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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Cristão é considerado uma ameaça na Índia



Abishek confia em Jesus. Isso faz dele uma ameaça para seu país, segundo o movimento extremista hindu, RSS


Equipes de resposta rápida, como as que Abishek faz parte, podem fornecer ajuda emergencial e apoio direto após a perseguição na Índia (imagem representativa)
Equipes de resposta rápida, como as que Abishek faz parte, podem fornecer ajuda emergencial e apoio direto após a perseguição na Índia (imagem representativa)
Quando famílias cristãs são atacadas na Índia, Abishek*, parceiro local da Portas Abertas, está lá para ajudá-las. Ele visita cristãos indianos com o intuito de incentivá-los e também fornecer apoio prático ou assistência legal. Uma das famílias que Abishek ajudou, perdeu o pai, o chefe da casa. Em seu relato, ele diz: "Ele era um cristão forte. Costumava distribuir Bíblias, ajudar os novos convertidos e os pobres em sua região”.
Esse homem chamou a atenção dos naxalitas, um grupo de militantes comunistas que operam em diferentes partes da Índia. Sabe-se que os naxalitas matam os cristãos se forem instigados ou subornados. “Às 4 da manhã, os extremistas vieram da selva e levaram esse homem de casa. Eles o levaram para a selva e atiraram nele. Foi terrível de ver. Um assassinato tão hediondo, tão brutal. Mataram este homem de Deus”, revela Abishek.
Como a família sofria pelo pai, suas próprias vidas ainda estavam em risco. Os naxalitas ameaçaram matar a família - a esposa Jenita* e três filhos pequenos - se fossem à polícia para relatar o ocorrido. Mas, graças às doações e orações dos apoiadores da Portas Abertas, Abishek foi capaz de ajudar a família a se mudar para um lar mais seguro. Ele lhes deu comida e continuará a apoiá-los. 
Por meio do trabalho de Abishek, a Portas Abertas conseguiu confortar e encorajar a família, além de fornecer a consciência de que não estão sozinhos ou esquecidos. Abishek frequentemente oferece uma resposta rápida a emergências como essa, quando os cristãos são atacados por sua fé. Ele diz: “Quando a casa deles é queimada, nós os ajudamos. Se foram agredidos, então os levamos para o hospital e oferecemos um bom tratamento. Se foram expulsos de sua aldeia ou de sua casa, então lhes damos abrigo, levando-os para outra aldeia, para que possam estar seguros lá”.
Abishek também diz que o conforto e o cuidado que ele e outros parceiros locais da Portas Abertas são capazes de trazer a cristãos perseguidos pessoalmente são vitais. “Nós os encorajamos, consolamos, estamos com eles ombro a ombro e compartilhamos suas tristezas. Estamos com eles.”
Equipes de resposta rápida, como as que Abishek faz parte, podem fornecer ajuda emergencial e apoio direto após a perseguição. Os ataques contra os irmãos na Índia estão aumentando: nos primeiros três meses de 2018, mais casos de perseguição aos cristãos foram registrados do que durante todo o ano de 2014 ou 2015. Agora, em 2019, novos ataques violentos já são contabilizados. Em resposta, a Portas Abertas está dobrando seu impacto na Índia por meio de nossos parceiros locais, envolva-se com nossa Campanha Global Índia
 *Nomes alterados por segurança.

Pedidos de oração
  • Clame a Deus em favor de Abishek, que ele e outros parceiros locais da Portas Abertas na Índia continuem sendo protegidos.
  • Interceda pela igreja na Índia. Abishek afirma que “se não socorrermos os irmãos indianos agora, a igreja pode não sobreviver”.
  • Peça para que os grupos extremistas hinduístas e naxalitas sejam alcançados pelo amor de Jesus, e se convertam ao evangelho da paz.
  • por Portas Abertas

Ateu veterano da guerra no Afeganistão tentou suicídio, mas foi salvo milagrosamente



Ele foi encaminhado para um programa cristão que ajuda veteranos a superarem os traumas deixados pelos combates

Bryan Flanery. (Foto: Reprodução)

Quando Bryan Flanery voltou da guerra do Afeganistão ele trouxe consigo todas as cicatrizes físicas e emocionais que seu trabalho como soldado provoca e, por conta do sofrimento, ele tentou se matar.
“Em um quartel, engoli dois comprimidos e sentei na cama, rindo e sorrindo pela primeira vez em dois anos, porque sabia que tudo estava quase acabando”, declarou ele que era ateu.
Flanery testemunhou ao Pure Talk, da rede de streaming PureFlix, que depois que ele tomou os remédios, um soldado entrou no quarto para chamá-lo pra jogar videogame e o encontrou desfalecendo e o socorreu.
“Ele salvou minha vida”, revelou o ex-combatente. Ele foi levado para o programa Reboot Alliance, que trata veteranos e suas famílias para curá-los de todos os traumas que a guerra traz e isso o aproximou de Deus.
“Minha vida mudou para sempre”, declarou Flanery sobre sua experiência na Reboot. O programa de assistência emocional e espiritual para veteranos da guerra recebe doações de empresas como a PureFlix.
por Redação Gospel Prime

Como os sauditas encontram Cristo?



Arábia Saudita ocupa a 15ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, e o principal tipo de perseguição enfrentado pelos cristãos é a opressão islâmica


Mesmo em um país tão restrito ao evangelho, Deus tem chamado homens e mulheres para viverem a verdadeira fé em Cristo
Mesmo em um país tão restrito ao evangelho, Deus tem chamado homens e mulheres para viverem a verdadeira fé em Cristo
Não há limites que Deus não possa cruzar. Na escuridão da Arábia Saudita, o coração do islã, Jesus está chamando homens e mulheres para segui-lo. Mas, a igreja local está lutando. Conheça, agora, a história de três cristãos sauditas e sua jornada com Cristo.
Omar*: Omar é um pensador. Seus primeiros passos em direção ao cristianismo foram feitos lendo livros e fazendo pesquisas. Mas, ele realmente entregou seu coração ao Senhor depois de passar um tempo com uma família cristã no exterior. O pai da família que visitava ajudou Omar com livros a respeito de Deus e levantava discussões sobre o tema. Lentamente Omar abriu os olhos para a verdade, até que entregou totalmente sua vida ao Senhor. De volta para casa, ele compartilhou sua fé com sua família, mas todos rejeitaram sua nova fé e romperam todo contato com ele.
Omar se casou, teve filhos e buscou ser um bom cristão. Mas, Omar lutou, principalmente com sua nova família: ele viu as crianças sendo doutrinadas com o ensino islâmico em sua escola, e a esposa de Omar, que ainda é muçulmana, não queria nem ouvir falar de Cristo na Arábia Saudita, ela achava perigoso demais não ser um muçulmano no país. Com dor em seu coração, Omar decidiu não usar seus talentos na igreja saudita, mas levar sua família para o exterior e crescer em Cristo lá.
Maryam*: Esta jovem veio a Cristo através da mídia e, logo depois, começou a escrever poemas e canções sobre sua nova fé e compartilhá-los com os cristãos de todo o mundo. Durante anos, ela vivenciou sua fé apaixonada mantendo contato com outras pessoas on-line. Então, chegou a idade de Maryam se casar e os pretendentes começaram a aparecer, mas todos muçulmanos. Maryam quer se casar com um cristão. 
É incrivelmente difícil encontrar um esposo cristão quando você é um cristão secreto. Então, quando o terceiro pretendente muçulmano se apresentou, ela não pôde negar sua oferta sem envergonhar sua família. Ela aceitou e ficou em contato com os cristãos até o momento em que se vestiu para o casamento. Então proibiu seus amigos cristãos de contatá-la com outras mensagens que não fossem superficiais. Afinal, se o marido descobrisse, ela estaria em apuros. O que aconteceu com a fé de Maryam é incerto. Se ela ainda é cristã, está em total isolamento. O mais provável é que ela não possa contar a seus filhos sobre sua fé.
Abdul*: Com Abdul, foram sonhos e visões que o fizeram chegar a Cristo. Várias vezes ele sonhou estar diante de um enorme trono. Cada sonho aproximou-o da pessoa no trono, até que descobriu a divindade de Cristo ali. Não muito depois, ele foi batizado. 
Abdul encontrou uma igreja e, junto com outros três homens, se reúne regularmente para ter comunhão e estudo da Bíblia. Os quatro cristãos têm diferentes estilos e necessidades. É uma igreja frágil. Mas é uma igreja.

*Nomes alterados por segurança.

Pedidos de oração
  • Interceda por Omar, Maryam e Abdul, para que eles se mantenham firmes em Cristo, mesmo diante da perseguição em seu país.
  • Peça que os cristãos sauditas encontrem formas de compartilhar a verdade com os membros da família, e que seus familiares encontrem o amor de Jesus.
  • Na Arábia Saudita, conversões são passíveis de morte. Clame a Deus para que os muçulmanos sauditas conheçam a Jesus.
  • por Portas Abertas

Arqueólogos dizem ter achado local onde o apóstolo Pedro nasceu

Local onde Pedro nasceu. (Foto: Menahem Kahana / AFP)

Arqueólogos israelenses anunciaram ter encontrado uma igreja na região da Galileia e que ela teria sido erguida no local da antiga casa dos apóstolos Pedro e André. A igreja foi encontrada em El Araj, situado entre os locais bíblicos de Cafarnaum e Kursi.
O anúncio da descoberta foi feito na semana passada por Mordechai Aviam, líder das escavações arqueológicas onde a igreja foi encontrada. A região seria um dos locais mais importantes entre as narrativas do Novo Testamento.
Segundo Aviam, o local era antigamente conhecido como Betsaida, uma vila de pescadores onde Pedro e seu irmão André, ambos escolhidos como discípulos de Jesus Cristo, teriam nascido. Pedro é considerado o primeiro líder da Igreja.
O discípulo tornou-se um dos três mais íntimos de Jesus Cristo, juntamente com Tiago e João. Ele também viveu as maiores experiências ao lado do Mestre, tendo testemunhado grandes milagres, entre eles a transformação de seu temperamento.
A igreja descoberta corresponde a uma descrição do arcebispo Willibald, sobre uma viagem que fez a Betsaida no ano 725. Ele afirma que no local de nascimento de Pedro e André havia sido construída uma igreja.
“Entre Cafarnaum e Kursi, há apenas um lugar que esse visitante do século VIII descreve como igreja”, explica Aviam, segundo a Agência France Presse. “E descobrimos esta igreja”, completou.
O pesquisador afirma que o que foi descoberto é apenas um terço da igreja, mas não há dúvida de que se trata de um local religioso cristão. Ele afirma que toda a estrutura e construção do local apontam para o período bizantino.
“A estrutura é a de uma igreja, as datas (de construção) são do período bizantino, os mosaicos no chão são típicos do período”, disse ainda.
Nas escavações também foram descobertos vestígios de uma aldeia romana, com “cerâmica, moedas, argila dura e característica de casas judias do primeiro século”, explicou o arqueólogo.
As pesquisas no local iniciaram há 2 anos e ainda existe muito o que avançar, segundo o professor americano R. Steven Notley, que acredita que antes de estabelecer certeza sobre o local, é preciso explorar mais os achados.
“Encontrar uma inscrição descrevendo em memória de quem (a igreja) foi construída seria uma boa maneira de se ter certeza”, declarou Notley ao jornal israelense “Haaretz”.

por Michael Caceres ( Gospel Prime)

Israel explode prédio com hackers para impedir ciberataque



Prédio abrigava grupo responsável por desestabilizar a rede cibernética do país



Segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) um ciberataque foi neutralizado com sucesso ao explodirem o prédio onde os hackers ligados ao grupo terrorista Hamas estavam abrigados. O prédio foi identificado na Faixa de Gaza e explodido com uso de drones.
O momento do ataque foi filmado e o vídeo divulgado através do Twitter pela própria IDF, que anunciaram que o prédio atacado estava sendo usado para desestabilizar a rede cibernética de Israel. Uma equipe de hackers estaria atuando dentro do prédio no momento do ataque.
“Nós frustramos uma tentativa de ataque cibernético do Hamas contra alvos israelenses. Após nossa operação de defesa bem-sucedida, atacamos um prédio onde os agentes do Hamas trabalham. O HamasCyberHQ.exe foi removido”, escreveu a IDF no Twitter.
Os constantes ataques do grupo terrorista Hamas contra o território israelense, deixando pelo menos 4 civis mortos e mais de 100 feridos. A ofensiva da IDF resultou na morte de Hamed Ahmed Abed Khudri, homem que, segundo Israel, financiava os ataques de mísseis realizados pelo Hamas através de dinheiro enviado a partir do Irã.
por Michael Caceres (Gospel Prime)

Estado Islâmico: grupo radical controla áreas do Iraque e Síria



Eles impõem sua visão extrema do islamismo a todos os que moram em seu território e são conhecidos por sua violência


Cristã refugiada que precisou fugir de sua casa no Iraque após a violência causada por combatentes do Estado Islâmico
Cristã refugiada que precisou fugir de sua casa no Iraque após a violência causada por combatentes do Estado Islâmico
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) surgiu no cenário internacional em 2014, quando tomou várias áreas de território na Síria e Iraque. Ele se tornou notório por sua brutalidade, que inclui mortes em massa, sequestros e decapitações. Embora o grupo tenha apoio em outras partes do mundo muçulmano, uma coalizão, liderada pelos Estados Unidos, se comprometeu a destruí-lo.
O que o EI quer?Em junho de 2014, o grupo declarou formalmente o estabelecimento de um califado – um estado governado de acordo com a lei islâmica, sharia, por um representante de deus na terra, ou seja, o califa. Isso exige que muçulmanos de todo o mundo jurem fidelidade ao seu líder – Ibrahim Awad Ibrahim al-Badri al-Samarrai, mais conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi – e migrem para territórios sob seu controle.
O EI também disse a outros grupos jihadistas que deveriam aceitar sua autoridade suprema. O grupo busca erradicar obstáculos para restaurar a lei de deus na Terra e defender a comunidade muçulmana mundial contra infiéis e apóstatas. O grupo optou por um confronto direto com a coalizão liderada pelos Estados Unidos, vendo isso como o prenúncio de um confronto dos finais dos tempos entre muçulmanos e seus inimigos, descrito no islamismo como profecias apocalípticas.
Quais são suas origens?
Em 2004, um ano após a invasão americana no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, um jordaniano, prometeu aliar-se a Osama Bin Laden e formar a al-Qaeda no Iraque (AQI), que se tornaria uma grande força de insurgência. Após a morte de Zarqawi, em 2006, a AQI criou uma organização central, o Estado Islâmico no Iraque (ISI, da sigla em inglês). Porém, o ISI foi enfraquecendo continuamente por conta do aumento repentino das tropas americanas e a criação da Sahwa, um conselho de indígenas árabes sunitas que rejeitavam sua brutalidade.
Islâmicos mostrando seu apoio ao grupo Estado Islâmico após a tomada de Mossul (foto: AP)

O líder do grupo, Baghdadi, que já tinha sido detido pelos Estados Unidos, assumiu essa posição em 2010 e começou a reconstruir as capacidades do ISI. Em 2013, o grupo realizou novamente dezenas de ataques, em um mês, no Iraque. O grupo também se uniu a rebeldes que lutavam contra o presidente Bashar al-Assad, na Síria, estabelecendo então a Frente Al-Nusra. Em abril do mesmo ano, Baghdadi anunciou uma junção de forças no Iraque e Síria, criando o “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” (ISIS, da sigla em inglês). Os líderes da Al-Nusra e da Al-Qaeda rejeitaram o movimento, mas combatentes leais a Baghdadi se separaram da Al-Nusra e ajudaram o ISIS a permanecer na Síria.
No fim de dezembro de 2013, o ISIS mudou seu foco de volta ao Iraque e explorou um impasse político entre o governo xiita e a comunidade minoritária sunita. Auxiliado por tribais e antigos seguidores de Saddam Hussein, o ISIS tomou o controle da cidade central de Faluja. Em junho de 2014, o ISIS invadiu o nordeste da cidade de Mossul e avançou para o sul, em direção a Bagdá, massacrando seus adversários e ameaçando erradicar minorias étnicas e religiosas do país. No final do mesmo mês, após consolidar seu domínio sobre dezenas de cidades, o ISIS declarou a criação de um califado e mudou seu nome para Estado Islâmico.
Quanto do território do Iraque e Síria o EI controla?Em setembro de 2014, o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos (NCTC, da sigla em inglês), Matthew Olsen, disse que o EI controlava boa parte da bacia do rio Tigre-Eufrates – uma área similar ao tamanho do Reino Unido ou cerca de 210 mil km².
Um ano depois, o departamento de defesa dos Estados Unidos declarou que as linhas de frente, em parte do nordeste e centro do Iraque e nordeste da Síria, tinham diminuído significativamente por conta das operações de solo e ataques aéreos da coalizão liderada pelos americanos. O EI não pode mais operar livremente em aproximadamente 20 a 25% das áreas habitadas no Iraque e Síria.
Situação de algumas casas e ruas em Bartella, no Iraque, totalmente danificadas ou destruídas por causa dos combates com o Estado Islâmico

O departamento de defesa estima que o EI tem perdido cerca de 15 a 20 mil km² de território no Iraque, ou seja, cerca de 30 a 37% do que controlava em agosto de 2014, e de 2 a 4 mil km² na Síria, o que corresponde a cerca de 5 a 10%. Apesar disso, o grupo conquistou novos territórios de valor estratégico no mesmo período, incluindo a cidade de Ramadi, na província de Ambar, no Iraque, e Palmira, na província de Homs, na Síria.
Analistas também notaram que os números americanos não refletem necessariamente a situação na região. Na realidade, militantes do EI exercem controle completo apenas sobre uma pequena parte do território, que inclui cidades, rodovias principais e instalações militares. Eles usufruem de liberdade de movimento nas grandes áreas inabitadas, o que o Instituto para o Estudo da Guerra chama de “zonas de controle”.
Também não é inteiramente claro como as pessoas vivem sob controle total ou parcial do EI na Síria e Iraque. Dentro dessas áreas, mulheres são forçadas a se cobrir totalmente, as decapitações públicas são comuns e os não muçulmanos são forçados a escolher entre pagar uma taxa especial, se converter ou morrer.
Quantos combatentes ele tem?Em fevereiro de 2015, o Diretor de Inteligência Nacional americano, James Clapper, disse que o EI reunia “algo em torno de 20 a 32 mil combatentes” no Iraque e Síria. Mas observou que há “atrito substancial” em suas hierarquias desde que os ataques aéreos liderados pelos norte-americanos começaram, em agosto de 2014. Em junho de 2015, o então vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que mais de 10 mil combatentes foram mortos.
Para ajudar a reduzir a perda de homens, o EI passou a recrutar em algumas áreas. O historiador iraquiano, Hisham al-Hashimi, acredita que apenas 30% dos combatentes do grupo são “idealistas”, o restante se une ao grupo por medo ou coerção. Um número significativo de combatentes do EI não são iraquianos nem sírios. Em outubro de 2015, o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Nicholas Rasmussen, disse ao Congresso dos Estados Unidos que o grupo atraiu mais de 28 mil combatentes estrangeiros. Desses, há pelo menos 5 mil ocidentais, sendo que aproximadamente 250 deles são americanos.
Estudos do Centro Internacional para Estudo da Radicalização e Violência Política (ICSR, da sigla em inglês), com base em Londres, e do Grupo Soufan, com base em Nova Iorque, sugerem que enquanto cerca de um quarto dos combatentes estrangeiros são do Ocidente, a maioria é de países árabes próximos, como Tunísia, Arábia Saudita, Jordânia e Marrocos.
Quais os alvos do EI fora do Iraque e Síria?No final de 2015, o EI começou a reivindicar ataques fora de seu território. Um afiliado egípcio, o grupo Província do Sinai, disse ter derrubado um avião comercial russo na península do Sinai, matando 228 pessoas a bordo. Eles não deram detalhes, mas Reino Unido e Estados Unidos disseram ser provável que uma bomba causou a queda – podendo estar ou não ligada ao EI.
O EI também reivindicou duas explosões na capital libanesa, Beirute, que mataram ao menos 41 pessoas. Em 13 de novembro do mesmo ano, pelo menos 128 pessoas foram mortas em uma onda de ataques ao redor de Paris. O EI disse estar por trás da violência.
Quais armas o EI tem?Os combatentes do EI têm acesso, e são capazes de usar, uma ampla variedade de armas leves e pesadas, incluindo caminhões com metralhadoras montadas, lançadores de mísseis, armas antiaéreas e sistemas de mísseis portáteis. Eles também capturaram tanques e veículos blindados dos exércitos sírio e iraquiano. Entre os veículos do exército iraquiano estão utilitários militares blindados e caminhões à prova de bomba, originalmente produzidos para o exército norte-americano. Alguns estão cheios de explosivos e são usados para efeito devastador em ataques suicidas.
Tanques e veículos dos exércitos sírio e iraquiano são tomados pelo grupo Estado Islâmico (foto: AP)

Acredita-se que o grupo possua uma cadeia de abastecimento flexível que garante um constante abastecimento de munição e armas leves para seus combatentes. Seu poder de fogo considerável os ajudou a invadir posições do exército curdo, no nordeste do Iraque, em agosto de 2014, e do exército iraquiano em Ramadi, em maio de 2015.
De onde vem o dinheiro do EI?Acredita-se que o grupo militante é o mais rico do mundo. Inicialmente, recebia recursos de grandes doadores e caridades islâmicas do Oriente Médio, interessados em destituir o presidente Assad, da Síria. Apesar do dinheiro continuar sendo usado para financiar viagens de combatentes estrangeiros para a Síria e Iraque, o grupo agora se autofinancia.
O Tesouro americano estima que em 2014, o EI pode ter conquistado milhares de dólares por semana, chegando a 100 milhões de dólares no total, da venda de petróleo e produtos refinados para intermediários locais, que por sua vez contrabandeiam para a Turquia e Irã ou vendem para o governo sírio. Mas, ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos a estruturas relacionadas ao petróleo foram considerados responsáveis pela diminuição de tal rendimento.
Sequestros também geraram ao menos 20 milhões de dólares em pagamentos de resgate em 2014. Além disso, o EI arrecada milhões de dólares por mês por meio da exportação de pessoas que vivem em áreas sob seu controle total ou parcial, de acordo com o Tesouro norte-americano. Acredita-se que o grupo também arrecade milhões de dólares por mês roubando, saqueando e extorquindo. Pagamentos ainda são obtidos daqueles que transitam, conduzem negócios ou simplesmente vivem em território do EI.
Minorias religiosas são forçadas a pagar taxas especiais. O EI também lucra com assaltos a banco, venda de antiguidades, roubos e controle da venda de gado e produtos agrícolas. Já meninas e mulheres sequestradas são vendidas como escravas sexuais.
Por que suas táticas são brutais?Membros do EI são jihadistas que aderiram a uma interpretação extrema do islamismo sunita e se consideram os únicos e verdadeiros fiéis. Eles acreditam que o resto do mundo é feito de infiéis que buscam destruir o islamismo, o que justifica os ataques contra outros muçulmanos e não muçulmanos. Decapitações, crucificações e tiroteios em massa têm sido usados para aterrorizar seus inimigos. Membros do EI justificam tais atrocidades citando o Alcorão e o Hádice, um conjunto de leis, lendas e histórias sobre a vida de Maomé.
Como vivem os cristãos no Iraque e Síria?O EI é conhecido por ter como alvo minorias religiosas, sendo responsável por sequestros e mortes. Apesar do grupo ter perdido território no Iraque, a ideologia do EI continua viva e não limitada a um espaço geográfico. Em um esforço para provar que continua relevante, o EI continua executando e inspirando ataques no Ocidente e Oriente Médio. Enquanto isso, milhares de militantes fugitivos “desapareceram” em meio à população civil da Planície do Nínive, o que aumenta o sentimento de insegurança para minorias religiosas, como os cristãos.
Meghrik (pseudônimo) é um cristão sírio de Alepo que foi sequestrado pelo Estado Islâmico

Participe da reconstrução do IraqueMuitos líderes de igrejas dizem que viver sob o terror do EI e ser expulso de suas casas foi a pior perseguição que a igreja na região já experimentou. A derrota do EI deve trazer uma melhora na situação dos cristãos no Iraque. O risco é que como agora o grupo é considerado derrotado no país, a perseguição aos cristãos será ignorada ou classificada como questão secundária. Agora, muitos deles já voltaram para suas cidades, no entanto, ainda há muito a fazer. Ao doar para este projeto, você possibilita a reconstrução de casas e igrejas no Iraque.
Ajude os cristãos sírios a se levantaremNa Síria, autoridades governamentais restringem as atividades de cristãos evangélicos para prevenir que haja instabilidade. Eles são, muitas vezes, interrogados e monitorados. Discursos de ódio contra cristãos por líderes islâmicos ocorrem, mas não são permitidos em áreas controladas pelo governo. Para apoiar os cristãos perseguidos na Síria, a Portas Abertas desenvolve vários tipos de projetos, como reconstrução de casas e igrejas, reabertura de escolas e bibliotecas e microcrédito. No entanto, ainda há uma grande necessidade de ajuda emergencial e distribuição de cestas básicas. Através de parceiros locais, inclusive nos Centros de Esperança, a Portas Abertas distribui alimentos para 15 mil pessoas na Síria. Sua doação possibilita que, em um mês, três cristãos recebam cestas básicas.

por Portas Abertas

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Cristãos ajudam imigrantes detidos na fronteira entre México e EUA



Vários grupos estão levando alimentos e palavras de esperança aos imigrantes ilegais

Imigrantes na fronteira entre México e EUA. (Foto: Bolsa do Samaritano)

Enquanto o governo dos Estados Unidos aumenta a ação contra imigrantes ilegais, membros da Igreja Batista do Sul estão indo para a fronteira com o México para ajudar os detidos e quem está em transição.

“Eles precisam de ajuda e os batistas de Oklahoma estão a caminho”, revelou o diretor da Convenção Batista Geral de Desastre de Oklahoma, Don Williams, em entrevista ao The Oklahoman. “Vamos fazer o que somos treinados e equipados para fazer”, completou.
Os voluntários da Batista do Sul se juntarão a Cruz Vermelha, ao Exército da Salvação e aos batistas do Texas para realizar serviços como a distribuição de refeições. A demanda por alimentação aumentou muito, antes eram preparadas 1.700 refeições servidas aos detidos na fronteira e agora o número estimado é de 9.000 refeições por dia.
Williams explicou que a Convenção de Desastre da igreja não é apenas para casos de tornados e furações, mas também para situações que a comunidade local não consegue resolver.
“Para nós, [o desastre] é algo que excede a capacidade de alguém ou de uma comunidade local se apoderar. As pessoas precisam comer. O sistema está tenso, então vamos ajudar”, declarou o religioso.

Samaritan’s Purse também presta ajuda no local

O grupo Samaritan’s Purse [Bolsa do Samaritano] também está prestando ajuda na fronteira, com equipes de trabalhos tratando diretamente com igrejas, parceiros cristãos e autoridades locais para aliviar o sofrimento dos imigrantes.
“Algumas dessas pessoas estiveram viajando por meses e eles têm passado por tanta coisa”, declarou Franklin Graham que presidente o grupo que está atuando no Del Rio, Texas, região onde cerca de 70 a 120 imigrantes passam todos os dias.
por Redação Gospel Prime

Ator diz que viver Jesus em série o ajudou a assumir homossexualidade


Juan Pablo di Pace interpretou o Salvador na série “A Bíblia Continua”

Juan Pablo Di Pace interpretando Jesus. (Foto: Divulgação)

Durante uma palestra TEDx no United World College localizado em Maastricht, na Holanda, o ator argentino Juan Pablo Di Pace, 39 anos, revelou que é homossexual e contou aos presentes que resolveu se assumir após representar Jesus na série “A Bíblia Continua”, sequência do fenômeno mundial “A Bíblia”.
“De todas as pessoas no mundo que poderiam interpretar esse personagem, eles me escolheram. Então, lá estou eu, carregando a cruz, em pleno Marrocos, olho para o céu e penso: ‘o Senhor poderia me atingir com um raio. Está certo que quer que eu interprete seu filho? Eu?'”, afirmou.
“Mas eu acabei sendo tomado por um sentimento de amor, aceitação e liberdade, que eu sequer conseguia traduzir em palavras”, disse acreditando ser uma mensagem de Deus.
Juan Pablo já atuou na série “Fuller House”, como Fernando, e também em”Mamma Mia! O Filme”, na pele de Petros.

por Redação Gospel Prime

Boko Haram: conheça a história do grupo extremista que ameaça a Nigéria


Mais do que um grupo extremista, o Boko Haram é uma iniciativa focada em estabelecer um estado totalmente islâmico


Muitos cristãos são obrigados a fugir de suas cidades por conta de ataques do grupo extremista islâmico
Muitos cristãos são obrigados a fugir de suas cidades por conta de ataques do grupo extremista islâmico
A opressão islâmica tem se tornado o tipo de perseguição mais dominante na Nigéria, especialmente após a intensificação da violência instigada pelo grupo militante islâmico Boko Haram. O grupo tem, nos últimos anos, realizado uma campanha sistemática contra o estado nigeriano, alvejando especificamente cristãos em suas ideologias, retóricas e ações com a intenção de estabelecer um estado islâmico.

Muitos cristãos são obrigados a fugir de suas cidades por conta de ataques do grupo extremista islâmico


A opressão islâmica tem se tornado o tipo de perseguição mais dominante na Nigéria, especialmente após a intensificação da violência instigada pelo grupo militante islâmico Boko Haram. O grupo tem, nos últimos anos, realizado uma campanha sistemática contra o estado nigeriano, alvejando especificamente cristãos em suas ideologias, retóricas e ações com a intenção de estabelecer um estado islâmico.
Quem é o Boko Haram?
O grupo militante islâmico Boko Haram tem causado estragos na Nigéria, país mais populoso da África, por meio de uma onda de bombardeiros, assassinatos e sequestros. Além disso, luta para derrubar o governo e criar um estado islâmico. O Boko Haram promove uma versão do islamismo que torna proibido para muçulmanos tomar parte em qualquer atividade política ou social associada com o Ocidente. Isso inclui votar em eleições, restrições de vestuário ou receber uma educação secular.
O Boko Haram considera o estado nigeriano controlado por descrentes – independente do presidente ser muçulmano ou não – e tem estendido sua campanha militar alvejando estados vizinhos. O nome oficial do grupo é Jamaatu Ahlis Sunna Liddaawati wal-Jihad, que em árabe significa “Pessoas comprometidas em propagar os ensinamentos do profeta e a Jihad”. Porém, moradores da cidade nigeriana de Maiduguri, onde o grupo tem sua sede, os apelidaram de Boko Haram, que traduzido de forma livre significa: “a educação do Ocidente é proibida”.
Desde que partes do que agora é o nordeste da Nigéria, Níger e sudeste de Camarões, estiveram sob controle britânico, em 1903, houve resistência entre alguns muçulmanos da área quanto a educação ocidental. Muitos recusavam enviar os filhos para as “escolas ocidentais”, dirigidas pelo governo. Contra esse cenário, o clérigo muçulmano, Mohammed Yusuf, formou o Boko Haram em Maiduguri, no ano de 2002. Ele criou um complexo religioso, que inclui uma mesquita e uma escola islâmica.
Muitas famílias muçulmanas pobres de toda a Nigéria e de países vizinhos matricularam seus filhos na escola. Mas, o grupo não estava apenas interessado na educação. Sua meta política era criar um estado islâmico e tornar a escola um campo de recrutamento para jihadistas, militantes da guerra islâmica.
Série de ataques
Em 2009, o Boko Haram realizou uma série de ataques a delegacias de polícia e outros prédios governamentais em Maiduguri, capital do estado de Borno. Centenas de apoiadores do grupo foram mortos e milhares de moradores fugiram da cidade. As forças de segurança da Nigéria finalmente confiscaram a sede do grupo, capturando seus combatentes e mataram o então líder Yusuf. O corpo foi mostrado na televisão estatal e as forças de segurança declararam o Boko Haram acabado.
O grupo realizou uma série de ataques no ano de 2009 (foto: AFP)

Mas seus combatentes se reagruparam sob o comando de um novo líder, Abubakar Shekau, e intensificaram sua revolta. Em 2013, os Estados Unidos designaram o grupo como organização terrorista, com medo de que os militantes nigerianos tivessem desenvolvido ligações com outros grupos, como a Al-Qaeda, para promover uma jihad global.
A marca oficial do Boko Haram era originalmente atiradores em motocicletas, matando policiais, políticos e qualquer um que os criticasse, incluído clérigos de outras tradições muçulmanas e pregadores cristãos. O grupo, então, começou a realizar ataques mais audaciosos, incluindo bombardeio de igrejas, ônibus, bares, quartéis militares e até mesmo a polícia e o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) na capital, Abuja. Em meio à crescente preocupação sobre o aumento da violência, o governo declarou estado de emergência em maio de 2013 nos três estados onde o Boko Haram era mais forte: Borno, Yobe e Adamawa.
Sob o comando de Abubakar Shekau (ao centro), o Boko Haram intensificou sua revolta (foto: AFP)

Enfraquecimento do grupo
A implantação de tropas e a formação de grupos de vigilantes levou muitos militantes para fora de Maiduguri, recuando para a floresta de Sambisa, para o sul e para as Montanhas Mandara, próximas à fronteira com Camarões. De lá, os combatentes lançaram ataques em massa a vilas e cidades, saqueando, matando, sequestrando mulheres e crianças e recrutando homens e garotos para seu exército.
Em abril de 2014, o Boko Haram sequestrou mais de 200 alunas na cidade de Chibok, no estado de Borno, dizendo que as tratariam como escravas e casariam com elas – em referência a uma crença islâmica ancestral na qual mulheres capturadas em conflito são consideradas espólio, ou seja, bens tomados do inimigo em uma guerra. Ele também mudou sua tática, mantendo-se no território em vez de se retirar após um ataque.
Grupo de mulheres viúvas nigerianas devido a ataques do Boko Haram

Em agosto do mesmo ano, o novo líder, Shekau declarou um califado nas áreas sob controle do Boko Haram, com a cidade de Gwoza como sede do seu poder. “Nós estamos em um califado islâmico. Não temos nada a ver com a Nigéria, não acreditamos no governo desse país”, disse Shekau, cercado por combatentes mascarados e com armas. Depois, o líder prometeu formalmente lealdade ao grupo Estado Islâmico, virando as costas para a Al-Qaeda. O Estado Islâmico aceitou sua lealdade, nomeando o território sob o controle do Boko Haram como Estado Islâmico da Província do Oeste da África, uma parte do califado global que tentava estabelecer.
Mas em março de 2015, o Boko Haram perdeu todas as cidades que estavam sob seu controle após uma coalizão regional – formada por tropas da Nigéria, Camarões, Chade e Níger – ser formada para combatê-lo. Novamente, o Boko Haram recuou para a floresta Sambisa, onde militares nigerianos os perseguiram, livrando centenas de cativos.
Troca de poder
Em agosto de 2016, o grupo aparentemente se dividiu, com um vídeo do Estado Islâmico anunciando que Shekau fora substituído por Abu Musab al-Barnawi. Shekau contestou, insistindo que continuava no comando. Em meio a tudo isso, 21 das meninas do Chibok, vistas como bens preciosos para Shekau, foram libertadas em outubro do mesmo ano, após conversas envolvendo militantes, os governos nigeriano e suíço e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Apesar disso, a Anistia Internacional afirma que cerca de 2 mil crianças permanecem cativas e muitas outras precisam ser libertadas.
Por causa da violência direcionada a comunidades cristãs, muitas de suas plantações foram prejudicadas, resultando em fome e desnutrição

Enquanto muitos combatentes são mortos e armas são confiscadas, alguns analistas dizem que é muito cedo para descartar o Boko Haram. O grupo tem sobrevivido mais que outros militantes no país e tem construído uma presença em estados vizinhos, onde realiza ataques e recruta combatentes.
Oficiais da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos estimam que ele tem cerca de 9 mil homens e células especializadas em bombardeios. Por conta de ataques a bases militares e bancos, tem ganhado controle de grandes quantidades de armas e dinheiro. Por isso, as chances de ser derrotado em breve – apesar do presidente Buhari alegar que foi “tecnicamente derrotado” – são pequenas, já que a pobreza crônica da região e o fraco sistema educacional o ajuda a ganhar novos recrutas.
A Nigéria tem sido assolada por ataques do Boko Haram e é inegável o fator religioso dos conflitos, que já causaram a morte e deslocamento de milhares de cristãos. Apenas durante o período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2019 (1 de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2018), em que o país ocupa a 12º posição, 3.731 cristãos foram mortos por causa da sua fé. Com isso, muitas mulheres acabam perdendo não apenas o marido, mas também casa e propriedade, ao fugirem dos ataques. Sem recursos e sem ter a quem recorrer, elas se tornam alvos fáceis de novos ataques e abusos. Para responder a essa realidade, desafiamos você a mostrar o cuidado de Deus com essas viúvas. Com uma doação, você possibilita que uma viúva cristã e sua família recebam alimentos por cerca de dois meses.
por Portas Abertas

Mulheres yazidis são forçadas a abandonar bebês nascidos de estupros de membros do Estados Islâmico



A etnia resolveu não aceitar as crianças filhas de muçulmanos extremistas.

Mulheres yazidis. (Foto: Delil Souleiman / AFP / Getty Images)

Os terroristas do Estado Islâmico estupraram milhares de mulheres yazidis que foram mantidas como escravas sexuais em cativeiros. Após darem à luz, centenas delas estão sendo forçadas a escolher entre abandonar as crianças ou serem expulsas de suas comunidades.

Além de todo o sofrimento com os terroristas, as yazidis ainda são ameaçadas de não serem aceitas por sua etnia, caso levem para casa crianças que são filhas de seus captores.
Ao jornal The Telegraph, a yazidi Barfe Farho declarou que foi forçada a deixar sua filha Maria, de 11 meses, depois de ser informada de que não poderia ficar com a criança, caso quisesse voltar para o seu povo.
“Me disseram que ela não poderia ser aceita porque sempre seria uma ‘filha do Daesh [Estado Islâmico]’. Eles disseram: ‘devemos esquecer nossas filhas mortas pelo Daesh, para que você possa esquecer as suas'”, relatou.
Com 26 anos, a mulher pensou em seus outros dois filhos, Jegar, de 5 anos, e Jan, de 4 anos. Ela foi libertada de seu cativeiro em março e precisou fazer a escolha.
“Eu poderia dar uma boa vida a dois dos meus filhos ou uma vida ruim para todos os três”, declarou.
Desde a queda do califado em 2017, muitas das mulheres foram autorizadas a retornar às comunidades yazidis. No entanto, seus filhos nascidos de jihadistas – que se acredita serem centenas ou milhares – ainda são considerados muçulmanos e, portanto, não serão bem-vindos.
Farho foi capturada quando estava grávida e tinha um filho recém-nascido. Seu marido também foi capturado, mas foi levado embora. Ela, porém, foi mantida como escrava sexual de um comandante checheno, que é o pai de Maria.
Ao saber que ela estava grávida, o comandante tentou levá-la de volta para sua família no Iraque, mas foi executado por traição depois que seu plano foi descoberto.
“A cada minuto do nosso tempo, eu rezava para que todos morrêssemos juntos, para que não tivéssemos que viver outro dia”, disse Farho ao The Telegraph. “Eu não queria que meus filhos crescessem para me ver como escrava de alguém”, confessou a jovem.
Mas a decisão não foi fácil para Farho. “A pior parte é que ela nem saberá que tinha uma mãe que a amava muito. Eu queria que o terceiro estivesse aqui. Ela é uma parte de mim e o que aconteceu não foi culpa minha, eu nunca escolhi isso”.
Essas crianças abandonadas estão em um orfanato em Remilan, nordeste da Síria, e a instituição se comprometeu a cuidar das crianças até elas completarem 18 anos.
A assistente social Naz Allawi, que foi entrevistada pelo The Telegraph, diz que reza para que as mães voltem para reivindicar seus filhos.
por Redação Gospel Prime

OPINIÃOA lei mudou: congregação precisa ter CNPJ?





Uma vitória para as igrejas, especialmente as que estão iniciando sua jornada.
Igreja. (Photo by NeONBRAND on Unsplash)

Você já sabe que as igrejas devem possuir inscrição no CNPJ para terem reconhecidos alguns direitos, a exemplo da imunidade tributária.
Mas no final do mês passado entrou em vigor a Instrução Normativa nº 1897, da Receita Federal, com o seguinte texto: “Ficam dispensados da inscrição no CNPJ os estabelecimentos de organizações religiosas que não tenham autonomia administrativa ou que não sejam gestores de orçamento”.
Isso significa que, cumpridos os requisitos, congregações e pontos de pregação já não precisam ter CNPJ próprios.
Uma vitória para as igrejas, especialmente as que estão iniciando sua jornada.

por Antonio Carlos Jr ( Gospel Prime)

“Mandante do crime está dentro da casa”, diz irmã de Anderson do Carmo


Michelle do Carmo não se dava bem com a cunhada e não frequentava a casa do casal.

Michelle do Carmo. (Foto: Reprodução / Record TV)

Um mês após a morte do pastor Anderson do Carmo, a irmã dele, Michelle do Carmo, declarou à Record TV que acredita nas suposições de que o mandante do crime esteja dentro da casa onde ele morava.

“Eu vendo tudo o que está acontecendo e tudo o que aconteceu com ele, o mandante do crime está dentro da casa”, afirmou ela.
Michelle revelou que não se dava bem com a deputada Flordelis, sua cunhada, e que nunca foi convidada para ir a casa deles.
“Se ela (Flordelis) for a mandante do crime, que ela seja presa. Se tiver alguém com ela, que venha à tona. Doa a quem doer”, completou.
Os dois filhos de Flordelis seguem presos, a polícia só fará a reconstituição do crime quando o STF decidir se o caso será investigado pela Corte ou se é competência da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Anderson e Flordelis estavam casados há 25 anos, ele era pai biológico de apenas um dos 55 filhos, mas era pai adotivo dos demais (entre adoções legais e socioafetivas).
O pastor era presidente do Ministério Flordelis, denominação que contava com seis igrejas divididas entre São Gonçalo e Niterói.
por Redação Gospel Prime

Mulheres são consideradas inferiores na sociedade islâmica


De acordo com cristã ex-muçulmana, tudo que uma mulher faz na cultura muçulmana é considerado errado
O que atraiu Lina para o cristianismo foi a Bíblia (imagem representativa)
O que atraiu Lina para o cristianismo foi a Bíblia (imagem representativa)
Enquanto Lina, uma síria de quem nós já falamos por aqui, estava de luto pela perda do marido, pessoas começaram a interferir em sua vida, exigindo, de forma rude, que ela deveria seguir as regras islâmicas do “que uma viúva deveria fazer”. “Eles disseram que eu deveria cobrir meu cabelo o tempo todo e ficar em casa por quatro meses, o chamado tempo de Al Edda,mencionado no Alcorão. Eu não teria permissão para falar no telefone ou conversar pessoalmente com nenhum homem com mais de 12 anos. Para mim, isso era ridículo, então não deveria ser a forma certa de viver a vida”, disse com irritação na voz.
De acordo com Lina, na sociedade islâmica, mulheres são consideradas inferiores. Um homem tocado por uma mulher se torna impuro. “Isso significa que mulheres são menos que animais”, declara. Além disso, ainda segundo ela, os muçulmanos em Ar-Raqqah sempre foram mais extremos em suas interpretações do islã, mesmo antes da guerra. Porém, quando a guerra começou, eles expuseram seus verdadeiros pensamentos e sentimentos, mostrando o que realmente pensavam. Os extremistas transformaram suas crenças em ações e tornaram aceitável violência sexual e matanças. “Um dia, quando ainda vivíamos lá, eu andava pacificamente perto de casa com minha filha mais nova. Um carro se aproximou de nós e um homem gritou para mim: ‘Nós viemos matar você’. Eu fiquei com tanto medo que peguei minha filha e comecei a correr. Eu não o conhecia e ele não me conhecia. Então por que ele pensaria que era certo me matar? Talvez apenas porque sou mulher”, explica.
As mulheres no islã são muito vulneráveis. Um exemplo é que quando uma mulher cristã se separa do marido muçulmano, as crianças ficam com o marido muçulmano. “Mulheres são sobreviventes na Síria, mas filhos são o ponto fraco das mães. Quando meu marido morreu, eu tive sorte de ter um salário de quando trabalhava. Mulheres no islã são inválidas. Outros podem discordar, mas eles estão iludidos”, afirma.
Uma mensagem diferenteAinda segundo Lina, em uma sociedade islâmica, é mais aceitável quando um homem se torna cristão. A sociedade está sempre com o homem. “Nós somos uma sociedade masculina. Tudo o que uma mulher faz é considerado errado”, disse. Por causa da pressão sobre ela como uma viúva, decidiu deixar Ar-Raqqah com as filhas e foi para uma cidade mais liberal do ponto de vista religioso.
Na nova cidade, Lina vivia com as duas filhas em uma casa onde sempre havia pessoas e discussões sobre religião, livros e Deus. “Eu comecei a comparar o que eu costumava ver e ouvir em Ar-Raqqah e o que via e ouvia das pessoas que viviam ao meu redor na nova cidade. Até comecei a visitar igrejas. Eu estava buscando”. Em Ar-Raqqah, participar de uma igreja não era uma opção para Lina e as filhas. “Havia uma igreja lá, mas tinha apenas algumas famílias. Quando alguém novo chegava, todos questionavam”, conta.
O que atraiu Lina para o cristianismo foi a Bíblia. “Quando segurava a Bíblia Sagrada e lia, havia sempre uma grande sensação de segurança e conforto. Quando você lê o Alcorão, sente como se estivesse entrando em uma guerra. É tudo sobre bater e matar. Quando li a Bíblia, senti que era mais espiritual. A mensagem é tão diferente. A Bíblia fala sobre perdão e cura. Na cura de uma mulher, Jesus não estava olhando de cima, como se a mulher fosse inferior. No islã, mulheres são odiadas”.

por Poras  Abertas