Bancada evangélica reage duramente à “convocação” de interferência de “povos árabes”
Após as polêmicas declarações da senadora pelo Paraná e presidente do PT Gleisi Hoffmann à rede de televisão Al Jazeera, a reação foi de espanto e indignação. No vídeo, legendado em língua árabe e divulgado nos países árabes, onde a rede tem grande penetração, ele pede apoio “na luta pela liberdade” e classifica o ex-presidente como “preso político”.
“Me dirijo ao mundo árabe através da Al Jazeera para denunciar a prisão política do ex-presidente Lula. Lula é um grande amigo do mundo árabe. Em toda a história o Brasil recebeu milhões de árabes e palestinos, mas Lula foi o único que visitou o Oriente Médio. Em seu governo, Lula promoveu em Brasília a primeira Conferência da América do Sul com o Mundo Árabe, estendendo os laços entre as regiões. Lula sempre defendeu a existência do Estado Palestino”, insistiu ela.
O deputado pastor Takayama (PSC/PR), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República contra a senadora por quebra de decoro parlamentar.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar disse que Gleisi está “incitando” a agressão ao seu próprio país.
Já o deputado Marco Feliciano (Pode/SP) durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da qual faz parte, pediu que PT se manifestasse sobre o conteúdo das declarações.
Ele lembrou que existe a Lei de Segurança Nacional (7170/83), que prevê reclusão de 3 a 15 anos para quem “entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil”.
Quem também se manifestou enfaticamente contra as declarações da senadora petista foi o deputado Victório Galli (PSL/MT), membro da bancada. Em discurso no plenário da Câmara, pediu que fosse aberto um processo no Conselho de Ética, pois Gleisi, mencionando que ela pode ter violado a Lei de Segurança Nacional
“Prisioneiros de consciência” sofrem nas prisões da República Socialista do Vietnã
O pastor Nguyen Cong Chinh sempre terá uma cicatriz em sua cabeça para lembrá-lo dos anos em que ficou preso, sendo espancado e torturado com regularidade por se “atrever” a pregar o Evangelho, contrariando o governo comunista do Vietnã.
Chinh foi preso mais de 200 vezes ao longo de três décadas, após várias acusações falsas, como “minar a solidariedade nacional” quando fez discursos defendendo os direitos humanos e a liberdade religiosa. Graças à pressão da comunidade internacional, o pastor que fundou a Sociedade Evangélica do Povo do Vietnã foi libertado no ano passado e obrigado a sair do país junto com sua família.
Eles agora vivem nos Estados Unidos e vem dando testemunhos em várias igrejas sobre suas terríveis experiências e denunciando as prisões ilegais de 170 outros “prisioneiros de consciência” na República Socialista do Vietnã.
Falando em um evento sobre liberdade religiosa internacional, Chinh explicou que “o governo vietnamita tem uma política de perseguir alguns para assim intimidar muitos”. Segundo revelou, somente nas últimas duas semanas, os tribunais vietnamitas condenaram nove defensores dos direitos humanos a um total de 83 anos de prisão.
“Nas prisões do Vietnã, os prisioneiros de consciência se saem pior do que os criminosos comuns”, alertou. “Eles estão sujeitos a várias medidas, como confinamento solitário, impureza na água, falta de comida, falta de acesso a cuidados médicos, acesso negado a suas famílias e são proibidos de outras atividades com outros detentos”.
“Desde 2000, 127 prisioneiros cristãos morreram por causa da tortura ou da contaminação de comida ou água”, acrescentou. Ele próprio enfrentou isso, quando recebia comida misturada com vidro quebrado e chumbo. A água que ele tinha para beber cheirava a inseticida. Num dos períodos que esteve preso, o pastor fez uma greve de fome, mas que teve pouco resultado.
Felizmente para Chinh, ele não morreu como resultado de maus-tratos dentro das prisões vietnamitas. No entanto, sabe muito bem como é ser espancado brutalmente por funcionários do governo e passar cerca de um mês trancado em confinamento solitário, onde sua saúde se deteriorou rapidamente.
“Os guardas batem muito, a ponto de muitos dos prisioneiros cristãos ficarem doentes, machucados, incapacitados e alguns deles até morreram”,disse ele ao The Christian Post após a cúpula, acrescentando que há muitas formas diferentes de espancamento.
Além da violência direta, os funcionários da prisão também usam presos violentos como “ferramentas” para punir os “prisioneiros de consciência”, como são chamados os cristãos e opositores do sistema.
“Se algum de nós é espancado até a morte, os guardas da prisão dizem: ‘Esta é apenas uma briga entre os prisioneiros. Não fomos nós'”, revela Chinh.
Prisioneiros de consciência
As autoridades submeteram o pastor a vários tipos de tortura psicológica, incluindo mentir que sua esposa, Tran Thi Hong, havia sido infiel enquanto ele estava na prisão. Em 2016, ela foi presa e torturada depois que denunciou à comunidade internacional as violações dos direitos humanos de seu marido.
No final do evento, Chinh revelou que a última vez que foi condenado à prisão, em 2011, estava tentando investigar a morte de líderes cristãos que ele acreditava terem sido “torturados até a morte”.
“Gostaria que as nações livres aumentassem a pressão diplomática e usar de sanções para pressionar Hanói a libertar todos os prisioneiros de consciência”, declarou Chinh durante a cúpula.
O Vietnã ocupa o 18º lugar no ranking mundo de perseguição de cristãos, de acordo com a Portas Abertas.
Igreja cubana precisa de apoio para recuperar-se e ganhar novo ânimo
O regime comunista persegue a Igreja (Foto representativa por razões de segurança)
A igreja cubana cresceu sob grande opressão do regime comunista. Apesar de o governo alegar que autoriza a presença de igrejas, a realidade é bem diferente. A construção de igrejas só é permitida após autorizações do governo, que nunca acontecem. Os cultos são vigiados, principalmente no interior do país, e as Bíblias e os materiais cristãos são proibidos de ser impressos.
Hoje, a igreja carece de desenvolvimento e apoio a líderes cristãos. O encorajamento vindo de igrejas de outras partes do mundo são apreciados e dão novo ânimo para os cubanos enfrentarem os desafios.
Além disso, o país ainda enfrenta os danos causados pelo furacão Irma, que devastou parte do país em setembro do ano passado. Além da falta de recursos, o impedimento do governo torna ainda mais difícil as igrejas a voltarem a suas atividades e serem reconstruídas. Um projeto da Portas Abertas tem o objetivo de ajudar nessa reconstrução, mas ainda há muito a ser feito.
Pedidos de Oração
Coloque diante de Deus a nação cubana e seu governo, para que conheçam a Cristo e temam ao Senhor.
Ore pelos cristãos que enfrentam dificuldades para crescer na fé por falta de Bíblias e materiais cristãos. Que Deus use seus servos para alcançar os cubanos com sua palavra.
Interceda por recursos financeiros e humanos para a reconstrução das igrejas e comunidades atingidas pelo furacão Irma no final de 2017.
Depois de sobreviverem a um pouso de emergência no Aeroporto Internacional da Filadélfia, passageiros relataram os momentos de pânico no avião.
Milhares de metros acima da terra, os passageiros do Boeing 737-700 apertaram as mãos de estranhos e oraram juntos, se preparando para a morte.
Momentos antes da explosão do motor da aeronave da companhia Southwest Airlines na manhã de terça-feira (17), os passageiros estavam assistindo filmes, brincando com jogos e fazendo leitura de livros religiosos.
No entanto, o voo que saía de Nova York a caminho de Dallas, sofreu um forte estrondo que provocou caos entre os 144 passageiros e cinco tripulantes a bordo.
O motor esquerdo do avião explodiu e uma rajada de estilhaços estourou uma janela, sugando parcialmente um passageiro. Máscaras de oxigênio caíram e a aeronave desceu milhares de metros em um minuto.
“Peguei a mão da minha esposa e comecei a orar: ‘Querido Jesus, envie seus anjos. Apenas nos salve disso’”, disse Timothy Bourman, de 36 anos, um pastor que estava a caminho de um retiro numa igreja em San Antonio, no Texas. “Eu achei que fosse caso perdido”.
Com apenas um motor funcionando, Tammie Jo Shults, piloto veterana da Marinha dos EUA, transmitiu a situação com calma os controladores de tráfego aéreo do Aeroporto Internacional da Filadélfia. Enquanto isso, os passageiros colocavam as máscaras de oxigênio e tentavam acessar a internet para enviar uma última mensagem às famílias.
O pastor Bourman não conseguiu colocar sua máscara e chegou à conclusão de que isso não poderia salvá-lo da queda do avião. Em vez disso, ele começou a orar enquanto sua esposa, Amanda, conectava seu telefone ao Wi-Fi do avião.
Eles mandaram mensagens ao pai de Bourman e um recado para as três filhas do casal de 6, 4 e 2 anos: “Ore. O avião explodiu um motor. Nós vamos tentar pousar. Diga às meninas que as amamos e que Jesus está sempre com elas”.
Pastor Timothy Bourman com a piloto Tammie Jo Shults após um pouso de emergência na
Filadélfia. (Foto: Amanda Bourman)
Do outro lado da janela, Sheri Sears, 43 anos, pensou em sua filha de 11 anos, Tyley. Nesse momento, ela fez uma oração clamando a Deus por misericórdia: “Se esta é a sua vontade, Deus, por favor, me deixe partir rapidamente. Não me deixe sofrer”.
Pelo intercomunicador, a tripulação disse aos passageiros que baixassem a cabeça e se preparassem para o pouso. O avião aterrissou suavemente por volta das 11h20. Com gritos e aplausos, os passageiros pegaram seus celulares para enviar mensagens de texto e ligar para suas famílias para informar que estavam bem.
Enquanto todos os passageiros passaram a considerar a piloto Shults como uma heroína, pessoas próximas a ela afirmam que sua fé em Deus a ajudou a aterrissar aquele avião.
“Temos um Senhor que transcende nossas provações diárias. Deus tem o crédito”, disse Cindy Foster, que passou a ser amiga de Shults na Universidade MidAmerica Nazarene.
“Eu acho que sua forte fé cristã, combinada com sua tenacidade e persistência, a manteve calma diante de uma situação aterrorizante”.
“Todo mundo está falando sobre Tammie Jo e como ela manteve a calma em meio à crise. Essa é a Tammie Jo”, disse Rachel Russo, que frequenta a mesma igreja que a piloto.
Após esforços governamentais para legalizar igrejas, extremistas atacam comunidades cristãs
O primeiro-ministro do Egito, Sherif Ismail, pediu que o processo de legalização de igrejas não licenciadas seja "acelerado" após a concessão de um segundo lote de oficialização de igrejas nesta semana. O governo legalizou 219 igrejas e edifícios afiliados a igrejas este ano, mas outras 3.511 permanecem na lista de espera.
As igrejas foram construídas sem licença, pois era “quase impossível” construir ou restaurar uma igreja até que a Lei para Construir e Restaurar Igrejas foi aprovada em setembro de 2016. A demanda por igrejas oficiais é uma resposta para congregações em crescimento e para a má condição das igrejas existentes, de acordo com o site de notícias Watani.
Os últimos números publicados pelo site cristão Operation World mostram que o número de cristãos na população está crescendo, especialmente dentro da igreja evangélica, que mostra um crescimento anual de 4,6%.
"NÃO QUEREMOS UMA IGREJA NA NOSSA ALDEIA"
Mas o crescimento dos cristãos no Egito não tem sido popular, com várias igrejas que pediram licenças sendo atacadas por extremistas muçulmanos. Igrejas foram atacadas no dia 14 de abril, no mesmo dia da visita do Comitê de Autoridade Predial que foi inspecionar um prédio em preparação para legalizar a condição de uma igreja.
Fontes locais disseram a Portas Abertas que as autoridades muçulmanas tinham ouvido falar sobre a inspeção matinal e depois, por volta das 19h, atacaram a igreja e algumas casas de cristãos próximas. Alguns cristãos ficaram feridos e ouviram ataques verbais como: “Não queremos uma igreja na nossa aldeia” e “Allahu akbar”, que significa “Alá é o maior”.
Pedidos de Oração
Ore por proteção aos cristãos que estão conseguindo avanços em seus direitos, para que os extremistas recuem nos ataques.
Agradeça a Deus pela iniciativa em apoiar os cristãos nesse projeto de legalização e restauração das igrejas que necessitam de ajuda.
Interceda para que Deus levante profissionais e voluntários para ajudar nessa reconstrução, seja de forma profissional, como advogados e conselheiros, como pessoas que possam ajudar nas construções com seus talentos manuais.
Após o reconhecimento do Estado de Israel em 1948, pouco tempo depois do holocausto vivenciado pelos judeus nas mãos dos nazistas comandados por Adolf Hitler, a nação israelita iniciou um processo de crescimento econômico, militar, de fortalecimento cultural e tecnológico nunca antes visto na história do povo hebreu, se mantendo até hoje como um país de primeiro mundo e uma das regiões mais ricas do planeta com apenas 70 anos de reconstrução.
Estes sinais são interpretados por muitos teólogos cristãos e rabinos judeus como evidências do cumprimento das profecias bíblicas acerca dos últimos dias. É o que defende uma das maiores autoridades brasileiras em Arqueologia Bíblica e em Hebraico Bíblico, naturalizado israelita, autor de vários artigos e livros sobre temas judaicos, Miguel Nicolaevsky.
Para Miguel, o fato de Israel ser um país minúsculo se comparado aos seus vizinhos e rivais, como o Irã, a Turquia e a Arábia Saudita, e mesmo assim conseguir manter a sua soberania geográfica, cultural, econômica e tecnológica, só pode ser explicado por intervenção divina:
“O país é atacado todos os dias, por muitos inimigos. Existem ataques que nem chegam na mídia internacional, ataques internos como a imprensa de esquerda que rejeita a base espiritual da nação. Rejeita o direito do Povo Judeu de soberania na terra. Existem até organizações chamadas judaicas que apregoam boicotes contra o Estado de Israel. Em primeiro lugar, creio que o país e o governo se mantém de pé por interferência divina. Mesmo que o governo seja laico, algo maravilhoso no plano espiritual está ocorrendo”, disse ele.
A interferência divina, nesse caso, além de manter o povo judeu, possui o propósito de anunciar a segunda vinda de Jesus Cristo através das profecias bíblicas associadas à Terra Santa: “Eu chamo isso de o ‘florescer da figueira’ conforme podemos ler em Lucas 21:29-32”, disse o especialista, se referindo a passagem bíblica que diz:
“Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra.”
Para o arqueólogo, o aniversário de 70 anos, a prosperidade de Israel em diversas áreas e o testemunho do evangelho cristão ao povo judeu representam “os frutos bons descritos por Jesus, do meio do Povo de Israel”, disse ele em uma entrevista para o portal Guiame, afirmando que isso “é sinal de que esta é a última geração até que tudo se cumpra”.
Não há um padrão bíblico sobre o ‘tamanho ideal’, explica Hershael York
Lakewood Church
Um professor de teologia do Seminário Teológico Batista do Sul, um dos mais importantes dos Estados Unidos, decidiu abordar uma questão bastante debatida no meio acadêmico. Embora haja muitas críticas sobre as megaigrejas não serem bíblicas, ele acredita que o tamanho não afeta os princípios fundamentais que toda igreja precisa seguir.
“A verdadeira questão é a da obediência. A primeira pergunta deveria ser: a igreja segue o padrão do Novo Testamento? Estamos fazendo o que Cristo nos entregou como tarefa principal? Isso é algo não negociável, mas o tamanho não é um fator determinante” explica o teólogo Hershael York, professor de Pregação Cristã no Seminário do Sul.
Para ele, essa questão não é abordada claramente no Novo Testamento. “Não temos uma instrução clara sobre quando chegarmos a um certo tamanho precisamos dividir, tampouco é dito que uma igreja pequena é ineficaz. Somos instruídos a sermos fiéis, especificamente à Grande Comissão”, insiste.
York tem convicção de que as Escrituras nunca falam do tamanho como algum tipo de padrão e lembrou da história da primeira igreja formada em Jerusalém. “No dia de Pentecostes, sabemos que eram 120 se reunindo no Cenáculo. Mas no final daquele dia já haviam crescido consideravelmente”, disse ele, citando o versículo 41. “Graças ao Espírito Santo, naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.
O professor de teologia afirma que muitos estudiosos calculam que a igreja de Jerusalém nos primeiros anos do cristianismo poderia ter até 50.000 pessoas. Por causa da perseguição ela foi se dividindo e os cristãos forçados a se reunir em outros locais.
“Eu não acho que você poderia dizer que uma igreja é ‘mais bíblica’ por ser pequena, ou ‘mais bíblica’ porque é grande. Nenhum desses modelos é antibíblico”, continuou York.
O professor acredita que a grande questão aqui é obediência e eficácia. Conforme destaca, as questões deveriam ser: “A igreja é obediente ao que Deus nos deu? Eles são fiéis à Grande Comissão – estão fazendo discípulos, batizando-os e ensinando-os a observar todas as coisas que Ele ordenou? Eles estão se multiplicando, plantando outras igrejas?”.
As igrejas que por algum motivo permanecem sempre pequenas também sofrem um desgaste. “O desafio das pequenas igrejas é a ‘koinonite’. Elas geram muita proximidade entre os membros, mas talvez sentem que não precisam de mais ninguém ou que não querem estragar essa dinâmica”, alertou.
Via de regra, as igrejas pequenas podem ficar com medo de pessoas “que não se parecem conosco, pensam como nós ou se vestem como nós”, e acabam não sendo tão receptivas às pessoas de fora.
Ao mesmo tempo, as igrejas muito grandes precisam se organizar para maximizar seu impacto na vida das pessoas, e torná-las comprometidas, responsáveis e capazes de ministrar a outros.
“Os líderes e líderes da igreja precisam se perguntar: Estamos sendo fiéis ao que Deus nos deu para fazer? Às vezes você pode ser mais fiel crescendo, testemunhando e vendo cada vez mais pessoas chegando à igreja. Em outras ocasiões, você precisa se dividir para não perder a essência”, sugere York.
“Igrejas satélites”
A concepção de megaigreja varia muito de país para país. Nos Estados Unidos, congregações com mais de dois mil membros já são consideradas “mega”. Nos últimos anos, algumas igrejas que ultrapassam os 10 mil começaram a se dividir em grupos menores, em diferentes pontos da cidade ou em cidades vizinhas, usando o nome de “igrejas satélites” ou “campus”.
Beneficiando-se da tecnologia, criaram um sistema que permite a transmissão dos cultos via internet em telões, para que todos os membros possam acompanhar a pregação em tempo real. Diferentemente do que fariam se vissem pelo Youtube, por exemplo, estão ao lado de outros fiéis e podem participar ao longo da semana de grupos menores, tipo ‘células’, onde discutem o tema do sermão.
Vários estudos já foram realizados sobre a eficácia das megaigrejas. Um deles, foi publicado em fevereiro de 2016 na revista ‘Socius’, da American Sociological Association. Ele mostra como os membros das grandes igrejas costumam se envolver menos que o das congregações menores.
A pesquisa encontrou “uma relação negativa entre o tamanho e a probabilidade de comparecimento tanto de evangélicos quanto de católicos em igrejas com mais de 500 membros”. Disse ainda que as descobertas apoiam a teoria de que “a coesão do grupo está no ‘cerne’ da relação entre tamanho e participação nessas igrejas”. Com informações Christian Post