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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Piora a situação dos cristãos no Burundi



Centenas de fieis já morreram em ataques e milhares tiveram que fugir do país; há anos que a igreja tem sido observada pelo governo burundiano


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A igreja no Burundi tem passado por momentos complicados. A crise no pequeno país africano, que fica entre Ruanda, Tanzânia e a República Democrática do Congo, tem afetado os cristãos de forma violenta. Centenas de fieis já morreram em ataques e milhares tiveram que fugir do país. Há anos que a igreja tem sido observada pelo governo burundiano, que continua impondo certas restrições para que os líderes cristãos não consigam legalizar os templos já existentes em várias regiões. Os conflitos entre igreja e Estado só aumentam ao longo dos anos.


Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que pretende enviar soldados que atuarão no Burundi, a fim de combater essa onda de violência que tem afetado até mesmo os direitos humanos da nação, mas é difícil imaginar que pouco mais de 200 soldados revertam a violência no Burundi e que ainda consigam amenizar os problemas dos cristãos. Quanto maior a instabilidade no país, maior a perseguição religiosa. O Burundi já esteve presente em importantes reuniões organizadas entre os países da África, como o "Diálogo Inter-religioso para a paz e segurança na região dos Grandes Lagos", a fim de discutir sobre as tensões enfrentadas por essas nações, mas até agora os diálogos apenas traçaram as estratégias, mas não mudaram o rumo das coisas e nem curaram os males da sociedade. 


Essa região africana sofre com a pobreza e com os problemas políticos, além de ser atacada pelo grupo extremista islâmico Al-Shabaab. Lembrando que esses ataques quase sempre são dirigidos aos cristãos, que são o foco principal do grupo. Ore por essa nação.

Por Portas Abertas

De 2002 a 2015 terroristas islâmicos realizaram 4,9 mil ataques



Resultado de imagem para De 2002 a 2015 terroristas islâmicos realizaram 4,9 mil ataques    O resultado dessa violência são 33 mil mortos, 41 mil feridos e 11 mil pessoas raptadas 

Um estudo realizado pela Universidade de Maryland (EUA) mostra que de 2002 a 2015 33 mil pessoas foram mortas por grupos extremistas como o Estado Islâmico, Boko Haram e outros semelhantes.

O estudo ganhou o nome de “Study on Terrorism and Response to Terrorism” (START) e contabiliza 4.900 ataques, começando pela morte do diplomata americano Laurence Foley, na Jordânia.

O START mostra que 13% dos atentados cometidos em todo o mundo foram realizados pelos extremistas, grupos responsáveis também por 26% do número de vítimas.

A grande maioria dos ataques (80%) foram realizados com explosivos e 16% com armas de fogo. Além dos 33 mil mortos, os terroristas deixaram 41 mil feridos e raptaram 11 mil pessoas.

O caso de Foley foi assumido por um grupo liderado por Abu Musab al-Zarqawi, que para os autores do relatório foram os responsáveis pelo surgimento do Estado Islâmico em 2013.

Entre 2002 e 2013 dois grupos (Al-Qaeda e os antecessores do EI) realizaram ataques exclusivamente no Iraque, só depois desse período é que outras áreas foram atingidas.

por Leiliane Roberta Lopes

Jovem canta hino “Grandioso És Tu” para a bisavó e vídeo emociona mais de 12 milhões de pessoas



Resultado de imagem para Jovem canta hino “Grandioso És Tu” para a bisavó e vídeo emociona mais de 12 milhões de pessoas          Uma idosa que sofre com avanço da idade viveu um momento especial quando sua bisneta cantou uma parte do hino “How Great Thou Art” (“Grandioso És Tu”, em português).

A jovem Olivia Erway, de Chicago, Illinois (EUA) cantou para a bisavó, que sofre com a perda de audição natural da idade avançada, e a certa altura, a idosa passou a cantar junto, demonstrando ter lembranças do hino.

O momento foi registrado pela neta da idosa, mãe da jovem que cantou, e publicado no Facebook. Até o fechamento desta matéria, o vídeo já havia sido visualizado por mais de 12 milhões de usuários.

“Momento doce, quando eu pedi a Olivia que cantasse para sua bisavó e ela começou a cantar junto”, escreveu Holly Erway, ao compartilhar o vídeo em maio deste ano. Tal repercussão levou o vídeo a ser compartilhado inclusive pelo site Godvine.

A reunião da família, com a presença da matriarca, tinha tudo para ser apenas mais um encontro, até que Olivia se ofereceu: “A senhora quer que eu cante um hino?”. A idosa deu a entender que não tinha compreendido, mas um dos familiares se aproxima e fala próximo ao ouvido: “Ela vai cantar um hino para a senhora”.

Quando Olivia começou os versos de Grandioso És Tu, um clássico cristão que ganhou inúmeras traduções e foi um dos hinos mais populares do século passado – sendo inclusive gravado por Elvis Presley – a idosa deu sinais de que se lembrava da canção e passou a cantar junto.

Ao final, a bisneta elogiou: “A senhora é uma boa cantora. Que bela voz!”. Assista:


Por Tiago Chagas

China cancela benefícios sociais de quem frequenta igreja



Resultado de imagem para China cancela benefícios sociais de quem frequenta igreja   Decisão é outra tentativa de interromper o crescimento do cristianismo no país 

Um órgão governamental na província central de Guizhou, China, anunciou que vai cancelar a ajuda financeira dos cidadãos que frequentam as atividades da igreja. É a mais nova tentativa de interromper o crescimento do cristianismo no país, segundo a China Aid. No mês passado o alvo foram as crianças.

O “benefício” é uma espécie de ajuda de custo dada pelo governo, especialmente para os mais velhos, já que o sistema de aposentadoria no país é bastante deficiente. Para as famílias mais pobres é uma importante complementação de renda.

Mou, membro da uma igreja doméstica da região, disse: “[As autoridades] Anunciaram que a partir de julho os cristãos não poderiam mais ter os benefícios nem qualquer seguro de velhice… Agora, [o Partido Comunista] pediu ao governo das cidades e aldeias que os crentes se registrem, assinando um compromisso que, se eles se reuniram novamente, o auxilio seria cortado”.

Esse tipo de pressão não é nova e já foi implantada anteriormente. Zhang Shucai, membro de uma das igrejas afetadas revela que seus pais, que são cristãos e já idosos, tiveram seus benefícios cancelados por não terem desistido de continuar frequentando a igrejas.

Ele explica que a maioria dos fiéis que foram punidos pelo governo não sabem como    defender seus direitos. O regime chinês é comunista e tudo passa pelo governo. O temor agora é que essa lei passe a valer em todo o país.

Comunistas querem o fim da igreja

 

Durante décadas a perseguição contra os cristãos não ocorria de forma tão intensa na China, país governado pelo Partido Comunista desde 1949. Na década de 1970, Pequim anunciou que desistiria de tentar erradicar a religião organizada. Mas desde que Xi Jinping passou a ser presidente, tem defendido que “todos os esforços devem ser feitos para incorporar religiões à sociedade socialista”.

Ano passado, ele anunciou que seu Partido, que continua sendo o único oficial, irá restringir a participação de pessoas “viciadas em religião”, numa alusão específica aos cristãos.

Sob sua orientação, centenas de igrejas domésticas foram fechadas, seus líderes interrogados e ameaçados, além da retirada à força de cruzes de mais de 1.800 igrejas. A perseguição contra os cristãos na China cresceu 700% na última década.

A China Aid, missão evangélica que acompanhar a luta pela liberdade religiosa no país mais populoso do mundo, acredita que apesar do agravamento da situação, há esperança. “Vemos com grande esperança o rápido crescimento do movimento de igrejas subterrâneas em toda a China e acreditamos firmemente que o amor e a justiça de Deus acabarão por encher a vasta extensão desta nação”.

Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3 vezes maior. Ao mesmo tempo, os membros do Partido Comunista Chinês totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome.

Por Jarbas Aragão

75% da população mundial vive sob “severa restrição” de liberdade religiosa



Resultado de imagem para 75% da população mundial vive sob “severa restrição” de liberdade religiosa    Três quartos da população mundial sofre de graves restrições à liberdade religiosa conclui o Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa 2015, publicado nesta quarta-feira (10).

Compilado pelo o Departamento de Estado dos EUA, o estudo mostra que um quarto dos países limitam os diretos da população de praticar livremente sua fé. Isso é feito através de “políticas de governo ou os atos hostis de indivíduos, organizações ou grupos da sociedade”.

O documento destaca que uma das tendências mais preocupantes atuais no mundo é a prevalência de “códigos legais que penalizam duramente a blasfêmia e a apostasia”. Afirma também que eles “solapam direitos humanos universalmente reconhecidos”.

A conclusão do relatório é que o número de países que exigem “algum tipo de registro” aumentou significativamente ao longo dos últimos 20 anos, perfazendo quase 90% das nações do globo. O enfoque foi dado, sobretudo, ao fato de que “os membros de religiões minoritárias, ou religiões que sejam novas para um país, são desproporcionalmente discriminadas por esta regulamentação”.

O Brasil não é citado no texto, mesmo assim, entre 2011 a 2015 foram registradas 756 denúncias de intolerância religiosa na Secretaria de Direitos Humanos.

David Saperstein, que apresentou os resultados da pesquisa, explicou a ênfase dada às chamadas “leis de blasfêmia e apostasia” em todo o mundo. Elas possuem, afirma “um efeito paralisante, por vezes mortal” sobre a população. Uma referência ao fato de que acusações sem provas podem colocar pessoas na cadeia ou mesmo condená-los a morte, é “mais prevalente em países muçulmanos, embora existem em outros”, concluiu Saperstein em entrevista coletiva.

Genocídio de cristãos e minorias

Chama atenção o uso do termo “genocídio” para falar das práticas de grupo como Estado Islâmico (EI) e Boko Haram contra todo tipo de minorias religiosas, sobretudo os cristãos. Esse fato vem sendo sistematicamente negado pela Organização das Nações Humanas (ONU).

No relatório americano, há uma menção ao genocídio do EI contra “yazidis, cristãos, xiitas” e inclusive alguns sunitas. São listados seus “atos bárbaros como assassinatos, tortura, escravidão, tráfico de pessoas, estupro e outros abusos sexuais”.

Ao falar do Boko Haram, que possui ligação com o EI, o relatório aponta que o grupo jihadista realiza “ataques violentos e indiscriminados contra cristãos e muçulmanos que se opuseram a sua ideologia violenta”, mencionando “vários ataques a igrejas, algo que frequentemente resultou na morte de fiéis”.

“E quando estas reivindicações vir a ser flagrantemente falsas acusações feitas a perseguir outras agendas, os governos muitas vezes não conseguem agir para prender criminosos responsáveis. Estas falhas de governo enfraquecer a confiança no Estado de direito, criando uma atmosfera de impunidade para aqueles que iria recorrer à violência ou fazer afirmações falsas de blasfêmia”, disse Saperstein.

Há menção a países específicos onde os cidadãos não possuem liberdade religiosa como a Coreia do Norte, ou ela é “quase inexistente”, como Myanmar, China, Eritreia, Irã, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão e Uzbequistão.

O relatório completo tem 232 páginas e pode ser lido aqui (em inglês). Com informações de Christian Today 

Por Jarbas Aragão

Novo vídeo divulgado desmonta versão de Feliciano


Resultado de imagem para Novo vídeo divulgado desmonta versão de Feliciano   Deputado afirmava não saber dos passos do chefe de gabinete 

Foi divulgado nesta quinta-feira (11) a íntegra de um vídeo gravado no lobby do hotel de São Paulo onde se hospedou Patrícia Lélis durante os dias em que afirmou ter sido sequestrada. Na conversa, gravada por Emerson Biazon, fica evidente que o chefe de gabinete de Marco Feliciano, Talma Bauer, estava negociando o silêncio da jovem.



Ao mesmo tempo que põe definitivamente por terra a versão da estudante de jornalismo em depoimento à polícia. Além de não estar sendo vítima de coação e cárcere privado, ela demonstra estar envolvida em uma negociação de valores que denota extorsão. Embora não seja dito explicitamente para que serviria os 50 mil reais mencionados, fica claro que ela só recebeu parte do dinheiro.

A Coluna Esplanada, blog de política que vem divulgando fotos, áudios e vídeos sobre o caso desde o início do mês, mostra agora um vídeo de 12 minutos no mínimo comprometedor. Bauer conta como já “resolveu” problemas de outros pastores.

O assunto conversado entre ele, Patrícia e Emerson é o repasse de dinheiro a Artur Mangabeira, que serviu como intermediador da negociação em nome de jovem. Ao saber que fora enganada, Lelis dispara: “O valor é os dez (sic)…. pilantra, quer passar a perna em mim? Eu quero ele morto!… Eu quero pegar ele, quero arrastar a cara dele no chão”.

Depois, ela pede que o assessor do deputado faça alguma coisa para vingar a suposta traição. Ele afirma que não irá matar, mas apenas “dar uns tapas”. A certa altura é dito que o montante era para que Feliciano ‘a deixasse em paz’.

O jornalista Leandro Mazzini, que assina a Coluna Esplanada vem insistindo desde o início que Patrícia Lelis pediu R$ 300 mil ao deputado, que seriam pagos em 6 parcelas de 50 mil.

Vídeo desmentiria Feliciano


Em outro vídeo divulgado pelo jornalista e provavelmente gravado por Emerson Biazon, é possível ver Talma Bauer passando seu celular para Patrícia, dizendo “É o Marco”. No início, ela demonstra contrariedade em falar com o deputado, mas acaba concordando.


A roupa que a estudante veste é a mesma que aparece usando no segundo vídeo gravado por ela “desmentindo” que tenha sido agredida ou assediada pelo parlamentar.

COMPARE


Embora a qualidade do áudio seja ruim, é possível ouvi-la dizendo “Oi, Feliciano”.

Em se confirmando que se tratava de uma ligação do próprio deputado, seria uma contradição direta com a versão dele sobre todo esse caso, dada na única ocasião que se manifestou publicamente sobre as acusações contra si. No vídeo, divulgado no sábado (6) ao lado da esposa, ele diz que não tinha conhecimento das atividades do seu chefe de gabinete. 

Na ocasião, afirma que as denúncias eram uma invenção da estudante, e que a perdoava. Também pediu que as pessoas não o condenassem “antes do tempo”.

Polícia sabe que Patrícia mentiu

Nos dois Boletins de Ocorrência registrados, um em São Paulo e outro em Brasília, as versões dados por Patrícia Lélis dos fatos vem sendo desmentidas pelas evidências que foram divulgadas pela imprensa.
O delegado Luís Hellmeister, que lidera a investigação na capital paulista, descarta a possibilidade que a jovem foi mantida refém em um hotel e forçada a gravar os vídeos negando que Feliciano tenha tentado violentá-la.

O delegado diz ainda que imagens das câmaras do hotel onde ela se hospedou em São Paulo mostram Bauer, abraçando a jornalista no saguão. Em outro momento, a jovem recebe a visita do namorado. Após analisar essas imagens e áudios, o delegado é categórico: “Ela passa a ser investigada. Ela mentiu para burro aqui”.

Segundo o policial, há comprovação que nas datas que dizia estar sob sequestro, Patrícia foi ao shopping fazer maquiagem e compras. Também esteve na Avenida Paulista passeando com o namorado. Há fotos da jornalista no carro onde gravou o primeiro vídeo e numa churrascaria com Bauer, sempre em clima amistoso.

O deputado pastor Marco Feliciano tem preferido não se manifestar sobre o caso, mas diante dos novos fatos, fica evidente que ela deve explicações do motivo pelo qual seu assessor entregou o dinheiro a ela se não havia nada de anormal. Também precisa esclarecer por que teria continuado falando com ela depois de todas as acusações já serem públicas.

A investigação do suposto estupro está sendo realizada em Brasília. Não existem novas evidências do caso. A polícia já pediu as imagens do prédio ocupado pelo parlamentar, onde Patrícia garante ter sido assediada.

 O advogado dela, José Carlos Carvalho, mantém o argumento que sua cliente foi coagida a todo momento, inclusive durante os momentos em que aparece nos vídeos e áudios gravados por ela e por Emerson mostrando os encontros com Bauer.

Por Gospel Prime

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A igreja nigeriana perde mais um líder cristão



Joseph Kura deixou a esposa e seus sete filhos. "Eu sempre vou me lembrar do dia em que perdi meu marido e meu melhor amigo"


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Ultimamente, a igreja nigeriana tem enfrentado grandes batalhas e também tem levantado grandes soldados para vencer essa guerra que é a perseguição religiosa no país. No topo da atual Classificação (12º lugar), a Nigéria tem lutado para que o cristianismo seja banido de suas terras. O governo nigeriano não poupa esforços para defender o islã, e nessa investida, alguns dos nossos guerreiros perdem a vida. Recentemente, a igreja de Cristo perdeu Joseph Kura, líder cristão que atuava na Nigéria e também Presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN), no Estado de Nasarawa, região central do país.


O líder foi morto pelos pastores fulani (fazendeiros nômades) e deixou sua esposa Martina* e seus sete filhos. A Portas Abertas visitou a família, recentemente, e esteve encorajando Martina a seguir em frente, com a força do Espírito Santo. "Eu sempre vou me lembrar do dia em que perdi meu marido e meu melhor amigo. Dois dias antes do ataque, Joseph discutiu com um lenhador, que o acusou de ter cortado uma árvore que lhe pertencia. Ele relatou o incidente para as autoridades locais. O policial disse para Joseph pagar pela árvore e ele pagou. Mas o lenhador o ameaçou em seguida, dizendo: ‘nossa briga ainda não terminou’, na frente de todos", explicou a viúva.


Infelizmente, mesmo Joseph se protegendo no dia seguinte, ficando longe da fazenda, ele foi atacado pelos fulani. "Meu marido foi chamado para ajudar alguns trabalhadores que estavam com uma máquina quebrada, e ele foi. Eu pedi para ele não ir, mas ele queria ajudar os jovens. Ele consertou a máquina e continuou trabalhando com eles até o final do dia. A fazenda foi atacada pelos muçulmanos extremistas. Os jovens conseguiram fugir, mas Joseph decidiu enfrenta-los, ele disse aos trabalhadores que sabia que os fulanis estavam ali por causa dele", disse Martina.


Um vizinho chegou com a notícia de que Joseph estava gravemente ferido. "Eu comecei a tremer, e fiquei na esperança de que meu marido estivesse apenas machucado. Os irmãos da igreja me acompanharam e tudo o que pudemos fazer foi levar meu Joseph para o cemitério. Eu chorei até as lágrimas secarem, mas senti em meu coração que chorar não vai trazê-lo de volta. Eu fui confortada com a palavra de Deus, olhei para o céu e disse: ‘Senhor, eis-me aqui com meus sete filhos, cuide de nós e cumpra suas promessas em nossas vidas. Eu não tenho nenhuma fonte de renda, por favor, nos ajude", pediu. Colaboradores da Portas Abertas oraram junto com a família e deu apoio financeiro para esse momento difícil que ainda vão enfrentar.


*Nome alterado por motivos de segurança. Na foto está a Martina e seus filhos.


Pedidos de oração
  • Ore por Martina e seus sete filhos, por paz em seus corações e conforto durante esse período de luto.
  • Peça ao Senhor para que eles sejam abençoados na vida financeira e que continuem abundantes na obra do Senhor, apesar da grande perda.
  • A CAN acusou os pastores fulani pela morte de Joseph. Peça ao Senhor para que haja mais proteção nas fazendas dos cristãos e que o governo possa intervir nesse caso em específico. Ore também pelos perseguidores, para que sejam impactados pelo amor de Cristo.
Por Portas Abertas

Líder cristão foi executado durante pregação



Um grupo de extremistas islâmicos chegou declarando a jihad (luta islâmica); a morte do líder ilustra a vulnerabilidade dos cristãos no Sinai


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Recentemente, um líder cristão egípcio foi morto na cidade de Alarixe, no Norte do Sinai, que fica a 344 km a Nordeste do Cairo, por militantes do Estado islâmico (EI). Raphael Moussa foi atacado logo após ter ministrado um culto numa igreja local. Há relatos de que a violência partiu de um grupo que chegou declarando a jihad (luta islâmica). O termo vem sendo cada vez mais usado para justificar os combates contra os cristãos, e assim estabelecer o islã à força. Os muçulmanos radicais visam exterminar com os kaafirs (não muçulmanos) através de uma luta física e ideológica.


A morte do líder ilustrou, mais uma vez, como os cristãos da igreja no Sinai estão vulneráveis. Se o governo não interferir, a violência poderá aumentar ainda mais, como mostra a matéria A vulnerabilidade faz aumentar o nível de perseguição, divulgada recentemente. Numa tentativa de evitar novos ataques aos cristãos, os líderes egípcios decidiram controlar os discursos religiosos nas mesquitas, através da padronização dos sermões realizados nas orações de sexta-feira. 


Sabe-se que os militantes que atuam nessa região têm como alvo principal os cristãos. O governo declarou que vai combater o radicalismo islâmico. Enquanto isso, casas de cristãos continuam sendo saqueadas, a hostilidade aumenta, principalmente contra as mulheres, e na maioria dos conflitos ocorridos, parece que a comunidade muçulmana busca fazer justiça com as próprias mãos. Os policiais egípcios não demonstram disposição alguma para defender as vítimas, fazendo aumentar ainda mais a impunidade e a insegurança da igreja no Egito.
 

Por Portas Abertas

Descoberta arqueológica na China pode comprovar dilúvio bíblico



Resultado de imagem para Descoberta arqueológica na China pode comprovar dilúvio bíblico    Inundação catastrófica ocorreu no vale do Rio Amarelo, cerca de 4.000 anos atrás. 

Alguns cientistas estão afirmando que as recentes descobertas no Vale do Rio Amarelo, na China, oferecem evidência sobre o dilúvio descrito na Bíblia.

Os ossos de crianças descobertos no local revelam que as crianças parecem ter ficado presas em meio a uma grande inundação. Testes datam as ossadas por volta do ano 2.000 a. C, que seria consistente com a época que cientistas e historiadores calculam que o dilúvio de Noé ocorreu.

O apologeta bíblico e cientista Ken Ham, conhecido pelo Museu da Criação e a réplica da Arca em tamanho natural, lembra que a China, como muitas culturas, tem como tradição uma história sobre um grande dilúvio.

Sítio arqueológico China

“Quer sejam índios americanos ou povos fijianos, havaianos, esquimós, aborígines australianos… indo até os babilônios, existem lendas sobre dilúvios em culturas de todo o mundo”, sublinhou Ham.

Ele sabe que muitos cientistas negarão o fato que essas crianças no vale do Rio Amarelo foram atingidas pelo dilúvio narrado em Gênesis.

“Há milhares de metros de sedimentos de Dilúvio em todo o globo. São evidência de um dilúvio global catastrófico. Os cientistas não estão dispostos a olhar para isso porque foram doutrinados a acreditar que foram se acumulando ao longo de milhões de anos”, esclarece Ham.

Para ele, a falta de vontade de aceitar as verdades espirituais leva muitas pessoas a ficarem cegas para as verdades científicas.

Explicação da ciência

 

Segundo o estudo divulgado pela revista Science, arqueólogos e geólogos liderados por Qinglong Wu, da Universidade de Pequim, encontraram comprovações que uma inundação catastrófica ocorreu no vale do Rio Amarelo, cerca de 4.000 anos atrás. Ao mesmo tempo, foi descoberto nas margens da extinta represa um sítio arqueológico de importante significado histórico.

As provas inegáveis de que uma grande inundação ocorreu há quatro milênios estariam relacionadas com o mito de fundação da primeira dinastia chinesa, a Xia. O relato antigo dá conta que o imperador Yu foi um “grande salvador, que ganhou bênção celestiais” após a dragagem de canais, que escoaram a água.

Até recentemente, outras pesquisas haviam documentado a segunda (Shang) e a terceira dinastia (Zhou), mas a Xia ainda era considerada uma lenda, gerando dúvidas que realmente tivesse existido.

Agora, os estudiosos afirmam que o dilúvio foi provocado por um terremoto, que levou o rio Amarelo a formar uma barragem em Jishi. Quando essa barragem cedeu, a inundação ao longo do planalto tibetano foi catastrófica. Estima-se que o nível de água subiu 38 metros. Tal fenômeno durou entre seis e nove meses, estendendo-se por 2 mil quilômetros ao longo do rio Amarelo. Com informações de Christian Headlines

Por Jarbas Aragão


Novo filme de Scorsese é sobre cristãos perseguidos



Resultado de imagem para Novo filme de Scorsese é sobre cristãos perseguidos    ‘Silêncio’ mostra vida de missionários no Japão medieval 

Dois jovens jesuítas vão ao Japão em busca de um missionário que perdeu sua fé após experimentar torturas terríveis. Esse é o resumo de “Silêncio”, novo filme do aclamado diretor Martin Scorsese, que estreia em dezembro.

O projeto estava em seus planos desde 2004 e teve uma produção cheia de percalços, sendo adiado várias vezes.

De formação católica, o diretor não abordava um tema religioso em suas produções desde Kundun (1997), onde retratou a vida do Dalai Lama, líder espiritual budista. Uma década antes, ele enfureceu cristãos de todo o mundo ao adaptar para as telas o livro A Última Tentação de Cristo (1988), que mostrava Jesus questionando seu papel como “salvador” enquanto era pregado na cruz.

No roteiro de Silêncio, adaptação do romance homônimo, do escritor católico japonês Shusaku Endo, ele mostra a perseguição sofrida pelos jesuítas enquanto tentavam cristianizar o Império do Sol Nascente no século 16. O drama é protagonizado por Liam Neeson, Adam Driver e Andrew Garfield.

Produzido pela Paramount, o longa ficou marcado por um acidente que causou a morte de um funcionário e feriu outros três. A história é fictícia, mas baseou-se na coleta de relatos verídicos da época, aborda principalmente o choque cultural entre a espiritualidade dos jesuítas (espanhóis e portugueses) e o pragmatismo materialista dos japoneses.

Scorsese chegou a frequentar o seminário quando jovem. Ele afirmou numa entrevista no ano passado, “Fé é um assunto que sempre me interessou, e o livro de Shusako Endo traz uma reflexão sobre o que significa levar uma vida seguindo a fé cristã.”

Liam Neeson interpreta o padre Cristóvão Ferreira.
Liam Neeson interpreta o padre Cristóvão Ferreira.

Liam Neeson interpreta o padre português Cristóvão Ferreira que de fato existiu. Ele renunciou à fé e passou a combater o cristianismo em terras japonesas. O ator é irlandês, de formação cristã. Confessa que o filme aborda várias questões como “Existe um deus? Qual o propósito da fé? O que nos faz sair da cama todos os dias pela manhã?”. Para ele, “são perguntas simples que o filme dramatiza de maneira espetacular”.

Perseguição de cristãos no Japão

 

Os primeiros missionários católicos chegaram ao Japão em 1549. Logo sofreram com a desconfiança da nobreza, que seguia o budismo. Cinquenta anos depois, havia 95 jesuítas estrangeiros no país, e pelo menos 70 jesuítas nativos do Japão.

O auge da expansão do cristianismo no país foi em 1614, quando teve início uma perseguição sistemática. Os missionários foram proibidos de continuarem sua pregação. A partir de então, o cristianismo entrou na clandestinidade. A perseguição gerou ataques e mortes, estendendo-se até 1873.

Segundo os historiadores, pelo menos mil pessoas foram martirizadas por causa da fé e milhares de cristãos leigos faleceram em consequência de doenças e da pobreza, pois sofreram o confisco dos seus bens. Com informações de Unisinos e Roberto Sadovski

por Jarbas Aragão

Crianças cingalesas aprendem sobre o cristianismo



A Portas Abertas tem apoiado 50 professores cristãos voluntários e muitas crianças estão se convertendo ao cristianismo, influenciando também suas famílias


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Rina* é uma cristã cingalesa de 21 anos que enfrenta a perseguição religiosa desde menina. Seu pai é um líder cristão e, como toda família que decide seguir o cristianismo, eles suportam a discriminação e a violência moral em todo o tempo. "Na igreja eu aprendi que Jesus é o caminho para o céu, meu pai sempre pregava isso e os professores da Escola Bíblica explicavam com mais detalhes. Mas na escola, eu tinha que ouvir sobre as ‘quatro verdades nobres’ e o ‘caminho da iluminação’ da doutrina do budismo", conta a jovem.


Legalmente, as escolas em Sri Lanka podem incluir em seu projeto pedagógico as aulas de religião, mas a maioria dos cidadãos enxergam isso como uma despesa adicional e indesejada. "Eu gostaria de ter estudado o cristianismo na escola também, e na época, eu orei por isso durante três longos anos, mas eu fui obrigada a estudar budismo. Meus colegas ficavam impressionados porque eu sempre tinha a nota mais alta nessa disciplina. Eles me questionavam: ‘mas você não é uma cristã? Como consegue entender tão bem o budismo?’ E eu respondia: ‘Meu Deus me ajuda e assim eu não sou obrigada a frequenter um templo budista", lembra Rina. 


Depois disso tudo, Deus atendeu às orações dela e então foi autorizada a estudar o cristianismo na escola também. "Tivemos uma professora cristã e eu fiquei muito satisfeita, mesmo sendo eu a única aluna cristã da sala. Às vezes, eu me sentia sozinha e isolada, principalmente quando colocaram fogo na minha igreja. A multidão escrevia comentários depreciativos nas paredes, sobre nossa família e eu tive que ficar um tempo sem ir à escola por causa disso", ela conta. Mas depois de um preíodo, para o deleite de Rina, ela descobriu outros 12 cristãos na escola.


Desde 2015, a Portas Abertas está apoiando 35 professores voluntários cristãos. Esse ano, já são 50, e cada um deles consegue atender, pelo menos, 30 crianças cristãs. Dessa forma, elas não são mais obrigadas a aprender o budismo ou hinduísmo como se fossem a religiões oficiais do Estado. A lei garante aos cidadãos que pratiquem qualquer religião, mas nem sempre a lei é seguida à risca, principalmente pelos budistas radicais que tentam influenciar a sociedade de forma impositiva. É preciso lutar para que haja uma liberdade de religião efetiva. Notícias recentes mostram que esses professores compartilharam que muitas crianças se converteram ao cristianismo, influenciando também suas famílias, e que os resultados têm sido incríveis.

*Nome e imagem alterados por motivos de segurança.

Por Portas Abertas