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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A abrangência universal da salvação




Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 6 do trimestre sobre “A obra da salvação”
 

Homem com joelhos dobrados dentro de igreja. (Foto: Pexels / Pixabay)
A Lição de hoje traz como tema A abrangência universal da salvação, com três objetivos básicos a serem alcançados ao longo do estudo: I. Explicar o que é a obra expiatória de Cristo; II. Discutir a respeito do alcance da obra expiatória de Cristo; III. Apontar que Cristo oferece salvação a todos.

 1 – O QUE É A OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO

Já apresentamos na Lição passada um conceito de expiação, e que retomamos aqui, visto que é pertinente:
Segundo Myer Pearlman, teólogo do pentecostalismo na primeira metade do século XX, “A palavra ‘expiação’, no hebraico, significa literalmente ‘cobrir’ (…) A expiação, no original, inclui a ideia de cobrir tanto os pecados (Sl 78.38; 79.9; Lv 5.18) quanto o pecador (Lv 4.20). Expiar o pecado é ocultá-lo da vista de Deus (…) A morte de Cristo foi uma morte foi uma morte expiatória, porque seu propósito era apagar o pecado (…) Expiar o pecado significa leva-lo embora, de modo que ele é afastado do transgressor, o qual é considerado, desse modo, justificado de toda injustiça, purificado de toda contaminação e santificado para pertencer ao povo de Deus” (1). Há muitos termos e conceitos nas línguas originais bíblicas envolvendo o assunto da expiação, mas achamos suficiente as definições acima trazidas pelo irmão Pearlman.
Os sacrifícios expiatórios no Antigo Testamento, cobriam os pecados dos homens para que Deus não mais os considerasse, e assim a sua ira contra o pecador fosse aplacada. Quando o ofertante punha a sua mão sobre a cabeça do animal, diante do sacerdote, ali estava um ato simbólico de transferência de culpa, onde o animal, e não o homem, receberia a punição pelo pecado do transgressor (Lv 1.2-4). No Novo Testamento, o sacrifício é o de Cristo, mas ele não apenas “cobre” os nossos pecados, no sentido de ocultá-los. Ele “tira” (Jo 1.29), “remove” o pecado do mundo! Como disse o apóstolo João, “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1Jo 1.7).
  • A necessidade da expiação
A cruz se fez necessária, porque o pecado se fez real. Se fez necessária porque estávamos vendidos ao pecado, e ‘sem derramamento de sangue não há remissão’ (Hb 9.22)” (A Mensagem da Cruz). Sem o sacrifício expiatório de Cristo, nossos pecados estariam sempre à vista de Deus, e não havendo por eles uma oferta agradável, seríamos fatalmente condenados e consumidos no fogo da ira de Deus! Os ensinos de Jesus não seriam suficientes para salvar-nos se não houvesse a morte expiatória. Seus ensinos revelam os valores do reino de Deus, mas é seu sangue que nos faz dignos de entrar no reino.
O pregador congregacional D.L.Moody, que levou aproximadamente meio milhão de almas à Jesus nos Estados Unidos da América no século 19, disse que “sem expiação toda pregação é um mito. A crucificação de Cristo é o fundamento de tudo. Se um homem não tem uma base sólida sobre o sangue, tudo quanto diz é avariado” (2). Que a aula deste domingo possa despertar-nos para um resgate da mensagem da cruz em nossos hinos e pregações!
  • A abrangência do pecado
“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” é uma das mais fortes declarações do apóstolo Paulo, ele que se reconheceu como “o principal” dos pecadores (1Tm 1.15). Este texto fala-nos da extensão universal do pecado: o pecado atingiu todos os homens, de modo que nenhum, a exceção de Cristo, não tenha sido contaminado por esta chaga espiritual. Salomão constatou essa mesma verdade: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” (Ec 7.20)
Todavia, não apenas a todos os homens o pecado desgraçou, mas a cada homem individualmente por completo! Ou seja, pecado afetou todos os homens e ao homem todo, integralmente. Cada célula, cada pensamento, cada palavra, tudo está sob a contaminação do pecado. Em Romanos 3.12-18 Paulo discorre, citando passagens do Antigo Testamento, sobre como todo nosso ser, à parte da graça regeneradora, está poluída pela mancha do pecado. Em extensão e em profundidade a raça humana estava miseravelmente perdida. Veja como o pregador inglês John Wesley tratava com tamanha seriedade a gravidade e extensão do pecado:
“O homem, por natureza, é repleto de todo tipo de maldade? É vazio de todo bem? É totalmente caído? Sua alma está totalmente corrompida? Ou, para fazer o teste ao contrário: ‘toda imaginação dos pensamentos de seu coração [é] só má continuamente’? Admita isso, e até aqui você é um cristão. Negue isso, e você ainda é um pagão” (3)
Todos pecaram! Não há um justo sequer! Enquanto os filósofos dizem que o homem é bom, a sociedade é que o corrompe, a doutrina bíblica ensina-nos que o homem é mau e só Deus é bom. Jesus disse: “vós que sois maus…” (Mt 7.11) e “Ninguém há bom, senão um, que é Deus” (Lc 18.19).
Tiago Rosas
Por
 Tiago Rosas

Presença cristã pode ser extinta em Burkina Faso



Líderes de igrejas enfrentam assassinatos, sequestros e discriminação


Cristãos são deslocados pela perseguição de grupos extremistas em Burkina Faso
Cristãos são deslocados pela perseguição de grupos extremistas em Burkina Faso
O aumento do extremismo islâmico tem tirado a paz dos cristãos em Burkina Faso. Os deslocamentos forçados, a fome e o medo fazem parte do dia a dia de irmãos e irmãs, e os líderes cristãos do país estão clamando por ajuda para enfrentarem os resultados da violência física e emocional. Apesar da Constituição de 2012 prever a liberdade religiosa, os jihadistas têm ignorado as leis. “Os valores da tolerância, perdão e amor, que têm sempre guiado o país, foram agredidos. A liberdade de adorar, consagrada em nossas leis, também foi desafiada”, afirma o pastor Henri Ye, líder da Federação de Igrejas e Missões Evangélicas (FEME).
Com 60% da população professando a fé islâmica, Burkina Faso tem 25% de cristãos e o restante segue as religiões tradicionais africanas. A maioria dos muçulmanos vive ao norte do país, já os cristãos ficam localizados no centro e no sul. O cristianismo chegou no país no início do século 20 com a presença de missionários franceses. Porém, as práticas das religiões tradicionais africanas têm encontrado lugar entre muitos muçulmanos e cristãos, resultando em um sincretismo religioso.
Sequestros, assassinatos e discriminação de cristãos estão se intensificando mesmo com o apoio das Forças de Segurança Nacional. Nesse momento, o líder cristão Laurent Birfuoré Dabiré pede ajuda internacional: “Se o mundo continuar a não fazer nada, o resultado será a eliminação da presença cristã”.
Os grupos extremistas islâmicos têm migrado para o interior do país e enfraquecido a segurança com ataques às instituições governamentais e civis e até pessoas. “Os grupos armados vêm para promover divisão e ser o combustível para tensão com o assassinato de líderes das comunidades e religiosos”, esclarece o componente da FEME. Apesar de o governo atual de Christian Kaboré fortalecer a democracia e incentivar o respeito aos direitos humanos, os ataques dos extremistas islâmicos têm ofuscado a liberdade no país.
Mais 19 pessoas são vítimas de extremistas
Jihadistas são suspeitos de matar 19 pessoas em ataque no nordeste da Burkina Faso, no fim de semana do dia 25 de outubro. De acordo com a rádio Omega, pistoleiros invadiram a vila de Pobe Mengao, na região do Sahel, no norte do país, e assassinaram 16 pessoas. Veículos foram roubados e lojas incendiadas. Na sexta-feira e sábado, três pessoas foram mortas em Rouga, na provícia de Lorum, reportou a agência Burkina Faso News.

Por Portas Abertas

terça-feira, 29 de outubro de 2019

15 versículos que te ajudarão a criar filhos corajosos



Ao explorarmos os versículos da Bíblia, devemos lembrar aos filhos um fato importante: com Deus, tudo é possível.

Em uma cultura cada vez mais caótica e confusa, muitos pais cristãos procuram maneiras de criar filhos corajosos – filhos que colocam Deus em primeiro lugar e que crescem para viver biblicamente em um mundo que muitas vezes evita o Senhor e Sua palavra.
É por isso que a PureFlix resolveu oferecer a você alguns versículos bíblicos poderosos sobre coragem – textos para crianças que podem ajudá-lo a instigar bravura e fé em seus filhos.
Então, vamos mergulhar em alguns versículos importantes da Bíblia sobre bravura que ajudarão você e seus filhos a navegar em nosso difícil terreno cultural:
Provérbios 3: 5-6 (NVI)
Mulher com as mãos em oração em cima da Bíblia. (Foto: Envato / halfpoint)
“Confie no Senhor com todo o seu coração e não se apóie no seu próprio entendimento; de todas as formas, submeta-se a ele, e ele fará seus caminhos retos”
Este é um dos versículos bíblicos mais importantes para crianças e pais. Isso nos lembra como é essencial confiar no entendimento de Deus e não no nosso. Este pode ser um passo difícil e corajoso, pois exige colocar Deus diante de si.
E é uma lição essencial em nossa era moderna que às vezes enfatiza o eu acima de tudo.
Salmo 22:19 (NVI)
Jovem lendo a Bíblia. (Foto: Ben White / Unsplash)
“Mas você, Senhor, não fique longe de mim. Você é minha força; venha rapidamente para me ajudar”.
Se você procura instigar coragem em seus filhos, o Salmo 22:19 é um ótimo versículo. Este é um dos versículos da Bíblia sobre bravura que nos lembra de confiar em Deus e extrair dele nossas forças. Em um mundo difícil e complexo, esse versículo nos ajuda a encontrar consolo.
1 Pedro 5:7 (NVI)
Bíblia. (Foto: Pexels por Pixabay)
“Lance toda a sua ansiedade nEle porque ele se importa com você.”
1 Pedro 5:7 é um dos versículos da Bíblia para crianças que vale a pena ensinar a nossos filhos. Quando os tempos difíceis chegam, as crianças podem aprender bravura e coragem se voltando para Deus. Devemos incentivar nossos filhos a levar suas preocupações e ansiedades a Deus em oração.
Josué 1: 9 (NVI)
Bíblia. (Foto: Katie175 por Pixabay)
“Não te ordenei? Seja forte e corajoso. Não tenha medo; não desanime, pois o Senhor seu Deus estará com você onde quer que você vá”.
Os versículos da Bíblia sobre bravura como essa nos lembram que é essencial recorrer ao Senhor com todos e quaisquer problemas. Esta é uma lição importante para nossos filhos, mas simplesmente recitar versículos da Bíblia sobre coragem não é suficiente. Nós também devemos viver isso em nossas próprias vidas, para que nossos filhos vejam a importância e o sucesso de viver com essa mentalidade.
João 14:27 (NVI)
Bíblia. (Foto: Aaron Burden / Unsplash)
“Paz que eu deixo com você; minha paz eu te dou. Eu não dou a você como o mundo dá. Não deixe seu coração perturbado e não tenha medo”.
Parte da educação de crianças corajosas é deixá-las saber que podem encontrar paz em Deus. Em um mundo que deixa muitos se sentindo imperfeitos, sozinhos e abandonados, existe um Deus que nos ama e quer um relacionamento conosco. Os versículos da Bíblia sobre coragem não apenas nos incentivam a acreditar em Deus, mas também nos chamam a formar um relacionamento com nosso Criador.
A paz vem disso, e esta é uma lição essencial à medida que exploramos esses versículos da Bíblia para crianças. Além disso, nosso guia para pais cristãos pode ajudá-lo com outras dicas poderosas sobre como navegar nas escrituras e encontrar entretenimento que agrade a vida de seus filhos e familiares.
Deuteronômio 31: 6 (NVI)
Oração e Bíblia. (Photo by Patrick Fore on Unsplash)
“Seja forte e corajoso. Não tenha medo ou medo por causa deles, pois o Senhor, seu Deus, vai com você; ele nunca deixará você e nem o abandonará.”
Quando o medo surge por causa de outras pessoas, os versículos da Bíblia sobre a bravura nos lembram que Deus está sempre lá. Não importa qual seja a situação na escola ou com os amigos, devemos incentivar nossos filhos a orar por força, coragem – e por aqueles que possam estar causando um problema em suas vidas. Orar pelos chamados “inimigos” também é fundamental.
Deuteronômio 31: 8 (NVI)
Menino com a Bíblia na mão. (Photo by Ben White on Unsplash)
“O próprio Senhor vai adiante de você e estará com você; ele nunca deixará você e nem o abandonará. Não tenha medo; Não seja desencorajado.”
Como Deuteronômio 31: 6, Deuteronômio 31: 8 continua com o tema de nos lembrar que Deus nunca nos abandonará. Esses versículos da Bíblia sobre coragem oferecem às crianças incentivo e conhecimento, além de uma base da verdade. Devemos ensinar aos nossos filhos que eles nunca estarão sozinhos, não importa o que enfrentem, e que sempre possam encontrar encorajamento em Jesus. Esses temas também estão incorporados em séries de TV populares como “Veggie Tales”, produção disponível na PureFlix (EUA) ou Netflix (Brasil).
2 Tessalonicenses 3:16 (NVI)
Bíblia. (Photo by Ben White on Unsplash)
“Agora que o próprio Senhor da paz vos dê paz em todos os momentos e em todos os sentidos. O Senhor esteja com todos vocês”.
Quando nossos filhos têm um dia difícil, podemos lembrá-los da paz e do amor que têm em Deus. Isso deve fazer parte de uma discussão diária, embora também seja útil ler versículos da Bíblia para crianças e versículos da Bíblia sobre coragem todas as manhãs, pois essas escrituras podem ajudar a sustentar as crianças ao longo do dia.
Salmos 18: 2 (NVI)
Família lendo a Bíblia (Photo by Cassidy Rowell on Unsplash)
“O Senhor é minha rocha, minha fortaleza e meu libertador; meu Deus é minha rocha, em quem me refugio, meu escudo e o chifre de minha salvação, minha fortaleza”.
O mundo nos oferece muitas correções temporárias, mas os versículos da Bíblia sobre coragem nos oferecem a chance de focar na correção mais permanente: um relacionamento com Cristo. Como pais, devemos usar esses versículos da Bíblia sobre bravura para incentivar nossos filhos a fazer de Deus sua “pedra”. Em vez de altos e baixos temporários, colocar Deus no centro de nossas vidas e deixar que as crianças vejam que realmente terão o maior impacto.
Salmo 56: 3 (NVI)
Homem com Bíblia. (Photo by James Coleman on Unsplash)
“Quando tenho medo, confio em você.”
Se as crianças têm medo de um próximo teste ou problemas com os amigos ou um valentão na escola, é nosso trabalho ensiná-los a lidar com o medo. Os versículos da Bíblia sobre coragem e os versículos da Bíblia sobre bravura nos lembram verdades simples. Sempre que essas preocupações ou medos aparecem, o Salmo 56: 3 é uma escritura maravilhosa para se concentrar, pois nos lembra que depositamos nossa confiança – mesmo em meio à incerteza – no Senhor Todo-Poderoso.
Filipenses 4: 12-13 (NVI)
O ateísmo, a educação cristã e a importância do bom exemplo
Criança cristã lendo a Bíblia (Foto: Free Photos)
“Eu sei o que é precisar e sei o que é ter bastante. Aprendi o segredo de estar contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentada ou com fome, seja vivendo em abundância ou em falta. Eu posso fazer tudo isso através daquele que me fortalece”.
A cultura vende uma certa ideia sobre felicidade e sofrimento, mas a Bíblia fala sobre alegria. Como pais, devemos explorar importantes versículos da Bíblia para as crianças, observando que, não importa o que aconteça, a alegria ainda é possível.
Os versículos da Bíblia sobre a bravura nos levam a um ponto em que devemos ser capazes de encontrar alegria, independentemente do que estamos enfrentando.
É por isso que o texto de Filipenses 4: 12-13 é tão importante e essencial. É um dos versículos da Bíblia sobre coragem e alegria que é essencial para refletir em nossa era moderna.
1 Coríntios 16: 13-14 (NVI)
Bíblia. (Foto: Pexels por Pixabay)
“Esteja em guarda; permaneça firme na fé; seja corajoso; seja forte. Faça tudo no amor”.
Os versículos da Bíblia sobre coragem nos lembram outra verdade importante. Embora seja essencial defender nossa posição e ser corajosos, também devemos fazer tudo no amor. Ao ensinar nossos filhos sobre a importância de viver e amar a Deus – e de perseverança em suas vidas, não importa o quê -, também devemos refletir sobre outra realidade incorporada nos versículos da Bíblia sobre a bravura: como tratamos os outros.
E isso inclui nossos inimigos. Parte de ser forte e corajoso é amar até mesmo as pessoas que falharam em nos amar. Permita que seus filhos vejam você viver isso em suas próprias vidas também.
Filipenses 4: 6 (NVI)
Bíblia. (Foto: Aaron Burden / Unsplash)
“Não se preocupe com nada, mas em todas as situações, por oração e petição, com ações de graça, apresente seus pedidos a Deus.”
A oração é importante. Ao explorarmos os versículos da Bíblia sobre coragem e os versículos da Bíblia sobre bravura, fica claro que os humanos são chamados a orar e apresentar pedidos a Deus, especialmente quando enfrentamos tempos difíceis ou perturbadores.
Embora devamos explorar versículos da Bíblia para crianças e lê-los com nossos filhos para destacar essa realidade, também devemos viver essas verdades em nossas vidas cotidianas.
Salmo 23: 4 (NVI)
Bíblia. (Free-Photos por Pixabay)
“Embora eu ande pelo vale mais sombrio, não temerei o mal, pois você está comigo; sua vara e seu cajado me consolam”.
Também devemos ensinar aos nossos filhos que, aconteça o que acontecer, Deus pode aliviar nossos medos. Versículos da Bíblia sobre bravura como o Salmo 23: 4 nos incentivam a extrair nossa força do Senhor, mas eles também oferecem intenso conforto em meio às incertezas da vida.
Habacuque 3:19 (NVI)
Bíblia. (Photo by Aaron Burden on Unsplash)
“O Soberano Senhor é a minha força; ele faz meus pés como os de um cervo, ele me permite pisar nas alturas.”
E, por último, mas não menos importante, Habacuque 3:19 mostra a importância das verdades apresentadas em todos esses versículos da Bíblia sobre coragem. Ao explorarmos os versículos da Bíblia para crianças, devemos lembrar aos filhos um fato importante: com Deus, tudo é possível.
por Redação Gospel Prime


Os filhos de Francisco



O curioso ponto de interseção entre o Sínodo da Amazônia, uma rede internacional esquerdista e a revista acadêmica oficial da Assembleia de Deus

Papa Francisco no Sínodo da Amazônia (Foto: Cris Bouroncle/AFP/Getty Images)

É possível que o estimado leitor tenha recebido alguma informação acerca do Sínodo da Amazônia, um evento realizado no Vaticano neste mês de outubro, sob a presidência do Papa Francisco, com representantes de diferentes países, para tratar de temas eclesiásticos, missionários, indígenas, ecológicos, econômicos, sociais, culturais, políticos e bíblico-teológicos, em torno da seguinte divisa Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral.

Ao ser noticiado pela imprensa brasileira, por ocasião de sua abertura, o Sínodo foi relacionado a problemas ambientais enfrentados pelo governo federal, como as queimadas que devastavam parte da Floresta Amazônica, e talvez seja esse o ponto que mais chame a atenção do leitor que, por qualquer motivo, não se interessa pelos assuntos da Igreja Católica.
Outra abordagem jornalística digna de registro vem assentada na reportagem de Anna Virginia Balloussier, na Folha de S. Paulo, com o título Avanço evangélico no Norte explica preocupação católica em encontro de bispos, e é possível que a jornalista tenha chegado ao cerne da questão.
Além desses aspectos, o Sínodo da Amazônia desperta o especial interesse do crente assembleiano quando ele descobre que um dos participantes do evento é evangelista da Assembleia de Deus em Imperatriz-MA, o qual atende pelo nome de Moab César Carvalho Costa; pesquisando um pouco, o leitor constata que esse evangelista é membro da RELEP (Rede Latino-americana de Estudos Pentecostais), uma entidade internacional cuja ramificação no Brasil conta com vários pesquisadores assembleianos, ladeados por membros de outras denominações evangélicas e também por católicos – o fato de haver um representante “da Assembleia de Deus” na renovação do Pacto das Catacumbas, em Roma, na mesma época do Sínodo da Amazônia, torna a história ainda mais pitoresca.
Depois de ler a DECLARAÇÃO DE APOIO DA RELEP AO SÍNODO PARA A AMAZÔNIA – 2019, disponível no site da entidade, o crente assembleiano, já espantado com a participação de um evangelista de sua igreja num evento como o referido, chefiado pelo Papa, vai lendo os nomes dos signatários do documento, e lá, entre os 33 subscritores, enxerga nada menos que 16 nomes da Assembleia de Deus (alguns deles pastores ou presbíteros), a saber: Adriano Sousa Lima, Ailto Martins, Andréa Nogueira, Ângela Maringoli, Claiton Ivan Pommerening, David Mesquiati de Oliveira, Eunice Rios, Fernando Albano, Gideane Moraes, Ismael de Vasconcelos Ferreira, Lucas Medrado, Maxwell Fajardo, Moab César Carvalho Costa, Orlando Gulonda, Valdinei Ramos Gandra e Victor Breno Barrozo.
Três não assembleianos signatários do documento, cujos nomes vale citar, são Kenner R. C. Terra, da Igreja Batista Atitude (coautor, junto com o pastor David Mesquiati de Oliveira, do livro Experiência e hermenêutica pentecostal, publicado pela CPAD, mas retirado de circulação em virtude de erros teológicos graves, apontados nesta coluna); Valéria Cristina Vilhena, da Igreja Metodista da Luz (feminista que busca reconstruir, em bases progressistas, a imagem da missionária Frida Vingren, e que foi uma das fontes da BBC Brasil para a redação da matéria A missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e ‘esquecida’ pela História; e Gedeon Freire de Alencar, da Igreja Betesta (autor de obras de história das Assembleias de Deus e defensor de uma perspectiva criticista do Movimento Pentecostal, com forte sotaque de esquerda).
É Gedeon Alencar quem vai nos ajudar a compreender em que consiste a RELEP, em comentário feito a um post do pastor Geremias do Couto no Facebook.
Antes das transcrições, registre-se que Gedeon Alencar é um dos representantes do que tenho considerado uma tentativa de revisão da história e sociologia do Movimento Pentecostal, sendo este um dos pilares do pentecostalismo liberal-esquerdista, além da hermenêutica pós-moderna travestida de “hermenêutica pentecostal” e da reformulação da cosmovisão pentecostal conforme a “teologia da experiência”.
Vejamos, primeiro, o que escreveu o pastor Geremias do Couto:
“A RELEP precisa com urgência de um forte repelente saturado de ortodoxia bíblica. Por falar nisso, gostaria de saber do suposto representante da Assembleia de Deus no Sínodo da Amazônia, em Roma, o qual teria assinado o Pacto das Catacumbas, se ele o fez por conta própria ou se estava autorizado por uma dessas convenções: CGADB, CONAMAD ou CADB. ‘Perguntar não ofende’”.
Em resposta, disse Gedeon Freire de Alencar (com a grafia e destaques do original): 
“Geremias seu post escrito por alguém com pouco conhecimento da historia se justificaria, mas por voce me espanta. A RELEP Rede Latino-americana de Estudos Pentecostais Núcleo Brasil esta precisando de repelente de ortodoxia biblica? A RELEP não é igreja ou grupo religioso, é um grupo de academicos; cada um responsavel por sua pesquisa e tem liberdade para faze-la. Nao precisamos dá satisfacao aos canones religiosos – algo que nem mesmos os religiosos fazem. Voce conhece muito bem as instituicoes religiosas para saber disso. Se entre voces, ditos teologos oficiais e oficiosos, academicos ou organicos, não há ‘ortodoxia’. Eu tenho compromisso historico com a ciencia e metodologia.
Desde quando qualquer pastor no Brasil, inclusive voce, precisa de uma autorizacao de alguma convencao para falar e realizar algo? Voce conhece bem as entradas das tres – e muitas outras – para saber que o critério final de falar NA ou PELA convencao é tudo, menos ortodoxia biblica.. O Moab César Carvalho Costa esta, sim, representando a RELEP, por que temos, atualmente, capital simbolico academico para tanto. E seu pastor e sua convencao local tambem sabem de sua participacao.
E os muitos post satanizando os ecumenismos mostram o quando o desconhecimento da historia da igreja faz falta. Ecumenismos foi obra e acao das Sociedades biblicas e, nos anos 40, teve artigo no Mensageiro da Paz de apoio. O Conselho Mundial de Igrejas nasceu pra curar a falencia ‘crista das duas guerras mundiais, e temos uma longa historia depois”.
O pesquisador Gedeon Alencar foi sincero ao afirmar, em outras palavras, que a RELEP não tem compromisso com doutrinas oficiais, sistemas teológicos ou regras ditadas por convenções de igrejas – apesar de entender que um pesquisador que se define como cristão precisa ser norteado por pressupostos de uma cosmovisão genuinamente cristã, reconheço tanto a sua sinceridade quanto a correspondência dessas declarações com aquilo que, de fato, a RELEP vem a ser: uma instituição interessada em escrever sobre a identidade, história, sociologia, cultura e teologia pentecostais, mas não apegada a declarações de fé do protestantismo histórico-pentecostal (e, digo eu, orientada pelas premissas da esquerda teológica).
Contudo, ainda não dissemos o mais importante: há algum tempo, a CGADB conta com uma revista acadêmica, a REPAS (Revista de Estudos Pentecostais Assembleianos), vinculada ao CEC (Conselho de Educação e Cultura) e destinada a reunir textos de valor intelectual em apoio à teologia e identidade pentecostais, tendo como editor-chefe o prestigiado e respeitado pastor e comentarista de Lições Bíblicas Douglas Roberto de Almeida Baptista. A ideia do periódico, em tese, é muito positiva.
Ocorre que a RELEP praticamente desembarcou dentro da REPAS, pois – preste bem atenção nisso, por favor! – dos 12 membros de sua Comissão Científica, pelo menos 9 são integrantes daquela entidade, quais sejam, Adriano Sousa Lima, Ailto Martins, Andréa Nogueira dos Santos, David Mesquiati de Oliveira, Fernando Albano, Ismael de Vasconcelos Ferreira, José Ozean Gomes, Maria José Costa Lima e Maxwell Fajardo. Todos eles, à exceção de José Ozean Gomes e Maria José Costa Lima, assinaram o documento da RELEP em apoio ao Sínodo da Amazônia, aos quais se associa Claiton Ivan Pommerening, pastor da Assembleia de Deus, comentarista de Lições Bíblicas e editor-executivo da REPAS.
Se o leitor comparar atentamente a lista dos pesquisadores da RELEP com a lista dos membros da Comissão Científica da REPAS, terá a nítida impressão de que a REPAS foi ocupada por um cavalo de troia cheio de pesquisadores da RELEP, o que estreita a relação entre uma e outra instância, e faz supor (justificadamente) que a REPAS, conquanto revista acadêmica da CGADB, chancelada pelo CEC, é, na verdade, um expediente dominado pela esquerda teológica “pentecostal”, ainda que esse, com certeza, não tenha sido o propósito de todos os envolvidos em sua criação.
Não é necessário dizer que a liberdade de pensamento protege os integrantes da RELEP para a disseminação de quaisquer ideias, mas é muito importante que a CGADB avalie a natureza da relação entre a RELEP e a REPAS. Há de se perguntar: será que não havia acadêmicos pentecostais para a composição de uma comissão científica, de modo que se teve de recorrer à fina flor da esquerda teológica “pentecostal”?
O pastor Claiton Ivan Pommerening, editor-executivo da REPAS, está aberto a explicar ao CEC, à CPAD, ao Conselho de Doutrina, à Comissão de Apologética, e, enfim, à CGADB em que consiste mesmo a RELEP, e qual a gênese desse desembarque de pesquisadores da RELEP no âmago da REPAS?
Caberia também perguntar que razões levaram o pastor Claiton Ivan Pommerening, comentarista de revistas da CPAD, a subscrever o documento da RELEP em apoio ao Sínodo da Amazônia. Isto é ainda mais relevante quando se depara com o fato assombroso de que, dos signatários daquele documento, 8 são ligados à REPAS, uma revista acadêmica oficial da CGADB.
Trata-se de fato que devamos desconsiderar? Não é importante saber o que se passa no interior de uma comissão acadêmica designada para uma revista confessional de nossa igreja? Ou o adjetivo “acadêmico” retira do periódico o caráter confessional?
Há algum tempo venho escrevendo sobre o pentecostalismo liberal-esquerdista, um fenômeno real e doutrinariamente perigoso, especialmente porque pode afetar os fundamentos da fé cristã evangélica, dada a infiltração de uma visão de mundo “progressista”, sob o manto de suposto reforço à teologia e identidade pentecostais (lembrem-se, mais uma vez, da “hermenêutica pentecostal” pós-moderna e da “teologia da experiência”).
No mesmo contexto em que vou escrevendo, procuro os canais internos da instituição, os quais, no entanto – por motivos que não posso perscrutar, mas que, em alguma medida, compreendo -, costumam ser mais lentos em seus efeitos do que os modestos artigos que vou publicando nesta coluna.
Neste momento, está-se diante da fase inicial de uma tentativa de sequestro da fé pentecostal por uma cosmovisão esquerdista, o que precisa ser diagnosticado com celeridade, para que no futuro o pentecostalismo brasileiro não venha a ser conhecido como um movimento liberal-progressista, historicamente dissidente, teologicamente sectário e ideologicamente ressentido. Impedir que isso aconteça é uma luta a ser travada.
Talvez seja difícil para alguns enxergar tal possibilidade, por julgarem que uma igreja familiarizada com a experiência poderosa do Espírito não estaria vulnerável às sutilezas do subjetivismo liberal, criticista e pós-moderno, mas prefiro trabalhar para afastar a ameaça a esperar que ela, ao se concretizar, prove que era possível.
Luteranos, metodistas, batistas e presbiterianos podem nos dizer o quanto sofreram – e ainda sofrem – com a intrusão liberal-esquerdista, e o que aconteceu com igrejas ou denominações inteiras sob cujos olhos a sementinha da esquerda teológica brotou, sem que houvesse uma boa enxada de ortodoxia para removê-la liminarmente.
Por fim, é lamentável (e significativo) que o Sínodo apoiado por líderes assembleianos, vários deles membros da Comissão Científica de nossa revista acadêmica, tenha por finalidade o avanço da Igreja Romana num território tão caro à história das Assembleias de Deus, onde, em 10 de novembro de 1910, na cidade de Belém do Pará, desembarcaram os missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, e onde começou aquela que é hoje a maior igreja evangélica do Brasil e a maior igreja pentecostal do mundo – bem ali, em solo amazônico, onde bispos católicos e o próprio Papa esperam aprofundar sua influência, sem conhecer a natureza e o alcance da extraordinária obra do Espírito Santo.
Fontes:
http://www.cnbb.org.br/o-sinodo-para-a-pan-amazonia/
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/06/internacional/1570365990_513584.html
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/10/avanco-evangelico-no-norte-explica-preocupacao-catolica-em-encontro-de-bispos.shtml
https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-10/um-grupo-de-padres-sinodais-renova-pacto-das-catacumbas.html
https://www.bbc.com/portuguese/geral-44731827
http://relep.org.br/site/
http://relep.org.br/site/pesquisadores/
http://revista.repas.com.br/index.php/repas/about/editorialTeam
https://www.escavador.com/sobre/2977743/maria-jose-costa-lima
Ministro do Evangelho (ofício de evangelista), da Assembleia de Deus em Salvador/BA. Foi membro do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Fraternal dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Estado da Bahia, antes de se filiar à CEADEB (Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia). Bacharel em Direito.

Ateus processam Bolsonaro por viagem para canonização de Irmã Dulce



Associação acusa União de violar a laicidade do Estado.

Cerimônia de canonização de Irmã Dulce na Santa Sé, no Vaticano. (Foto: Reprodução / Twitter)

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) pediu na Justiça a condenação da União e dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados por violação ao princípio da laicidade do Estado.

Através da Justiça Federal da 1ª Região, a entidade reivindica que Jair Bolsonaro (PSL), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) sejam obrigados a devolver aos cofres públicos a verba gasta com as caravanas que acompanharam a canonização de Irmã Dulce no Vaticano.
A cerimônia ocorreu dia 13 deste mês, quando a freira passou a ser considerada santa da Igreja Católica, sendo chamada de Santa Dulce dos Pobres.
A delegação oficial do governo brasileiro foi chefiada pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, já que Bolsonaro não quis ir à Roma.
Além do vice-presidente, Davi Alcolumbre, presidente do Senado e Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e ao menos 20 parlamentares das duas Casas fizeram parte da caravana.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) também esteve no Vaticano. Eles viajaram em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e tiveram direito a receber diárias, por estarem em missão oficial em um país estrangeiro.
A associação considera que houve “manifesta ilegalidade e inconstitucionalidade na utilização de recursos públicos”.
“Ao subvencionar a viagem de autoridades brasileiras para uma cerimônia de caráter estritamente religioso, o Estado brasileiro e seus representantes ofendem a laicidade do Estado e, consequentemente, o patrimônio público e os interesses difusos da coletividade”, afirma.
por Michael Caceres ( Gospel Prime)

Pastor sobrevive após ficar desacordado dentro de veículo em chamas



O vidro do automóvel se abriu sozinho e uma voz pediu para que ele passasse por ali; assim que ele saiu do carro, o veículo explodiu

Edivaldo Júnior e o carro queimado. (Foto: AF Notícias)

Em 16 de outubro o pastor Edivaldo Júnior, da Igreja Batista em Conceição do Tocantins (TO), viveu um grande milagre.

Ele se envolveu em um acidente na rodovia TO-050 quando retornava da cidade de Campos Belos (GO) para casa. Ele dormiu ao volante e seu carro bateu a 50 km em uma curva.
“Estava muito cansado, não sei o que aconteceu exatamente, acho que apaguei, bati numa contenção de ferro. Quando despertei, o carro estava em chamas pelo lado de fora, tomado pelo fogo, principalmente o motor e as portas travadas devido ao impacto”, relatou ele ao AF Notícias.
“O milagre de Deus veio quando de repente o vidro desceu e escutei uma voz dizendo para eu pular. Foi a voz do Espírito Santo”, disse o pastor que seguiu o comando e conseguiu sair do carro.
Segundos depois de sair do carro, o veículo explodiu. “O carro já estava tomado pelo fogo. Tive que pular pela janela e queimei o braço. Quando rolei no chão, as chamas me queimaram. Deus me livrou da morte. Louvo a Deus pelo seu cuidado e por minha família não estar comigo”.
Um morador foi o primeiro a prestar socorro ao pastor. O homem viu a fumaça do carro e correu para ajudar. Um motorista que passava pelo local levou Edivaldo para o Hospital Regional de Arraias onde ele foi socorrido.
“Entendo que Deus ainda tem um propósito em minha vida e enquanto viver quero continuar a levar o evangelho do reino para todos os homens”.
O pastor está fora de perigo e se recupera em casa. Um dia antes do acidente seu terceiro filho nasceu.
por Redação Gospel Prime