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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Eleições presidenciais podem mudar cenário religioso da Nigéria


Candidato cristão ao sul do país pode exacerbar ainda mais os conflitos com a maioria muçulmana, com candidato ao norte
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Como as tensões aumentam, diante das eleições no próximo dia 14, alguns temem que a unidade do país terá, mais uma vez, de enfrentar testes e as divisões religiosas serão acentuadas.
O sul do país lançou um presidencial cristão, Goodluck Jonathan, que disputará contra o atual presidente, candidato à reeleição, Muhammadu Buhari, candidato muçulmano do norte.
Embora muitos nigerianos mantenham uma elevada prática e apego à sua fé, a expectativa para os padrões de votação podem ser diferentes desta vez e o norte do país, predominantemente muçulmano, pode esperar uma resistência do sul, onde a cultura cristã predonima.
De acordo com Will Ross, jornalista da BBC, especialista dos conflitos da Nigéria, sua expectativa é que o governo atual trabalhe em reduzir as tensões e garantir que haja harmonia e que a divisão religiosa não seja notada, quando o resultado da eleição for anunciado.
Um dos piores países do mundo para ser cristão, segundo o relatório sobre a perseguição religiosa, a Nigéria vem ganhando os noticiários nos últimos meses, com mais atenção, devido os ataques do grupo radical Boko Haram.
O país ocupa a décima posição na Classificação da Perseguição Religiosa 2015 e a perseguição aos cristãos vêm aumentando a cada ano.

Mais uma igreja atacada em Delhi


No dia 2 de fevereiro, mais uma igreja cristã foi vandalizada na cidade de Delhi, na Índia. Este é o quinto ataque às igrejas cristãs nos últimos dois meses


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O líder cristão, Charles Irudayam, diz estar preocupado com essas manifestações na cidade. “Não sabemos quem são os autores e quem possa tê-los instigado. Eles forçaram a porta, entraram na igreja e cometeram atos de vandalismo,  devastando o local. Estamos tristes e assustado”, afirmou Irudayam.
As autoridades locais e da Igreja acreditam que este e os quatro ataques anteriores fazem parte de uma campanha para polarizar a comunidade cristã. "Esses ataques são, definitivamente, com o objetivo de espalhar e assustar os cristãos antes das eleições para a Assembleia do Estado, em 7 de fevereiro”, disse um dos líderes.
Em dezembro de 2014, o World Watch Monitor relatou como vários políticos da oposição protestavam contra uma série de ataques contra as minorias religiosas do país.

Faculdade de teologia começou com aulas embaixo de uma árvore


Foram anos de muito trabalhado do pastor George, um homem de fé que ensinava pastores do Sudão do Sul a suportarem os momentos difíceis


Faculdade de teologia começou com aulas embaixo de uma árvoreFaculdade de teologia começou com aulas embaixo de árvore
Quando começou a oferecer aulas de teologia para cinco pastores em baixo de uma árvore no Sudão do Sul, George jamais imaginaria que anos mais tarde o país ganharia uma faculdade teológica.
Mas foi assim que em 1996 ele começou a trabalhar, ajuntando pastores para ensiná-los a guiar suas igrejas diante das dificuldades do país como a pobreza, a perseguição e as guerras civis.
Os primeiros anos foram difíceis, o grupo cresceu, mas logo diminuiu porque os pastores não tinham forças para fazer as longas caminhadas até o treinamento por conta da fome extrema que assolava o Sudão do Sul.
George fez um pedido de ajuda ao Portas Abertas Internacionais e as doações chegaram através de um avião que sobrevoou o interior do país e reavivou a esperança dos irmãos.
George fez um pedido de ajuda ao Portas Abertas Internacionais e as doações chegaram através de um avião que sobrevoou o interior do país e reavivou a esperança dos irmãos.
Hoje cerca de 500 pessoas são treinadas na Faculdade Cristã Emanuel que segue o modelo de ensino adotado por George, homem de fé que viu o fruto do seu trabalho alcançar pastores de todo o país e também de outras nações africanas.
Através do treinamento eles recebem instruções para liderar igrejas e levar a mensagem de Deus para aldeias não alcançadas. O projeto tem apoio do ministério Portas Abertas.

Estado Islâmico vende, crucifica e enterra crianças vivas no Iraque


Grupo radical estaria usando crianças com problemas mentais como homens-bomba.


Estado Islâmico vende, crucifica e enterra crianças vivas no IraqueEstado Islâmico vende, crucifica e enterra crianças vivas
A ONU denunciou mais barbáries cometidas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI), braço da Al-Qaeda dirigido por Abu Bakr al-Bagdadi que atua no Iraque e Síria, responsável por sequestro, abuso sexual, tortura e assassinato contra crianças iraquianas.
Segundo o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança meninos menores de 18 anos estão sendo usados pelo EI em ataques suicidas, fabricas de explosivos, informantes ou escudos humanos para proteger instalações contra ataques aéreos.
A agência da ONU estaria preocupada com a matança sistemática de crianças, a perseguição a minorias religiosas, como cristãos que tem sido obrigados a deixar suas casas, incluindo vários casos de crianças enterradas vivas, execuções coletivas de meninos, assim como relatos de crianças decapitadas ou crucificadas pelo Estado Islâmico.
Os terroristas estariam usando crianças com problemas mentais para servirem como homens-bomba e promovendo leilões para venda de meninas sequestradas em comunidades cristãs para servirem como escravas sexuais. O EI publicou vídeos na internet que mostram crianças de aproximadamente 8 anos de idade sendo treinadas para servirem como soldados.
Renate Winter, especialista do comitê, disse que crianças tem morrido por desidratação, inanição e calor. O relatório do comitê também aponta que crianças de minorias têm sido capturadas em vários lugares e vendidas no mercado com etiquetas de preços nelas.

Cristãos iraquianos exilados organizam milícia para combater terroristas do Estado Islâmico


Cristãos iraquianos exilados organizam milícia para combater terroristas do Estado Islâmico
Os cristãos no Iraque exilados de suas cidades estariam treinando técnicas de guerrilha para combater os militantes do Estado Islâmico que os expulsaram de suas terras meses atrás.
De acordo com o The Wall Street Journal, aproximadamente dois mil jovens cristãos aderiram à milícia, que ocupou uma antiga base militar dos Estados Unidos e tem usado o local como campo de treinamento.
O “exército cristão” enfrenta uma variedade de deficiências, tais como poucas armas e falta de recursos financeiros para uniformizar, alimentar e organizar os voluntários. A esperança dos líderes da milícia é que o governo dos Estados Unidos financie a operação.
A expectativa se dá porque recentemente, uma medida adotada pelos norte-americanos destinou US$ 1,6 milhão para treinamento e armamento de combatentes contra o Estado Islâmico.
De acordo com a legislação, o dinheiro será destinado às “forças locais que se comprometem a proteger as comunidades étnicas e religiosas minoritárias altamente vulneráveis ​​na planície de Nínive e em outros lugares”, informou o jornal.
Um soldado da milícia chamado Fadi, de apenas 19 anos, afirmou que o desejo de retornar à terra natal e retomar a vida interrompida pelos terroristas do Estado Islâmico é a principal motivação para pegar em armas: “Estou animado para retomar nossas aldeias, mas a única maneira de fazer isso e proteger o nosso povo é tomando as armas e lutando”, resumiu.
O Estado Islâmico tem como objetivo aniquilar os cristãos e judeus do Oriente Médio, assim como ocupar os governos dos países da região para formar um califado, uma espécie de governança comum a todas as nações com maioria muçulmana, com as leis civis sendo baseadas na doutrina religiosa, chamada de sharia. Há poucas semanas o porta-voz do Estado Islâmico convocou todos os muçulmanos a perseguirem os cristãos no mundo todo e fazer os seguidores de Jesus Cristo viverem sob medo.

Ateu cria aplicativo da Bíblia Sagrada e fatura mais de R$ 270 mil em um ano: “Me sinto mal”


Ateu cria aplicativo da Bíblia Sagrada e fatura mais de R$ 270 mil em um ano: “Me sinto mal”
Um ateu faturou mais de R$ 270 mil durante o ano passado vendendo aplicativos da Bíblia Sagrada em espanhol na loja da Apple. A ideia de ganhar dinheiro com as Escrituras surgiu após descobrir que um parente estava lucrando alto com a venda de aplicativos.
Trevor McKendrick ouviu do familiar que, mesmo sem formação na área de desenvolvedor, estava lucrando entre US$ 8 mil e US$ 10 mil por mês. Assim, o norte-americano resolveu pesquisar quais eram os aplicativos que estavam sendo menos oferecidos na AppStore e percebeu que haviam poucas Bíblias em espanhol.
O rapaz contratou um desenvolvedor para criar o aplicativo da Bíblia em espanhol, e tinha como meta arrecadar apenas US$ 600 por mês, o que cobriria os custos de hospedagem de seu produto na plataforma da Apple.
McKendrick disse que passou a acompanhar diariamente os resultados das vendas, e ficou surpreso quando fechou o primeiro mês lucrando US$ 1.500. “Mesmo não sendo uma grande quantia, pelo pouco tempo e baixo investimento inicial já podia tê-lo considerado um projeto de sucesso”, disse ao produtor de rádio Alex Blumberg, que publicou a história em seu site pessoal.
Ao ver que havia espaço para crescer, o ateu resolveu contratar um estúdio para criar um audiobook da Bíblia em espanhol, e posteriormente, um aplicativo à parte para quem quisesse ouvir as Escrituras no idioma. No primeiro mês, o faturamento superou a casa dos US$ 5 mil.
Durante o ano de 2013, os aplicativos do empresário ateu arrecadaram mais de US$ 70 mil, e no ano passado, outros US$ 100 mil (equivalente a US$ 270 mil de acordo com a revista Época).
Quando notou a grande quantidade de dinheiro que estava ganhando, comemorou com a esposa: “Meu deus, querida, olhe todo esse dinheiro. Eu gastei no máximo uma hora por mês nesse empreendimento”, diz ter falado à esposa.
Mesmo com o alto lucro, o ateu diz que se sente mal ao saber que está ganhando dinheiro justamente com o que não acredita: “Eu não acredito no Cristianismo. Não acredito na Bíblia. Eu me sinto terrível sobre o fato de vender a Bíblia, mas encaro como um outro livro e acredito que o que realmente vendo é ficção”, resume.
No entanto, no passado McKendrick foi frequentador de uma Igreja Mórmon e se casou em um colégio da denominação, mas devido a frustrações, abandonou a fé. A saída de seu irmão da igreja o fez descobrir que tinha muitas dúvidas, e por isso, resolveu deixar de acreditar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Escola cristã paquistanesa é atacada por manifestantes muçulmanos


O ataque foi promovido por estudantes que protestavam contra a revista Charlie Hebdo. Muitas vezes os cristãos paquistaneses são marginaliados e responsabilizados por qualquer incidente que é visto como anti-islã no Ocidente
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Cerca de 300 estudantes – muitos deles portando armas – invadiram a escola Panel for Boys protestando contra a revista francesa, que publicou uma imagem do profeta Maomé em sua capa, na sequência do atentado que custou 12 vidas.
A escola ficou fechada por alguns dias, sendo reaberta após consultas dos diretores e membros da comunidade cristã com a polícia e o governador da província.
As caricaturas da Charlie Hebdo desencadearam protestos em massa no Paquistão, como a passeata que reuniu 30 mil pessoas, Karachi, no início desta semana e uma grande manifestação em Lahore.
Nasir Saeed, diretor da organização paquistanesa de direitos humanos Class, afirmou que os cristãos também não são favoráveis às caricaturas da revista e, muitas vezes participam dos protestos contra a revista. “É lamentável que os cristãos não sejam considerados cidadãos paquistaneses e, pelo contrário, são constantemente acusados de serem aliados do Ocidente e, portanto, sempre que tais incidentes acontecem nos países ocidentais os cristãos são atacados”, completa.
Há semanas igrejas e propriedades de cristãos paquistaneses são incendiadas o que torna esse grupo, que já vive sob constante medo pela perseguição religiosa, ainda mais vulnerável.

Jordânia executa dois terroristas em resposta a piloto queimado vivo


Jihadistas divulgara um vídeo que mostra o piloto de 26 anos sendo queimado vivo em uma jaula
Jihadistas divulgaram vídeo que mostra o piloto de 26 anos sendo queimado vivo em uma jaula
O governo de Amã, que prometeu uma resposta “terrível” após o assassinato de um piloto jordaniano pelo grupo Estado Islâmico (EI), executou na manhã desta quarta-feira dois jihadista iraquianos condenados à morte, a mulher reclamada pelo EI e um dirigente da Al-Qaeda. Sajedah Rishawi, condenada à morte por sua participação em atentados em 2005 em Amã, e Ziad Karbuli, dirigente da Al Qaeda, foram executados às 4h locais (8h de Brasília), anunciou o porta-voz do governo, Mohammad Momani.
Depois do novo crime brutal da organização jihadista, que divulgou um vídeo que mostra o piloto de 26 anos sendo queimado em uma jaula, uma fonte das forças de segurança da Jordânia afirmou na terça-feira (3) que jihadistas detidos seriam enforcados. O EI afirmou nas últimas semanas que deixaria o piloto com vida se Amã libertasse a jihadista iraquiana, mas as autoridades jordanianas exigiam primeiro provas de vida do militar.
Sajedah Rishawi, de 44 anos, era uma mulher-bomba iraquiana condenada à pena capital por sua participação em atentados letais em 2005 na capital jordaniana. Foi condenada à morte em setembro de 2006. Algumas horas depois de condenar a “barbárie” dos jihadistas, o presidente americano, Barack Obama, cujo país lidera uma coalizão internacional que combate o EI na Síria e no Iraque, recebeu o rei Abdullah II, da Jordânia, na Casa Branca.
“O presidente e o rei Abdullah reafirmaram que o abominável assassinato deste valoroso jordaniano apenas servirá para reforçar a determinação da comunidade internacional a destruir o EI”, declarou um porta-voz do governo ao fim do encontro.

“Davi e Golias”: diretor de filme que narrará a batalha contra o gigante diz que produção “honrará a Deus”


“Davi e Golias”: diretor de filme que narrará a batalha contra o gigante diz que produção “honrará a Deus”
O próximo filme com temática bíblica que deverá atrair a atenção dos cristãos é “Davi e Golias”, dirigido por Tim Chey e com lançamento previsto para o mês de abril nos cinemas dos Estados Unidos.
A batalha entre o gigante filisteu e o então jovem pastor de ovelhas foi adaptada, novamente, para as telonas, e o diretor do filme disse que a produção irá honrar a Deus.
“Bem, em primeiro lugar, eu não sou só um cineasta, mas também um evangelista. Então, obviamente, eu não vou fazer um filme que biblicamente não seja correto ou não honre ao Senhor”, disse Chey.
Com críticas ao filme “Noé”, dirigido por Darren Aronofsky, Tim Chey afirmou que não haverão imprecisões históricas ou infidelidade à Bíblia em seu filme: “Não há monstros de pedra ajudando Davi, infelizmente”, disse Chey, irônico. “Mas, brincadeiras à parte, eu queria fazer um filme que revigorarasse o tipo de fé que o futuro rei de Israel tinha, ou seja, lutar contra um gigante com uma chance de 0% e, com ajuda de Deus, derrotá-lo”, acrescentou o cineasta, durante uma entrevista recente em Los Angeles.
O ator Miles Sloman vive Davi, enquanto Golias é interpretado pelo ator Jerry Sokoloski, de acordo com informações do Charisma News.
O filme é uma produção bem mais simples que os últimos filmes com temática cristã, e pode ser considerado um “filme B”. “Êxodo: deuses e reis”, dirigido pelo renomado Ridley Scott e estrelado por Christian Bale, custou aos estúdios a bagatela de US$ 140 milhões, de acordo com a revista Exame. Já o criticado “Noé” consumiu US$ 125 milhões.
No entanto, as altas quantias investidas nos filmes não foram suficientes para convencer os líderes cristãos de sua relevância e contribuição para a divulgação da mensagem bíblica. Enquanto isso, o diretor de “Davi e Golias” garante que o conteúdo de seu filme não irá desapontar quem espera ver a narrativa bíblica no cinema. Assista ao trailer:
http://youtu.be/XqrDHut5KlM

Mensagem de jornalista cristão decapitado pelo Estado Islâmico se torna viral nas redes sociais


Mensagem de jornalista cristão decapitado pelo Estado Islâmico se torna viral nas redes sociais
O jornalista japonês Kenji Goto, morto no último sábado, 31 de janeiro, pelo grupo terrorista Estado Islâmico, teve uma de suas mensagens publicadas no Twitter há pouco mais de quatro anos repercutida nas redes sociais.
O anúncio do assassinato do jornalista, que era mantido refém pelos extremistas muçulmanos, causou enorme comoção no Japão, com pronunciamentos indignados de autoridades, e em todo o mundo. A mãe de Kenji Goto também lamentou a morte do filho em uma emocionada entrevista coletiva.
A mensagem de Kenji Goto que se tornou viral no Twitter pregava paz, e o gesto dos internautas vem sendo entendido como uma homenagem a ele. Cristão, Goto era jornalista freelancer no Oriente Médio, de onde reportava os principais acontecimentos locais para jornais e emissoras japonesas.
Durante o período de convivência com os árabes, Goto disse ter aprendido que alguns sentimentos não são naturais ao ser humano, e que a verdadeira Justiça é divina. “Fechei os olhos e me segurei. Será o fim se eu ficar louco ou gritar. Isso é quase uma oração. O ódio não é para os seres humanos. Julgamento está com Deus. Isso é o que eu aprendi com os meus irmãos e irmãs árabes”, escreveu Goto, em setembro de 2010.
A mensagem, originalmente escrita em japonês, foi primeiramente traduzida para o inglês, e depois, para o português. Até agora, são mais de 30 mil compartilhamentos.
Kenji Goto aceitou Jesus Cristo em 1997, segundo informações do Assist News Service. A mensagem do Evangelho, que incentiva o cuidado com o pobre e valoriza os humildes de espírito, estava constantemente presente em seu trabalho.
“As crianças, os pobres e os necessitados. Esses são o maior interesse dele”, afirmou o colega jornalista freelance Toshi Maeda  à CCTV. “Ele só quer atender crianças em áreas de conflito e contar ao resto do mundo sobre o seu sofrimento. Como ele persegue essas histórias, ele acaba em zonas de guerra”, acrescentou.
Em maio, Goto havia publicado um artigo na versão japonesa da revista Cristianismo Hoje, e disse que confiava na proteção divina: “Já vi lugares horríveis e tenho arriscado a minha vida, mas eu sei que de alguma forma, Deus sempre me salvar”.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Falta d’água ameaça oferta de alimento no Brasil, diz chefe da FAO


Em entrevista à BBC, diretor da agência da ONU para agricultura, José Graziano, diz que país terá de ampliar estoques de alimentos e adaptar produção à seca
Em entrevista à BBC, diretor da agência da ONU para agricultura, José Graziano, diz que país terá de ampliar estoques de alimentos e adaptar produção à seca
A crise hídrica que o Brasil atravessa põe em risco não só o abastecimento de suas cidades, mas também a oferta de alimentos nos mercados do país, diz o brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da agência da ONU para agricultura e segurança alimentar (FAO).
“Estamos tendo uma quebra enorme da safra de todos os produtos”, diz Graziano. Segundo ele, a estiagem deve resultar em preços mais altos nas prateleiras nos próximos meses.
Em entrevista à BBC Brasil, o chefe da FAO afirma ainda que o Brasil terá de ampliar seus estoques de alimentos e privilegiar culturas mais resistentes a secas, fenômeno que deve se tornar cada vez mais frequente por causa das mudanças climáticas.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista, concedida durante a última cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac), na Costa Rica, na semana passada.
BBC Brasil: A crise hídrica que o Brasil atravessa pode afetar a segurança alimentar do país?
José Graziano: Sem dúvida. Tenho desde 1987 uma pequena chácara perto de Campinas (SP) e nunca meu poço tinha secado. Cheguei a perder árvores frutíferas.
É um exemplo de como o Brasil, que não faz uso da irrigação em grande escala e se beneficia muito de um sistema de chuvas regulares, tem sua produção afetada por uma seca como essa.
BBC Brasil: A seca é um efeito das mudanças climáticas?
Graziano: Na FAO, a nossa avaliação é que neste ano o impacto do El Niño (superaquecimento das águas do Pacífico que esquenta a atmosfera) foi muito maior que o esperado. Nunca havia chegado ao ponto de ameaçar o abastecimento urbano, como estamos vendo em São Paulo.
Estamos atravessando o período das águas no Brasil e deveria estar chovendo muito mais do que está. Tivemos deficiência hídrica de praticamente um metro d’água na região centro-sul do Brasil.
Espera-se a normalização das chuvas no próximo ano agrícola, que começa em setembro, mas até lá vamos enfrentar resíduos da falta de água e todos os agravantes que isso tem.
BBC Brasil: Quais agravantes?
Graziano: Estamos tendo uma quebra enorme da safra de todos os produtos. Até mesmo da cana de açúcar, que é bastante insensível ao regime de chuvas. Isso vai resultar em aumento de preços.
Aliás, estamos vendo muita oscilação de preços resultante do impacto das mudanças climáticas. Há uma irregularidade da produção. Situações de seca, que antes se repetiam a cada cem anos, agora ocorrem a cada 20 anos.
O jeito é ter estoques. O Brasil tem alguns estoques bons, como o de milho, fruto da boa colheita do ano passado, mas não tem em outras áreas. Precisa até importar trigo.
BBC Brasil: Como reduzir os impactos das mudanças climáticas na produção agrícola?
Graziano: Estamos trabalhando muito com a adaptação de culturas à seca. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estatal ligada ao Ministério da Agricultura) já tomou essa iniciativa e está desenvolvendo variedades até de arroz adaptado à seca.
Também devemos substituir culturas. A quinoa demanda muito menos água que o arroz e tem um valor nutritivo muito maior. Estamos promovendo a substituição do trigo nas regiões tropicais e a recuperação de produtos tradicionais.
A mandioca, por exemplo, que tinha sido abandonada, hoje está em alta no Caribe, onde está sendo adicionada à confecção do pão para reduzir a dependência da importação do trigo. Outra possibilidade é expandir a irrigação para evitar crises de abastecimento.
BBC Brasil : Aumentar a irrigação não é incompatível com o cenário atual, com reservatórios cada vez mais vazios?
Graziano: Temos menos água armazenada em São Paulo, mas na Cantareira. A (represa) Billings está cheia. Precisa haver um sistema de integração dessas bacias, porque a distribuição das chuvas é muito errática. Essa prática é muito usada na Ásia.
E temos de ter a capacidade de absorver a água da chuva. Na minha chácara, por exemplo, comprei cisternas plásticas e hoje tenho capacidade de armazenar pelo menos 20 mil litros de água da chuva.
BBC Brasil: A crise hídrica e a instabilidade na produção de alimentos gerada pelas mudanças climáticas indicam a necessidade de repensar o modelo agrícola do país, hoje muito voltado a commodities para exportação, como a soja?
Graziano: Eu diria que se trata mais de pensar em mudanças tecnológicas. No passado, utilizamos intensivamente a mecanização. Hoje estamos promovendo o cultivo mínimo, que significa não arar o solo e manter a vegetação que o cobre. Isso facilita a absorção da água e preserva a matéria orgânica.
A Argentina tem hoje mais de 90% de suas áreas de soja e milho baseadas em cultivo mínimo e tem aumentado a produtividade mesmo na seca.

Polícia interroga cristão por 11 horas sob suspeita de proselitismo


Evangelizar em Marrocos é crime e o condenado pode pegar de seis meses a três anos de prisão


Polícia interroga cristão por 11 horas sob suspeita de proselitismoPolícia interroga cristão por 11 horas sob suspeita de proselitismo
A Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH) informou que no dia 18 de janeiro a cidade de Fez registrou um caso de perseguição religiosa. O depoimento citado pela revista Telquel afirma que um cristão foi interrogado por 11 horas a respeito de sua fé.
Segundo informações, dois policiais abordaram o homem e revistaram sua mochila encontrando uma Bíblia e outros livros relacionados ao cristianismo.
Com essas provas o homem foi levado à delegacia suspeito de fazer proselitismo religioso e ali foi interrogado por um longo período, tendo que responder sobre suas crenças, seus deslocamentos e dar informações sobre a empresa que paga por suas viagens.
Pelas leis marroquinas quem pratica o proselitismo religioso, isso é a pregação do Evangelho, pode ser condenado de seis meses a três anos de prisão e obrigado a pagar uma multa de 100 a 500 dirhams (de R$ 26 a R$ 136).
Em Marrocos predomina o islamismo e todos que usarem “meios de sedução, a fim de converter” um muçulmano “a outra religião” pode ser condenado. Pelo artigo 220 do Código Penal. Com informações Portas Abertas

Maioria dos deputados federais é cristã


Católicos representam 71% e evangélicos 16%


Maioria dos deputados federais é cristãMaioria dos deputados federais é cristã
A maioria dos 513 deputados federais que assumiram seus cargos no dia 1º fevereiro se declara cristão. Deles, 300 (71%) são católicos, 68 (16%) evangélicos e 14 (3,3%) se declara cristão sem especificar se é católico ou evangélico.
Ainda sobre religiões, 19 (4,51%) deputados disseram não ter religião, oito (1,9%) afirmaram que são adeptos do espiritismo, 0,47% disseram seguir todas as religiões e 101 deles não quiseram responder sobre o tema.
Os dados foram feitos pelo G1 que apurou informações dos novos deputados como o time de futebol e suas posições a respeito de temas como apoio ao aumento de impostos para sanear as finanças públicas, apoio à proposta de transformar corrupção em crime hediondo, redução da maioridade penal, legalização da maconha, aborto e lei sobre homofobia.
Foram 421 deputados entrevistados, 44 dos parlamentares não quiseram participar e 48 não responderam ao questionário. O levantamento mostra a opinião dos deputados federais sobre temas que deverão ser debatidos durante o ano, a começar pela criação de uma nova CPI da Petrobras. A este respeito 286 (56%) são a favor da criação na nova CPI, 117 (23%) são contra e 109 não responderam.
Diretamente ligados ao tema corrupção, os novos deputados (apenas 198 deles estão no primeiro mandato) se mostram a favor da proposta que transforma corrupção em crime hediondo. Os que disseram sim a pergunta sobre o tema representam 70% dos deputados (358 deles) contra 10% contra (50 deputados) e 20% que não quis responder, 105 parlamentares.
Ainda em 2015 a Câmara deve votar no projeto apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a criminalização da homofobia. Apesar de ser considerado o Congresso mais conservador dos últimos anos, 51% (261) dos deputados são a favor da criminalização da homofobia, 26% (136) são contra e 23% (116) não quiseram responder.
Já quando o assunto é aborto o quadro se mostra bastante conservador: 53% (271) dos deputados federais só aceitam o aborto nas situações já previstas em Lei, 18% (90) em mais situações além das já previstas, 11% (58) em menos situações ou nenhuma e 18% (94) não responderam.