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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Canadá quer tirar filhos de pais que não aceitem identidade de gênero



Resultado de imagem para Canadá quer tirar filhos de pais que não aceitem identidade de gênero   Nova lei diz que não são os pais que determinam como a criança será criada, mas sim ela mesma

A província de Ontário, no Canadá aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”.
O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.
Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, Identidade de gênero e expressão de gênero”.
“Eu acredito ser uma forma de abuso, quando uma criança se identifica de um jeito e um cuidador diz a ela que não, que ela precisa fazer as coisas de uma maneira diferente”, explicou Michael Coteau, ministro dos Serviços para Crianças e Famílias, que apresentou o projeto de lei.
“Se é abuso, e estiver dentro dessa definição, uma criança pode ser removida desse ambiente e colocada em um local protegido, onde o abuso não tem vez”.
O projeto de lei substitui a Lei de Serviços à Criança e à Família, ou Lei 28, que determinava até recentemente como seriam os serviços de proteção à criança, serviços de acolhimento e adoção.
A Lei 28 garantia que o pai ou mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa da criança”. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”.
Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma.
Irwin Elman, advogada provincial dos direitos de crianças e jovens de Ontario, afirmou em um comunicado: “Acredito que este novo Ato, em seus princípios, representa uma mudança de paradigma para a província, mostrando seu compromisso com a participação de crianças e jovens em todas as decisões que as afetam, a criação de um sistema de serviço centrado na criança e o compromisso com o antirracismo e as escolhas das crianças”.
Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, discorda e desabafou: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção”.
Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real.
“Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade.
“Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos”.
Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. Com informações Christian Post
por Jarbas Aragão

Belém do Pará recebe a Portas Abertas



Fim de Semana da Igreja Perseguida na região acontece entre os dias 22 a 25 de junho, confira a agenda

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Cristãos de Belém do Pará abrem suas portas para saber sobre a realidade dos cristãos perseguidos no mundo. O Fim de Semana da Igreja Perseguida é um evento muito importante, realizado pela Portas Abertas, para a conscientização da igreja brasileira em relação aos nossos irmãos que enfrentam hostilidade, muitas vezes acompanhada de violência, em países que rejeitam o cristianismo.
Colaboradores organizam encontros para compartilhar testemunhos que vêm de longe e também para inspirar a igreja a orar por essa causa. Enquanto temos liberdade para fazer isto, milhares de cristãos no mundo estão presos simplesmente por terem se decidido por Cristo e muitos até morreram por não terem negado o nome de Jesus.
Se você quer fazer parte de uma igreja que luta ao lado dos cristãos perseguidos, junte-se a nós em Belém do Pará, nos endereços e horários que já estão disponíveis em nossa agenda. Saiba mais entrando em contato pelo telefone (11) 2348 3330 ou pelo e-mail visitas@portasabertas.org.br. Aproxime-se da nossa família na fé.

por Portas Abertas

Caveiras de Cristo: Bope inaugura igreja evangélica



Resultado de imagem para Caveiras de Cristo: Bope inaugura igreja evangélica  “Para nós, missão dada é missão cumprida. Inclusive quanto às coisas de Deus”, explica presbítero subtenente.

Desde o dia 20 de maio, diariamente um grupo de 80 a 100 pessoas entram na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na Zona Sul do Rio de Janeiro para participar de cultos. No dia da inauguração, o presidente da ONG Rio de Paz, o pastor Antônio Carlos Costa fez uma pregação, falando da importância espiritual do “nascer de novo”.
A Congregação Evangélica do Bope, fundada em 1995 pelos agentes do batalhão, ganhou espaço próprio. O Templo que atende a tropa de elite da Polícia Militar mais temida do país foi  erguido numa área de 80 metros quadrados, ao lado do saguão onde fica uma enorme bandeira da corporação, com o tradicional símbolo da faca na caveira.
A obra, que custou cerca de R$ 50 mil foi feita totalmente com doações, explica o presbítero e subtenente do Bope André Monteiro. O material foi doado por simpatizantes do Bope em todo o país, como membros da Associação do Ministério Público do Norte e Nordeste; magistrados, como o juiz federal Wilson Douglas, e pela própria corporação. A mão de obra foi feita pelos PMs e de moradores da favela Tavares Bastos, onde fica a unidade.
“Estamos muito felizes com essa conquista e por poder mostrar à sociedade que na nossa instituição há pessoas de fé que, além de suas missões militares no dia a dia, buscam levar a palavra de Deus à comunidade, interagindo e ficando cada vez mais próximas a ela”, afirmou Monteiro à imprensa.
Um dos diferenciais é que, para participar dos cultos, os fiéis precisam se identificar e são revistados, seguindo as normas do batalhão. “São regras básicas de segurança”, ressalta Monteiro. Após os cultos, não se pode visitar a unidade. Para isso existe um programa específico com agendamento.
A igreja já recebeu visitas de cantoras famosas do meio gospel, como Fernanda Brum e Ana Paula Valadão. Mas o período de louvor dos cultos normalmente fica a cargo da Tropa de Louvor, a banda gospel do Bope. Os músicos, conhecidos como ‘Caveiras de Cristo’ já tem um CD lançado.
“Para nós, missão dada é missão cumprida. Inclusive quanto às coisas de Deus”, finalizou Monteiro.

por Jarbas Aragão

Incêndio prejudica a vida de famílias cristãs indianas


Segundo os moradores, o incêndio foi causado por ativistas anticristãos; no momento, várias famílias estão sem abrigo

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Recentemente, muitos indianos foram afetados por um incêndio que ocorreu numa das comunidades de Sikanderpur, no distrito de Ballia, em Uttar Pradesh. Mais de 100 casas foram queimadas. Uma pequena igreja instalada na região e algumas casas de cristãos foram poupadas naquele dia. Porém, pouco tempo depois, na madrugada, houve outro incêndio, dessa vez, porém, especificamente na igreja.
Muitas pessoas fugiram do local enquanto o fogo se easpalhava. Infelizmente, um menino de 6 anos perdeu a vida nesse incidente. “Nós acreditamos que os anticristãos deram início ao incêndio e, como o fogo não atingiu nossas casas, eles ficaram insatisfeitos, por isso o incêndio foi reiniciado”, disse um dos cristãos que teve a casa queimada.
Ele explicou as igrejas têm seus trabalhos vigiados. “Muitas vezes, eles nos questionam o motivo pelo qual estamos convertendo as pessoas”, explicou. No total, oito famílias cristãs perderam suas moradias e todos os pertences, muitas cabanas também foram destruídas na ocasião. A situação é bem complicada, já que agora começaram as chuvas. Algumas ONGs estão colaborando no local, mas ainda não é suficiente para atender a todos. A Índia ocupa a 15ª posição na Lista Mundial da Perseguição e a opressão aos cristãos tem crescido muito nos últimos anos. Interceda pelos cristãos perseguidos na Índia.
por Portas Abertas

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A memória que glorifica a Deus



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“Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei.” (Lamentações 3:21)
A fé cristã sempre foi reconhecida como uma fé de memória. Deus constantemente nos ordena a lembrarmos de seus feitos, seja para glorificá-Lo mais intensamente seja para, quando enfrentando as desgraças da vida, recordarmos de seus grandes feitos realizados no passado, fazendo com que nosso coração se acalme e nossa alma descanse. A constante recordação da Obra Divina não é uma tarefa fácil para o cristão, tendo em vista a nossa predisposição ao esquecimento. Nós, como pecadores, também temos nossa memória afetada pelo pecado.
A força da tentação e a opressão das provações muitas vezes nos cegam, fazendo com que aquilo que Deus já fez por nós seja completamente esquecido. Este texto objetiva desafiar-nos a constantemente lembrarmos daquilo que o Todo Poderoso já fez por nós, para que assim venhamos a fugir do pecaminoso esquecimento que assola nossa mente e todos os dias nos faz negar a Onipotência Divina.

O esquecimento do povo de Israel

“Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.” (Êxodo 32:1)
Moisés foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus para operar maravilhas no meio do povo de Israel. Ele foi escolhido pelo Senhor para salvar Seu povo dos Egípcios. Como é de nosso conhecimento, foram diversos os milagres operados por Deus até o momento em que o povo se corrompeu. Deus transformou água em sangue (Êxodo 14:17-25); enviou uma praga de rãs (Êxodo 7:26; 8:12-15), de mosquito (Êxodo 8:12-15), e de moscas (Êxodo 8:16-28); determinou pestes em animais (Êxodo 9:1-7), e úlceras (Êxodo 9:8-12). O Senhor também enviou uma poderosa chuva de pedras (Êxodo 9:13-35), uma praga de gafanhotos (Êxodo 10:1-20), trevas (Êxodo 10:21-29) e, por fim, a morte de todos os primogênitos do Egito (Êxodo 11). Quanto a este último, o milagre foi ainda mais claro, pois o Senhor matou todos os primogênitos, exceto aqueles que estavam com o sangue do Cordeiro marcado na verga das portas (Êxodo 11:7), provando de forma definitiva o agir sobrenatural de Deus no Egito.
Ao tirar o povo do Egito, o Senhor os fez peregrinar pelo deserto sob uma coluna de fogo que os aquecia à noite, e sob uma nuvem para que, à tarde, o sol não os molestasse tanto (Êxodo 13:21). Mesmo diante de tamanha maravilha, capaz de alimentar a fé de um indivíduo por toda a vida, ao verem que Faraó havia decidido persegui-los, o povo interpelou a Moisés dizendo: “Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito? Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos os egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto.” (Êxodo 14:11-12). Esse tipo de perversidade é muito comum na peregrinação de Israel.
O povo constantemente se esquecia dos benefícios dados pelo Senhor, ainda que claros e extraordinários, quando provações o oprimia. Certamente não estamos em uma posição superior aos filhos de Israel, pois sempre procedemos da mesma maneira. O fato é que o Senhor, demonstrando sua Graça, Misericórdia e Poder, reverte uma situação que, humanamente falando, é impossível. O Senhor abriu o mar vermelho, destruiu o império de Faraó e o povo passou a salvo (Êxodo 14:21-31). O Senhor ainda operou mais milagres no meio do povo, como a transformação da água amarga em potável (Êxodo 15:25), a água que brotou da rocha (Êxodo 17:6) e a chuva de pão do céu (Êxodo 16:11-15). Sobre este último, é importante lembrar que ocorreu justamente porque Israel havia murmurado de novo (Êxodo 15:3).
Diante de tantos sinais e maravilhas, o povo de Israel não foi capaz de esperar Moisés. Movidos de uma impaciência completamente irracional, pediram a Arão que criasse um Bezerro de Ouro, assim quebrando o Segundo Mandamento. Pensem bem: é racional e lógico, diante de tantos sinais claros e poderosos, que comprovam o amor, o zelo e o poder de Deus, simplesmente esquecer-se de tudo e conscientemente opor-se ao Altíssimo com tanta ousadia e perversidade? Onde estava o temor do povo? Será que eles sofreram uma espécie de amnésia coletiva, ou simplesmente a multidão era tola o suficiente para voluntariamente apagar Deus de suas memórias?

O esquecimento de Elias

“E ACABE fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada. Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo. Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho.” (I Reis 19:1-7)
A história de Elias, assim como a do povo de Israel, também é muito conhecida. No contexto da passagem acima, Elias havia desafiado quatrocentos e cinquenta profetas de Baal (I Reis 18:22-25). O desafio era simples: Elias e os profetas deveriam tomar dois bezerros e dividi-los em pedaços. Após isso, deveriam jogar os pedaços na lenha sem fogo e orar pedindo para que a divindade que recebesse a oração queimasse os bezerros. Elias iria orar para o Deus verdadeiro e os outros quatrocentos e cinquenta homens, a Baal. Aquele que respondesse à oração e queimasse os bezerros seria o Deus verdadeiro. Como sabemos, o Deus de Elias não apenas queimou os bezerros, mas também a lenha, as pedras e o pó (I Reis 18:38). Logo em seguida, o povo lançou mão dos profetas de Baal e matou a todos (I Reis 18:40). Tomando conhecimento de ocorrido, Jezabel ameaçou Elias de morte e jurou destruí-lo. E qual foi a reação do profeta? Coragem? Fé em Deus por ter acabado de presenciar um milagre? Não. Elias temeu uma mulher mesmo acabando de presenciar um milagre extraordinário diante de seus olhos. Ele viu sua oração sendo respondida de modo visível. Elias presenciou o fogo caindo do céu e devorando os bezerros, a lenha e o pó.
O caso de Elias é ainda mais curioso, pois a Bíblia deixa claro que somente as orações com fé são respondidas (Tiago 1:6). Ou seja, Elias teve fé no momento que orou a Deus. Ele realmente creu que o Senhor iria fazer o que ele estava pedindo. Não obstante, onde foi parar essa fé de Elias? Essa fé de Elias me parece semelhante com a semente semeada em pedregais, que chega a manifestar certa confiança aqui e acolá na Palavra de Deus, mas chegando a perseguição e a angústia logo declina (Mateus 13:20). Com toda certeza, a fé de Elias foi poderosa no momento da oração; porém, o medo irracional que sentiu demonstra que ele era um homem muito temeroso. Se por um lado vemos um Elias corajoso, do outro também vemos um Elias medroso e covarde. Elias, em seu momento de medo, esqueceu-se daquilo que o Senhor tinha acabado de operar. Ele não trouxe à memória aquilo que lhe dava esperança, mas apavorou-se com a ameaça de Jezabel e se escondeu em uma caverna.

O esquecimento dos judeus

“Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que Operas tu?” (João 6:30)
Jesus tinha acabado de multiplicar cinco pães e dois peixinhos para uma multidão de mais de cinco mil pessoas (João 6:11). Que perversidade é essa? Como estes homens tiveram a coragem de perguntar que sinal fazia Jesus? Que espécie de incredulidade é essa? Como se esqueceram tão rapidamente daquilo que tinham visto e provado? Eles viram o Senhor fazer um milagre diante de seus olhos, como, pois, prevaricaram dessa forma contra o Senhor? Foram os mesmos judeus que viram a transformação de água em vinho (João 2), a ressurreição de Lázaro (João 11), a cura de leprosos, cegos e endemoniados. Eles viram Cristo fazer tudo isso e o pregaram numa cruz, como se Ele fosse um ladrão. Ignoraram e se esqueceram dos sinais de Cristo. Que diríamos nós de Judas? Ele viu incontáveis milagres e mesmo assim, tomado de um desejo avassalador por dinheiro, vendeu o Deus encarnado por trinta moedas pratas.
O povo judeu parecia ter [e tem] uma predisposição muito grande ao esquecimento daquilo que Deus fez por eles. Talvez seja esta a razão pela qual Davi ressalta a importância de contar as maravilhas do Senhor (Salmo 9:1). Certamente essa incredulidade também é partilhada por nós, e é por isso que, assim como Davi, também devemos contar as obras de Deus. O fato é que somos constantemente oprimidos e tentados a nos esquecermos daquilo que Cristo fez por nós: como podemos então manter uma mente sã e que constantemente recorde e glorifique o Todo Poderoso?

Deus institui meios para nos lembrarmos dEle

“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” (Êxodo 12:14)
“Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.” (I Coríntios 11:24-25)
O Senhor, sabendo da memória pecaminosa que temos, instituiu meios de graça para que sempre lembremos-nos do Divino favor. No texto de Êxodo lemos sobre a instituição da Páscoa, onde o Senhor ordenou tal celebração objetivando que o povo sempre se lembrasse de que Ele os havia retirado da escravidão dos egípcios. Da mesma maneira, o Senhor Jesus instituiu a Ceia para lembrarmos-nos sempre de sua morte em nosso lugar, que nos redime, justifica, salva e, principalmente, nos livra do poder do pecado. Por isso é que no início desse texto afirmei que a Fé Cristã é uma fé de memória, pois somos constantemente alertados a nos lembrar, seja por meio de ritos ordenados ou não, das obras e benefícios que Deus nos tem concedido durante toda a história. O cristão deve lembrar-se de que ele não faz parte de uma fé individual, mas de um povo com história e experiência ao lado de Deus. Olhar para a nossa história e ver o agir de Deus é uma forma de buscarmos corrigir nossos erros que herdamos de nossos pais e de nos lembrarmos de viver no caminho dos santos.
Além da Ceia, o Senhor instituiu a própria educação familiar como meio de perpetuar Seu nome na terra e de não nos esquecermos de sua Poderosa mão protetora (Deuteronômio 6). Além disso, é dito que a família, quando recorda a Graça de Deus aos filhos, ensinado-os a andar conforme os estatutos do Senhor, faz com que eles não se desviem do Senhor (Provérbios 22:6). O Senhor, por ser Bondoso e Misericordioso, também nos deixou Sua Palavra Infalível, por meio da qual somos exortados a abri-la com o intuito de nos lembrarmos de tudo aquilo que o Senhor fez por nós. Nela somos lembrados do modo extraordinário que o Senhor nos amou antes mesmo de criar-nos (Romanos 8:29); da forma que nos criou (Gênesis 1:26); de como fomos ingratos e pecamos, manchando assim toda a nossa posteridade (Gênesis 3:6-7); somos também lembrados de como o Senhor se compadeceu de nós e prometeu, já após a queda, a redenção e salvação em Cristo Jesus (Gênesis 3:15); também somos lembrados da garantia desta salvação (Efésios 1:12-13) e do quanto seremos alegres na presença do cordeiro todos os dias de nossas vidas (João 16:21-22). Enfim, todos os benefícios, providências e obras de Deus a nosso favor são encontrados nas Escrituras com o objetivo de nos recordar todos os dias de nossas vidas que Deus nos ama e sempre estará ao nosso lado, pois foi exatamente isso que Ele nos prometeu por meio de Abraão: ser eternamente o nosso Deus e Deus de nossos filhos. “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.” (Gênesis 17:7)
Eu não sei, você que está lendo este texto, pelo que você está passando, mas eu o escrevi com o objetivo de exortá-lo a lembrar-se de tudo o que o Senhor tem feito por você. Ele tem sido bondoso em sua vida antes mesmo de você ser concebido. Ele cuida todos os dias da sua saúde, mantém-no de pé, faz o seu coração bater, alimenta-o, alegra-o, coloca pessoas que o amam ao seu redor e o enche de vida. Entretanto, não se esqueça: quando a provação vier, como rolo compressor pronto para oprimi-lo, lembre-se de que o Senhor é a sua força e alegria. Traga à memória o Amor e a Graça Divina. Permita-se recordar apenas aquilo que lhe dará esperança. Lembre-se de Cristo e de Seu sacrifício. Jamais proceda como os filhos de Israel; antes, movido pelo mesmo sentimento de Jeremias, recorde-se do Favor de Deus e espere a resposta dAquele que se lembra de você.

Jonas Justiniano

Membro da Primeira Igreja Batista de Areia Branca, profundo admirador da Fé Reformada, colunista do blog e colaborador da Fan Page Apologética Reformada.

Chamados a recomeçar


Muitos cristãos africanos carregam traumas da perseguição. Veja como eles têm sido tratados

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Neste mês, os cristãos perseguidos da África Subsaariana são o foco da Revista Portas Abertas. Nesta região, muitos irmãos têm enfrentado a crescente perseguição à igreja. Muitas nações da África Subsaariana estão na Lista Mundial da Perseguição 2017 e são tema do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) deste ano.
Apesar da perseguição, vinda principalmente do extremismo islâmico, a igreja tem crescido e permanece firme na fé em Jesus Cristo. Porém, os ataques deixam marcas profundas em nossos irmãos. Muitos deles têm que lidar com o trauma de perder pessoas amadas, ver suas casas destruídas e viver deslocados. Órfãos e viúvas vivem em situação vulnerável e nem sempre conseguem se sustentar.
Na leitura desta edição você será edificado com testemunhos e histórias de cristãos que superaram seus traumas, e encontrará oportunidades de ajudá-los. Por meio do apoio de parceiros como você, nossos irmãos encontram força para recomeçar através do aconselhamento pós-trauma e grupos de encorajamento mútuo (com o propósito de gerar sustento às famílias).
Ainda não recebo a Revista
Se você ainda não recebe a Revista Portas Abertas, cadastre-se e receba mais informações sobre a causa da Igreja Perseguida. Confira o que tem acontecido com os cristãos perseguidos pelo mundo, a agenda dos próximos eventos, visitas de correspondentes internacionais, comentários de nossos parceiros, um devocional especial, pedidos de oração e muito mais.
Ajude os cristãos africanos!
Se você deseja abençoar a Igreja Perseguida na África Subsaariana mas não sabe como, conheça os projetos existentes na região hoje. Já existe um projeto voltado especialmente aos irmãos que enfrentaram ou enfrentam algo tipo de trauma. Mesmo à distância, você pode estar presente. Saiba mais.

por Portas Abertas

Nova Cracolândia afasta fiéis da Primeira Igreja Batista de São Paulo



Resultado de imagem para Nova Cracolândia afasta fiéis da Primeira Igreja Batista de São Paulo      Conforme informações da igreja, ao menos 30% dos fiéis faltaram aos cultos na semana.

A Primeira Igreja Batista de São Paulo está perdendo fiéis com a instalação de uma nova Cracolândia, na Praça Princesa Isabel, próximo ao templo. Na semana passada uma operação da Prefeitura dispersou os usuários de droga do antigo local, o que resultou na mudança de endereço.
José Carrasco (65) frequenta há 15 anos a igreja, e com a proximidade dos usuários decidiu se tornar um segurança voluntário. “Como eu faço parte, conheço bem quem frequenta. Então, a ideia é identificar quem é quem e fazer com que as pessoas se sintam acolhidas, se sintam seguras, ao me ver.”
Conforme informações da igreja, ao menos 30% dos fiéis faltaram aos cultos na semana anterior. Por isso, Carrasco foi um dos membros que aceitou vestir um colete e ficar com os olhos atentos na movimentação da praça.
José já trabalhou como vigilante. Ele comentou que não enfrenta problemas com a nova função. “É sossegado. Se a gente não mexe com eles (usuários), eles não mexem com a gente”.
“Os membros fazem trabalho voluntário, com reforço principalmente em horários de culto”, admitiu o pastor Reinaldo Junior (35), segundo quem, também foi pedido reforço de policiamento ao 13.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área.
A Igreja também pôs à disposição dos frequentadores, no domingo, uma van para levá-los ao Metrô Santa Cecília e ao Terminal Princesa Isabel. “No domingo da operação ficou bem vazio”, relatou o pastor.

Igreja desenvolve trabalho com dependentes químicos

A Primeira Igreja Batista é conhecida pelo trabalho social realizado com usuários de drogas da Cristolândia. O projeto oferece café da manhã, banho e almoço aos usuários. “Depois da operação, o fluxo na Cristolândia cresceu de 300 para 450 pessoas por dia”, diz Junior.
O projeto faz, ainda, internação voluntária em quatro comunidades terapêuticas. As cerca de 120 vagas, no entanto, já estão preenchidas. “Não é só a gente: todos os lugares estão cheios”, afirma. “Por isso que, antes de se falar em internação compulsória, como está sendo discutido, tem de saber se há vagas disponíveis. Não há.”  Com informações do Estado de São Paulo
por Cristiano Medeiros