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sábado, 8 de julho de 2017

Ética e moral: o que pode ou não pode fazer?



Resultado de imagem para Ética e moral: o que pode ou não pode fazer?      O ser humano precisa ser moral, ou seja, viver sua humanidade verdadeira e autêntica, que é ser a imagem e semelhança de Deus.

Diante de tantas análises e estudos a respeito do tema, faremos uma sucinta diferenciação entre ética e moral. De início, diremos que “moralidade” é o que vivemos, enquanto “ética” é o que estudamos.
Precisamente como área de interesse acadêmico, a ética pode ser definida como estudo da moralidade, uma pesquisa ponderada do que é moralmente apropriado fazer. Já a moralidade, no sentido de práticas de ações moralmente boas e apropriadas, é a rotina que concretiza nossos esforços para ser cada vez mais verdadeiro e plenamente humanos, e viver deste modo.
Podemos enunciar a seguinte questão: Precisamos viver moralmente bem, fazer o certo; mas o que é moralmente bom? O que pode ou não pode fazer? Então, para responder a questão do nosso dilema na prática, de nosso desafio moral, vamos estudar, sistematizar, refletir sobre essa questão. Este estudo, de modo sistêmico, chamamos de ética.
Para determinarmos o que é certo ou errado temos que partir de um critério. E o que define para nós o que é certo ou errado? A primeiro momento como bons cristão responderíamos “a Bíblia”. Mas, a ética é um assunto que pertence a cristãos e não cristãos, é um tema universal, e sua base para estudo não parte “diretamente” de nosso texto Sagrado. Além disso, no meio evangélico, existem tantas discrepâncias nas interpretações bíblicas, tantas opiniões e comentários diferentes do que pode ou não pode, que confirmam o dilema moral de qualquer cristão, porque ele mesmo tendo uma Bíblia, sempre se confronta com as perguntas: “o que pode ou não fazer? O que é certo ou errado?”
O critério que a ética utiliza para saber o que é certo ou errado é seu próprio objeto de estudo, o ser humano. No ponto de vista da moralidade é nossa humanidade verdadeira e autêntica que serve de ponto de referência para o que é bom em nossas relações humanas. Em outras palavras, viver imoralmente é empenhar-se em um processo de verdadeira profanação de si mesmo, frustração e, no fim autodestruição. O que é imoral? É a decisão de viver de maneira desumana ou falsamente humana.
Podemos concluir até aqui que a ética é um campo de estudo que procura guiar nossos esforços para levar uma vida moral boa. E o que é uma moral boa? O que é o certo a se fazer? É uma vida que reflita o verdadeiro significado da humanidade.
O cristão também deseja saber o significado de sua própria humanidade, e para isso, ele se fundamenta nos valores básicos da tradição judeo-cristã. Isso é o que chamamos de ética cristã, uma tentativa de expressar de forma sistemática e consistente o que Jesus faria em nosso lugar, para que possamos saber o que é certo ou errado.
Como verdadeiro divino e humano, Cristo é o melhor indício que temos do caráter de Deus e também do significado pleno da humanidade. Então, se a ética quer saber o que é próprio do ser humano para definir o que é certo ou errado, a ética cristã demonstra Cristo como modelo do que é próprio do ser humano, do que é bom ou não para ele.
A revelação da vida e do amor de Jesus serve efetivamente para expor nossas raízes e nos lembrar que nosso verdadeiro destino nasce em nossos princípios, já que como cristãos afirmamos que não só os seres humanos são formados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), mas também que Deus é amor (1Jo 4.8). Não é atoa que quando perguntaram a Jesus no que se resume a lei (em outras palavras: o que se pode ou não fazer?), ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a sua força. E amarás o teu próximo como a ti mesmo (cf. Mc 12.29-31; Mt 22.37-40).
O que um cristão pode fazer? Amar. E o que ele não pode fazer? Deixar de amar. Se Jesus é o nosso referencial, a chave dos questionamentos éticos foram revelados em sua encarnação. É certo para o ser humano amar, não fazer isso é imoral. Ora, um exemplo simples que ateste esse fato é os valores universais que percorrem toda a humanidade. Por exemplo, as pessoas acreditam que não se pode roubar, isso é errado. Tirar do outro o que ele tenha, e principalmente roubar de alguém que tenha pouco é um absurdo! Quem comete tal crime? Aquele que não tem amor, o qual não consegue olhar o outro com misericórdia ou respeitar o que é do outro.
O que é moral sempre tem relação com o amor e o que é imoral sempre tem relação com o egoísmo. O que rouba, o faz por egoísmo, assim como aquele que dá ao que necessita o faz por amor (é bem verdade que alguém pode dar algo para outro pensando em seu próprio egoísmo, como busca de status).
Diante da pergunta “o que pode ou não fazer?” A resposta pode ser encontrada na ética cristã, que num olhar para Jesus, vê o resumo do manual de regras no amor. Isso significa que não adianta um código de leis do que se pode ou não realizar, isso é pouco. Pois, dizer que você deve fazer caridade não significa tudo, porque ao fazer a caridade sem amor, nada vale. Do mesmo modo, dizer que você não pode adulterar, quando você não dá valor na pessoa que está do seu lado e vive na sua mente pensando no adultério, o que dignifica sua omissão sem amor? O mal já está presente.
O ser humano precisa ser moral, ou seja, viver sua humanidade verdadeira e autêntica, que é ser a imagem e semelhança de Deus. A ética estuda e sistematiza o que moral, para que nas nossas relações com o mundo possamos fazer o certo. Para a ética cristã, pela revelação de Jesus Cristo, que restaura nossa humanidade, o certo a se fazer está baseado no Amor. Por isso, defini que ser imoral é viver de forma desumana ou falsamente humana. Ou seja, viver sem amor é desumano, e fazer coisas fingindo que ama, também é imoral.

Victor Santos

Victor dos Santos, mora em Santo André-SP. Blogueiro (Vida ao Inverso). Bacharel em Teologia pela Universidade da Bíblia, graduado em Logística pela Uniban e estudante da PUC SP.

MK disponibiliza discos remasterizados nas plataformas digitais



Resultado de imagem para MK disponibiliza discos remasterizados nas plataformas digitais    Gravadora tem quase todo o catálogo completo, exceção está nos discos relacionados ao Catedral

A gravadora carioca MK Music concluiu, em 2017, a inclusão de quase todo o seu catálogo lançado durante 30 anos, nas plataformas digitais. A empresa, que realizava o processo desde 2011, editou recentemente alguns dos últimos discos que faltavam chegar ao streaming.
Os álbuns são predominantemente obras lançadas nos primeiros anos de existência da gravadora e que foram distribuídos em vinil e fita cassete. Entre eles, está o disco 3, da banda Complexo J. O projeto, que chegou a figurar na 13ª posição na lista dos maiores álbuns da história da música cristã publicada pelo Super Gospel, é um deles.
3, em especial, foi lançado originalmente de forma independente em 1991. Quando a banda assinou com a gravadora, o disco foi relançado em 1992 e, depois de mais de 25 anos de lançamento, é considerado um dos projetos mais ambiciosos lançados pela empresa carioca nos seus primeiros anos.
Além do Complexo J, que se fez presente também com Riqueza de Sons (1994), a gravadora disponibilizou todos os álbuns do cantor João Marcos, como Universo de Emoção e Canto Livre. Dentre os projetos, o mais popular é o primeiro disco de Carlinhos Felix pela gravadora – Basta Querer (1993), cuja faixa-título é um dos maiores sucessos evangélicos da década de 1990.
Por fim, a distribuição também se deu em nomes pouco conhecidos, que tiveram passagens rápidas pela gravadora. É o caso de Maurizete Catarina, com o disco Luminosidade (1994) e Edilson Maia, com o álbum Tanto Te Procurava (1993), ambos produzidos pelo cantor e tecladista Pedro Braconnot, do Rebanhão. Além disso, também pode ser ouvido Herança (1993), de Elaine de Carvalho.
Catedral
A única exceção é, justamente, uma das contratações de maior sucesso da gravadora. O Catedral, que lançou vários discos pela gravadora entre os anos de 1994 e 1998, está disponível apenas com o álbum A Revolução (1998), disponível nos canais de streaming desde 2015. Os discos do vocalista Kim e o Duo Project também não foram disponibilizados.
A relação da banda Catedral com a gravadora MK Music se tornou negativa desde 2001, quando a empresa decidiu, com um anúncio público, parar com a distribuição de seus discos pela polêmica reportagem publicada pelo extinto portal Usina do Som. Em 2010, o grupo carioca venceu na justiça um processo milionário contra a gravadora.
por Tiago Abreu

Ore por uma aldeia queniana que está sendo atacada



Uma delegacia, uma torre de comunicação e uma escola de não-muçulmanos já foram atingidos


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Alguns homens suspeitos de fazer parte do grupo extremista islâmico Al-Shabaab estão atacando a área de Pandanguo, que fica na cidade de Lamu, cerca de 200 km ao norte de Mombaça, próximo da Somália. De acordo com relatórios, os ataques começaram na manhã de ontem, primeiro a uma delegacia e eles também atingiram uma torre de comunicação.
Segundo fontes locais, porém, os disparos já começaram a ser ouvidos a partir do dia 11 (terça) às 23hs. Eles também atacaram uma escola (de estudantes não-muçulmanos). Até o momento, não se sabe se há vítimas entre os civis. “Eles estão muito bem armados e até tentaram derrubar um helicóptero militar que estava rastreando seus movimentos terrestres. O exército já cercou a aldeia de Pandanguo e está se movimentando lentamente”, disse uma fonte que não foi identificada por motivos de segurança.
“Agora nossa oração é para que as pessoas não sejam capturadas por eles durante os ataques, como já vimos acontecer anteriormente. Oramos pela segurança de todos os estudantes e que eles possam voltar para suas casas. A situação alarmou também os moradores de Mpeketoni. O Al-Shabaab está tentando estabelecer um estado islâmico na Somália e nas imediações. Espero que as forças de segurança nessa área possam controlar a situação. Precisamos de orações, urgente, por favor, intercedam por nós”, pediu a fonte.

por Portas Abertas

“Vivi o que preguei”, diz pastor preso pelo evangelho



Resultado de imagem para “Vivi o que preguei”, diz pastor preso pelo evangelho   Alonso compartilhou sua fé com comunidades


A história do pastor Alonso, do México, foi divulgada pela missão Portas Abertas. O líder, que chegou a ser preso por compartilhar sua fé, contou sua trajetória como cristão que, atualmente, completa 15 anos.
De acordo com seu depoimento, seu primeiro contato com a fé cristã se deu há 15 anos, no ano de 2002, quando conheceu um grupo musical que se apresentou em um local próximo à sua comunidade.
“Até aquele momento, eu estava muito envolvido com as tradições religiosas, mas eu não gastava tempo lendo a Palavra de Deus. Quando resolvi ler a Bíblia, eu percebi que não estava vivendo de acordo com as Escrituras, então eu decidi mudar e entregar a minha vida a Cristo”, afirmou.
Os anos seguintes se seguiram com entusiasmo por parte de Alonso, que contou tudo o que sabia com familiares, vizinhos, amigos e demais pessoas que viviam em sua comunidade. O auge de seu êxito se deu em 2011, quando construiu um templo, fruto de várias conversões.
No entanto, a fé a e as ações do pastor começaram a incomodar indivíduos da comunidade e autoridades locais. No ano de 2013, Alonso foi tirado à força de sua residência por um grupo formado por quase 400 pessoas. Além disso, foi espancado e ficou preso por três dias. A igreja também sofreu com as ações: Foi destruída e, também bens materiais e gado do pastor foram levados.
“No momento em que eles começaram a me bater, o Espírito Santo me fez lembrar da Palavra de Deus. Eu pensei em Estêvão e como ele viu a glória de Deus, quando estava sendo acusado e insultado. Eu também pensei em Jesus”, relembrou.
“Até aquele momento, eu nunca pensei que eu poderia viver o que eu havia pregado. Mas Deus me mostrou que não se trata de pregar e falar sobre o Evangelho, mas sobre viver colocá o Evangelho em prática”, afirmou.
Ele disse que, durante o momento, não se sentiu só. “Eu louvo ao Senhor porque sei que Ele estava comigo o tempo todo. Eu senti claramente a mão de Deus tocando minhas feridas e removendo toda a dor. Quando eu estava na prisão, sua presença era real e forte demais. Senti as orações da igreja naquele lugar”.
Depois dos três dias de prisão, um representante de Assuntos Religiosos do México negociou a liberdade de Alonso. O pastor foi obrigado a assinar uma declaração que visava expressar que deveria deixar sua comunidade.
Por isso, ele e seus familiares se mudaram para uma cidade localizada nos arredores da capital de Oaxaca. Mesmo assim, ele comemora o fato de estar livre e vivo para poder expressar sua crença em um novo lugar.
por Tiago Abreu

Mulher abandona crack com a ajuda do evangelho



Resultado de imagem para Mulher abandona crack com a ajuda do evangelho     Raquel, hoje, vive com o filho e está empregada

A Missões Mundiais divulgou uma história de final feliz. Raquel, 43, já foi uma usuária de drogas e, hoje, vive uma rotina totalmente diferente da situação crítica de seu passado como viciada.
De acordo com as informações divulgadas, a mulher teve uma infância difícil e perdeu a mãe durante a adolescência. Por fim, conheceu o crack aos 22 anos e, embora não tivesse experimentado outras drogas psicoativas, acabou por se viciar com a influência dos amigos.
Depois do seu contato com o crack, Raquel teve três filhos, no entanto, perdeu a guarda dos dois. A situação piorou em sua vida, quando morou nas ruas com o filho caçula. Na época, chegou a sofrer abuso sexual e psicológico e teve risco de morte.
A vida de Raquel começou a mudar no ano de 2013, quando com 29 kg e residindo numa casa abandonada, Raquel pediu ajuda a uma vizinha, que a conduziu à Cristolândia. Depois, a vida da mulher começou a mudar, com o tratamento feito na Casa Rosa, em São Paulo.
Anos depois, Raquel mora com o filho caçula e trabalha.
por Tiago Abreu

quinta-feira, 6 de julho de 2017

360 WayUp completa dois anos e impulsiona cinema cristão



Resultado de imagem para 360 WayUp completa dois anos e impulsiona cinema cristão    Empresa é uma das maiores distribuidoras de filmes cristãos no Brasil

A 360 WayUp, empresa que, recentemente, ficou responsável pela comunicação no cenário evangélico do filme A Cabana, sucesso de bilheteria no Brasil, está completando dois anos de atividade.
Com sede na Barra da Tijuca, bairro da cidade do Rio de Janeiro, a empresa surgiu em junho de 2015 com a intenção de viabilizar, produzir, distribuir e comunicar produções cristãs.
A empresa soma alguns trabalhos no curto espaço de tempo. Além de A Cabana, títulos como Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, Ben-Hur, Para Sempre e Papa Francisco. As produções, juntas, levaram cerca de 8 milhões de pessoas a cinemas de todo o Brasil.
“A empresa é um sonho que Deus colocou no meu coração e creio que ainda faremos muito mais. Esse ano é de crescimento e por isso, temos trabalhado muito! Queremos ver mais e mais filmes nos cinemas, nos lares e nas igrejas das pessoas”, afirma Ygor Siqueira, fundador da organização.
A 360 WayUp, atualmente, trabalha seu catálogo em um formato o qual é chamado de Cine Church. Por meio dele, igrejas podem exibir filmes de forma legalizada, promover maior interação entre os membros e divulgar as produções culturais do meio. Além disso, também distribui obras digitalmente e em formato DVD.
“Queremos que as igrejas entendem esse método de exibição. Todos os filmes que distribuímos podem ser assistidos na igreja mediante a uma licença, que de qualquer outra forma, é ilegal. Nossa intenção é promover junto à igreja um evento onde todos poderão convidar amigos, familiares e pessoas que precisam ser tocadas pela mensagem da cruz”, afirmou Ygor.
por Tiago Abreu

Erdogan “desapropria” 50 igrejas, que devem virar mesquitas




Resultado de imagem para Erdogan “desapropria” 50 igrejas, que devem virar mesquitas   Líder islâmico turco usa poder político para perseguir cristãos

Os cristãos turcos estão enfrentando perseguições crescentes desde que o presidente Recep Tayyip Erdogan assumiu seu papel de líder islâmico. A nova determinação assinada por ele é o confisco de 50 igrejas siríacas, incluindo o mosteiro de Mor Gabriel, um dos mais antigos centros religiosos do mundo, datado do século IV.
O siríaco é um dialeto do aramaico, muito utilizado durante o primeiro milênio em todo o Oriente Médio e a Ásia. As igrejas siríacas são cristãs, ligadas à tradição ortodoxa.
A decisão de desapropriação, assinada por Erdogan, foi levada a cabo pela Direção Turca de Assuntos Religiosos (Diyanet), e ocorreu na província de Mardin.
Segundo a imprensa do país, o governador de Mardin foi obrigado a transferir as igrejas, mosteiros, cemitérios e outros ativos da comunidade siríaca para o tesouro nacional da Turquia, que por sua vez transferiu a propriedade para o Diyanet.
A Fundação que administra o Mor Gabriel, construção com 1600 anos de idade, tentou recursos jurídicos para interromper a transferência dos registros de escrituras dos locais de adoração cristã.
Desde que o referendo nacional concedeu um poder quase absoluto sobre a Turquia, Erdogan tem avançado sobre os direitos religiosos de todas as minorias do país. No ano passado, foram desapropriadas seis igrejas (católicas, protestantes e ortodoxas), em Diyarbakir. Uma delas tinha cerca de 1.700 anos.
“O governo não assumiu essas propriedades para protegê-las”, reclama Ahmet Guvener, pastor da Igreja Protestante de Diyarbakir. “Fizeram isso para fechá-las”.
Em abril deste ano, o presidente turco transformou em mesquita a Hagia Sophia – ou Santa Sofia – que no século 6 era um dos mais importantes locais de culto cristão do mundo. Há temores que ele faça o mesmo com todos os templos cristãos do país. Com informações de CBN
 Por Jarbas Aragão

Depoimentos importantes de Meriam Ibrahim



A cristã sudanesa que chegou a ser condenada à morte por causa da fé dá uma importante entrevista no Parlamento Europeu

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Recentemente, informamos que Meriam Ibrahim, a cristã sudanesa condenada à morte por apostasia e libertada após intensa pressão internacional, esteve no Parlamento Europeu falando sobre liberdade religiosa. Durante uma entrevista ela deu vários depoimentos importantes e que envolvem a Igreja Perseguida de uma forma geral. Compartilhamos abaixo alguns pontos principais da entrevista:
“Sua história comoveu o mundo porque, na ocasião em que foi presa, você era mãe, médica e ainda estava grávida do seu segundo filho. Em algum momento você pensou em renunciar a sua fé em Cristo?
Eu e meu marido entendemos que estamos ‘em guerra’ e que devemos continuar lutando. Nós não pensamos em desistir jamais, nós temos que continuar. O que nós cristãos vimos na prisão, no tribunal e em todos os demais lugares, precisa ser falado, a igreja precisa ‘de uma voz’. Há muitas pessoas nas mesmas condições.
Se por acaso eu desistisse, eu teria que afirmar o seguinte: ‘Ok, eu sou muçulmana e devo seguir o islã’. E se eu e Daniel quisermos continuar com nosso casamento, ele também terá que se converter ao islã. Então o que aconteceria? Ambos receberíamos as cem chicotadas por que fomos acusados de adultério. Na época, eu teria que esperar na prisão até dar à luz o nosso bebê. E, finalmente, iríamos a um tribunal para ter um casamento islâmico, cumprindo então a lei”.
Se Meriam não tivesse sido libertada, após completar dois anos, sua filha Maya (que nasceu na prisão) seria tirada de seus braços e o juiz, não poderia dar a criança a Daniel, o pai, porque o casamento deles foi cancelado pela justiça sudanesa.
“Depois disso, nós dois seríamos condenados à morte. Mas eu pensei no assunto na época e eu disse: ‘Se eu morrer, é melhor, pois não posso aceitar mudar a minha vida e a de minha família. O que os meus filhos iriam dizer no futuro? Porque no islã, se os pais são muçulmanos, os filhos precisam crescer como muçulmanos também e não há outra opção”. (A matéria continua)
Por Portas Abertas

A construção de uma nova sociedade na Síria



Cristãos que permaneceram no país ou que retornaram recentemente contam com o apoio das igrejas para um novo tempo 

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Enquanto o Estado Islâmico (EI) está perdendo as forças na Síria e mais áreas estão sendo declaradas como “seguras”, muitos começam a voltar para suas casas. De acordo com a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), quase meio milhão de pessoas já retornou, desde janeiro.  Depois dos mais de 6 anos de guerra, a estimativa é de que 6,3 milhões de pessoas permaneçam deslocadas internamente, em todo o país, enquanto outros 5 milhões se refugiaram em países vizinhos.
Os sírios estão visitando, principalmente, as cidades de Aleppo, Hama, Homs e Damas, para verificar suas propriedades ou se encontrar com membros da família. De acordo com o porta-voz do ACNUR, Andrej Mahecic, as pessoas consideram que a situação de segurança na Síria está melhorando. No entanto, ele acrescentou que “não há condições para que os refugiados retornem aos seus lares em segurança e dignidade”.
Dos 2 milhões de cristãos que viveram na Síria, em 2011, cerca de metade deles fugiu até 2016, de acordo com um relatório publicado no início deste ano, por três instituições cristãs. Para muitos deles, a chegada do EI influenciou esse deslocamento, mas houve também outros fatores que se acumularam ao longo do tempo. Alguns entrevistados alegam que não houve incentivo para o retorno e vários afirmaram que “o Oriente Médio não é mais um lar para os cristãos”.
Para aqueles que permaneceram no país ou que retornaram recentemente, “as necessidades básicas estão sendo atendidas, mas os líderes das igrejas locais reconhecem que a necessidade de cuidados pastorais e aconselhamento pós-trauma aumentará significativamente, à medida que mais pessoas retornarem”, disse um coordenador da Portas Abertas. “Estamos prontos para apoiar e acompanhar as igrejas que podem ajudar a reintegrar as pessoas de volta à sociedade. As igrejas não têm que fornecer empregos, mas podem defender os direitos dos cristãos. Os fiéis precisam fazer parte da construção de uma nova sociedade na Síria”, ele conclui.

por Portas Abertas