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terça-feira, 26 de março de 2019

Colégios, contratem professores que não doutrinam!



Se entende o papel do professor como alguém que deve fomentar o pensamento crítico do aluno, e não alguém que inserirá o seu “pensamento crítico” no aluno.
Professor do LulaProfessor do Lula. (Foto: Reprodução / Twitter)

Um erro cometido em relação à análise do problema da doutrinação é o de considerar que ela acontece apenas em escolas públicas.

Na verdade, o problema atinge o sistema educacional como um todo, atuando também de maneira intensa na rede particular. Não raro, os professores são os mesmos, entretanto a escola particular dispõe de meios de contenção da doutrinação mais efetivos que a pública.
Muitas vezes o professor que doutrina na escola pública (e que jura não ser doutrinador e deplora o Escola sem Partido), atua também na rede particular de maneira diferente, lá sim não doutrinando, bloqueado pela contenção natural ocasionada pela possibilidade de demissão. Sua hipocrisia é notória, porque nega a doutrinação, mas tanto sabe que a pratica, que não a repete num ambiente em que ela pode resultar em sua demissão.
Outros, no entanto, mesmo na rede particular, encontram ambientes propícios à doutrinação. Nestes casos ela sempre ocorrerá, pois o doutrinador só se camufla quando seus próprios interesses estão em perigo. Quando não estiverem, ele dará azo ao seu instinto passional de priorizar a causa ideológica em detrimento ao conhecimento objetivo.
Conheci professores dos dois tipos: que doutrinavam na pública, mas se seguravam nas particulares, e os que doutrinavam nas duas, e o faziam porque não eram questionados, de modo que perceberam a brecha.
Em suma, o problema também vige na rede privada e muitos pais estão pagando suadas mensalidades, certos de estarem proporcionando a melhor educação disponível aos filhos, quando na verdade, estão pagando para que sejam doutrinados contra seus princípios.
Mas diferente da escola pública, em que a superação do problema exige ações a longo prazo, com a aprovação do Escola sem Partido como ponto de partida, tendo em vista que a estabilidade dos professores os garante uma posição de quase inquestionabilidade, na rede particular a superação deste problema é mais simples.
Antes de prosseguir, abro um parêntese para explicar que quando menciono a quase inquestionabilidade do professor, não estou anulando as agruras diárias que os professores de ensino público no Brasil enfrentam e o quanto são questionados e frequentemente responsabilizados por um sistema falido que não funciona por vários fatores alheios à sua vontade. Conheço a realidade da escola pública brasileira não por ter ouvido falar, ou por ter lido sobre, mas a conheço de dentro da sala de aula.
Quando menciono então a posição inquestionável do professor estou me restringindo ao conteúdo ensinado em sala. O professor da escola pública passa por muitas dificuldades, contudo raramente é questionado pelo que ensina. E deveria ser. Muitos bons professores brasileiros colhem os maus frutos de um sistema que blindou maus professores e não questionou o que estavam (ou não) ensinando.
E mesmo nas poucas vezes em que os professores recebem questionamentos, não importa se legítimos ou não, eles não são demitidos por isso.
As escolas particulares possuem a prerrogativa de demissão do professor que não se porte de acordo com as expectativas do cargo, e isto deve ser exercido. Se você possui um cargo diretivo ou de coordenação num colégio, você também é responsável pelo que é ensinado dentro da sala. Seu papel é vigiar para que o que é ensinado esteja de acordo com as expectativas do componente curricular e não se transformem e militância ideológica travestida de matéria.
O problema, aliás, pode ser resolvido já na contratação de novos professores. Escolas que estimam a objetividade do ensino devem já nos processos de seleção incluir questionamentos, avaliações e dinâmicas que englobem temas como a doutrinação escolar, o Escola sem Partido e o papel do professor dentro da aula, para terem instrumentos de percepção sobre o modo como aquele candidato percebe o ato de ensinar, seu papel e responsabilidade. Se entende o papel do professor como alguém que deve fomentar o pensamento crítico do aluno, e não alguém que inserirá o seu“pensamento crítico” no aluno.
Toda escola é rotulável e sujeita ao escrutínio. No caso da pública, dos pagadores de impostos, no das particulares, de seus contratantes de serviços. É esperado, portanto, que a rede privada, inserida na disputa de mercado, buscando o oferecimento do melhor serviço possível, opte por uma metodologia de incentivo à pluralidade de ideias, escolhendo professores que deem seguimento a este anseio, e não coloquem suas posições ideológicas a frente e supliciem o futuro acadêmico dos alunos sob sua tutela.
É responsabilidade do professor não doutrinar, bem como é responsabilidade dos diretores e coordenadores comprometidos com uma educação melhor a escolha de professores comprometidos com uma educação não calcada em suas opiniões ideológicas pessoais.
Colégios, reestruturem seus processos seletivos e contratem professores que não doutrinam.
por Renan Alves da Cruz ( Gospel Prime)

PASTOR É AGREDIDO NA ÍNDIA



Mais um caso de perseguição violenta contra cristão na Índia, enquanto país se prepara para as próximas eleições parlamentares
 Ore pelo pastor agredido e também pelo país, que terá eleições parlamentares em abril e maio
Recentemente, o pastor Rajendra (pseudônimo) estava fazendo um culto de ações de graças na igreja pela vida da filha, no aniversário dela. Um grupo de extremistas apareceu na igreja e três deles começaram a bater no pastor com paus e pedras. O ataque foi tão severo que ele ficou com ferimentos internos em várias partes do corpo.
Os agressores também esfregaram pimenta em pó em todo o rosto do pastor, que foi hospitalizado. Pastor Rajendra diz: “Eu sei que o lugar onde moro é muito perigoso, mas vou ficar aqui e servir, pois Deus me chamou para este lugar”. Ore por proteção e força para ele, sua família e igreja.
Eleições
Enquanto casos de perseguição se multiplicam na Índia, sobretudo em áreas rurais e vilarejos isolados, a data para as próximas eleições foi marcada: será realizada entre 11 de abril e 19 de maio. Cerca de 900 milhões de indianos vão votar para o parlamento federal, que possui 545 lugares. A eleição ocorrerá em sete etapas em diferentes datas. A maioria dos estados votará em 11 de abril, mas outros votarão nas semanas seguintes. No total, os indianos votarão em 29 estados e sete territórios da união. Os votos serão apurados em 23 de maio.
O governo indiano é atualmente liderado pelo Partido Bharatiya Janata (BJP, da sigla em inglês), que é um partido nacionalista hindu. Ou seja, eles acreditam que ser hindu é parte da identidade indiana; por isso, muitas vezes fazem vista grossa aos ataques contra pessoas de outras fés que não o hinduísmo. O grupo militante nacionalista hindu Rashtriya Swayamsevak Sangh, ligado ao BJP, afirmou que quer ver a Índia sem cristãos e muçulmanos até o fim de 2021.
Campanha Global Índia
É devido a essa realidade, em que os cristãos são perseguidos violentamente com a conivência do governo, que a Portas Abertas lançou uma Campanha Global para engajar a igreja livre com a causa da Igreja Perseguida na Índia. Através de sua contribuição, você pode levar ajuda a irmãos como o pastor Rajendra, tanto em forma de suprimento de necessidades básicas como de assistência jurídica. Isso é feito através do trabalho de equipes de resposta rápida, que socorrem os cristãos perseguidos no momento em que mais precisam. Sua doação faz toda diferença.
 Portas Abertas

segunda-feira, 25 de março de 2019

Conhecidas marcas de cosméticos financiarão clínica de aborto nos EUA



MAC e Benefit distribuirão os recursos arrecadados com a venda de seus produtos para a Planned Parenthood   

Planned Parenthood. (Foto: Lucas Jackson/Reuters) 

A clínica de aborto Planned Parenthood será financiada por duas gigantes marcas de cosméticos: a MAC e Benefit. A informação foi divulgada pela própria clínica em suas redes sociais.
A empresa MAC irá realizar uma doação de 500.000 dólares durante dois anos e destinará os lucros das vendas de sua linha de batom Viva Glam para a clínica. O objetivo deste investimento é ajudar as campanhas sobre educação sexual.
“Somos inspirados a ver essas marcas globais de beleza se levantar e falar sobre seu forte apoio à Planned Parenthood. Graças a eles, continuamos a fornecer milhões de pessoas com assistência médica, informação e educação”, diz a nota da clínica de aborto.
Ao comentar o apoio, Annie Ford Danielson, embaixadora da beleza na Benefit, disse ao site ‘Refinery29’ que não querem que as pessoas tenham vergonha de procurar a Planned Parenthood.
“Principalmente na indústria da beleza, que busca oferecer apoio sem importar o que esteja acontecendo com a pessoa. Queremos usar nossa influência e alcance para ajudar estas mulheres a eliminarem este estigma”, disse Danielson.
A diretora executiva global do MAC AIDS Fund, Nancy Mahon, entende que esta decisão da marca não é política. “O acesso aos cuidados médicos e o acesso a informações sobre saúde sexual fazem parte da autoestima, da beleza e da capacidade das mulheres de terem sucesso no mundo”, afirmou.
Em 2018 a Planned Parenthood realizou 332.757 abortos nos Estados Unidos. Vale lembrar que a clínica é acusada de negociar órgãos e tecidos de bebês abortados em suas clínicas para a indústria farmacêutica.
Por Redação Gospel Prime

Número de não religiosos é igual ao de evangélicos nos EUA, diz pesquisa


Igreja Católica. (Photo by @Matthew_T_Rader on Unsplash).
  Em cinco anos eles poderão ser a maior parte da população, segundo pesquisador

A pesquisa General Social Survey (GSS), realizada bienalmente pela NORC (National Opinion Research Center) mostra que o número de não religiosos é semelhante ao número de evangélicos nos Estados Unidos.

São 23,1% da população norte-americana se identificando como sem religião, e 22,8% se declarando como evangélicos. Estatisticamente, os números são iguais.
Apesar da queda de fiéis, os católicos representam 23% da população e continuam sendo uma das duas maiores demografias religiosas dos EUA.
O estudo GSS mostra o aumento do grupo de não religiosos na última década. Em 1972 (primeiro ano da pesquisa), os sem religião representavam 5% dos norte-americanos.
“Essa parcela da população continua subindo 1% a cada dois anos e tem feito isso nos últimos 15 anos. Se as tendências atuais continuarem, eles serão o maior grupo religioso dos Estados Unidos nos próximos cinco anos”, disse Ryan Burge, pesquisador de ciência política na Eastern Illinois University, ao The Christian Post.
Enquanto isso, o número de católicos e protestantes está caindo, os dois grupos religiosos eram os maiores na primeira pesquisa, em 1972, e hoje estão cada vez menores.
Os católicos, especificamente, caíram três pontos percentuais nos últimos quatro anos, de acordo com a análise de Burge. Quanto aos evangélicos, seu pico veio no início dos anos 90, quando o número de evangélicos chegou a 30%.
por Redação Gospel Prime

MULHERES CRISTÃS ENFRENTAM PERSEGUIÇÃO ESCONDIDA




Pesquisa mostra como a perseguição às mulheres é “complexa, violenta e escondida”
Mulheres cristãs enfrentam perseguição escondida Cristãs que foram perseguidas por crer em Jesus oram em conferência de mulheres na Etiópia
Rita é uma cristã de Qaraqosh, no Iraque, que tinha 26 anos quando o Estado Islâmico (EI) invadiu o país, em 2014, e a levou cativa. Ela foi comprada e vendida como escrava sexual quatro vezes e só foi libertada em 2017. Somente após quase quatro anos de cativeiro é que ela foi reunida ao seu pai. Apenas agora a Organização das Nações Unidas (ONU) começou formalmente a investigar os crimes do EI na região. Alguns especialistas observam que as mulheres cristãs não estão trazendo a público esses casos por dois motivos: ou ainda estão traumatizadas ou acham que foram tratadas de forma tão vergonhosa que é difícil falar publicamente.
Essa forma de perseguição “escondida” é o foco do último relatório da unidade de pesquisa da Portas Abertas, que a cada ano é responsável por lançar a Lista Mundial da Perseguição. É a forma de perseguição que passa sem ser admitida pelas vítimas e suas comunidades. Neste Dia Internacional para o Direito à Verdade para as Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos, lembramos que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo: mais 245 milhões de cristãos experimentam perseguição.
O relatório da Lista Mundial da Perseguição 2019 revela que em 34 países os homens cristãos são principalmente sujeitos a importunação econômica, no que diz respeito aos negócios, trabalho e acesso a empregos. Entretanto, em cerca de um quinto dos países, o relatório mostra o quão “complexa, violenta e escondida” a perseguição é para as mulheres. Os tipos de pressão que as mulheres enfrentam são cinco: violência sexual, casamento forçado, estupro, “humilhação e fuga”, e divórcio forçado e perda da guarda dos filhos.
As formas da perseguição contra as mulheres
A violência sexual geralmente acontece dentro da família extensa ou comunidade local, como um meio de poder ou controle, o que foi relatado em 59% dos países. No Quênia, por exemplo, professoras cristãs se queixam de importunação sexual por parte dos alunos em áreas de maioria muçulmana. Os casamentos forçados foram relatados em 57% dos países. Na Nigéria, muitas jovens são obrigadas a se casar com um não cristão. O fato de haver leis que permitem o casamento de menores em alguns estados só contribui para esse problema.
Estupro foi relatado em 47% dos países. Na Líbia, é usado como uma forma de punição pela conversão ao cristianismo. No Iêmen, em uma cultura em que a opressão da mulher é normal, as mulheres cristãs ex-muçulmanas são duplamente vulneráveis. São expostas ao risco de estupro e prisão, entre outras formas de perseguição. Por “humilhação e fuga” entende-se uma forma mais sutil de perseguição, em que as mulheres são levadas a tal ponto de vergonha que são expulsas pela comunidade. No Nepal, por exemplo, “as mulheres e meninas cristãs são sujeitas à violência sexual. Inicialmente, elas são pressionadas pela família, mas o abuso físico começa gradualmente até que elas sejam consideradas como excluídas pela família e comunidade.
O divórcio forçado está presente em 35% dos países e a perda da guarda dos filhos em 31% como formas de perseguição a mulheres cristãs. Na Argélia, é muito provável que uma muçulmana que se converte a Cristo seja abandonada pelo marido, ficando sem sustento financeiro; elas podem acabar na rua. A custódia dos filhos pode ser retirada delas, bem como direitos de herança. Na Mauritânia, as mulheres são sujeitas ao pai ou ao marido. Deixar o islã significa que não consideram mais o homem como autoridade, envergonhando a família. Isso trará graves consequências, principalmente porque a maioria das mulheres é totalmente dependente financeiramente da família. Mulheres casadas que se convertem podem facilmente ser abandonadas pelo marido, ficando sem meios para sobreviver.
Apoie cristãs perseguidas
Ore pela situação da mulher, que é ainda mais delicada em países onde há perseguição aos cristãos. Você ainda pode fazer mais. Com uma doação, você ajuda cristãs egípcias a serem discipuladas e treinadas para terem bases sólidas na fé.
Por Portas Abertas

Bruna Marquezine faz viagem missionária para a Angola


A atriz faz parte de um grupo de jovens missionários, juntamente com a cantora Priscilla Alcântara 
Bruna Marquezine   A atriz Bruna Marquezine embarcou em uma viagem missionária para a Angola, com um grupo de evangélicos do qual a cantora Priscilla Alcântara faz parte.

Eles saíram do Brasil no sábado (23) e a atriz registrou o momento do embarque em suas redes sociais com a legenda: “Que seja feita a tua vontade”.
Nos stories do Instagram Bruna postou vídeos do grupo já no país africano jogando futebol e cantando com crianças. Priscilla Alcântara comentou nos seus stories que o carro que levava o grupo quebrou durante uma viagem de seis horas, mas que “em tudo dai graças” e era o que eles estavam fazendo com aquelas crianças.
Nas últimas semanas a atriz tem se mostrado cada vez mais ligada à religião.
Após um culto de célula, Bruna chegou a escrever que estava de “ressecada” por ter ficado “loucona do Espírito Santo”.
por Redação Gospel Prime

DEVIDO À GUERRA NA SÍRIA, 80% DOS CRISTÃOS FUGIRAM DO PAÍS



Cerca de 11 milhões de pessoas, sobretudo homens e jovens, deixaram suas casas na Síria. Em muitas igrejas a congregação é composta por idosos
 Os cristãos sírios vivem as consequências da guerra civil, que já dura oito anos
Conforme a guerra civil na Síria se move em direção ao que pode ser seu último ano, os cristãos tentam reconstruir a nação diante de um futuro incerto. O conflito na Síria começou com um pequeno grafite contra o governo em 15 de março de 2011. No entanto, o resultado de oito anos de guerra são mais de 11 milhões de refugiados e deslocados internos. Metade das pessoas que deixaram suas casas saíram do país.
Mais de um milhão de sírios buscaram refúgio na Jordânia, dos quais poucos milhares voltaram para a terra natal nos cinco meses após a abertura de uma fronteira vital entre os dois países. No geral, poucos retornaram à Síria, e os que assim fizeram descobriram que a perseguição da qual fugiram ainda está presente. Muitos desaparecem no sistema prisional ou são convocados para servir o exército.
Muitos cristãos também fugiram da violência, principalmente quando o Estado Islâmico (EI) varreu o país, tomando vilarejos e cidades. Antes de 2011, os cristãos constituíam cerca de 8 a 10% da população de 22 milhões de sírios. Agora 80% desses cristãos já não vivem mais no país. O êxodo de jovens deixou um vácuo na infraestrutura social na cidade de Alepo, uma das mais atingidas pela guerra. Muitos idosos ficaram sem os filhos que cuidavam deles. São esses idosos que compõem grande parte da igreja que permaneceu no país.
Onde estão os cristãos desaparecidos?
No entanto, os jovens não abandonaram a Síria completamente. Um adolescente cristão disse: “Eu amo minha cidade de Alepo, principalmente as igrejas, onde você pode ver o quanto as pessoas lutaram para ter uma vida boa”. Gabi Korajian, de 18 anos, vivia com sua família em Alepo antes da guerra, mas fugiram para Damasco. Dois de seus irmãos foram mortos enquanto serviam o exército. Ele diz: “Eu era tão pequeno, mas as circunstâncias me fizeram me sentir mais velho. Minha família sofreu muito e eu não podia fazer nada para ajudá-los. Desde a morte dos meus irmãos, só oramos por nossa segurança. Agora que estou em Damasco, quero me tornar um grande cirurgião e ajudar as pessoas a ficar vivas”.
Enquanto as forças rebeldes estão aos poucos perdendo terreno, a pergunta sobre o destino de cristãos desaparecidos continua, entre eles os líderes cristãos Dall’Oglio e Gregorios Yohanna Ibrahim, ambos sequestrados pelo EI em 2013. Algumas semanas atrás, um jornal libanês sugeriu que eles podem estar sendo mantidos por militantes do EI em Baghouz, a última fortaleza do grupo extremista islâmico na Síria.
A analista da Portas Abertas Henriette Kats observa que “a mídia tende a focar em líderes de igrejas mais conhecidos. No entanto, há muitos cristãos comuns desaparecidos, que também foram sequestrados durante a ocupação do EI no Iraque e Síria. Muitos esperam que se saberá mais sobre a situação deles quando a última fortaleza do EI na Síria for tomada”.
Ajude a Igreja Perseguida da Síria a sobreviver
Nossos irmãos sírios precisam de ajuda para que possam sobreviver em sua terra natal. Eles ainda estão vivendo em meio à guerra e precisam ser encorajados, sabendo que não estão sozinhos. Sua doação pode levar alimentos, roupas e itens de necessidade básica aos cristãos perseguidos da Síria, que atravessam oito anos de guerra.

Por Portas Abertas

Deus está acima da trovoada… e do silêncio

“Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra.” Salmos 119:148 



Ousemos a apologia do silêncio. Sei que parece crime de lesa-pátria em certos meios religiosos, em especial naqueles que fazem equivaler estados de calma e tranquilidade à anemia espiritual, ou situações de ruído, vozearia e barulheira a um elevado nível de espiritualidade.

Para esses talvez nem adiante mencionar a teologia paulina endereçada aos coríntios do I século, a propósito dos dons espirituais, no sentido de estabelecer alguma ordem litúrgica naquilo que parece ter-se transformado definitivamente numa feira de vaidades e num escândalo para os estranhos à comunidade de fé: “Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?” (1 Coríntios 14:23).
A cultura pentecostal do ruído constante e dos améns despropositados, de influência latino-americana (vulgo retété), pode facilmente resvalar para a confusão e desordem, que o apóstolo condenava: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (14:40). Não há nenhuma razão bíblica que justifique a prática dos carismas num clima caótico, até porque é necessário ter em conta a exigência do sentido (14:13-17), visto que o fim da operação dos mesmos no culto é a edificação da comunidade: “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja” (14:12).
Não existe qualquer precedente entre os apóstolos e muito menos em Jesus Cristo para uma cultura de desordem no culto. Trata-se apenas de influência do paganismo da época, alheia à espiritualidade cristã. Tendemos a ignorar que o problema das heresias com que a igreja primitiva se debateu não se colocava apenas no campo doutrinário mas igualmente na praxis. A desordem carismática era certamente influenciada pelas tradições extáticas do paganismo grego (como as festas dionisíacas entre outras) e suscitava interesses menos elevados como sucedeu com Simão, o mágico: “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Actos 8:18,19).
O Deus revelado em Jesus Cristo e nas Escrituras nem sempre se move no ribombar do trovão mas no silêncio. Elias viveu essa experiência. Deus não estava no vento, nem no terramoto, nem no fogo, mas numa voz “mansa e delicada” (I Reis, 19:11). Baixemos a pressão. Ousemos a apologia do silêncio. Quero crer que muitas vezes fala-se para Deus mas não com Ele. Porque se fala demais e se ouve pouco, e porque se faz demasiado barulho de modo a ser muito difícil ouvir a tal voz “mansa e delicada”. Não é por acaso que a Tradição cristã sempre valorizou o silêncio, porque é aí que nos tornamos conscientes do nosso interior, e é no silêncio que ouvimos o coração.
Segundo João Alves: “Tolentino Mendonça diz que o silêncio é ‘uma disciplina do coração’, um lugar de luta, de procura e de espera. Por isso, a meditação pode ser vista como uma escola de vida, de participação rotineira e regular, uma escola onde aprendo a escuta e confiança.”
O exemplo maior de qualquer cristão deve ser o Mestre Jesus. Convido-o então a fazer o seguinte exercício:
Quantas vezes a Bíblia relata que Jesus andou aos berros durante o seu ministério público?
E quantas vezes se remeteu ao silêncio, tanto face à turba (ex: caso da mulher adúltera, em João 8) como para estar a sós com o Pai?
E quantas vezes as Escrituras exortam a “meditar” em Deus e na Sua Palavra?
Ainda antes do Verbo, ainda antes de Deus chamar à existência o que não era, o Eterno estava no silêncio. Pense nisso.
Por Jose Brissos-Lino

segunda-feira, 11 de março de 2019

PERSEVERANÇA NA PERSEGUIÇÃO



Conheça a história de uma cristã perseguida de Bangladesh que usa seus talentos para abençoar e servir a comunidade

Perseverança na perseguição Louvado seja Deus pelas mãos abençoadoras de Mansuri, que geram vida
Mansuri nasceu em uma família muçulmana de Bangladesh, mas se converteu em 1996. Ela fugiu de casa para se casar com um cristão ex-muçulmano, Rahim. Através do testemunho de Rahim, toda sua família se converteu a Cristo. Quando eles se mudaram para outra região, ela se reunia com cerca de outros 20 cristãos para orar, compartilhar a ceia e aprender a palavra de Deus juntos. Mansuri chegou a batizar sete mulheres, principalmente ex-muçulmanas, pois na cultura local seria inapropriado para um homem tocar uma mulher. Após batizá-las, ela continuou discipulando essas mulheres.
A perseguição atingiu a família em seu lado mais sensível: os filhos. Eles eram insultados e zombados pelos alunos e professores da escola. Isso deixava Mansuri muito chateada e ela decidiu se posicionar por seus direitos. Ela foi conversar com o professor e diretor da escola e disse para eles: “Religião é uma questão pessoal. Temos o direito de escolher. Por que meus filhos são tratados assim?”, questionou.
Em outro episódio, a pressão partiu dos próprios familiares, que um dia se reuniram para tentar forçá-los a negar a fé e voltar ao islamismo. Mas eles se recusaram veementemente. Como vingança, a família construiu um banheiro na frente da casa deles. O problema é que em Bangladesh, situações como essa são consideradas regra, pois os muçulmanos têm o direito de menosprezar e maltratar a minoria cristã.
Multiplicando o que aprendeu
Por causa da perseguição, a família decidiu mudar-se para a capital, Daca, onde seu marido começou a fazer um seminário de três meses. Ela também queria estudar a Bíblia mais profundamente, mas eles não tinham condições financeiras para isso. Mas foi aí que ela conheceu o curso de discipulado da Portas Abertas, onde poderia estudar de graça. Assim ela fez e depois de um ano de estudos se formou. Imediatamente, Mansuri começou a multiplicar o que havia aprendido. Ela começou um grupo de discipulado com algumas famílias uma vez por semana. No total, havia dez mulheres participando do grupo, inclusive sua filha.
Mansuri também começou a visitar famílias de uma comunidade carente perto de sua casa. Ela levou seis crianças para casa, onde lhes dava um lanche e ensinava inglês, matemática etc. Não se dando por contente, há cerca de um ano ela decidiu abrir uma classe dentro da comunidade, onde ensina 18 crianças. Ela encoraja as mulheres que discipula a se envolverem em projetos sociais. Uma vez por semana elas fazem uma vigília de oração e têm visto milagres acontecerem na vida daqueles por quem oram.
Revista Portas Abertas
Na revista Portas Abertas deste mês, você vai conhecer o testemunho de outras mulheres que também têm sido agentes de transformação em sua comunidade. Apesar da perseguição que enfrentam, elas são expressão do amor de Deus. Ao receber a revista mensalmente, você fica a par de informações, histórias e pedidos de oração da Igreja Perseguida. Assine a revista e conecte-se com essa causa.
Invista na alfabetização
Em muitos países do Sudeste Asiático, os cristãos são excluídos e não têm acesso à educação. Por isso, iniciativas como a de Mansuri são tão impactantes. Com uma doação, você também pode causar um impacto positivo, ajudando cristãos perseguidos a serem alfabetizados.

Por Portas Abertas

Como ser ético em uma sociedade tão rápida e individualista?



Devemos nos voltar para os evangelhos.
Homem sozinho ao celularHomem sozinho ao celular. (Photo by Ali Yahya on Unsplash

Vivemos em uma sociedade rápida e imediatista, onde não existe tempo para as relações humanas, mas, apenas para o aqui e o agora, o que reflete a cultura do fast-food, já que tudo tem que ser rápido e para ontem, como sinaliza o sociólogo Baumann:  “O velho limite sagrado entre o horário de trabalho e o tempo pessoal desapareceu. Estamos permanentemente disponíveis, sempre no posto de trabalho”.
Portanto, este é o reflexo de uma sociedade liquida, onde tudo tem que ser diluído com muita rapidez, o que explica, o porque muitas pessoas leem pouco, conversam pouco e não tem tempo para reflectir, mas, apenas para executar.
Sendo assim, em uma sociedade cada vez mais rápida, as pessoas acabam se esquecendo do necessário e só pensam no urgente, portanto, precisamos reorganizar nossa agenda e rever nossas prioridades, já que a vida passa muito rápido, e o tempo não volta mais, e dentro do contexto da sociedade atual, é importante repensarmos a importância de um proceder ético e comunitário, como sinaliza Paul Ricoeuer: “A ética é a intenção da vida boa para si e para o outro, em instituições justas”.
Portanto, este conceito de “viver bem consigo e com o outro”, evoca, ainda, a ideia de estima e solicitude que contribuem para estabelecer o respeito entre as pessoas.
Infelizmente, vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista, onde as pessoas acabam se esquecendo do essencial e só pensam no mundo virtual e deste modo, acabamos tendo mais de “1000 amigos”, em uma rede social, mas, não sabemos, até que ponto aquelas “amizades” são saudáveis.
De acordo com o frei Leonardo Boff: “A sociedade contemporânea, chamada sociedade do conhecimento e da comunicação, está criando, contraditoriamente, cada vez mais incomunicação e solidão entre as pessoas. A Internet pode conectar-nos com milhões de pessoas sem precisarmos encontrar alguém. Pode-se comprar, pagar as contas, trabalhar, pedir comida, assistir a um filme sem falar com ninguém. Para viajar, conhecer países, visitar pinacotecas, não precisamos sair de casa. Tudo vem à nossa casa via online”.
Sendo que, vivemos o tempo da globalização, onde tudo acontece de modo muito rápido e intenso, onde ninguém tem tempo para ninguém, e diante deste quadro, precisamos fazer a seguinte pergunta: “Nossa atitude perante o próximo, tem sido marcado pela cooperação mutua ou pelo individualismo?”.
Enfim, para que possamos refletir a importância das relações humanas, devemos nos voltar para os evangelhos, onde podemos analisar as sábias palavras de: “O filho do homem, não veio para ser servido, mas, para servir” (Marcos 10:45).
Dentre muitos ensinamentos, Jesus nos deixou este importante conselho, já que diante de cada desafio, devemos imitar o exemplo de Cristo, através de nosso caráter e integridade pessoal, o que nos leva a refletir a importância de um comportamento ético e altruísta, como um modelo de vida que nos torna mais parecidos com Jesus, e nos conduz ao caminho da verdadeira espiritualidade, que irá se materializar por meio de um viver ético e cristão, centrado muito mais nos “nós” do que no “eu”, o que é resumido na oração do pai “nosso”, o que nos ensina o caminho da verdadeira espiritualidade, que se centra sempre no próximo, e nunca em nós mesmos.
Por Nuno de Ornelas

EX-MUÇULMANA DA MALÁSIA ENCONTRA MOTIVAÇÃO PARA SERVIR EM JESUS

Nora é a primeira líder cristã ex-muçulmana malaia. Casada não oficialmente com um cristão, ela optou por não ter filhos devido a restrições que a perseguição impõe
Ex-muçulmana da Malásia encontra motivação para servir em Jesus Que na igreja malaia se levantem mais mulheres como Nora, dispostas a servir apesar da perseguição (foto representativa)
A história que compartilhamos hoje vem do país que ocupa a 42ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, a Malásia. No país, a igreja oficialmente reconhecida pelo governo não pode aceitar cristãos ex-muçulmanos, o que acarretaria em perseguição para a própria igreja. A lei também não permite que se pregue o evangelho ao povo malaio. Então como aqueles que se convertem do islamismo na Malásia podem crescer na fé? Conheça a história de Nora* e veja como.
Na escola, Nora tinha aulas de religião e prática islâmica. “Mas eu nunca tive paixão por seguir o islã; desde o primário, eu não gostava dos estudos islâmicos, pois achava muito difícil”, relembra. Nora conheceu Daniel (que viria a ser seu futuro marido) no trabalho e ele a levou à igreja, onde ela começou a participar de um estudo bíblico nos fins de semana. Quando decidiu seguir Jesus, Nora sabia que essa decisão mudaria toda sua vida, mas diz: “Por Deus e com Daniel ao meu lado, estou preparada para encarar tudo. Aconteça o que acontecer, nós vamos considerar como um teste e treinamento de Deus para nossa fé”.
Como Daniel e Nora não puderam se casar na igreja oficial à qual Daniel pertencia (para um muçulmano se casar com um não muçulmano, este tem que se converter ao islã, segundo as leis da Malásia), eles foram à igreja do pastor Ishak*, que era formada por cristãos ex-muçulmanos. Mesmo assim, o pastor não aceitou fazer o casamento assim que os conheceu. Hoje ele compartilha: “Eu os mantive em oração por meses, só para testá-los. Eu perguntava a Deus se ele havia enviado aquele casal, e eles se mostraram fiéis. Toda semana estavam na igreja, nunca faltavam e participavam ativamente das programações”. Assim, depois de um ano, pastor Ishak batizou Nora, em junho de 2008, e fez o casamento dela com Daniel em dezembro do mesmo ano.
Casada, mas sem filhos
Mas Nora não pôde convidar seus pais para o casamento, pois eles não sabiam que ela havia abandonado o islã para seguir a Cristo. Eles ainda não sabem e Nora explica porque: “Eu não falo sobre minha fé não por medo, mas porque não quero perder meu relacionamento com minha família, principalmente com meus pais, que já estão ficando velhos”. Assim, o dia do casamento foi um dia de muito choro para toda a igreja, pois eles sabiam o que aquele tipo de casamento significava. Eles só casaram na igreja, mas não no civil. “Se tivéssemos filhos, eles seriam levados pelas autoridades islâmicas se descobrissem que sou uma cristã ex-muçulmana. Ter filhos é impossível para nós”, explica Nora em lágrimas, expressando profunda dor no coração.
Alguns casais cristãos optam por se converter ao islã somente para poder registrar os filhos, o que faria com que os filhos se tornassem oficialmente muçulmanos também. Mas Nora sentiu que isso não era a coisa certa a fazer. Apesar de sua luta, ela encontra esperança e força para perseverar e compartilha: “Eu fiz o discipulado na igreja por vários anos e usamos o material da Portas Abertas, Permanecendo Firme Através da Tempestade. O que eu aprendi realmente me fortaleceu. Os princípios bíblicos me dão esperança para o futuro. É difícil obedecer a todos os ensinamentos, mas eles dão esperança, e isso é o que me fortalece”.
Hoje Nora é uma das poucas líderes cristãs do sexo feminino entre o povo malaio. A igreja local é muito fraca e dispersa e não tem nenhuma instituição oficial. Aqueles que se dedicam ao ministério são poucos e a maioria pertence às igrejas oficiais, que são formadas por outros grupos étnicos. Entre os menos de dez líderes de grupos cristãos malaios, apenas três tiveram estudo teológico, que são o pastor Ishak, Nora e um outro. Eles são os precursores da igreja local malaia. A Portas Abertas apoiou Nora em seus três anos de seminário bíblico, que finalizou em 2017.
*Nomes alterados por segurança.
Pedidos de oração
  • Clame para que Deus levante mais líderes locais malaios que sejam treinados teologicamente.
  • Interceda por Nora e sua missão de discipular e servir seu próprio povo.
  • Ore por unidade e solidariedade entre as igrejas oficialmente reconhecidas e as igrejas de cristãos ex-muçulmanos.
por Portas Abertas

NA NIGÉRIA, UMA CATIVA DO BOKO HARAM ENCONTRA AMOR EM JESUS



Esther foi sequestrada pelo Boko Haram aos 16 anos, engravidou e tem uma filha que muitos chamam de “bebê do Boko Haram”
Na Nigéria, uma cativa do Boko Haram encontra amor em Jesus No aconselhamento pós-trauma, Esther desenhou a si mesma como uma mulher bonita pela primeira vez
A jovem Esther, agora com 20 anos, é de Gwoza, estado de Borno, NigériaEla foi sequestrada pelo Boko Haram em 2014 e ficou cativa por mais de três anos. Durante o tempo no cativeiro, passou por experiências traumáticas, como abuso sexual e ver pessoas serem mortas. Ela conseguiu escapar e, depois de três dias, foi encontrada por forças do exército. Mas isso não trouxe a liberdade que ela esperava, pois ela foi mantida em uma condição de “semi-prisão” até que um médico cristão conseguiu conectá-la com sua família. Em um recente evento de aconselhamento pós-trauma, pudemos ouvir Esther e entender melhor como tudo realmente aconteceu.
Como o Boko Haram estava atacando vilarejos vizinhos, os moradores de Gwoza dormiam em cavernas e só iam em casa para cozinhar. Esther estava doente e com febre. Certo dia, se sentindo um pouco melhor, decidiu ir ao vilarejo para pegar comida em casa. Mas quando chegou ao engenho, a febre começou a voltar, ela ficou com tontura e dormiu ali mesmo onde estava. “Eu sonhei que ouvia tiros em todos os lugares, mas quando abri os olhos, percebi que era real. Vi pessoas correndo. Eu mal consegui levantar e tentei fugir também, mas tropeçava toda hora, pois estava muito fraca. As balas voavam em todas as direções e quando algumas atingiram o solo na minha frente, eu me abaixei e deitei no chão”, relembra. Esther foi capturada junto com outras mulheres. Os agressores separaram as muçulmanas das cristãs e começaram a andar em direção à floresta de Sambisa.
Escrava e “esposa" do Boko Haram
Todas as mulheres foram colocadas em fila e divididas entre os homens para serem suas esposas. As que se recusassem seriam vendidas como escravas. “Eu não queria casar e achei que seria melhor ser escrava. Então me colocaram em um carro e me levaram à casa de um dos líderes do grupo para trabalhar para ele, suas quatro esposas e filhos. Eu lavava as roupas e a louça, cozinhava, fazia tudo”, relembra a jovem.
Mas as esposas do líder começaram a ficar com ciúme de Esther por ela ser jovem e bonita. A solução encontrada foi casá-la com outro líder que já tinha outras três mulheres. Devido ao abuso sexual e intimidação que enfrentava, Esther teve crises de fé e de auto aversão. Ela explica: “A cada dia que passava, eu me odiava mais e mais. Eu sentia que Deus tinha me abandonado e estava brava com Deus, mas não conseguia negá-lo. Então começava a lembrar suas promessas de nunca me deixar”.
Em 2015, os conflitos entre facções do Boko Haram se intensificaram e o “marido” de Esther, que era um dos líderes do grupo, decidiu ficar com o Estado Islâmico da Província do Oeste da África e foi para Camarões, levando suas quatro mulheres. Mas acabou sendo morto nos conflitos. As quatro mulheres, então, decidiram fugir juntas. “Caminhamos na floresta por três dias sem comida, água nem calçados. Estava chovendo e a água chegava aos nossos joelhos. Eu estava grávida de sete meses”, conta Esther.
Foi aí que foram encontradas por oficiais do exército e enviadas para um quartel em Maiduguri. Mas foi outro “inferno na terra” para Esther, pois os que escaparam ou foram resgatados eram tratados como colaboradores dos terroristas ao invés de sobreviventes. “Havia cerca de 500 mulheres em um cômodo. Eu era a única cristã, todas as outras eram ‘mulheres do Boko Haram’. Não tinha espaço para deitar, tínhamos que dormir em pé. O banheiro era imundo. E nos trancaram lá, era como uma prisão. Eu fiquei muito doente e comecei a expelir sangue pela boca, nariz e ouvidos, até que desmaiei e fui levada ao hospital do quartel”, explica. Lá havia um médico cristão que Deus usou para mudar as circunstâncias de Esther, pois pelo nome ele reconheceu que ela era cristã e ele conhecia o avô dela que morava em Maiduguri. Assim, ela foi reunida à sua família.
Volta para casa
No começo, os avós de Esther estavam felizes por tê-la de volta, mas depois as fofocas dos vizinhos fizeram com que eles mudassem de ideia. No fim, ela foi apoiada pelo avô, mas não pela avó. Ela foi ajudada pela irmã e pela igreja. Mas a comunidade em Maiduguri continuava a menosprezá-la e dizer palavras cruéis em relação ao bebê, sua filhinha Rebecca.
Desde então, Esther tem participado de aconselhamentos pós-trauma realizados pela Portas Abertas, o que a tem ajudado a lidar com sua situação. Ela diz: “Mesmo que eles zombem da minha filha, eu não sinto mais dor, porque sei que não é isso que meu bebê é”. Ao zombar de Rebecca, os vizinhos se referem a ela como “bebê do Boko Haram”. Esther também agradece porque pediu orações e conseguiu passar em seus exames finais na escola.
Apesar dos problemas que ainda enfrenta – por exemplo, quando Rebecca fica doente e não há ninguém para ajudar –, Esther se sente amada por Deus. “Eu sei que Deus me ama e não consigo descrever todas as coisas boas que ele fez por mim. Ele me ama tanto que sinto como se fosse a pessoa que Deus mais ama no mundo! Obrigada por esse programa. Se eu não tivesse participado, acho que teria sérios problemas de saúde. Não tenho palavras para agradecer. Quero que todos saibam que as mulheres daqui precisam de aconselhamento pós-trauma. E os que têm recursos podem ajudar para que muitas outras mulheres sejam ajudadas”, conclui Esther.

Por Portas Abertas

Assalto em igreja termina com criminosos arrependidos após oração




Pastor que orou por criminosos. (Foto: Reprodução / TV Ponta Negra)
Pastor que orou por criminosos    “Eu coloquei a mão sobre a cabeça dele e comecei a orar”, conta o pastor.

O jornal Notícias da Manhã RN, transmitido pela TV Ponta Negra, afiliada do SBT, reportou na última sexta-feira (7) a notícia de que um pastor foi assaltado durante um culto, mas os criminosos resolveram pedir oração e, depois, se arrependeram e devolveram os pertences roubados.
A vítima, que preferiu não se identificar, lidera uma igreja evangélica em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal (RN) e afirmou que teria visto Deus operando naquela situação.
“Eu disse a um deles: ‘Você já tem minha carteira, meu celular, deixe o culto rolar tranquilo’. Começamos a falar de Deus para ele. Ele disse que queria me fazer um pedido: ‘Ore por mim?’. Eu coloquei a mão sobre a cabeça dele e comecei a orar”, contou o pastor.
O religioso fez a oração, então o criminoso guardou sua arma e devolveu o que havia roubado do pastor. “Orei por ele e, na mesma hora, ele escondeu a arma, me entregou o celular e a carteira e disse: ‘Pastor, eu vou fazer o que o senhor está me pedindo. Eu vou para a minha casa'”, relatou.
Os assaltantes saíram da igreja sem incomodar os membros, todavia, o pastor cobra das autoridades mais segurança para o bairro, que tem sofrido com a violência.

Por Redação Gospel Prime

O PRIVILÉGIO DE CONHECER A PALAVRA DE DEUS


Neste Dia da Educação Cristã, conheça como um jovem iraniano se relaciona com a Bíblia e seu estudo
O privilégio de conhecer a palavra de Deus Akeem é um jovem iraniano que se aprofunda na leitura e estudo da palavra de Deus (foto representativa)
Akeem (pseudônimo), de 27 anos, coloca suavemente sua mão no ombro de outros participantes, e até mesmo de líderes, para orar por eles. Depois da adoração, regularmente se aproxima de outros com imagens proféticas que recebe durante a oração. “Um verdadeiro irmão spiritual” é como o líder da conferência o chama. “Eu vim a Cristo pelo meu pai. Ele foi o primeiro cristão na nossa família. Agora meu irmão, minha mãe e eu cremos em Cristo também”, compartilha. O pai deu uma recaída na fé, o que realmente preocupa o jovem, já que para ele é importante ter uma base cristã forte em casa, afinal não tem uma grande igreja para recorrer. “Ele perdeu o brilho. Por favor, ore por meu pai, como eu faço”, pediu.
O rapaz tem uma calma e paz que raramente se vê. E embora tenha muito conhecimento, você não o vê em primeiro plano durante as reuniões, a menos que seja para responder uma pergunta da Bíblia. “Eu gostaria de ter discussões teológicas profundas. Leio muito a Bíblia e vou cada vez mais profundo. Quero desenvolver minhas habilidades para a glória de Deus”, ele fala.  Não é de se surpreender que Akeem venceu o prêmio de “melhor conhecimento bíblico” no final da noite. Ele olha para o prêmio – um livro de estudo da Bíblia – como um grande tesouro, já que é difícil de encontrar esse tipo de livros de onde vem.
Ele é um líder natural, alguém em quem você gostaria de investir. Não seria uma surpresa ele se tornar um dos grandes líderes do movimento da igreja secreta no país. O programa de liderança de jovens do qual participou seleciona potenciais líderes de igrejas domésticas em um ambiente estritamente muçulmano. Durante o programa de cinco dias, os jovens recebem treinamento aprofundado da Bíblia, participam de sessões de aconselhamento pós-trauma juntos e têm momentos de oração e adoração. Também têm a chance de conversar com líderes e conselheiros individualmente. Alguns participantes são selecionados para um programa de treinamento mais intenso, mas todos são encorajados a reconhecer seu chamado e se esforçar para servir a igreja secreta com seus talentos.
Neste dia da Educação Cristã, vemos a importância de capacitar, principalmente nossas crianças e jovens no caminho em que devem andar. No caso de países onde há perseguição, isso só é possível por meio da sua ajuda e contribuição. No Brasil, temos o privilégio de ter acesso a diversos materiais sobre o assunto e liberdade para estudar e conversar sobre o tema. Que você aproveite essa oportunidade e busque cada vez mais conhecimento sobre a palavra de Deus.

Por Portas Abertas

“Não se pode negar que aconteceu um milagre”, diz atriz sobre “Superação”



Resultado de imagem para “Não se pode negar que aconteceu um milagre”, diz atriz sobre “Superação”    Longa baseado em fatos reais conta a história do jovem John Smith que vive um milagre sobrenatural

Estreia no dia 11 de abril o filme “Superação – O Milagre da Fé”, que conta a história de John Smith, um adolescente que cai em um lago gelado é declarado morto.
A mãe do jovem, Joice Smith (interpretada por Chrissy Metz) não aceita aquela situação e usa sua fé para lutar pela vida de seu filho.
“É um filme muito bonito porque não importa no que você acredita…não pode negar que aconteceu um milagre”, diz Metz que vive na pele essa história baseada em fatos reais.
A atriz comenta que o filme mostra que “cada pessoa tem uma participação na história” de milagre que a família Smith vivenciou.

“Cada pessoa é importante”, completa ela citando todos que contribuíram no resgate e na recuperação de John.
“Acho que o ponto decisivo é a certeza do amor na vida dessa família, é a crença no bem maior de todas essas pessoas que amam John”, declara.
Por Redação Gospel Prime