Ed Stetzer usou os dados recentemente divulgados do Levantamento Social Geral, fez uma projeção usando as taxas de declínio atuais e prevê que, caso não mudem drasticamente sua maneira de atuar, as denominações tradicionais deixarão de existir dentro de cerca de um quarto de século.
“Se os dados continuarem mostrando o mesmo padrão, os protestantes verão o número de membro chegar a zero em 2039. Logo, se essa tendência continuar, terão apenas mais 23 Páscoas”, escreveu ele em artigo para o Washington Post.

Teologia liberal

Em sua avaliação, os motivos para isso são conhecidos: “Ao longo das últimas décadas, as denominações protestantes tradicionais abandonaram doutrinas centrais que passaram a ser consideradas “ofensivas” para a cultura. Ou seja, que Jesus literalmente morreu por nossos pecados e ressuscitou dos mortos, a Bíblia é autoridade e a necessidade de conversão pessoal”.
Por exemplo, na Igreja Unida do Canadá, 20% dos pastores afirmaram não crer no Deus descrito na Bíblia. Vinte e nove por cento acredita em Deus, mas não o vê como “sobrenatural”. Pouco mais de 2% disseram ver Deus como uma “força” e 15,6% percebem Deus como uma “metáfora”.
Outro aspecto a ser levado em conta, destaca Stetzer, é que “alguns dos principais líderes protestantes rejeitaram ou minimizaram essas crenças… Mas se a expressão principal dessas igrejas não é diferente da cultura atual, as pessoas vão procurar respostas em outros lugares”.
O pesquisador disse acreditar que eventualmente essas denominações irão se reinventar para interromper a tendência de declínio, mas até lá muitos templos serão fechados, diminuindo significativamente sua influência.
Além disso, em alguns casos, estão surgindo movimentos que optaram por se desligar da denominação após decisões como a aceitação do casamento homossexual e a ordenação de pastores e pastoras LGBT.
Com isso, há denominações novas surgindo para ocupar esse espaço. Entre os presbiterianos, por exemplo, surgiu a Evangelical Covenant of Presbyterians, que reúne hoje cerca de 300 igrejas que se cansaram da agenda liberal da PCUSA.
O Centro de Pesquisa Pew indicou em 2015 que as igrejas de teologia liberal nos Estados Unidos estão perdendo quase um milhão de membros por ano. Com menos fiéis, diminuíram as entradas e com isso elas entraram em declínio. Dezenas de templos estão sendo fechados anualmente.

por Jarbas Aragão