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terça-feira, 13 de junho de 2017

“O diabo é apenas uma figura simbólica”, afirma importante líder católico



Resultado de imagem para “O diabo é apenas uma figura simbólica”, afirma importante líder católico   Superior Geral dos Jesuítas é bastante influente no Vaticano

O Superior Geral da Companhia de Jesus, padre Arturo Sosa, afirmou em entrevista recente ao jornal espanhol ‘El Mundo’ que o diabo é uma figura simbólica criada pelo homem para simbolizar o mal.
“Nós, cristãos, acreditamos que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, portanto Deus é livre, mas Deus sempre escolhe fazer o bem, porque é todo bondade. Fizemos figuras simbólicas, como o diabo, para expressar o mal. Os condicionamentos sociais também representam essa figura, pois algumas pessoas agem assim porque estão em um ambiente onde é muito difícil fazer o contrário”, afirmou.
O venezuelano Sosa foi eleito no final do ano passado como líder máximo dos jesuítas, ramo católico ao qual pertence o papa Francisco. Curiosamente, o titular dessa posição é conhecido como “papa negro” devido a sua grande influência no Vaticano e também pelo uso de uma batina negra.
Ao jornal espanhol, ele admitiu que há muitos sacerdotes gays dentro da Igreja Católica: “Na vida religiosa há homossexuais e não são perseguidos, fazem parte da comunidade”. Mas fez uma ressalva no tocante às denúncias de abuso sexual de crianças: “O Papa já disse: ‘Tolerância zero’. Quando há casos comprovados devem ser tomadas medidas eclesiais e civis correspondentes”.
Essa não foi a primeira entrevista do “papa negro” a causar polêmica.  Em fevereiro, ele declarou ao jornal italiano ‘Rossoporpora’, que questionava trechos do Evangelho. Ao falar sobre a indissolubilidade do matrimônio, assegurou que era preciso refletir “sobre o que Jesus realmente disse” e colocá-las em seu contexto, pois “nessa época ninguém tinha um gravador para registrar as suas palavras”.

Papa disse que inferno não é “eterno”

Apesar de um boato popular na internet atribui ao papa declarações que “não há fogo no inferno”, de fato Francisco nunca disse isso.
Contudo, em 2015, durante um discurso a novos cardeais sendo apontados por ele, afirmou que o castigo do inferno não é “eterno”. Segundo Francisco, no DNA da Igreja de Cristo, não existe um castigo para sempre, sem retorno, inapelável.
Já em 2016, em uma pregação para sacerdotes, o pontífice assegurou: “A condenação eterna não é uma sala de tortura, ela é uma descrição dessa segunda morte: é uma morte. E aqueles que não serão recebidos no reino de Deus é porque eles não se aproximaram do Senhor… A condenação eterna é o distanciar-se constantemente de Deus… A distância para sempre de “Deus que dá a felicidade”, do “Deus que nos ama tanto”, este é o “fogo” e “o caminho da condenação eterna.”

por Jarbas Aragão

Após igreja ser demolida, policiais espancam cristãos publicamente



   Resultado de imagem para Após igreja ser demolida, policiais espancam cristãos publicamente      Partido Comunista chinês ordenou a demolição do local depois de rotulá-lo de “estrutura ilegal”

A violência marcou o conflito da polícia com os fiéis de uma igreja em Shanggiu, na província chinesa de Henan. Cerca de 300 oficiais demoliram o templo da Igreja Cristã Shuangmiao, que ainda estava em construção.
Segundo testemunhas, cerca de 40 cristãos estavam dentro do prédio quando este foi invadido. Todos foram levados para fora e espancados publicamente, denuncia a Missão China Aid.
O templo tem uma frequência média de 100 pessoas, que agora estão impossibilitadas de exercer sua fé livremente.
Enquanto parte dos policiais demoliam o prédio, dezenas de membros foram agredidos e presos. Oito deles ainda estão sob custódia das autoridades. Os casos do pastor Zhang Di, e do vice-presidente da igreja, Lu Yuexia, são mais graves, sendo transferidos para a procuradoria, que decidirá se formaliza ou não suas prisões.
Oficialmente, o Partido Comunista ordenou a demolição do local depois de rotulá-lo de “estrutura ilegal”. Há registros que, além das agressões, foram confiscados os pertences dos cristãos, incluindo seus telefones e joias. Dentro do prédio, danificaram os armários, quebraram as caixas de oferta e roubaram laptops, assim como todo o dinheiro que encontraram.
De acordo com a China Aid, o governo também alega que a demolição foi consequência da recusa da igreja em pagar 4.000 yuans (cerca de R$ 2000) como parte da “taxa de uso de uma rodovia” que leva até a rua onde ficava o templo. Seria uma reivindicação de aldeões que invejam o dinheiro arrecadado pela igreja.
O pastor tentou negociar com os funcionários do governo em uma tentativa de remediar esse problema. No início de maio, Zhang foi chamado para um interrogatório e acabou sendo preso sob falsas acusações de agressão aos policiais, limitar a liberdade de outros e atacar um representante da aldeia.
A China Aid vem denunciando as constantes violações dos direitos humanos dos cristãos em solo chinês, como parte de uma tentativa dos comunistas em sufocar toda forma de manifestações religiosas no país. Com informações Express

por Jarbas Aragão

Ore pelos cristãos djibutianos




Devido a pressão da sociedade e também familiar, muitos tiveram que frequentar a igreja subterrânea, para não chamar a atenção do governo

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O Djibuti é um pequeno país, localizado no Chifre da África, região que acolhe também a Somália, Eritreia e Etiópia, todos países com governos repressivos e que aderiram ao islã como principal religião. Historicamente, o islamismo está enraizado na sociedade do Djibuti, uma nação que foi pouco comentada neste ano, mas que ocupa o 40º lugar na atual Lista Mundial da Perseguição.O cristianismo chegou ao país há séculos, em parte devido aos seus laços com a Etiópia. A maioria dos djibutianos, porém, é de conservadores sunitas-muçulmanos, com fortes ligações na Somália e Iêmen. As comunidades cristãs formadas enfrentam uma forte pressão familiar, da comunidade e, por este motivo, seus líderes tiveram que optar pela igreja subterrânea.
O governo ditador do presidente em exercício procura controlar a sociedade de várias formas, sufocando a liberdade de associação, religião e expressão. A Portas Abertas tem incentivado esses cristãos a perseverar na pregação do evangelho, fornecendo aos líderes um treinamento adequado, distribuição de literatura cristã e seminários de conscientização sobre a perseguição.
Pedidos de oração
  • Interceda pelos líderes cristãos que atuam no Djibuti, para que sejam sábios e estratégicos ao compartilhar o evangelho com os demais cidadãos.
  • Ore pelos cristãos perseguidos, para que tenham a graça de continuar seguindo Jesus e que sempre possam experimentar a provisão e conforto dele.
  • Peça ao Senhor para que continue a construir a sua igreja no país.
por Portas Abertas

Achados arqueológicos comprovam relatos bíblicos de Êxodo



 

 Resultado de imagem para Achados arqueológicos comprovam relatos bíblicos de Êxodo  Museu Britânico em Londres tem peças que são descritas na Bíblia


Entre os estudiosos não há um consenso sobre por que não há provas inequívocas de registros arqueológicos mostrando como foi o período em que os judeus foram escravos no Egito. Mais ainda, por que não há relatos sobre a saída deles e as pragas que antecederam o Êxodo.
Em geral, argumenta-se que os povos antigos não costumavam registrar suas derrotas, apenas as vitórias. Contudo, o doutor John H. Taylor, curador do Departamento do Egito no Museu Britânico em Londres, afirma que existem várias evidências que o relato bíblico é historicamente consistente.
No museu, por exemplo, há cerca de 20 tijolos de barro gravados com um selo real que diz “casa de Ramsés II”. Com três milênios de idade, eles ficam conservadas nos cofres subterrâneos do museu e não são exibidos ao público. Submetido a um teste de datação de carbono, ele pertence ao período de escravidão judaica no Egito.
Taylor lembra que os israelitas não construíram as pirâmides, como normalmente se pensa. As pirâmides foram construídas cerca de 100 anos após a saída dos israelitas do Egito. Mas há indícios que eles construíram cidades, com esses mesmos tijolos de barro misturados com palha. Isso ecoa os relatos dos primeiros capítulos de Êxodo.
Mural egípcio de trabalho.

No museu há ainda um mural mostrando como era a vida dos escravos no Egito, que embora não use a palavra “judeus”, mostra que o processo de manufatura dos tijolos coincide com o período que os israelitas ali viveram.
O curador apresenta outra peça curiosa. Trata-se de uma barra de ferro de quatro metros de comprimento, em forma de cobra, encontrada em um túmulo numa pirâmide. A ponta do bastão tem forma da cabeça de uma naja, serpente comum no país. Possivelmente eram assim os bastões dos “encantadores egípcios”, mencionados em Êxodo 7:11-12.
Vara com cabeça de cobra.

Outra peça em exibição no museu é um “espelho de bronze”, que eram usados ​​pelas mulheres egípcias para embelezar-se. Sua existência é mencionada em Êxodo 38: 8, quando as judias entregaram todos os seus espelhos para que fossem feitas peças para o Tabernáculo no deserto. Com informações Aish Latino

por Jarbas Aragão

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Somos tão semelhantes, então para que julgar?



Resultado de imagem para Somos tão semelhantes, então para que julgar?    “Porque vê o argueiro do olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” (Mt 7.3)

Na vida todos temos uma semelhança e três diferenças peculiares. A semelhança é que todos somos falhos; não há bom na terra, como disse Jesus certa vez: “Bom é somente um, Deus que estás nos céus” (cf. Mt 19.17). Essa semelhança é explícita, todos temos essa igualdade em falhar, cada um com seu tipo de erro, mas ninguém venha dizer que é melhor do que o outro, porque você pode ser melhor referente a uma situação, mas será “inferior” a outra. Cada qual com seu pecado e isso, todos tem. Mas, temos três diferenças que estão relacionadas à nossa igualdade, ou seja, existem três formas diferentes de reagir com essa realidade, de que todos temos falhas, são elas: Ser Indiferente, Opositor ou Cristão.
O Indiferente está bem preocupado com a sua vida e com seu momento, ele tem seus erros e é indiferente a eles, vê os erros das outras pessoas e também analisa de forma indiferente. Este não julga os outros, mas também não julga a si. Tudo é tão normal para ele.
Claro que haverá situações em que fará críticas, mas em geral ele não julga ninguém. Não deseja o mal para os outros, mas também não açoita a mente para fazer o bem, ele não é de ficar comentando a vida dos outros, quer viver a sua vida. Odeia que falem mal ou o critiquem, ele quer que “cada um cuide do seu”. Cada um com sua moda, seu gosto, sua música, religião e ninguém interfere na vida de ninguém, o Indiferente vive a sua vida e os outros que vivam como quiser.
O Opositor… ah, o Opositor. Esse normalmente é religioso, mas isso não é padrão. Normalmente é conservador, mas também não é padrão. O Opositor sabe mais de suas qualidades do que suas falhas, ele tem sim boas virtudes, preocupa-se muito com sua imagem e quer respeito.
Afinal, ele é digno de respeito! O Opositor olha para os outros e quando vê as falhas sabe o que falar. Ele normalmente se reúne em sua casa, seu carro, em cantos e critica o adversário. Não falo adversário aqui como uma guerra declarada, mas, porque julgar o outro sendo que ele nem está presente para se defender? Isso é um golpe baixo ou até mesmo uma estratégia bem sútil para destruir.
E, se quer destruir o outro de alguma forma, tem adversário e é guerra, não é? Porque o Opositor ama julgar e comentar da vida dos outros, ao fazer isso destrói o “comentado” de alguma forma. Reclamar, dizer o que deveria ser feito, como ser feito, o que agir, como agir, o que deveria ser certo, apontar esse pecado ou aquele é característica do Opositor. Ele diz: pecador, infantil, monstro, falso, não vale nada, sem vergonha, iludido e outras coisas mais sobre o outro, porque afinal, o Opositor ao olhar para si pensa ser melhor e ter o direito de falar de alguém. Quer julgar alguém? Seja Deus! E pior que o Opositor tenta fazer isso mesmo. Colocam-se no lugar de Deus e vai dando os seus vereditos e análise da história das pessoas, pensando que sua opinião vale algo (só vale para os que dão ouvidos e são cumplices do crime de julgador).
O Cristão, não pode ser entendido como frequentador de uma religião ou confessor de fé, entenda aqui “o Cristão” como todo aquele que busca ser igual ao mestre Jesus. Sendo assim, Jesus disse coisas do tipo: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1); “Porque vê o argueiro do olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?” (Mt 7.3). O apóstolo Paulo já dizia “Portanto, você, que julga os outros é indesculpável, pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você que julga praticais o mesmo” (Rm 2.1). O Cristão não é Indiferente, porque ele julga a si, sabe dos seus erros, sabe que os outros também têm erros e se importa com a sua melhoria e com a dos outros.
Mas ele também não é Opositor, porque ele não se sente no direito de julgar ninguém, pois não olha mais para suas qualidades do que suas falhas, nem se sente no direito de julgar o outro porque sabe que não é melhor que seu próximo, apenas cada um tem sua queda específica. O Cristão, ao saber das falhas do outro, não o julga, mas o ajuda. Ele vigia a sua língua e não saí criticando, porque ele sabe que cada um tem suas dificuldades, e então, busca ser canal de benção para a construção de uma nova imagem do ser, não destruição.
O Cristão não se conforma com falhas e pecados, mas sabe que pior do que pecar é julgar. Aqui, o Cristão não está em situação de juiz de um crime, mas, nas situações da vida ele se coloca no lugar do outro e não o condena, antes, vê o outro com amor e da palavra de ânimo e correção para continuar a caminhada (diferente de condenação), Jesus fez algo bem parecido com uma prostituta e, isso é o que o Cristão faz.
Concluindo, de forma simplória, gostaria de dizer que o seu (ou meu) julgar é pequeno, nada vale e essa atitude se remete a pior forma de existir. Porque o Indiferente, pelo menos está vivendo a sua vida e não atrapalha a de ninguém. O Cristão, que é o melhor exemplo que podemos seguir, faz o bem ao outro, não julga, mas ajuda o outro sem condená-lo, gesto de amor, coisa divina. O Indiferente facilmente pode vir a caminhar como o Cristão, porque já aprendeu a não julgar o outro, lhe falta aprender a criticar a si e crescer para o bem. Agora, o Opositor, esse é oponente do céu, porque utiliza-se do direito que só pertence a Deus.
O Opositor somos todos nós quando denegrimos a imagem do outro, criticamos o outro como se fossemos melhores e nos colocamos no direito de sermos comentadores da história alheia, sendo que não sabemos o que passa na cabeça de cada um, ou o que cada um vive e viveu, mas julgamos. O caminho de conversão do Opositor é difícil. Que eu e você, possamos nos libertar desse mal. Sendo assim, nossa semelhança são nossas falhas, cada um com a sua, e nossa diferença é como reagimos a elas. E ai, seremos o Indiferente, o Opositor ou o Cristão? Saiba que ainda existe tempo para ser um cristão verdadeiro. E busco isso.

Victor Santos

Victor dos Santos, mora em Santo André-SP. Blogueiro (Vida ao Inverso). Bacharel em Teologia pela Universidade da Bíblia, graduado em Logística pela Uniban e estudante da PUC SP.

Cristãos eritreus necessitam das nossas orações




Faz 15 anos desde que o país ordenou o fechamento de todas as igrejas no país, independentemente da denominação

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Recentemente, os cristãos eritreus pediram orações por sua nação. A Eritreia é o 10º país na atual Lista Mundial da Perseguição e faz parte das nações que compõem a África Subsaariana, região do DIP 2017. Faz mais de dez anos que o governo eritreu colocou o líder religioso Abune Antonios, sob prisão domiciliar. E faz 15 anos desde que fecharam as portas de todas as igrejas, incluindo diferentes denominações (ortodoxas, católicas e evangélicas).
O registro de fechamento é de 1997, em que os cristãos associaram a uma "nuvem escura de perseguição". Na ocasião, o governo eritreu intensificou as campanhas de prisão para aqueles que desobedecessem a ordem das autoridades políticas. A vida dos cristãos por lá não é fácil. A Eritreia já foi apelidada de "Coreia do Norte da África", por ser um dos países mais pessimistas em termos de liberdade de religião e também por infringir a lei de direitos humanos. Trabalhadores cristãos estrangeiros são proibidos de entrar em solo eritreu.
Pedidos de oração
  • Ore ao Senhor para continuar sustentando sua igreja na Eritreia.
  • Interceda pelos líderes da igreja que vivem sob pressão e ore para que eles tenham coragem, ousadia e perseverança de seguir em frente com seus trabalhos.
  • Peça também pelos que foram presos por causa da fé em Jesus, que sintam o consolo do Espírito Santo em todo o tempo.
por Portas Abertas

44% dos brasileiros seguem mais de uma religião, diz pesquisa



Resultado de imagem para 44% dos brasileiros seguem mais de uma religião, diz pesquisa   50% acreditam em reencarnação e 53% em extraterrestres

O XI Congresso de Medicina e Espiritualidade (Mednesp), que será realizado entre os dias 14 e 17 de junho, no Riocentro, trará uma pesquisa feita pelo psiquiatra Mario Peres, do Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER) da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o pesquisador, 44% dos pesquisados de sua amostragem seguem mais de uma religião.
Desta forma, parte da população brasileira possivelmente mistura elementos de várias religiões. O fenômeno é conhecido como sincretismo. De acordo com reportagem do jornal O Globo, um dos casos é a funcionária pública Anelise Roque, que possui elementos católicos e hindus em sua casa.
“Deixei de ser católica quando parou de fazer sentido para mim. Hoje, minha fé assimila elementos de várias religiões e figuras inspiradoras que não necessariamente têm a ver com religião. Eu me considero espiritualizada: acredito em Deus, oráculo, signo, no sagrado feminino”, disse a funcionária, que possui imagens de Maria Bonita e Frida Kahlo.
Anelise acredita que o fenômeno é caracterização das gerações mais recentes. “Enquanto minha mãe e minha vó são muito católicas, por exemplo, conheço várias pessoas da minha idade que creem a seu próprio modo”, afirmou.
A pesquisa de Mario Peres revelou outros dados curiosos. 53% dos entrevistados acreditam em extraterrestres; 70% dizem já ter tido alguma intuição na vida e a astrologia, considerada no circuito científico como uma pseudociência, é encarada como uma forma válida de crença para 42% das pessoas.
O sociólogo Clemir Fernandes, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), destacou que, apesar do antagonismo, é intrínseco da cultura brasileira a mistura de elementos religiosos. “Muitos católicos e evangélicos assimilam práticas de culturas africanas e do espiritismo, mesmo que não se considerem seguidores dessas culturas. Conheço um pastor protestante que é também uma espécie de ogã do candomblé”.
Mario ainda disse sobre os efeitos benéficos de crenças validados no meio científico. “É muito importante levar em conta a dimensão espiritual do paciente em qualquer tratamento. Sabemos, por meio de estudos científicos, que as pessoas superam melhor a depressão e a ansiedade, por exemplo, quando têm um lado religioso”.
Ele, no entanto, destaca que o vínculo institucional nem sempre é fator determinante. “E não falamos aqui apenas de filiação religiosa. Esse efeito protetor pode ocorrer mesmo que a pessoa não tenha uma religião ou que tenha múltiplas religiões. O que faz a diferença é ela acreditar em algo e usar essa fé em prol do seu tratamento”, conclui.
O fisiatra Luiz Felipe Guimarães afirmou que pessoas religiosas tendem a lidar melhor em situações de problemas de saúde. “Cada pessoa é o que é a partir de sua cabeça, e não do seu corpo. Quando a mente está tranquila, equilibrada, o corpo reage melhor. Além disso, a doença conecta as pessoas. Então é principalmente na hora da doença que elas buscam acreditar em algo e são capazes de combinar diferentes crenças em harmonia”.

por Tiago Abreu