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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Índia: após 10 anos, cristão sentenciado à prisão perpétua é libertado



Caso envolvendo sete cristãos e um suposto assassinato em 2008 chocou toda a comunidade cristã na Índia, apontando injustiças desde o início


Familiares e amigos de Chalanseth o recebem emocionados na saída da prisão, após 10 anos de cativeiro (Foto: Anto Akkara)
Familiares e amigos de Chalanseth o recebem emocionados na saída da prisão, após 10 anos de cativeiro (Foto: Anto Akkara)
Gornath Chalanseth, um dos sete cristãos condenados à prisão perpétua pelo suposto assassinato de um indiano swami hindu em Orissa, no leste da Índia, em 2008, foi libertado sob fiança pela Suprema Corte da Índia, no dia 21 de maio. Durante todo este tempo, diversos pedidos de soltura foram apresentados, mas o Supremo Tribunal de Odisha rejeitou a todos, até que este último foi aceito, mas apenas para Chalanseth. Ele e outros seis cristãos foram condenados à prisão perpétua pelo terceiro juiz em seu caso, depois que os dois primeiros foram afastados.
Um ex-juiz da Suprema Corte, Cyriac Joseph, e o ex-juiz do Tribunal Superior de Kerala, P K Shamsuddin, criticaram os atrasos na audiência do apelo dos sete homens. “Esse atraso é uma falha do sistema judicial. Em um processo, o recurso pode ser adiado por diversas razões. Mas, neste caso, não há razões técnicas para mantê-lo pendente. Parece estar deliberadamente atrasado, talvez para que seja levado a um juiz adequado”, explicou o juiz Joseph há um ano.
Em entrevista ao World Watch Monitor, já em liberdade, Chalanseth declarou: “Quando fomos condenados foi um choque. Foi terrível para mim quando fui posto atrás das grades por assassinato, apesar de ser inocente. Foram 10 anos, cinco meses e seis dias na prisão… agradeço a Deus pela liberdade. Minha alegria não tem tamanho”.
“Aos poucos, encontrei consolo em oração. A oração me deu paz de espírito e eu sempre permaneci disciplinado na cadeia”, relembrou o cristão. Impressionados com a sua conduta, os funcionários da prisão fizeram dele um "guarda" para vigiar mais de 40 prisioneiros. "Eu tive a liberdade de me movimentar livremente por 12 horas todo dia e não fiquei confinado à cela. Quando a notícia da fiança da Suprema Corte chegou, o chefe da prisão perguntou: ‘Como vamos encontrar um substituto para você como guarda?’”, disse Chalanseth com orgulho.
Chalanseth é recebido com alegria
Chalanseth teve uma recepção emocionada no portão de ferro da prisão, onde mais de duas dúzias de irmãos e familiares o aguardavam. "Este é o dia mais feliz da minha vida", disse Rutha, esposa de Chalanseth enquanto esperava a soltura do marido com um buquê de flores nas mãos. Todos fizeram uma viagem de cinco horas para estarem na prisão e receber Chalanseth.
“O único que falta aqui é nosso avô – Bachan Chalanseth, de 90 anos de idade. Ele já não tem mais condições para fazer essa longa jornada”, explicou Nithaniel Chalanseth, o mais velho dos filhos. "Eu tenho apenas uma lembrança do dia em que nosso pai foi levado", observou Shisir, hoje, com 17 anos. "Mas agora é um dia de grande alegria para nós”, se alegrou o jovem.
Depois de saudar sua família, Chalanseth foi conduzido a uma igreja e declarou sua profunda gratidão com lágrimas de alegria que escorriam pelo rosto. Mas, enquanto experimentava a alegria de sair em liberdade do cativeiro de uma década, Chalanseth disse ter uma tristeza: “Estou feliz com a minha liberdade, mas há outros inocentes na cadeia. Seis dos meus irmãos inocentes ainda estão presos”.
Perseguição declarada
As condenações dos irmãos chocaram toda a comunidade cristã da Índia. Um site dedicado ao caso, release7innocents.com, descreve as principais discrepâncias e injustiças no caso contra os cristãos. “O tribunal julgou os sete acusados e os sentenciou à prisão perpétua com base em uma teoria conspiratória cristã, apesar de quase nenhuma evidência credível ser apresentada ao tribunal”. O site reclama, ainda, que essas discrepâncias dentro do caso eram aparentes desde o início do processo, quando os fundamentalistas hindus culparam, sem provas, os cristãos pelo assassinato de um indiano swami.
Vale lembrar que a Índia ocupa, hoje, a 10ª posição no ranking na Lista Mundial da Perseguição 2019, sendo o principal tipo de perseguição o nacionalismo religioso. Esse cenário é ainda mais agravante para os cristãos devido ao resultado das recentes eleições no país, que manteve o partido nacionalista hindu, BJP, no poder. Toda a Índia precisa das nossas orações.

por Portas Abertas

Agressão e ameaça de morte como resultado da fé



Agressão e ameaça de morte como resultado da fé

Conheça a história de Beena, uma cristã indiana que foi agredida e teve seu marido jogado em um lago com as mãos amarradas

Beena teve que fugir com o filho enquanto seus vizinhos tentavam matar seu marido
Beena teve que fugir com o filho enquanto seus vizinhos tentavam matar seu marido
Beena* é uma cristã da Índia de cerca de 30 anos. Sua família veio a fé em Jesus por meio de um pastor de uma vila próxima, mas eles rapidamente começaram a ser ameaçados por seus vizinhos hindus por causa da nova fé. Beena tem dois filhos e uma filha e disse: “Nós enviamos um dos meus filhos e a minha filha para a casa de parentes. Os instalamos lá porque somos ameaçados por adotar o cristianismo”.
Porém, há alguns meses a perseguição se tornou ainda mais extrema. Ela conta que “um dia, os moradores da vila nos chamaram para o encontro da comunidade e nos culparam por quebrar as regras locais, deixando nossa fé tradicional e não pagando as doações do festival anual para o templo hindu. Eles gritaram e imediatamente começaram com chutes e golpes. Meu filho de onze anos ficou tão traumatizado de ver tudo isso. Ele ficava gritando: ‘Pai, mãe, fujam daqui! Eles vão matar vocês’. Eles também usaram varas de bambu. Alguns dos homens começaram a tirar minhas roupas. Eu estava aterrorizada. Sabia que queriam me violentar e implorei a eles: ‘Não façam isso’, mas não me ouviam. Naquele momento, meu marido veio e tentou me proteger. Então, a fúria deles se desviou completamente para ele”.
Enquanto os moradores da vila se ocupavam atacando seu marido, Beena colocou rapidamente suas roupas, agarrou o filho e correu. “De repente, estávamos correndo para salvar nossas vidas. Eu nunca corri tão rápido em toda a minha vida. Enquanto corríamos, vi pelo canto do olho que eles estavam amarrando as mãos do meu marido atrás das costas e se preparando para jogá-lo em um lago próximo que era muito fundo. Eles gritaram: ‘Não há chances dele escapar. Hoje ele vai morrer’. Eu também ouvi alguém dizer: ‘Ele vai se afogar com sua fé’”.
Intervenção divinaPara Beena foi muito difícil fugir enquanto via o marido correndo perigo. “Enquanto estávamos correndo, um milhão de pensamentos passavam pela minha cabeça. Meu marido sobreviveria? Eu e meu filho sobreviveríamos? Haveria algum lugar em que poderíamos nos esconder?”. Eles corriam no meio da floresta, mas não encontravam um lugar para se esconder completamente.
Então, a cristã viu um arrozal próximo. Ela e o filho correram pelo campo e chegaram a algumas cabanas. Bateram em uma das portas, que felizmente se abriu. “Eu sabia que Deus tornara a ajuda possível. Quando disse aos donos da casa que algumas pessoas queriam nos matar, nos permitiram entrar. Eles nos esconderam e disseram aos agressores que tínhamos ido por outro caminho”, conta. Os agressores continuaram procurando, mas um ato de Deus os fez finalmente desistir. “Tudo isso aconteceu perto das 16h, quando ainda estava claro. Mas de repente, ficou muito escuro, como se uma tempestade pesada estivesse se aproximando. Isso fez com que os agressores voltassem para casa”, explica.
Campanha Global ÍndiaQuando cristãos na Índia, como Beena, são perseguidos, geralmente passam por vários tipos de necessidade. Entre as situações enfrentadas estão: aumento da violência, isolamento social dos convertidos, leis anticonversão e de blasfêmia, e discriminação quanto à herança e benefícios fiscais. Com uma doação, você oferece ajuda prática a nossos irmãos. Ajude esses cristãos a amenizar as dificuldades geradas por causa de sua fé.
*Nome alterado por segurança.

por Portas Abertas

“A palavra de Deus começou a me mudar de dentro para fora”, diz ex-homossexual



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por noticias gospelmais

O testemunho de Brian Wheelock é mais um entre às milhares de pessoas que se declaram transformadas pelo Espírito Santo de Deus. Ex-homossexual, ele foi um dos participantes da “Marcha da Liberdade” que ocorreu no final de maio em Washington D.C, nos Estados Unidos, onde pode compartilhar como se libertou do homossexualismo.
“Eu vivi essa vida por pelo menos dez anos, e foi uma época louca na minha vida. Esses sentimentos eram reais. Passei muito tempo em relacionamentos e [vivendo conforme] minha identidade”, disse ele ao discursar na passeata.
A marcha reuniu pessoas como Brian, ex-homossexual, tendo como objetivo mostrar ao mundo que é possível deixar de ser gay e construir uma vida diferente, à luz da Bíblia Sagrada, mas com o apoio do Espírito Santo de Deus.
Brian entendeu que não poderia continuar na vida em que estava, assim pediu a Deus para que ele “morresse para si mesmo”, visando nascer como uma nova pessoa. “Eu não orei em nome de Jesus para que ele me fizesse [uma pessoa] correta, eu orei para que eu morresse para mim mesmo e me tornasse um seguidor de Jesus Cristo”, disse ele.
O ex-homossexual disse que vivia em depressão, porque quanto mais adotava o estilo de vida gay, menos se sentia completo, até que resolveu fazer um compromisso definitivo com Deus. “Senti que Deus estava me dizendo ‘Brian, isso não é o meu melhor para você. E eu tenho o melhor para você’”, lembra ele.
“Eu fui a uma igreja e comecei a ouvir a palavra de Deus, e a palavra de Deus começou a me mudar de dentro para fora”, explica Brian, destacando que a transformação de vida foi ocorrendo gradualmente, até ele se ver completamente liberto da sua antiga orientação sexual homossexual.
Hoje Brian é casado e pai de três filhos, Jillian, Katelyn e Molly. Ele confessou para a sua esposa, logo quando a conheceu, que é um ex-homossexual. Ela ignorou o seu passado e os dois seguiram em frente, conforme o projeto de Deus para a vida deles.

Ex-homossexual: “O Evangelho exige mudança”

Durante a Marcha para a Liberdade vários ex-homossexuais discursaram para a multidão, apresentando seus testemunhos de vida. Um deles foi Jen Schmidt.
Jean, que era lésbica, disse que a comunidade LGBT tem sido agressiva com quem se declara ex-homossexual, visto que essa realidade destrói muitas narrativas ideológicas do movimento gay, entre às quais, a ideia equivocada de que não existem ex-homossexuais.
“Estou aqui para me conectar com outras pessoas que costumavam se identificar como LGBT, que costumavam se identificar com a sexualidade, em vez de com quem Deus planejou que fôssemos”, disse ela.
“Estou aqui para comemorar com pessoas que são corajosas o suficiente para se levantar, em dias onde os outros têm medo de proclamar a verdade da liberdade em Cristo por medo de serem envergonhados”, acrescentou.
O agora ex-homossexual Luis Javier Ruiz e Angel Colon foi um dos sobreviventes do ataque à boate gay “Pulse” em Orlando, em 2016. Ele também esteve na Marcha para a Liberdade e contou o seu testemunho, dizendo que Deus ama os homossexuais, mas que exige a mudança deles.
“Em vez de provar por que você pode ser um cristão gay, tenha uma mente aberta e tente pesquisar por que a Bíblia diz que você não pode”, disse ele, aconselhando o público a não se deixar influenciar pela cultura e grande mídia, mas observar o que está escrito na Palavra de Deus.
“Não baseie suas crenças no que as pessoas dizem, no que o Facebook diz, ou mesmo no que a cultura e a sociedade dizem, mas sim no que a Palavra diz. Faça sua pesquisa e veja por que as pessoas estão deixando o estilos de vida LGBTQ+”, acrescentou.
. “Digo isso por amor, porque fui amado. Não tenha essa mentalidade de querer viver em uma casa por toda a eternidade, se você não conhece ou não tem um relacionamento com o dono da casa. Deus te ama do jeito que você é, mas o Seu Evangelho exige mudança”, conclui Luiz.
Com informações do Christian Institute e da CBN News.
por Will R. Filho


“Eu Acredito” estreia nesta quinta nos cinemas brasileiros



Filme fala sobre fé, milagres e experiências sobrenaturais

Cena de Eu Acredito. (Foto: Divulgação)


Estreia nesta quinta-feira (6) o filme “Eu Acredito”, longa que estará disponível nos cinemas das principais cidades do país com a da A2 Filmes, Imagem Filmes, em parceria de lançamento com a 360 WayUp.
Ao contar a história de fé de um menino de nove anos, o filme aborda questões como perseguição religiosa, bullying, liberdade de expressão, fake news, além de fé e espiritualidade.
“‘Eu Acredito’ é um filme para toda família porque mostra uma dinâmica familiar entre Brian, os pais, o trabalho, e como, muitas vezes, a nossa fé é testada no dia a dia. É um filme que traz um crescimento gigantesco na nossa fé e que precisa ser assistido por cada profissional, pai, mãe, crianças do nosso Brasil”, afirma Ygor Siqueira, CEO da 360 WayUp.
A empresa conseguiu um desconto interessante para grupos que queiram assistir ao filme nos cinemas: A partir de 50 pessoas, todos pagam meia-entrada. Basta se dirigir até o cinema mais próximo com toda a sua turma para aproveitar este desconto.
Confira os cinemas, sessões e horários: www.ingresso.com.
Assista ao trailer:
https://youtu.be/9WcLay186rc
( Por Redação Gospel Prime)





Ppor Redação Gospel 

Mais de 30 cristãos são presos na Eritreia

Governo da Eritreia é conhecido pela perseguição religiosa, onde cristãos definham por anos presos em contêineres

Cristãos são presos na Eritreia em condições sub-humanas e precisam de suas orações para permanecerem fiéis a Cristo
Cristãos são presos na Eritreia em condições sub-humanas e precisam de suas orações para permanecerem fiéis a Cristo
Mais de 30 cristãos, membros de igrejas pentecostais da Eritreia, foram presos, segundo informa a agência cristã de notícias Fides. A polícia abordou três diferentes grupos locais na capital Asmara. “Policiais fazem batidas continuamente em casas onde os fiéis de religiões não reconhecidas pelo Estado, principalmente cristãos pentecostais, se reúnem para oração comunitária. Eles só são liberados se negarem a fé. As autoridades de Asmara têm uma atitude rígida até mesmo com igrejas legalizadas”, informa o site.
No papel, o governo eritreu reconhece a liberdade religiosa, mas na realidade as autoridades reconhecem apenas três igrejas: ortodoxa, católica e luterana (esta última representa 50% da população), além do islamismo sunita (cerca de 48% da população). Todos os outros grupos religiosos são considerados ilegais por serem considerados instrumentos de governos estrangeiros.
O site relata ainda que a igreja católica vive uma situação difícil, pois as autoridades demandam total controle de todas as organizações de cunho religioso, como escolas, clínicas médicas, orfanatos e outras instituições de inegável importância para a população do país. Até mesmo instituições islâmicas estão sob pressão.
A Eritreia ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019. Além da perseguição religiosa, o Estado eritreu sistematicamente pratica a repressão contra a oposição política e grupos sociais, e a sociedade permanece altamente militarizada, é o que observam organizações de direitos humanos, como Anistia Internacional e Observatório de Direitos Humanos.
Pedidos de oração
  • Ore pelos mais de 30 cristãos que foram presos, para que tenham coragem e sabedoria ao lidar com as autoridades.
  • Clame para que eles não sejam temerosos, mas tenham a paz do Senhor diante da incerteza do momento.
  • Interceda para que em toda a situação o Senhor seja glorificado e que todos os envolvidos sejam surpreendidos por esperança durante essa experiência.
  • por Portas Abertas

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Perseguição aos cristãos atinge “estágio alarmante”, alerta relatório



Entre os piores perseguidores estão aqueles que governam de acordo com a lei islâmica

Igreja PerseguidaNo Paquistão, bombardeios, ataques e ameaças contra os cristãos pelo Islã radical são predominantes. (Foto: Portas Abertas)

Segundo um relatório divulgado pela BBC, a perseguição contra cristãos atinge níveis próximos do genocídio e mostra um número alarmante: uma em cada três pessoas em todo o mundo sofre de perseguição religiosa, com os cristãos sendo “o grupo religioso mais perseguido”.
Para chegar a esta conclusão, a rede de comunicação britânica usou um longo estudo provisório ordenado pelo ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, liderado pelo reverendo Philip Mounstephen, bispo de Truro.
“A religião corre o risco de desaparecer em algumas partes do mundo”, diz o relatório. “Em algumas regiões, o nível e a natureza da perseguição estão chegando perto de alcançar a definição internacional de genocídio”, completa o documento.
O relatório da BBC destaca o “politicamente correto” como sendo especialmente responsável pela indiferença do Ocidente em relação à perseguição contra cristãos. O documento cita ainda frases do ministro britânico Jeremy Hunt em relação ao cristianismo ser associado aos colonizadores, porém os cristãos perseguidos estão longe dos países que foram colonizados.
A esmagadora maioria da perseguição cristã, no entanto, evidentemente ocorre em nações de maioria muçulmana. A Lista Mundial de Perseguição religiosa realizada pelo Portas Abertas comprovam isso: sete das piores nações para ser cristão são dominadas pelo Islã.
“Isso significa que, para milhões de cristãos – particularmente aqueles que cresceram muçulmanos ou nasceram em famílias muçulmanas – seguir abertamente a Jesus pode ter consequências dolorosas”, analisa Raymond Ibrahim, do Gatestone Institute, que analisou a pesquisa da BBC.
por Redação Gospel Prime

Escassez de comida leva a longas filas e desespero em Cuba



Filas no supermercado em Cuba. (Foto: Belo P cruz / El Estornudo

Ilha enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e produtos de higiene.

Desde o fim de 2018, Cuba, que vive um regime comunista, enfrenta uma escassez generalizada de alimentos e produtos de higiene, como sabonete e pasta de dente. Nos últimos meses essa crise se agravou, levando a população ao desespero, enfrentando filas longas em busca de comida.
Segundo a BBC, o desabastecimento na ilha tem gerado insegurança alimentar para a população, que enfrenta filas gigantescas para conseguir algum tipo de alimento. As pessoas relatam que mesmo tendo dinheiro, não conseguem adquirir produtos básicos, pois eles simplesmente não estão à disposição.
“É uma situação muito desesperadora, você se sente muito impotente porque nem com dinheiro consegue as mercadorias”, relatou Maydelis Blanco Rodríguez, uma cubana de 32 anos.
Comprar salsicha, frango, arroz, ervilha, feijão, ovo ou óleo se tornou um desafio diário para os cubanos, além de provocar tumultos, discussão e pancadaria. O regime cubano iniciou um racionamento de alimentos, com o objetivo de “conseguir maior equidade na distribuição de alguns produtos” e “evitar a acumulação compulsiva”.
O atual Presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou os EUA pelo caos na ilha, especialmente por conta das novas sanções do presidente americano, Donald Trump. Ele diz que a falta de produtos se deve ao “aumento das perseguições financeiras”.
“Esta situação tem entre suas causas o recrudescimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos e o aumento das perseguições financeiras”, afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, durante uma reunião da Comissão Agroalimentar do Conselho de Ministros de Cuba.
A situação não atinge apenas a capital Havana, mas também províncias do interior da ilha, onde o desabastecimento é ainda pior, o que tem gerado confusão e princípios de confrontos entre a população.
“Outro dia eu estava na fila porque conseguiram cabeça, pata e língua de porco, e dois homens começaram a se agredir. A polícia teve que intervir. É incrível que depois de 60 anos da revolução, as pessoas quase se matem para comprar uma língua de porco”, diz Pinar del Rio Teresa García, de 86 anos.
Cuba importa entre 60% a 70% dos alimentos que consome, segundo dados oficiais. Atualmente a população da ilha é de mais de 11 milhões de habitantes. Um dos fatores para o desabastecimento seria a crescente perda de capacidade de importação. Tudo indica que a falta de pagamento também levou alguns fornecedores a fecharem suas portas.
por Michael Caceres ( Gospel Mais)

Fim do Ramadã: um tempo de boas oportunidades

No último dia do Ramadã, veja como cristãos que vivem em contexto islâmico encontraram formas positivas de responder ao mês do jejum muçulmano


No Egito, homens cristãos saúdam os muçulmanos com votos de "boas festas" no dia do encerramento do Ramadã
No Egito, homens cristãos saúdam os muçulmanos com votos de "boas festas" no dia do encerramento do Ramadã
Hoje chega ao fim mais um Ramadã. Após um mês jejuando diariamente, muçulmanos de todo o mundo celebram a ocasião com grandes banquetes em que convidam vizinhos e amigos para compartilhar o fitar (desjejum). O encerramento do Ramadã é um dia de feriado nacional nos países islâmicos, correspondente ao Natal para os cristãos. Para muitos cristãos que vivem em contexto de maioria islâmica, o Ramadã representa uma oportunidade de alcançar seus vizinhos com a verdade do evangelho.
Durante o Ramadã, do nascer ao pôr do sol, os milhões de muçulmanos espalhados por todo o mundo se abstêm de comer, beber, fumar e ter relações sexuais. Muitos deles oram e leem o Alcorão com mais frequência durante esse período. O Ramadã, 9º mês do calendário islâmico, marca a primeira revelação do Alcorão para o profeta Maomé. Por isso, foi estabelecido como o mês do jejum muçulmano. Como será para os cristãos que vivem nesse contexto? Cristãos do Catar, Kuwait, Omã e Sudeste Asiático expressam como respondem ao Ramadã.
Oportunidade de expressar amor
Na opinião de um cristão de Omã, o mês de Ramadã e o festival de encerramento são “uma grande oportunidade de se engajar com muçulmanos”. No final do Ramadã, muitos muçulmanos convidam seus vizinhos para celebrar o feriado com eles. “Isso nos dá a oportunidade de compartilhar o amor de Deus com eles. Nós enviamos cartões de saudações aos nossos amigos muçulmanos com passagens bíblicas”, diz o cristão de Omã.
Oportunidade de cultuar e interceder
No Catar, o horário de trabalho é alterado por lei no mês de Ramadã – todos trabalham somente até as 14h. “Essa é a lei e para nós é uma bênção, pois nos dá tempo de organizar cultos extras na igreja e reuniões de adoração. Temos mais tempo para orar e buscar a presença de Deus do que nos dias normais de trabalho”, diz um cristão local.
No Kuwait, enquanto os muçulmanos jejuam e oram durante o Ramadã, os cristãos organizam atividades de jejum e oração a Jesus. Um pastor de uma igreja formada por migrantes no país diz: “Organizamos encontros de oração todos os dias. E algumas vezes também jejuamos. Às vezes, dirigimos até a fronteira com a Arábia Saudita e Iraque para proclamar o nome do Senhor e sua proteção sobre esses países”.
Oportunidade de jejuar com a motivação correta
Um cristão ex-muçulmano do Sudeste Asiático também compartilhou conosco por que ele ainda jejua durante o Ramadã. Ele conta que quando era muçulmano, jejuava para obter pahala (mérito espiritual). Ele explica: “Eu precisava de muitos pahala para que no dia do juízo, quando Alá pesasse minhas obras, minha recompensa pesasse mais que meus pecados e eu pudesse entrar no paraíso. Mas mesmo assim eu não poderia ter certeza de que Alá aceitava minhas recompensas ou que elas ultrapassariam meus pecados. Isso sempre está na cabeça de muitos muçulmanos, mas nunca temos permissão para questionar”.
Agora, como cristão, ele tem certeza de que seus pecados foram lavados pelo sangue de Jesus. Por que ele continua jejuando? “Agora eu jejuo para aprofundar meu relacionamento com Jesus e para conhecê-lo melhor. Jejuo em oração para que Deus salve outros muçulmanos que ainda estão tentando agradar a Deus. Agora jejuo para que os muçulmanos descubram a alegria abundante de conhecer a Cristo como eu experimentei”, testemunha.
Pedidos de oração
  • Ore pelas conversas entre cristãos e muçulmanos durante os banquetes de encerramento do Ramadã, para que os cristãos tenham oportunidade de falar de Jesus.
  • Interceda para que a Igreja Perseguida seja despertada para exercer seu papel de ser a expressão do amor de Deus para os muçulmanos.
  • Clame para que muçulmanos continuem tendo sonhos e visões com Jesus.
por Portas Abertas

Ao morrer para evitar mais vítimas em massacre, filho de pastor é tido como herói



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Um atentado a tiros perpetrado por um funcionário público causou a morte de 12 pessoas em uma repartição pública na cidade de Virginia Beach, no estado de Virgínia (EUA), na última sexta-feira, 31 de maio. Uma das vítimas fatais é um filho de pastor, que agora é considerado herói.
Ryan Keith Cox, membro da Igreja Batista Nova Esperança, é filho do pastor da congregação, E. Ray Cox. Ele liderou um grupo de pessoas na busca por abrigo enquanto o atirador executava as pessoas que estavam no prédio, e terminou baleado.
O assassino, que morreu ao trocar tiros com policiais, foi identificado como Dewayne Antonio Craddock, 40 anos, um engenheiro que trabalhava para o estado, de acordo com informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).
Um dos sobreviventes, Ned Carlstrom, era colega de trabalho de Ryan Keith e revelou que ele e outro funcionário, Terry Inman, abordaram Dewayne durante a ação, mas ele não apontou a arma para nenhum dos dois. “DeWayne, pare!”, Inman relatou ter dito ao assassino.
“Ele se virou e olhou diretamente para mim, mas não me viu. Ele olhou direto no meu rosto e não me viu ali de pé, porque não levantou a arma. Ele nem sequer fez uma indicação de que viu alguém lá”, contou Inman.
“Para mim, isso foi o Espírito Santo curvando algo sobre aquele homem a ponto de ele não ver Terry Inman parado lá”, disse Ned Carlstrom, que acrescentou que depois que o atirador saiu da sala, vários disparos foram ouvidos. Esse momento, para a dupla, foi o instante em que Ryan Keith Cox foi morto.

Ação

Outra sobrevivente, identificada como Christi Dewar, acrescentou detalhes de como Keith salvou sua vida e outras pessoas na tragédia. Em entrevista ao jornal The Virginian-Pilotela contou que o filho do pastor trabalhavam juntos desde 2006, e lembrou dele como alguém gentil, que sempre dava um abraço a quem precisasse de um.
Ela o descreveu como alguém que sempre tinha uma palavra amável para dizer e tinha um coração de “servo”, destacou Christi Dewar. “Sabia desde o começo que ele daria a vida por qualquer um. E foi exatamente o que ele fez”, acrescentou.
Christi lembra que estava em um grupo de sete funcionários que fugia do atirador, quando Ryan Keith os orientou a entrar em uma das salas e trancar a porta, enquanto ele continuaria tentando ajudar outros funcionários.
Nesse momento, Dewayne aproximou-se da porta e fez quatro disparos. Os funcionários caíram imediatamente no chão; Christi Dewar se jogou por cima de algumas caixas, provocando um barulho alto. Ela supõe que isso fez com que o atirador acreditasse que havia acertado alguém, porque ele se afastou da porta.
Depois que a polícia chegou, o grupo descobriu que Ryan Keith havia sido baleado, e Christi ligou para a mãe da vítima, que mora em Oklahoma, para contar como ele salvou sua vida. “Quando eu disse a ela o que Keith fez, ela disse: ‘Deus colocou um anjo da guarda para andar com Keith. Keith era seu anjo da guarda, querida, e você nunca esquecerá disso’”.
porTiago Chagas