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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Jihadistas já mataram 500 líderes cristãos na Nigéria



Resultado de imagem para Jihadistas já mataram 500 líderes cristãos na Nigéria    Bispo católico pede união dos cristãos contra o “ataque demoníaco" do Islã


Um bispo católico na Nigéria está denunciando que os jihadistas do Boko Haram mataram pelo menos 500 sacerdotes nos últimos anos. Em um relatório divulgado pela diocese de Maiduguri, consta que somente em 2014, quando juraram lealdade ao Estado Islâmico, os extremistas incendiaram 250 igrejas no Nordeste do país.
O bispo Oliver Doeme lembra que o grupo terrorista ataca todos os não islâmicos, tendo expulsado recentemente cerca de 80 mil católicos de suas casas, enquanto mais de 60 mil fugiram para o vizinho Camarões. Os principais locais da perseguição religiosa são os estados de Adamawa, Yobe e Borno.
Apesar de elogiar os esforços do exército nigeriano, que combate os insurgentes em várias frentes, ele ressalta: “a batalha contra Boko Haram não deve se limita ao domínio físico, mas precisa ser combatida no reino espiritual, pois é um ataque demoníaco”.Doeme pede a união de todos os grupos cristãos do país, uma vez que há uma guerra religiosa que já deixou cerca de 100.000 mortos e mais de 2 milhões de refugiados dentro do próprio território.
Metade dos 170 milhões de habitantes da Nigéria professam o cristianismo. É o segundo país com o maior número de evangélicos do planeta, com 60 milhões de fiéis. Os católicos são cerca de 20 milhões. Os islâmicos no país são cerca de 80 milhões.
A administração do presidente Donald Trump recentemente manifestou sua intenção de  vender 12 aeronaves de ataque leve à Nigéria, que seriam usadas na luta contra Boko Haram. O negócio está encaminhado há alguns meses, mas fora cancelada pelo ex-presidente Barack Obama em janeiro. Com informações Christian Times
por Jarbas Aragão

Depoimentos de uma família egípcia



“Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.” (Marcos 8.35)

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Os ataques às igrejas no Egito, levou Michael Nabil Ragheb, pai de Priscilla, uma menina de três anos. Ele era diácono na igreja de Tanta. Sara, a viúva, compartilha sobre a fé do marido e alguns fatos ocorridos nos últimos dias, antes das explosões. “Na manhã daquele domingo eu cheguei a pensar que era o dia do Juízo Final”, disse ela. Sara estava no culto quando aconteceu a explosão. “De alguma forma, Michael sabia o que iria acontecer. Um dia antes do aniversário de três anos da nossa filha, ele sentia que logo estaria entre os mártires, no céu. Depois falou que sentiria a nossa falta”, lembra.
Com esse pensamento, Michael então pediu para a esposa e a filha que se sentassem nos últimos bancos, em vez de ficarem perto dele, na frente da igreja. “Fiquei um pouco surpresa com o pedido, mas agora eu entendo que essa era a vontade de Deus”, reconhece. Michael então foi para a frente da igreja, pois ele iria cantar naquele dia. “Ele disse para esperarmos por ele depois do culto, mas ele não voltou”, lamenta Sara.
“Ouvi o som da explosão, no meio do culto. A igreja estremeceu, havia muita fumaça e tudo ficou escuro. As pessoas gritavam muito. Eu chamei pelo meu marido, corri para o lugar onde ele estava, esperando encontrá-lo vivo. As cenas foram horríveis, eu estava em estado de choque. Encontrei Michael ali deitado. E então ele foi para o céu, como havia dito há alguns dias”, disse a viúva em lágrimas.
Eles tinham completado quatro anos de casamento. “Eu o amava muito. Está muito difícil lidar com a perda dele, mas apesar de tudo, Deus tem confortado meu coração com sua paz e sua graça”, disse. Ela finaliza dizendo: “Meu marido viveu a vida do céu na terra. Ele estava sempre orando e lendo a Bíblia. De certa forma, estou feliz por ele, pois sei que está no céu, em frente ao trono da graça, ele está com Jesus”, conclui.
Depoimentos da família
“Meu filho vai celebrar a Páscoa com Cristo, no céu.”, disse Nabil Ragheb, pai de Michael.
“Michael era uma pessoa muito amável e tinha um relacionamento muito forte com Deus. A Bíblia fala que estar com Cristo é o melhor lugar para alguém estar. Meu filho ganhou uma coroa entre os mártires”, disse a mãe.
“É muito difícil para todos nós, mas ele já está no céu. Nós ainda estamos lutando nessa vida mortal e não sabemos do futuro. Estou ansioso para me encontrar com Jesus também”, disse o irmão, Kerolos Nabil Ragheb.
“Michael era um membro da igreja muito envolvido, desde a infância. Era muito estudioso, fez Farmácia na faculdade, depois se formou em Teologia. Teve uma vida próspera, tanto profissional quanto espiritual. Foi um homem honesto, obediente e humilde”, disse um de seus tios, Fr. Ishak Habib.
Pedidos de oração
  • Ore pela família de Michael, em especial pela esposa Sara e pela filha Priscilla. Que Deus continue confortando seus corações de maneira sobrenatural.
  • Peça também por todos os amigos dele e irmãos na fé que sofreram essa perda. Interceda pelos feridos e por aqueles que vão enfrentar as consequências dessas explosões.
  • A igreja no Egito está sendo atacada com frequência. Interceda pelos perseguidos, para que encontrem fé e perseverança o suficiente para seguir em frente. E que o nome de Jesus continue sendo glorificado entre os egípcios.
por Portas Abertas

Elaine Martins lança o EP Live Session



Resultado de imagem para Elaine Martins lança o EP Live Session   Repertório conta com quatro regravações ao vivo

A cantora Elaine Martins lançou pela gravadora carioca MK Music, nesta última sexta-feira (7), o seu primeiro extend play da carreira. Trata-se do EP Live Session, disponível nas plataformas digitais de streaming musical e também para compra no iTunes.
Mais um lançamento da série Live Session, que já envolveu artistas e bandas como Kleber LucasEmerson PinheiroPr. LucasDelino MarçalCassianeAnderson Freire e Sarando a Terra Ferida, é um projeto exclusivamente digital e conta com quatro faixas.
A maior parte do repertório é original do álbum Rompendo, disco lançado por Elaine pela MK em janeiro de 2016 e disponível também em formato físico. Do disco, foram selecionadas canções como “O Melhor da Festa”, “Emanuel” e “Tempo de Deus”.
á “Sei que É Bem Assim”, um dos hits da artista fluminense, é encontrada no disco Muda-me, um trabalho ao vivo originalmente lançado em 2008. A canção se faz presente em apresentações de Elaine Martins e, desta vez, ganha nova interpretação.
Todas as canções estão disponíveis como videoclipes no canal da gravadora. A direção é de Felipe Arcanjo. Além dele, as produções audiovisuais contaram com as participações técnicas de Carla Malafaia e Jaqueline Macedo (produção), Marcos Mathias e Victor Castro (assistência) e Vagner Pitangui (iluminação).
Como videoclipes, as canções trouxeram, para Elaine, forte popularidade na internet. O videoclipe menos visto soma mais de 350 mil visualizações e “Emanuel”, o recordista de telespectadores, soma mais de um milhão e meio de transmissões em três meses.
Faixas do EP
1. Emanuel
2. O Melhor da Festa
3. Tempo de Deus
4. Sei que É Bem Assim
por Tiago Abreu

Em meio à violência, igrejas evangélicas se multiplicam nas favelas



Resultado de imagem para Em meio à violência, igrejas evangélicas se multiplicam nas favelas   Pastor defende que "Deus é a única opção para os pobres"

O pastor Marcio Antônio prega no púlpito de uma pequena igreja construída em terreno cercado por arames farpados e fios elétricos. Sua mensagem é que os fiéis precisam ser testemunho na favela que residem, na periferia do Rio de Janeiro.
O líder religioso, um ex-traficante na mesma favela Cantagalo, onde hoje pastoreia uma Assembleia de Deus, sabe que a maioria dos moradores mora em terrenos invadidos e não possuem escrituras das suas casas.
Ele e seu rebanho fazem parte de uma tendência crescente no Brasil. Igrejas evangélicas estão se multiplicando nas favelas e comunidades de baixa renda. A maioria delas não possuem a estrutura dos bairros, em termos de saúde, saneamento básico, transporte e registro de imóveis.
“O governo não nos ajuda, por isso Deus é a única opção para os pobres”, explica o pastor Antonio, 37 anos. Vestindo terno e gravata, como em todos os domingos, Marcio nasceu e foi criado no Cantagalo, onde prega regularmente para cerca de 24 pessoas toda semana. Testemunha que, assim como muitos outros jovens pobres, foi a tentação do dinheiro fácil que o levou para o tráfico de drogas antes de ter encontrado a Deus e recebido uma missão de vida.
“Existem muitos problemas aqui na favela”, desabafa o pastor, enumerando “a pobreza, desemprego, o crime, problemas de saúde mental e a igreja ajuda a comunidade com essas coisas”.
É nas favelas e nas comunidade mais carentes, ignorados pelo governo que as igrejas evangélicas oferecem programas sociais, que incluem educação, segurança e  desenvolvimento econômico. Entre outras coisas, ajudam a formar cidadãos que, conforme os especialistas, ajudam a fortalecer o pensamento conservador.

Governo ausente

Os evangélicos já são mais de 20% dos 200 milhões de habitantes do Brasil. Eram menos de 3% em 1940,  levantamentos. É o movimento religioso que mais cresce no país há décadas.
Jeff Garmany, professor do Instituto Brasil no King’s College, na Inglaterra, estuda esse fenômeno. Ele explica que nas favelas, a proporção de evangélicos é geralmente maior, por vezes chegando até cerca de 50% dos moradores.
“As pessoas que moram nessas favelas lidam com questões graves, como o preconceito, a pobreza e a violência”, assegura. “A incapacidade do Estado de lidar de maneira adequada  com essas questões permite que as igrejas cresçam e alcancem as pessoas que moram ali”.
Estima-se que cerca de 20% da população brasileira viva em comunidade carentes e o crescimento do percentual de evangélicos entre eles vem gerando um novo tipo de poder político.
“As igrejas evangélicas não estão oferecendo apenas ideias religiosas, estão tratando de assuntos sociais com os quais as pessoas se confrontam todos os dias”, resume Garmany.
Na favela do Cantagalo, que reúne 30 mil pessoas, há duas igrejas católicas e mais de 15 evangélicas, revela  o pastor Antonio.  Isso mostra a presença maciça dos “crentes” nas comunidades.
Segundo os fiéis, as comunidades religiosas oferecem aos moradores desses lugares um sentimento de comunidade e de segurança.
“Somos como uma família”, sublinha Luana de Souza, uma dona de casa que frequenta a Igreja Assembleia de Deus do Cantagalo. “A igreja nos ajuda de várias maneiras, incluindo encontrar trabalho e ter acesso à educação”. Em meio à desigualdade social do país, isso é transformador.
Laiana Almeida, uma babá que veio do Nordeste para o Rio de Janeiro três anos atrás, a explicação para o crescimento das igrejas evangélicas nas favelas é simples. “A igreja oferece o que o mundo não pode nos oferecer. A igreja me dá as coisas que o mundo físico não pode dar”, encerra. Com informações Reuters
por Jarbas Aragão

Ore por aqueles que perseguem os cristãos



Peça pelos perseguidores, líderes do Estado Islâmico e seus agentes que investem tempo para dificultar a vida daqueles que se convertem ao cristianismo

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Os cristãos na Líbia continuam enfrentando a perseguição de forma severa. Muitos passam por situações difíceis e convivem com a pressão do governo e da sociedade contra eles. Apesar disso, eles perseveram na fé, mesmo que de forma clandestina. Ser cristão na Líbia faz parte de um plano secreto com Deus, caso contrário eles correm risco de vida. Ore pelos nossos irmãos que vivem o cristianismo dessa forma, peça por força, coragem e proteção no dia a dia de cada um deles.
Frequentememente, recebemos notícias de cristãos que foram sequestrados, violentados e presos por causa da fé. Eles necessitam de orações. No início do mês, publicamos a matéria Cristão retorna ao islã durante a prisão, contando a história de um seguidor de Cristo que foi preso por militantes islâmicos e não suportou a pressão. Infelizmente, ele retornou ao islã em troca de sua libertação. Interceda pela vida desse irmão e de todos os demais que passam por situações semelhantes. Que Deus lhes dê uma força sobrenatural para que não neguem o nome de Cristo.
Ore também pela situação política e econômica no país, que continua complicada e tensa. E peça pelos perseguidores, líderes do Estado Islâmico e seus agentes que investem tempo para dificultar a vida daqueles que se convertem ao cristianismo. Que de alguma forma eles abram os olhos e enxerguem o amor de Cristo, que sintam seu poder e se rendam através do arrependimento de suas ações.
“Estando Jesus em casa, foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e ‘pecadores’. Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’? Ouvindo isso, Jesus disse: Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.” (Mateus 9.10-12)

por Portas Abertas

Há mais respeito pela liberdade religiosa de muçulmanos que de cristãos



 

 Resultado de imagem para Há mais respeito pela liberdade religiosa de muçulmanos que de cristãos   Martin Kugler lembra: "Não precisamos de menos islamismo, precisamos de mais cristianismo"


uase todas as manifestações contrárias ao islã na Europa logo são categorizadas como “discurso de ódio” e “xenofobia”. O discurso multiculturalista, amplamente defendido pelos movimentos de esquerda, sempre levanta a bandeira do “respeito” e dos perigos da generalização.
É verdade que nem todo muçulmano é terrorista, mas igualmente verdadeiro que os cristãos têm o direito de expressar sua fé e defender seus valores que seguidamente se chocam com questões políticas e culturais, certo? Não necessariamente para a imprensa e movimentos sociais que, nesses casos, rapidamente lembram que o Estado é laico e não se pode impor pensamentos religiosos sobre a sociedade como um todo.
Levando essas e outras questões em consideração, o historiador austríaco Martin Kugler, especialista em questões envolvendo religião e sociedade, conclui: “Em geral, os muçulmanos têm mais liberdade para usar símbolos religiosos ou seguir suas convicções do que os cristãos”.Destaca ainda que, em alguns países da União Europeia, “as elites políticas estão mais abertas a permitir os símbolos do Islã na vida pública do que a cruz e os valores cristãos”.
Ele fundou o Observatório contra a Discriminação dos Cristãos, que monitora grande parte do que sai na mídia envolvendo liberdade religiosa, um assunto que seguidamente levanta polêmicas.
Segundo Kugler, há uma “ofensiva laicista” contra os cristãos, revelando que “a política europeia tem diferentes critérios quando se trata de cristãos ou muçulmanos”. Como exemplo, lembra das vitórias nos tribunais para o uso do véu islâmico, enquanto tentam erradicar as cruzes dos lugares públicos.
O especialista aponta para casos recentes, envolvendo uma enfermeira e servidores públicos que foram repreendidas, ou até mesmo despedidas, por falarem de sua fé ou usarem símbolos cristãos no local de trabalho. Sublinha que em vários países estão tentando limitar a presença de presépios nos colégios e nos lugares públicos nas épocas de Natal e da Páscoa.
O estudioso da liberdade religiosa argumenta: “A justificativa é a separação entre a Igreja e o Estado, mas em minha opinião isso é uma desculpa. O secularismo radical europeu pretende, em nome da tolerância e da neutralidade do espaço público, impor uma ideologia que supõe a expulsão dos cristãos da vida pública”.
Em sua análise, os cristãos da Europa estão sendo atacados em várias frentes. “[O Islã] É um grande desafio para a cultura cristã, mas acho que o secularismo agressivo é mais perigoso. Se os cristãos tiveram liberdade para se mover livremente seguindo a sua consciência, com suas escolas e seus direitos, seria mais fácil enfrentar o auge da cultura muçulmana”, sublinha.
Para ilustrar isso, ressalta que há casos de profissionais de saúde despedidas na Suécia, no Reino Unido, na França e na Alemanha, por não quererem participar de abortos. “As autoridades não reconhecem o seu direito à objecção de consciência. Este é um direito humano central, mas a cultura laicista não o respeita”, lamentou.
Kugler entende que “o secularismo radical prejudica a democracia, porque remove tudo o que é transcendental do espaço público e sugere uma suposta neutralidade do Estado que não existe”.

Discriminação

Martin Kugler asseverou que é um crescimento no nível de intolerância e de discriminação contra os cristãos nas sociedades europeias. “São duas coisas diferentes, embora estejam relacionas”, lembra, “primeiro ocorre uma pressão social e, em seguida, isso transcende na legislação dos Estados”.
Dentro da luta pela liberdade de consciência e religiosa “deve-se distinguir entre o nível jurídico-legal, que seria a discriminação mediante leis que tentam limitar a liberdade de consciência– por exemplo, na vida profissional –, e o nível social, ou seja, a marginalização, a intolerância com os cristãos, aos quais tentam submeter a uma grande pressão através de uma opinião publicada hostil e uma educação estadual reduzida”.

Solução

Embora uma “solução” nesses casos não seja fácil de ser apontada, ele recorda as palavras da chanceler alemã, Angela Merkel: “Não precisamos de menos islamismo, precisamos de mais cristianismo”.
O estudioso entende que há falhas na maneira como que as igrejas lidam com o assunto.  “Muitos cristãos alemães não sabem explicar aos muçulmanos a mensagem da Bíblia, ou o significado das celebrações cristãs, como a Páscoa. Não sabem explicar a doutrina da Igreja. Há uma falta de formação e de coragem dos cristãos europeus”, conclui. Com informações de ACI
por Jarbas Aragão

Alunas evangélicas são impedidas de estudar por usar saias


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Duas meninas evangélicas e estudantes de Maringá (noroeste do Paraná), afirmaram que foram impedidas de entrar na escola porque estavam de saia. Elas estiveram na delegacia da cidade na terça-feira (11), acompanhadas das mães e advogados, para registrar um boletim de ocorrência contra o Colégio Gastão Vidigal.
Conforme a família, as adolescentes, de 16 e 17 anos, estudam no colégio há quase três e o uso de saias nunca havia gerado problema. Porém, na última sexta-feira (7), o uso do vestuário virou motivo de constrangimento.
Em entrevista a Ric Mais, Maria Helena Nascimento de Jesus, dona de casa e mãe de uma das jovens, disse que a única exigência feita pela escola, na hora de matricular a filha, era que a saia mantivesse o mesmo padrão do uniforme, ou seja, que fosse da cor preta e tivesse a identificação do colégio.
A pastora Mônica Góis, mãe da outra adolescente, contou que mandou fazer a saia da filha na mesma cor do uniforme, preta com a listra amarela, e que foi colocado o brasão.
“Eu tentei argumentar isso. Mas esta senhora (a vice-diretora) abusou da autoridade dela e disse que não pertence à minha igreja e que eu não podia estar implantando um ato religioso no colégio. Longe de mim fazer isso, eu estaria fazendo isso se estivesse indo lá pregar a palavra, mas a minha filha tem o direito de frequentar a escola”, comentou.
Segundo declaração da estudante de 17 anos, que está no 3º ano do ensino médio, quando ela questionou a vice-diretora da escola sobre o motivo de não poder usar saias, a mulher disse que nunca soube que haviam alunas usando esse tipo de vestimenta no colégio. “Eu falei que uso saia desde sempre e ela disse que estava aconteceu uma negligência na escola, que aquilo era um erro”, relatou a aluna.
A chefe do Núcleo Regional de Educação de Maringá, Maria Inês Teixeira Barbosa, explicou que com a ausência do diretor da escola, Sérgio Martinhago, por motivo de viagem, quem respondeu pelo colégio durante o conflito foi a vice-diretora, Valdeci Nunes Lima. O caso está sendo apurado pelo Núcleo de Educação.
A adolescente de 16 anos afirmou que além de ser envergonhada também foi prejudicada por não fazer duas provas devido a proibição. “Eu pedi pra minha mãe ligar na escola na sexta-feira pra que eu pudesse pelo menos fazer as provas, mas eles disseram que se eu fosse de saia seria impedida de entrar”, falou.
Os advogados Willian Francis e Josiane Monteiro Bichet de Oliveira, que defendem as famílias, afirmaram que o ocorrido fere a Constituição Federal, que trata dos direitos fundamentais da liberdade religiosa e a lei que assegura o direito à educação.
por Cristiano Medeiros