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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pastor ganha carro de luxo de fiéis como presente de aniversário e recebe críticas nas redes sociais


Pastor ganha carro de luxo de fiéis como presente de aniversário e recebe críticas nas redes sociais
Um pastor pentecostal porto-riquenho exibiu em sua página no Facebook uma foto do carro que os fiéis da denominação que ele dirige deram a ele de presente: uma Mercedes-Benz.
O líder da Igreja Fé e Graça publicou a foto ao lado, quando ele e sua esposa deixaram o templo para curtir o esportivo. Vários fiéis, sorridentes, fotografam o casal e o belo carro conversível.
Segundo informações obtidas pelo site El Nuevo Dia, o líder da denominação sediada em Dallas, Texas (EUA), recebeu o veículo como presente por seus 64 anos de idade. A entrega do carro incluiu um grande laço vermelho no capô.
O pastor Rodolfo Font agradeceu aos fiéis da igreja pelo luxuoso presente com uma publicação no Facebook: “Eu tenho sido um pastor por quase 42 anos. E agora a bela congregação da Fé e Graça me surpreendeu com este belo presente, uma Mercedes-Benz. Estou sem palavras. Mas agradeço a todos os meus filhos através deste ato de amor e reconhecimento. Especialmente meu filho pastor Martin Gonzalez por se juntar ao profeta Pimentel e motivar a congregação inteira para este presente”, escreveu Font.
Como não poderia deixar de ser, a reação dos demais internautas na rede social foi de desaprovação à ostentação, e muitas comparações com outros líderes evangélicos foram feitas, como por exemplo, a apóstola chamada Wanda Rolon, que alegou ter recebido uma profecia de um pastor norte-americano que teria um jato particular.
Rodolfo Font é um pastor influente na comunidade latina no Texas e é um dos fundadores da Torre de Oração e do Museu da Bíblia, um edifício que pode ser visto de vários pontos da cidade de Dallas.

Apóstola cobra dízimos de prefeito depois de ter orado por sua recondução ao cargo


Apóstola cobra dízimos de prefeito depois de ter orado por sua recondução ao cargo
Uma líder evangélica está cobrando do prefeito de Bogotá, Colômbia, os dízimos de seus salários por causa de uma oração feita por ela quando ele enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral do país.
Lilia Inés Travecedo, que se apresenta como apóstola da igreja Sua Casa Sou Eu, afirmou que recebeu ordens divinas de cobrar o dízimo do prefeito Gustavo Petro, como forma de pagar as “bênçãos recebidas”, ou seja, sua reintegração ao cargo.
“Deus lhe mandou cobrar o dízimo”, disse a apóstola, que assegura que somente com suas orações foi possível que Petro fosse reintegrado ao cargo depois da destituição feita pela Justiça Eleitoral em dezembro de 2013.
“O único que recebeu a bênção que Deus te deu através de mim foi você”, afirmou Travecedo, em entrevista ao programa Noticias RCN, dirigindo-se ao prefeito. “O Senhor foi quem me mandou cobrar os dízimos”, acrescentou.
A pastora já havia cobrado o pastor por outros meios, inclusive cartas, onde cobra também $ 1,8 milhão de pesos colombianos (o equivalente a R$ 2.300,00 com a cotação de hoje, 15 de maio), com prazo de dois meses para quitação.
Como não obteve resposta, Travecedo adicionou juros e mora, e a “dívida” do prefeito passou a ser de $ 3 milhões de pesos colombianos (R$ 3.900,00), além de publicar uma carta-aberta ao prefeito no Facebook, o que gerou enorme repercussão entre os fiéis e cidadãos colombianos.
Não bastasse isso, a apóstola ainda pintou um quadro, com uma paisagem que teria sido inspirada por “vozes”, que a orientaram a vender ao prefeito pelo equivalente a R$ 18.200,00. Travecedo enviou o quadro ao prefeito sem perguntar se ele queria, e como o despacho não foi aceito pelo destinatário, foi devolvido à apóstola artista.

Cristãos perseguidos são proibidos de se reunir no Cazaquistão


Cristãos da Igreja Rakhym, no Cazaquistão, foram proibidos pelas autoridades de se reunirem para prestar culto ao Senhor. O edifício é propriedade da Igreja Rakhym, mas as autoridades alegaram que o edifício não tem permissão para ser um templo religioso
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Recentemente, Azim Janbakiev, líder da igreja, compartilhou o que eles têm passado:

"Desde o início do ano, fomos proibidos de realizar cultos em nossa igreja. Só poderíamos nos reunir se encaminhássemos às autoridades todos os documentos provando que o edifício estava dentro da lei. Quando investigamos, descobrimos que alguns vizinhos fizeram um abaixo-assinado contra nós. Eles não concordam com o fato de haver uma igreja cristã na região. Os vizinhos alegaram que a fé cristã é contrária e ofensiva à fé de seus ancestrais e aos valores tradicionais do país. 47 pessoas assinaram o documento e alguns deles estão pressionando as autoridades a fechar a igreja. Por lei, é necessário verificar quem são esses ‘ativistas’ que incitam uma luta entre crenças e mobilizam a sociedade a ser contra religiões diferentes. Em vez disso, as autoridades públicas apoiaram os ativistas e estão nos pressionando. Nossas tentativas de renovar os documentos do edifício para cultos foram bloqueadas pelas autoridades."

Pedidos de oração:
  • Clame a Deus por sabedoria para Azim neste tempo de provocações, que essa igreja pode testemunhar do amor de Deus diante desta adversidade.
  • Ore pelos cristãos no Cazaquistão que frequentemente são multados por causa da sua fé. Em 2014, pelo menos 71 pessoas foram multadas por se reunirem e adorarem em locais não registrados e igrejas subterrâneas. Quando não podem pagar as multas, eles são presos.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoVivian Coutinho

Igreja é destruída no Iêmen


Líderes da igreja na Península Arábica pediram oração pela situação no Iêmen, incluindo as comunidades cristãs, após a destruição de uma igreja em Aden, em meio à guerra que tem acontecido no país
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Cristãos locais informaram que uma igreja em al-Ma'ala, na região de Aden, foi destruída em um bombardeio aéreo durante a noite de 11 de maio. A residência do sacerdote ao lado também foi destruída; ele não estava presente no momento do ataque.

O edifício da igreja, construída em 1960, era um dos poucos templos oficiais no Iêmen (todos eles em Aden), que foram autorizados a realizar cultos para a comunidade cristã expatriada. No país, reuniões cristãs devem acontecer em locais privados.
Nas últimas semanas, ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita têm como alvo os rebeldes Houthi, do grupo xiita Zaydi, que assumiu o controle da maior parte do país. Entende-se que a igreja foi atingida durante um ataque que tinha como objetivo alvejar posições dos Houthi. O conflito atual levou a uma profunda crise humanitária no Iêmen.
Pedidos de oração
  • Peça ao Senhor para que a paz e a justiça sejam restauradas no Iêmen.
  • Ore para que chegue ajuda humanitária a todos os que estão necessitados de apoio.
  • Clame pela pequena comunidade cristã expatriada no Iêmen, para que nossos irmãos recebam conforto e força de Deus.
  • Interceda por todos os cristãos no Iêmen, para que eles tenham orientação do Espírito Santo em cada aspecto de sua vida e testemunho, em meio à situação de violência do país.
FonteMiddle East Concern
TraduçãoAna Luíza Vastag

Clipe “Porque Eu Te Amei” de Ton Carfi ultrapassa 1 milhão de visualizações


A canção divulga o CD “Somos Um” lançado pela Som Livre

Clipe "Porque Eu Te Amei" de Ton Carfi ultrapassa 1 milhão de views
Em fevereiro o cantor Ton Carfi lançou em seu canal do Youtube o clipe da canção “Porque Eu Te Amei” que faz parte do repertório de “Somos Um”, CD lançado pela Som Livre.
Em mais de três meses o clipe ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações, mostrando o sucesso da canção e do próprio trabalho do cantor.
Nesta quarta-feira (13) o vídeo marcava 1.034.925 visualizações, com mais de 19 mil avaliações positivas da produção gravada em São Paulo com direção de Toddy Ivon.
Além de fazer sucesso no Youtube, “Porque Eu Te Amei” também é executada nas principais rádios evangélicas do país por ser a canção de divulgação do mais recente trabalho do cantor.
Ton Carfi inovou ao escolher as canções de “Somos Um”, um CD com dez faixas que segue uma linha mais dançante com toques eletrônicos mesclados com letras de louvor e adoração.
Assista:


Lei garante segurança no entorno de igrejas em Ponta Grossa


A ideia é proteger os cidadãos que participam de reuniões religiosas

Lei garante segurança no entorno de igrejas em Ponta GrossaLei garante segurança no entorno de igrejas
As igrejas da cidade de Ponta Grossa (PR) serão protegidas pela Guarda Municipal. A prefeitura sancionou uma lei que dá prioridade para a segurança pública em torno dos prédios religiosos.
A Guarda Municipal ficará vigiando um raio de 100 metros das igrejas e templos durante cultos e missas, a ideia é garantir segurança a todos os frequentadores dessas reuniões.
“Vamos proporcionar mais segurança, do ponto de vista viário e da segurança, para evitar, por exemplos, casos de tráfico de drogas nas praças próximas às igrejas”, disse o prefeito Marcelo Rangel (PPS) diante de 30 líderes religiosos entre pastores e padres.
Mas o plano de segurança pública aprovado já tem gerado polêmica, a subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é contra a lei e diz que ela é inconstitucional por defender os arredores de espaços religiosos.
“A Guarda Municipal tem que zelar pelo patrimônio público, e neste caso, ela estará usando como critério a localização de um prédio. Além disso, o estado é laico e não pode planejar uma ação de segurança pública com base na religião”, diz Alexandre Almeida Rocha que é integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Ponta Grossa.
Mas para o prefeito não há motivos para encontrar problemas na lei, já que as praças e as ruas entorno das igrejas fazem parte do patrimônio público e por isso precisam ser atendidas pelos guardas municipaisCom informações G1

Vaticano vai reconhecer o Estado palestino, Israel lamenta


A Santa Sé se tornará o 136º a apoiar a independência dos palestinos

Vaticano vai reconhecer o Estado palestino, Israel lamentaVaticano vai reconhecer o Estado palestino, Israel lamenta
O Papa Francisco tem um encontro marcado com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no próximo sábado (16) no Vaticano. O encontro servirá para reconhecer o Estado Palestino, e também para assinar um acordo a respeito das atividades da Igreja Católica nos territórios palestinos.
O subsecretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Antoine Camilleri, disse ao jornal l’Osservatore Romano que a Santa Sé acredita em “uma solução da questão palestina e do conflito entre israelenses no âmbito da solução de dois Estados”.
Camilleri também confirmou que para a Igreja Católica a única forma de solucionar os problemas entre palestinos e israelenses é reconhecer dois Estados. “Ainda que de maneira indireta, seria positivo que o acordo feito pudesse de alguma maneira ajudar os palestinos a ver estabelecido e reconhecido um Estado da Palestina independente, soberano e democrático que viva em paz e segurança com Israel e seus vizinhos”.
O encontro com o papa acontecerá às vésperas da canonização de duas freiras nascidas em território palestino antes da criação do Estado de Israel. Francisco esteve na Terra Santa em maio do ano passado e durante sua passagem usou a expressão “Estado palestino” durante um de seus pronunciamentos.
O líder católico agradou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), mas causou um mal-estar com Israel. Essa semana, ao saber sobre o reconhecimento do Estado Palestino, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lamentou e disse que está desapontado com o Vaticano.

Centro Infantil na Colômbia provê desenvolvimento pessoal e espiritual


Quando chegam ao Centro Infantil da Portas Abertas, muitos jovens não têm perspectiva, estão assustados e traumatizados pelas situações que enfrentaram por conta da perseguição religiosa; porém, lá, pouco a pouco se tornam jovens maduros e autoconfiantes
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É frio em Bogotá, capital da Colômbia. Os últimos raios solares do dia tentam competir, em vão, com o cair da noite na cidade. Em uma lanchonete simples, colaboradores da Portas Abertas se reúnem com Fernando* e seus amigos. Ele passou mais de três anos no Centro Infantil da Portas Abertas no país, completando seus estudos em 2013. Sua família pertence a uma das minorias étnicas do país. Quando seus pais se converteram a Cristo, a família foi expulsa de sua aldeia. Eles tiveram de se deslocar de um lugar para outro, e nesse período Fernando quase não frequentou a escola.
Colégios no interior da Colômbia são encontrados, geralmente, em condições extremamente precárias. Anderson* se lembra de um de seus professores que, regularmente, aparecia bêbado para lecionar. Sofia* conta que a maioria dos professores não se importa se os alunos aprenderam o conteúdo passado em classe. Frequentemente, os professores são violentos e, muitas vezes, a pessoa responsável pela escola tem algum envolvimento com os guerrilheiros. Filhos de pastores e líderes cristãos são os alvos preferenciais de hostilidade e agressão.

Até que os três tiveram a oportunidade de ir para o Centro Infantil da Portas Abertas, que teve início no ano de 2000, com o objetivo de abrigar as crianças em perigo por causa de sua fé cristã; crianças ameaçadas pela guerrilha e pelos grupos paramilitares. O Centro fornece-lhes assistência integral e ensino escolar. Por sua vez, permitiu que seus pais, muitos deles líderes cristãos em regiões perigosas da Colômbia, se concentrem em seu ministério.
Os jovens falam com saudade do seu tempo lá. Felipe* lembra o quão diferente os professores no Centro Infantil eram com os alunos. "Eles sempre têm tempo para nós."
Além disso, os professores não são preocupados somente com seu sucesso acadêmico, mas também com o seu desenvolvimento espiritual e pessoal. "Eles eram modelos reais. Nossos professores eram os pais que nunca tivemos", diz Sofia, visivelmente emocionada. Quando ela tinha apenas oito anos de idade, ambos os seus pais foram assassinados por guerrilheiros porque estavam treinando para ser pastores na região em que viviam.
Um curso chamado "Meu projeto de vida" tem sido especialmente benéfico para esses jovens adultos. Por meio dele, eles foram desafiados a lidar com suas habilidades e talentos, a fim de descobrir quais deveriam ser seus objetivos a longo prazo. Anderson explica: "Quando entrei no Centro Infantil, eu não sabia de nada. Lá, eu aprendi a ganhar uma perspectiva sobre a minha própria vida."
Apesar do seu passado difícil, no Centro Infantil ficou claro para Sofia que Deus queria que ela fosse missionária.

Durante seus anos no Centro Infantil, Fernando descobriu seu interesse e identificação por Tecnologia da Informação. Ele agora estuda TI na Universidade de Bogotá e serve, em tempo parcial, como especialista em TI na Portas Abertas Colômbia.

Anderson estuda linguística e aplica as suas capacidades diretamente no Centro Infantil, como tutor dos alunos.
Felipe entende que sua ida para o Centro Infantil não foi uma coincidência. Foi previsão de Deus. Ele acrescenta com determinação: "Caso contrário, eu não seria nada hoje."
Quando chegam ao Centro Infantil, muitos jovens não têm perspectiva, estão assustados e traumatizados pelas situações que enfrentaram por conta da perseguição religiosa; porém, lá, pouco a pouco se tornam jovens maduros e autoconfiantes. Corajosamente incentivam outros a seguir a Jesus – traçando o mesmo caminho de fé e perseverança no Senhor de seus pais. Eles são gratos e se sentem privilegiados. Seu maior desejo é que o Centro Infantil da Portas Abertas se desenvolva em um campo de treinamento para muitas outras crianças cristãs que atualmente sofrem com a perseguição.

*Nomes alterados por motivos de segurança.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Igreja Universal diz que terremoto no Nepal é cumprimento de profecias reveladas no Apocalipse


Igreja Universal diz que terremoto no Nepal é cumprimento de profecias reveladas no Apocalipse
O terremoto no Nepal que tirou a vida de milhares de pessoas e deixou milhões desabrigados seria um sinal do fim dos tempos, de acordo com a Igreja Universal do Reino de Deus.
Em seu site oficial, a denominação do bispo Edir Macedo publicou um artigo em que atribui a tragédia natural do país ao cumprimento de profecias do Apocalipse. E os desencadeadores dessas profecias seriam questões ligadas à fé.
“Sinais de que o Fim dos Tempos já começou estão por toda parte, apesar de os incrédulos não admitirem. Uma série de acontecimentos ao redor do planeta não deixa dúvidas do que foi profetizado na Bíblia”, destaca o artigo.
Dentre os pontos destacados pela Igreja Universal está o crescente movimento em favor da união dos cristãos ao redor do mundo: “O Senhor Jesus deseja claramente que a Sua Igreja seja unida num só corpo (João 17.21). No entanto, isso é interpretado de forma errada, numa fachada de ecumenismo. Toda hora novas religiões, carregadas de tradição, distorcem a Bíblia, pregando uma unidade entre todas as crenças, com aquela velha história de ‘não importa no que você acredita, desde que tenha fé nisso’. O que o Senhor Jesus quis dizer é que sim, Sua Igreja deve ser unida, mas sob a certeza de que só por meio d’Ele a Salvação pode ser conseguida, com obediência plena e entrega verdadeira”, argumenta.
Novas religiões baseadas em sincretismo são apontadas pela denominação como uma das causas desencadeadoras das profecias do Apocalipse: “O chamado espiritualismo e o ocultismo têm crescido muito. Em vários países, vem sendo notado um estranho culto à ‘Santa Morte’, por exemplo, que mistura rituais de satanismo, feitiçaria e da Igreja Romana [Católica] – e já é a seita que mais cresce no mundo. E esse é só um exemplo das muitas falsas crenças e falsos profetas, sobre o que a Bíblia já alerta há milênios (Apocalipse 16.13-14)”, opina.
No entanto, a denominação ignora o próprio sincretismo religioso praticado por ela, que usa elementos sacros do judaísmo – tais quais a menorá, por exemplo – como itens de decoração em sua réplica do Templo de Salomão, em São Paulo.
Por fim, a Universal afirma que a perseguição religiosa dos extremistas muçulmanos é outro dos sinais que denotam o fim dos tempos: “Nunca aconteceram, em outras eras, tantos conflitos e guerras pelo planeta de uma só vez. Muitos deles dizem respeito a vários países ao mesmo tempo […] O Estado Islâmico mata cruelmente pessoas aos olhos de todo o planeta em vídeos veiculados pela internet, além de realizar hediondos atentados nas mais importantes cidades dos países que combatem o grupo terrorista”, conclui.

"Segure minha mão"


Um único programa de alfabetização e instrução para crianças cristãs em aldeias no Egito tem transformado e edificado seus futuros
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Em muitos vilarejos do Egito a vida é bastante precária, não oferece qualquer luxo, nem mesmo as necessidades básicas, que são essenciais à vida. Frequentemente, ter água limpa e banheiro dentro de casa é considerado luxo.
Marina, de dez anos, enfrenta uma grande pressão social e cultural por ser a única menina e caçula entre seus cinco irmãos, por pertencer a uma família carente de uma pequena aldeia e, principalmente, por ser cristã. Na cultura islâmica, as mulheres de sua aldeia são vistas em uma posição muito abaixo dos homens, como se fossem criaturas insuficientes, apesar de serem criadas e formadas pela mão do Criador.
O pai de Marina, chamado Isaac, é um agricultor diarista. Ele sai todas as manhãs para ir ao mercado, levando seu almoço, feito basicamente de pão e queijo branco caseiro.
O mercado local é o ponto onde os agricultores mais pobres se encontram, na esperança de serem escolhidos por alguém para trabalhar em seus campos. Quando isso acontece, seu salário quase não é suficiente para comprar comida e itens essenciais para sua família.
Embora os pais de Marina sejam analfabetos e não exista nenhuma escola em sua pequena aldeia, eles desejam que todos seus filhos frequentem a escola pública, que fica na aldeia vizinha.
Nas escolas, os professores muçulmanos deixam as crianças cristãs no fundo da sala, ignorando-as e concentrando-se apenas em ensinar os outros estudantes. Marina era uma das alunas esquecidas.
Graças ao "Segure minha mão", programa iniciado através de igrejas nos vilarejos do Alto Egito, com apoio dos parceiros da Portas abertas, o futuro educacional de Marina e outras crianças cristãs está sendo transformado. O programa é constituído por equipes que viajam para visitar igrejas nas aldeias e vilarejos a fim de entrevistar as crianças que vão à escola, e, com isso, identificar quais alunos precisam de apoio em sua educação. As aulas são divididas em estudos bíblicos, treinamento de escrita, prática de leitura e jogos educativos.
O programa se tornou o ponto alto da semana da Marina. Frequentar às aulas na igreja abriu uma janela de conhecimento e autodesenvolvimento. A diferença entre sua classe na igreja e na escola pública era enorme. Antes, ela era a menor dos 60 alunos ensinados por um professor entediado que só ia à escola para que fosse pago no final do mês. O ambiente nesta sala era sombrio e desanimador.
Em sua classe, do programa "Segure minha mão", havia 20 alunos e eles eram ensinados por uma professora treinada, cristã, amorosa e comprometida. Esse amor e criatividade dos professores e líderes do programa causou um grande impacto na vida dos alunos.
"Me tornei a aluna mais inteligente da minha sala, consegui as melhores notas em todas as disciplinas", disse ela com orgulho. "Os professores da minha escola pública costumavam me ignorar e nunca me faziam perguntas, porque eu era uma das piores alunas da minha sala. Mas agora, todos os professores me consideram a melhor aluna da turma!"
Motivos de oração
  • Agradeça a Deus pelo programa "Segure minha mão" e tantos outros que têm abençoado os cristãos no Egito, através da Portas Abertas.
  • Peça a Deus que continue a dar estratégias aos colaboradores e líderes da Portas Abertas no Egito, que eles estejam sensíveis a discernir a vontade de Deus.
  • Peça a Deus pelos cristãos egípcios, que eles permaneçam firmes, mesmo em meio a perseguição e desafios que enfrentam.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoLetícia Epifanio

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Desempregado e investigado pelo MP, ateu que queimou Bíblia pede desculpas: “Errei”


Desempregado e investigado pelo MP, ateu que queimou Bíblia pede desculpas: “Errei”
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Após dizer que não se arrependia de ter queimado um exemplar da Bíblia Sagrada, jovem ateu pediu desculpas pelo gesto depois de receber críticas de um padre em Rio Branco (AC).
Roberto Oliveira, 29 anos, estudante de Filosofia na Universidade Federal do Acre (UFAC) e vocalista de uma banda de rock, leu uma carta aberta escrita pelo padre Massimo Lombardi, da catedral Nossa Senhora de Nazaré, e disse que refletiu profundamente sobre suas palavras.
Na carta, Lombardi afirmou que o gesto de queima da Bíblia “constitui um ato imperdoável para um universitário”, e destacou que “no mundo de hoje as guerras começam quando se mexem com os sentimentos religiosos, que constituem a alma mais profunda do sentido da nossa vida e da vida dos povos”.
Em sua resposta, Roberto Oliveira admite que foi desrespeitoso em seu protesto, revela que tem “formação cristã” e é um “ex seminarista”.
“No exercício da minha liberdade de expressão, acabei por ferir o direito à liberdade de outros, agora vejo e compreendo isso. Compreendo que errei. Não no conteúdo de minha crítica, mas na forma. Neste ponto, concordo plenamente com o senhor, precisamos buscar outros meios de combate ao fundamentalismo, com diálogo e respeito mútuo”.
O estudante lamenta que “pessoas que se dizem cristãs” tenham passado a persegui-lo após o episódio, contradizendo a mensagem de paz do Evangelho: “Tiram fotos com suas Bíblias com tom ameaçador e me enviam por redes sociais com ofensas, ou que proferem palavras de ódio a mim, não acredito que vivam plenamente este amor”, escreveu em sua página no Facebook.
A repercussão da queima da Bíblia levou Oliveira a perder o emprego e se tornar alvo de um inquérito do Ministério Público Federal do Acre.
Leia a íntegra da retratação do estudante ateu:
Querido Padre Massimo,
Fiquei muito feliz em ler a sua carta direcionada para mim. Pois, desde sempre, o senhor é um referencial em minha vida. Um exemplo como cristão, sempre dedicado a seu serviço e ao amor aos seus semelhantes. Desta maneira, suas palavras me tocaram, pela sensibilidade e carinho em cada letra.
Pela minha formação cristã, pois, também, sou ex-seminarista, como bem sabe, vejo-o como o bom pastor que dá a vida por suas ovelhas, que deixa as 99 ovelhas que estão apascentadas e vai em busca daquela única ovelha que se perdeu. Na minha busca incessante pela afirmação de minha vida, existência e ideais, acabei me afastando de alguns valores e posicionamentos, acabei adquirindo uma visão mais crítica em alguns pontos, o que acabou por me endurecer um pouco mais e que me levaram a cometer este protesto. Acabei por incorrer em um solipsismo.
Na tentativa de combater um fundamentalismo extremado por meio de uma performance artística, acabei me posicionando de forma equivocada, pois meu ato se configurou desrespeitoso, principalmente, devido a visão sensacionalista de parte da mídia, que julgou, sem ao menos saber os motivos do meu protesto.
Digo que se configurou, pois em mim não existia a intenção de ofender ninguém. Deixo claro meu respeito por toda as religiões e reconheço o papel fundamental que o cristianismo teve em minha formação. Busquei apenas chamar atenção para os abusos que sofremos diariamente por parte de religiosos extremistas e radicais.
É certo que, no exercício da minha liberdade de expressão, acabei por ferir o direito à liberdade de outros, agora vejo e compreendo isso. Compreendo que errei. Não no conteúdo de minha crítica, mas na forma. Neste ponto, concordo plenamente com o senhor, precisamos buscar outros meios de combate ao fundamentalismo, com diálogo e o respeito mútuo. Do contrário, corremos o risco de nos tornarmos iguais ao que combatemos.
E, por mais que eu possa e tente me explicar, sinto não poder aplacar a fúria e o julgamento, também extremado, daqueles que se posicionam contra meu ato, contra minha pessoa. Em meio a isso tudo, consigo compreender o verdadeiro significado do que seja a intolerância. E isso me faz refletir, que a tolerância e o respeito são essenciais em todas as esferas da sociedade, porquê a sua ausência pode trazer à tona o que existe de mais feio e pernicioso na natureza das pessoas.
Estou sendo perseguido, afrontado e constantemente atacado por pessoas que se dizem cristãs. A luz de tudo o que já vivenciei, acredito que elas não entenderam a verdadeira mensagem de Jesus, pois, se me recordo bem, o princípio fundamental do cristianismo é o amor, incondicional. Pessoas que tiram fotos com suas Bíblias com tom ameaçador e me enviam por redes sociais com ofensas, ou que proferem palavras de ódio a mim, não acredito que vivam plenamente este amor. Por isso, sua carta me tocou tanto e me levou a uma profunda reflexão.
Se me recordo bem, outro importante ensinamento que o senhor me deu, no decorrer de minha formação, é o que devemos ser rápidos em perdoar e lentos em condenar. Todos somos passiveis de incorrer em erro e a possibilidade de nos corrigirmos geralmente vem seguida de perdão.
Da mesma forma que me posiciono contra as coisas que não acredito, existem outros que o fazem, e entendo toda esta revolta de alguns que se dizem cristãos. Reconheço, padre, que posso ter exagerado, porém, creio que, mesmo de maneira equivocada, acabei por trazer à tona um importante debate para a sociedade em que vivemos, o da tolerância, principalmente, em um mundo que o fundamentalismo parece crescer. Neste sentido, a performance surtiu efeito. Por outro lado, quero pedir desculpas a todos os Cristãos não radicais que se sentiram ofendidos, pois, definitivamente, esta não foi a intenção.
Exemplo melhor disso, são as muitas pessoas dignas do meu respeito, que mesmo não aceitando o que fiz, entenderam o que busquei denunciar e me apoiam neste momento tão complicado de perseguição. Já perdi meu trabalho e, como já disse, estou recebendo diversas ameaças, inflamadas por personalidades religiosas públicas e pela mídia sensacionalista.
Não acredito que ferir um princípio constitucional de liberdade de crença, pudesse, além de me imputar uma penalidade, fazer surgir uma inquisição. E isto, em pleno século XXI, me deixa assustado e me faz pensar, que meu ato não foi vazio de razão.
Espero que toda esta polêmica tenha servido para algo, esta também é a função da arte. Que nem sempre é puro entretenimento e também tem a função de incomodar e trazer a reflexão. Lembremos do ocorrido com o atentado na revista Charlie, quando o mundo debateu os limites da arte e o perigo do crescimento do fundamentalismo religioso, no caso Islâmico.
Pelo menos, o que desejo, é que as pessoas possam ter refletido e tirado algum aprendizado e reflexão. Para mim, todo o ocorrido, só fortaleceu alguns conceitos que tenho previamente estabelecidos: de que existe muita coisa podre na política, que a mídia usada de má fé pode ser algo totalmente destrutivo e trazer prejuízos irreversíveis e que o fundamentalismo religioso também e outras formas impositivas de posicionamento, devem ser combatidas prioritariamente no campo das ideias, mas com o bom uso da razão.
Para mim, seu apoio neste momento é fundamental, pois meu caso, ultrapassa os limites da simples compreensão das pessoas, uma vez que se percebe um jogo de interesses bem maior em torno da questão, que já não diz respeito somente aos cristãos e a queima da bíblia, mas ao oportunismo político em torno dos fatos.
Assumo as consequências dos meus atos e reconheço que minha crítica poderia ter sido feita de uma outra forma, menos agressiva. Por fim, querido padre, obrigado por suas palavras, pois reacende a esperança em meu coração e a certeza que nem todos os religiosos são fundamentalistas e que acreditar o contrário é cair no mesmo erro.
Sem mais, deste que sempre irá lhe admirar enquanto sacerdote, mas acima de tudo como o ser humano, amigo verdadeiro e modelo para aqueles que se dizem cristãos.