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terça-feira, 9 de maio de 2017

Afinal, Jesus era de direita ou de esquerda?



Resultado de imagem para Afinal, Jesus era de direita ou de esquerda?   Nós cristãos precisamos nos posicionar do lado de Jesus.


Um tempo atrás o sempre polêmico grupo “Porta dos fundos” fez mais um vídeo falando de religião, desta feita a encenação mostrava um Jesus que era confrontado em seus discursos sendo chamado de Esquerdista pelos seus ouvintes.
No vídeo as falas de Jesus eram todas citações bíblicas tiradas do contexto em que foram proferidas pelo Mestre, mas ainda assim algo chamou bastante atenção, o desejo de posicionar Jesus à uma corrente ideológica política.
O problema é que o “Porta dos fundos” cai no grande mal dos nossos tempos, a síntese exagerada de ideias. Dizer que Jesus seria marxista com base em falas soltas espalhadas pelos evangelhos e afirmar que isso corresponde a todo o pensamento esquerdista é no mínimo incoerência para não dizer leviandade.
Em sua totalidade o pensamento Marxista jamais corresponderá aos ensinamentos de Jesus se estes forem vistos em profundidade. A questão é que o reducionismo tem sido o grande mal da nossa atual sociedade no que diz respeito à análise das ideologias sejam elas quais forem.
A tentativa do grupo “Porta dos fundos” em colocar Jesus em uma assumida posição de Esquerda política não visava usar a autoridade dele para reafirmar tal posicionamento – como faz os defensores da Teologia da Libertação ou da TMI por exemplo –  a ideia ao meu ver era debochar do pessoal de Direita que confere a Jesus a base de seu discurso.
Mas afinal, Jesus se posicionaria de que lado? Ao que corresponde na realidade os ensinamentos de Jesus?
O pastor e teólogo anglicano, o britânico John Stott, falecido em 2011, falando sobre o posicionamento político de Jesus dizia que: “Ele (Jesus) tem uma posição política que não pode ser encontrada em nenhuma das que os homens criaram. É algo além, fora dos parâmetros humanos”. Os ideais de Jesus são elevados, mas, ao mesmo tempo que podem parecer utópicos, são plenamente passíveis de serem realizados.
Seus ensinos valorizam o ser humano como obra prima da criação, e ao mesmo tempo colocam Deus como centro da existência humana. Isso faz com que Esquerda e Direita política tentem usurpar sua fala para si, cada qual dando ênfase a apenas um desses aspectos, que para Cristo se harmonizavam. Como bem disse Stott a posição sócio-política de Jesus é algo além.
Nós cristãos precisamos nos posicionar do lado de Jesus. É triste vermos nossos irmãos em Cristo tomando posições políticas opostas ao de nosso Senhor, trazendo-o supostamente para seu lado ao mesmo tempo em que, de certa forma, demonizam o lado oposto dos seus.
Um cristão tem um único posicionamento político, o de atentar para a dignidade humana e priorizar a glória de Deus como Jesus o fez. Isso significa, dentre outras coisas, não idolatrar posições políticas sejam elas quais forem.
Aristóteles disse que o Homem é um animal político, ou seja, queira ou não, estamos inseridos em uma sociedade e devemos ter uma participação ativa na mesma. Mas é bom que não esqueçamos que antes de sermos cidadãos de uma pátria terrena, somos cidadãos do Céu.

João Eduardo Cruz

Pastor da Primeira Igreja Batista em Planalto Caucaia - Ceará. Professor. Teólogo; Autor dos livros "Como o nascer do sol"(Editora Premius), "Onde está Deus? - Crendo em Deus em um mundo descrente"(Abba Press), "Sentindo a Vida" (Editora Reflexão), "O que as crianças nos ensinam sobre Deus (Garimpo) e "Jesus e os descaminhos da Igreja" (Garimpo).

Ex-muçulmanos são mortos após conversão na Alemanha



Resultado de imagem para Ex-muçulmanos são mortos após conversão na Alemanha   Polícia investiga ataques contra refugiados que mudaram de religião

A polícia alemã investiga o assassinato de uma afegã esfaqueada por razões “religiosas” no último sábado (29/4). A vítima, de 38 anos, abandonou o Islã e se tornou cristã logo que chegou na Alemanha, em 2011.
O crime ocorreu em uma pequena cidade da Baviera (sul da Alemanha). O suspeito é um afegão de 29 anos, requerente de asilo. Ele apunhalou a mulher na frente dos dois filhos dela, no estacionamento de um supermercado.
A imprensa local evitar mostrar os refugiados sob um aspecto negativo, uma vez que a Alemanha é o maior defensor da política de “portas abertas” para os imigrantes que chegam aos milhares na Europa todos os meses.
Inicialmente a polícia alegou que o agressor era considerado “mentalmente instável” e passava por tratamento psiquiátrico. Contudo, acabou admitindo que a motivação era religiosa, pois todos que o conheciam o descreveram como alguém “muito religioso”.
Desde 2015, aumentou drasticamente o número de relatos sobre refugiados cristãos que foram atacados verbal ou fisicamente. As vítimas reclamam que se sentem impotentes porque não são levadas a sério.
Por exemplo, a pichação na casa de uma das pessoas atacadas diz: “É hora de matar os infiéis”. Nos albergues públicos, onde a maioria dos refugiados são colocados, alguns banheiros, chuveiros ou até acessos à cozinha tem placas improvisadas que alertam: “O impuro não pode entrar”. Aqueles que circulam por esses lugares com roupas ocidentais ou usam cruzes abertamente estão sujeitos a agressões. Além de insultos, há agressões e reiteradas ameaças, sem falar nos casos de assédio sexual e estupros coletivos. Não se sabe exatamente quantos já morreram por terem anunciado que estavam abandonando o Islã.
Organizações cristãos que ajudam os refugiados disseram à DW que isso é algo cada vez mais frequente. O “Iraner Seelsorge” de Hannover, que trabalha com refugiados do Irã, relatou o caso em que um jovem convertido que passou a sofrer tanta intimidação na escola que frequentava que precisou buscar outro lugar para estudar pois temia ser morto.
Na Comunidade Evangélica Trindade, em Berlim, o pastor Gottfried Martens reclama que as vítimas que denunciaram casos se perseguição não foram levadas a sério pelas autoridades, que tratavam como “casos isolados”.
“Essa teoria do caso isolado já foi refutada”, disse Ado Greve, porta-voz da Missão Portas Abertas em Frankfurt. Ele explica que sua organização denuncia casos de perseguição a cristãos ao redor do mundo. Ninguém na missão esperava que veria isso na Alemanha, mas quando os crimes de ódio contra os refugiados cristãos se multiplicaram, a Portas Abertas decidiu fazer sua própria investigação.
O primeiro relatório foi criticado por apresentar dados supostamente “não confiáveis”. Mas em outubro de 2016, eles publicaram os resultados de uma nova pesquisa. “Cinquenta e seis por cento falaram sobre ataques físicos e 83% dos entrevistados admitiram que foram ameaçados verbalmente mais de uma vez”, disse Ado Greve.
Ele explica que as pessoas que responderam à pesquisa da Portas Abertas eram todos refugiados cristãos. Vieram principalmente do Irã (304), da Síria (263) e do Afeganistão (63). Foram atacados por outros imigrantes de seus próprios países e, em alguns casos, de outras etnias. Infelizmente, nenhum caso denunciado levou a uma condenação, pois as autoridades insistem em ignorar o assunto. Greve relata que, apesar de tudo isso, não há registros de ex-muçulmanos que pretendam voltar para o Islã.
por Jarbas Aragão

TV “confirma” profecia de pastor sobre cenário do Final dos Tempos



Resultado de imagem para TV “confirma” profecia de pastor sobre cenário do Final dos Tempos  Pentágono divulgou na sexta o que pastor Greg Laurie havia anunciado na segunda

Quando o pastor Greg Laurie, da Igreja Harvest Christian Fellowship, na Califórnia, profetizou sobre uma possível guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte como sinal do fim dos tempos, não foi levado a sério por muitos especialistas. Afinal, nenhum dos dois países se “encaixa” nos relatos bíblicos.
Em um vídeo postado no Facebook no início da semana passada, o pastor falou sobre as ameaças do ditador norte-coreano Kim Jong-Un. Defendeu que as ameaças norte-coreanas de usar suas armas nucleares não podem “ser descartadas, nem subestimadas”.
Durante o vídeo, ele levantou a questão: “Como isso se encaixaria no quebra-cabeças profético? Bem, não há menção de nenhuma nação que se assemelhe à Coreia do Norte no cenário dos últimos dias”. Porém insistiu, lembrando que o Irã, a antiga Pérsia que aparece em várias profecias sobre o fim dos tempos poderiam negociar armas nucleares com Kim Jong-Um.
Na manhã da sexta-feira (5), o canal de TV Fox News informou as autoridades militares do Pentágono estão convencidas que a recente tentativa do Irã de lançar um míssil de um submarino “anão” é uma reprodução do fizeram os norte-coreanos em 2010, quando conseguiram afundar um navio de guerra da Coreia do Sul.
Os especialistas em guerra não têm dúvidas que a Coréia do Norte e o Irã têm compartilhado conhecimentos sobre programas nucleares, ainda que os iranianos tenham assinado um tratado de não proliferação. Sendo assim, uma das maiores probabilidades é que eles estejam usando dependências em solo norte-coreano para desenvolve-las por eles.
“Os primeiros mísseis que vimos no Irã eram simplesmente cópias de mísseis usados pelos norte-coreanos”, disse Jeffrey Lewis, especialista em proliferação de mísseis do Instituto Internacional de Estudos de Middlebury. “Ao longo dos anos, vimos fotografias de funcionários norte-coreanos em solo iraniano e vice-versa, e temos imagens deles usando os mesmos tipos de hardware”.
Uma das maiores provas disso é que o míssil Taepodong, disparado de Pyongyang é quase idêntico ao Shahab, usado pelo Irã. “Nós já vimos equipamentos bélicos da Coréia do Norte que apareceram no Irã. Nos últimos anos, vimos algumas coisas pequenas saindo aparecerem no Irã primeiro e depois aparecerem na Coréia do Norte. Isso levanta a questão como esse comércio funciona hoje”, acrescentou Lewis.
Segundo o The Christian Post, o fato de o Pentágono declarar abertamente que a Coréia do Norte está ajudando o Irã a desenvolver armas nucleares é uma confirmação da profecia dada por Greg Laurie.
Cinco dias antes ele pedira publicamente que os cristãos dos Estados Unidos orassem pelo seu presidente e seu país, pois há um conflito crescente da nação contra o regime de Kim Jong-Um, que pode resultar em um conflito armado.
Enquanto a tensão aumenta na região, Trump condenou os norte-coreanos pelos testes de mísseis balísticos e suas ameaças de usar bombas nucleares. A Coréia do Norte, por sua vez, alertou sobre “consequências catastróficas” para os EUA caso eles decidissem atacar.
Além disso, o ditador coreano decidiu ameaçar Israel, país com o qual não tem um histórico de conflitos. A retórica usada pelo regime se assemelha muito às constantes provocações dos iranianos, que prometem bombardear o estado judeu. Isso só mostra que existe uma aliança entre Pyongyang e Teerã.
O nome da Coreia do Norte não está nas Escrituras, mas o cenário descrito pelo profeta Ezequiel na guerra final – de Gogue e Magogue – incluiria uma coalizão de nações contra Israel. No cenário político de hoje, a antiga Pérsia teria a seu lado alguns aliados declarados: Rússia, China e Coreia do Norte! De uma maneira ou de outra, essas nações deram declarações se opondo a Israel.
por Jarbas Aragão

Pesquisa: jovens evangélicos da Geração Y são flexíveis em relação ao casamento gay e liberação das drogas



Resultado de imagem para Pesquisa: jovens evangélicos da Geração Y são flexíveis em relação ao casamento gay e liberação das drogas    A reprovação ao casamento gay no meio cristão é menor entre os jovens, revelou uma pesquisa realizada recentemente.

O estudo, desenvolvido pelo prestigiado Pew Research Center, mostrou que os jovens evangélicos são mais liberais em relação à união de duas pessoas do mesmo sexo. O relatório foi apresentado na última quinta-feira, 04 de abril.
Os jovens evangélicos nascidos entre 1981 e 1996, classificados como Geração Y, têm opiniões alinhadas com a agenda politicamente correta: são mais propensos a apoiar leis ambientais mais rígidas, facilitação na imigração e políticas de governo para ajudar os pobres.
Esse comportamento de adoção de pensamento politicamente correto, no entanto, demonstra sua faceta preocupante quando a questão alcança o tema da sexualidade: apenas 41% dos evangélicos da Geração Y acreditam que a homossexualidade deve ser desestimulada pela sociedade.
Quando se trata de aborto, o número mostra uma visão mais conservadora: 65% dos evangélicos da Geração Y são contrários ao aborto e creem que ele deveria ser ilegal. Em comparação, somente 36% dos jovens da mesma faixa etária que não são religiosos pensam igual.
De acordo com informações do portal The Christian Post, em 2014, o Instituto Público de Pesquisa e Religião mostrou que 43% dos jovens evangélicos apoiam a legalização do casamento gay. A visão liberal se estende à legalização da maconha, apoiada por 59% dos jovens evangélicos.
Nesse contexto, os jovens evangélicos da Geração Y também se recusam a interpretar o atual cenário social e internacional como censura da liberdade religiosa: somente 41% entendem que há uma limitação à crença e culto nos Estados Unidos, contra 61% das pessoas acima de 65 anos.

Mais 82 meninas de Chibok foram libertadas


Após intensas negociações, as garotas foram levadas à capital da Nigéria, onde iriam reencontrar suas famílias

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Neste fim de semana, o governo nigeriano anunciou que mais 82 das meninas, que viviam em cativeiro pelo grupo Boko Haram, foram libertadas após intensas negociações que envolveram militares, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e até mesmo o governo da Suíça e algumas ONGs internacionais, segundo a imprensa oficial do país.
O sequestro ocorreu em 14 de abril de 2014, quando uma escola pública secundária, em Chibok, no estado de Borno, foi invadida por extremistas islâmicos, ocasião em que mais de 200 garotas foram levadas por eles. As autoridades afirmaram que a libertação delas foi uma troca por militantes capturados pelo governo.
As meninas foram recebidas ontem (domingo) em Abuja, capital da Nigéria, onde foram recepcionadas pelo presidente Buhari e iriam reencontrar suas famílias. A lista completa com os nomes delas ainda não foi divulgada publicamente. Alguns pais que estavam ali não tinham certeza de que suas filhas estariam entre as que desembarcaram dos helicópteros que as trouxeram de Maiduguri, capital do estado de Borno.
"Estamos felizes pelas famílias e continuamos com o coração voltado para as demais 114 meninas que permanecem em cativeiro", disse um dos representantes da Campanha "Bring Back Our Girls" (Tragam nossas meninas de volta), criada pelos nigerianos e que ganhou projeção mundial.
O trabalho da Portas Abertas nessa região continua, apesar das dificuldades e da violência do Boko Haram e de outros grupos extremistas envolvidos. Segundo os colaboradores, a visita aos cristãos que já foram atacados é uma tarefa cada vez mais perigosa. Além disso, há o desenvolvimento contínuo de diversos projetos de longo prazo, entre eles, o auxílio psicológico às meninas sequestradas e suas famílias.
Nigéria, 12ª nação na atual Lista Mundial da Perseguição, está entre os países da África Subsaariana, que é tema do DIP 2017. Assista ao vídeo abaixo para saber como se envolver mais com os cristãos perseguidos que vivem por lá.
Cadastre a sua igreja agora mesmo no Domingo da Igreja Perseguida
por Portas Abertas

O islã não é uma religião de paz, lembra líder jihadista



Resultado de imagem para O islã não é uma religião de paz, lembra líder jihadista   Boko Haram publica novo vídeo chocante

Se no Iraque e na Síria é uma questão de tempo até não existir mais Estado Islâmico (EI), na África o grupo continua sua expansão. Além do Egito, onde começa a dar demonstrações que veio para ficar, na Nigéria os jihadistas possuem sua estrutura mais forte.
O governo nigeriano, hoje presidido por um muçulmano tentou uma nova investida contra a liderança do Boko Haram, grupo que jurou lealdade ao EI. Mas depois da divulgação que seu líder Abubakar Shekau fora atingido por um ataque aéreo na semana passada, ele ressurge em um vídeo chocante para provar ao contrário.
“Vocês líderes nigerianos, praticam o mal contra o islã, dizendo que o islamismo é uma religião de paz. Vocês não estão seguindo os princípios do islã, por isso deverão prestar contas aos muçulmanos. O Islamismo não é o cristianismo “, declarou. “Você alega ter nos matado, nos ferido, tudo mentira”.
No vídeo, reproduzido por diferentes sites africanosincluindo o Global Christian News especializado em notícias cristãs, Shekau enfatiza que ele está vivo e bem de saúde.
“Estou falando hoje, quinta-feira. É noite agora. Pouco tempo depois de vocês publicarem mentiras dizendo que eu fui ferido num bombardeio… Todos os meios de comunicação, olhem para mim agora, nenhum de vocês pode afirmar que estou ferido”, desafiou.
Shekau ainda zombou das forças armadas nigerianas: “Seja paciente … quando chegar minha hora eu morrerei. Tudo que nos acontece é decidido por Allah. Estou cumprindo o dever que Allah me deu e nada me acontecerá sem que ele o permita”.
No final, explicou que o vídeo era para “Buratai [chefe de Estado-Maior do Exército da Nigéria) e [presidente] Buhari, vocês não podem fazer nada. Em breve começarei a matar em nome da religião… Em breve começaremos a pulverizar o perfume de nossa religião … Que Allah nos permita morrer em nome de sua religião…”
O discurso de Abubakar Shekau não é novidade, repetindo em parte um material do Estado Islâmico divulgado no ano passado, onde criticava o papa e todos os líderes ocidentais que ensinavam que o islã quer a paz.
“Esta é uma guerra ordenada por Alá entre a nação muçulmana e as nações dos descrentes”, dizia o texto que trazia várias referências a textos do Alcorão, usados como sustentação dos argumentos.
Para o Estado Islâmico, todos os cristãos que não entendem isso “tem lutado contra a realidade” ao retratar o Islã como uma religião de paz. Lembrava ainda os leitores muçulmanos que pegar a espada para a jihad é sua “maior obrigação”.

por Jarbas Aragão

"Papai, por que as pessoas jogam pedras em nós?"



"Papai, por que as pessoas jogam pedras em nós?"

Uma família cristã aceita o desafio de liderar uma igreja, numa cidade remota e hostil ao cristianismo, mas enfrenta grandes desafios
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Uma pedra quase atingiu o rosto de Simon* e o menino ficou muito assustado, então segurou firmemente na mão de seu pai, enquanto caminhavam pelas ruas de uma cidade norte-africana. Outra pedra veio em sua direção, mas nenhuma o acertou naquele dia, embora nem sempre tenham a mesma sorte. "Vamos para casa, filho", disse o pai, mas Simon ficou decepcionado, afinal estavam indo tomar um sorvete juntos e o dia realmente estava quente. Muslih* percebeu o olhar triste do filho e entendeu, mas não havia outra opção a não ser desistir do passeio.
"Por que vamos para casa?", o garotou perguntou, mesmo sabendo a resposta. "Para sua própria proteção", disse o pai, que orou em silêncio, dizendo a Deus que não queria ver o filho sofrer assim. Mas a rotina se tornou difícil desde que Muslih foi chamado por Deus para liderar uma igreja que fica a centenas de quilômetros de onde eles moravam. Ele e sua esposa oraram antes, pedindo a Deus orientação, e sabiam de toda a hostilidade e dificuldades que enfrentariam.
Assim que o chamado foi confirmado, a família partiu e, desde então, é alvo de violência. Sempre lançam pedras sobre eles, tentaram incendiar a casa onde vivem e, uma vez, bateram em Fadila*, esposa de Muslih, que foi parar no hospital com muitos ferimentos. Quando pai e filho chegam em casa, depois do breve passeio, Simon então pergunta: "Papai, por que as pessoas jogam pedras em nós? O que fizemos de errado?". E Muslih respondeu: "Nós somos diferentes, filho, porque servimos ao Senhor e seguimos a Jesus. As pessoas desta cidade seguem uma religião e não aceitam que ninguém seja diferente deles", conclui o pai.
*Nomes alterados por motivos de segurança.
Pedidos de oração
  • Ore por essa família que aceitou o desafio de liderar uma igreja num local onde há muita hostilidade e violência contra os cristãos.
  • Interceda pelo pequeno Simon, peça a Deus que o proteja e que lhe conceda uma infância de alegria e bons momentos, apesar da perseguição que já enfrenta.
  • Ore pela Igreja Perseguida na África e pelos trabalhos de evangelização que são realizados lá.
DIP 2017
Você também pode se envolver com os cristãos perseguidos africanos, participando do DIP 2017. O Domingo da Igreja Perseguida é um dia de intercessão aos cristãos ao redor do mundo. Este ano, o evento acontecerá no dia 11 de junho com o tema Juntos pela África. Assista ao novo vídeo e saiba mais.

por Portas Abertas