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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Missionário garante que muçulmanos no Oriente Médio têm “sede do Evangelho”



Resultado de imagem para Missionário garante que muçulmanos no Oriente Médio têm “sede do Evangelho”  "Em todo lugar que vamos, as pessoas pedem Bíblias", relata o pastor Rashad.

Um missionário que vive no Oriente Médio e diariamente arrisca sua vida para compartilhar sobre Jesus Cristo afirma que vem testemunhando uma “grande sede pelo evangelho” entre os muçulmanos, que continuamente lhe pedem Bíblias.
“Cristo nos chama para sair por todo o mundo para proclamar o Evangelho”, lembra o pastor em material divulgado pela Missão Portas Abertas, asseverando: “Creio que é isso que Deus nos pede hoje.”
Quando Rashad ainda era jovem e vivia na Jordânia, sentiu o chamado por Deus para ministrar aos muçulmanos. Durante mais de dez anos, viajou por todo o país anunciando o amor de Cristo até mesmo em aldeias e comunidades remotas.
Menos de três por cento da população da Jordânia é cristã e uma grande quantidade de pessoas que vivem no país nunca ouviu o evangelho.
“Numa das aldeias que visitei, quando souberam que eu era cristão, as crianças me perguntaram se eu era americano ou inglês. Não entendiam como eu podia falar árabe tão fluentemente”, lembra. “Eles achavam que não existiam jordanianos cristãos.”
Como a evangelização é estritamente proibida pela lei islâmica, nas áreas onde a minoria cristão vive, a maioria das igrejas simplesmente não busca alcançar os muçulmanos. Há um grande temor, pois pelas leis locais, se alguém se converte a Jesus e decide abandonar o Islã, sabe que enfrentará perseguição, a prisão ou, em alguns casos, a morte.
Durante muito tempo, os líderes muçulmanos fundamentalistas colocavam pessoas que se diziam cristãos infiltrados nas igrejas para espionar suas atividades. Por isso, o missionário reconhece que compartilhar o evangelho pode ser uma tarefa perigosa. Mesmo ciente dos riscos, ele continua testemunhando entre essas pessoas.
Ele revelou que há muitos crentes que não renunciaram publicamente ao islamismo, mas  adoram a Cristo em segredo. Alguns deles frequentam as reuniões na igreja doméstica que Rashad lidera.
“Sim, há perigo, mas estamos mais focados na proteção de Deus, que da expectativa de viver em segurança”, sublinha. Ele já treinou uma equipe de ex-muçulmanos que atualmente o ajudam em suas atividades evangelísticas. “Encorajo-os a sair, a entrar nas casas das pessoas e  espalhar ativamente a luz de Deus, não ficar esperando na igreja que os interessados apareçam”, assevera.
O cristianismo na Jordânia tem fortes raízes históricas, pois segundo a tradição teria chegado àquela parte do Império Romano pouco tempo depois do Pentecostes. No entanto, atualmente restam apenas 170.000 cristãos em meio a 7 milhões e meio de islâmicos.
por Jarbas Aragão

quinta-feira, 4 de maio de 2017

“Não precisamos roubar ninguém”, diz pastor investigado pelo MP por corrupção



Resultado de imagem para “Não precisamos roubar ninguém”, diz pastor investigado pelo MP por corrupção    Fadi Faraj se defende durante culto em Brasília

O apóstolo Fadi Faraj, líder da igreja Ministério da Fé, usou o púlpito na noite de domingo, para se defender das acusações de integrar um esquema de corrupção ao lado da irmã, a pastora e deputada distrital Sandra Faraj (SD).
Eles são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na Operação Heméra (deusa da mentira, em grego). A deputada é investigada por supostamente ter embolsado R$ 150 mil da verba indenizatória da Câmara Legislativa. Além disso, há denúncias de que os comissionados eram obrigados a devolver parte do salário.
O templo da igreja foi alvo de mandados de busca e apreensão no último dia 27. Na ocasião, foi retirado um cofre com reais e dólares.
Atualmente, indica o Metrópoles, Fadi e Sandra Faraj são investigados por corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de coação de testemunhas no curso do processo.
Os dois são investigados por uso irregular de verba indenizatória e pela suposta cobrança de parte dos salários de servidores comissionados nomeados pela parlamentar, ou por indicação dela e do irmão, na estrutura do GDF e da Câmara Legislativa. Caso sejam considerados culpados, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão e a deputada poderia o cargo.
Ambos negam as acusações.

Nossa fonte é o Senhor

Durante o culto de domingo, o pastor foi enfático enquanto anunciava o momento de entrega dos dízimos e ofertas: “Nós não precisamos roubar ninguém… Sabe qual é a nossa fonte? É o Senhor. Nós não precisamos roubar ninguém, não precisamos tirar nada de ninguém porque o Senhor que é a nossa fonte, a nossa provisão. Aleluia. Então levantem, em nome de Jesus”.
Na sede da Igreja Ministério da Fé, em Taguatinga, diversos pastores mostravam cartazes com dizeres em apoio ao apóstolo, a Sandra e à congregação.
Segundo um fiel, desde o escândalo envolvendo os irmãos Faraj, os cultos têm menos gente.
por Jarbas Aragão

Compartilhando o amor de Deus no Oriente Médio



Líder cristão decide pregar o evangelho entre os muçulmanos e, mesmo sendo uma missão perigosa, ele viaja por todo o país, levando as boas novas

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Falar do amor de Cristo entre os muçulmanos, e ainda em países fechados para o evangelho, pode ser uma tarefa solitária e perigosa, mas muito compensadora, garante o líder cristão Rashad*, que atua em um dos países do Oriente Médio, que não será identificado por razões de segurança. Ele tem sido um testemunho vivo do amor de Deus, desde que declarou: “Senhor, eu tenho um coração voltado para os muçulmanos, por favor, traga-os para mim”.
Isso aconteceu há 10 anos, quando Rashad orou pedindo a Deus para usar sua vida. Ele conta que a resposta foi rápida e que, em apenas dois dias, um novo convertido bateu em sua porta e pediu oração por um amigo muçulmano, que aceitou a Cristo em seguida. Foi assim que seu ministério começou. “Um dia, uma voz em minha mente perguntou: por que você quer que os muçulmanos venham até você? Por que você não vai até eles?”. Desde então, essa mesma voz o tem inspirado a viajar por todo o país.
Entre aldeias e comunidades remotas, Rashad tem compartilhado o amor de Deus por onde passa. Segundo ele, a maioria desses lugares são alheios ao evangelho. “Menos de 3% das pessoas desta nação são cristãs e a maioria vive em grandes cidades. Há muitas áreas rurais por aqui que estão completamente isoladas e ainda não ouviram falar do nome de Cristo”, disse o líder, que pede orações por sua segurança e para que seja capaz de continuar esse trabalho.
*Nome alterado por motivos de segurança.

por Portas Abertas

Pastor acredita que “avivamento final” está próximo de acontecer



Resultado de imagem para Pastor acredita que “avivamento final” está próximo de acontecer   Sucessor do pastor Paul Yonggi Cho defende que volta de Jesus ocorrerá em breve

O local é do tamanho de um ginásio esportivo, mas serve como local de reunião para cerca de 20 mil pessoas todos os domingos. Localizada na ilha de Yoido, região metropolitana de Seul, capital da Coréia do Sul, a Igreja do Evangelho Pleno é a maior igreja do mundo, contando com cerca de 800 mil membros, que se reúnem em células espalhadas pela região.
A congregação pentecostal está ligada às Assembleias de Deus da Coréia, mas ficou conhecida no mundo todo por causa do seu fundador, Paul Yonggi Cho. Profícuo autor de livros, ele foi se tornando muito influente à medida que a igreja crescia. De muitas maneiras, Cho contribuiu para mudar seu país natal, historicamente budista. Atualmente um terço da sua população é cristã.
Atualmente existem 17 megaigrejas (com mais de 2 mil membros) somente na capital. Mas nenhuma é tão famosa quanto a de Yoido. Seu fundador se converteu a Jesus ainda adolescente, na década de 1950, após a Guerra da Coréia. Ele sempre contava como sua fé cristã o salvou da desnutrição e de doenças.
Em 1958 ele iniciou a Igreja do Evangelho Pleno. Tudo começou com cultos sob uma tenda.
“Vinham tantas pessoas pobres, que não tinham para onde ir, nem trabalho, nem renda”, lembra o veterano pastor.
“Comecei a oferecer a eles esperança [através da Bíblia]. A religião é inútil se não pode dar esperança “, ensina. Um período de avivamento, com curas, batismos no Espírito Santo e milagres consolidou seu trabalho e deu início a megaigreja.
Sua pregação popularizou no país a mensagem que, além da salvação prometia recompensas divinas que incluíam a cura de doenças e a riqueza material. Este seria o “evangelho pleno” que dá nome ao seu ministério.
Acabou se aposentando em 2014, em meio a escândalos financeiros envolvendo a acusação de ter usado 12 milhões de dólares da igreja em um “esquema” montado por Cho Hee-jun, seu filho mais velho, que envolvia venda fraudulenta de ações. Como resultado, o filho de Cho foi condenado a três anos de prisão.
Apesar dos problemas que isso trouxe à Igreja do Evangelho Pleno, incluindo a perda de alguns milhares de membros, o sucessor de Cho, Young-hoon Lee acredita que as coisas irão mudar. “Estamos em um período de desaceleramento”, admite.
Durante um sermão recente, o pastor Lee conduziu mais uma vez a igreja em intercessão pelo povo da Coréia do Norte. Os evangélicos acreditam que, dadas as condições dos seus vizinhos do norte, eles só poderão sobreviver se crerem em Jesus.
Lee sabe do que está falando. Ele é da quarta geração de uma família de evangélicos. Seu avô pregava o evangelho em Pyongyang, atual capital da Coreia do Norte, antes da Guerra. Embora pouco conhecido pelo ocidente, este ano completa um século do grande avivamento que deu início ao movimento pentecostal na Coreia.
Naquela época, Pyongyang era conhecida como a “Jerusalém da Ásia”. Hoje em dia, as igrejas estão fechadas e a pregação é proibida.
Mas Lee não perde a esperança de ver mudanças, especialmente pois entende que o fim se aproxima. Por isso, anuncia: “Vamos ter um novo grande despertamento e avivamento na Coréia”.
Este seria o esperado mover final, apregoado por diversos outros pregadores. “Afinal, acreditamos que Jesus está voltando em breve”, sentencia. Com informações do Public Radio International

por Jarbas Aragão

Complexo cristão é invadido novamente



Uma comissão ilegal está vendendo propriedades que pertencem à igreja no Sudão; existem planos que visam diminuir a presença cristã no país

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Recentemente, a polícia sudanesa e uma multidão armada ocuparam parte do complexo de uma das igrejas no Sudão. O incidente ocorreu no mesmo local onde o líder cristão, Younan Abdullah, foi morto durante um confronto, no mês passado, quando participava de um protesto pacífico contra a apropriação ilegal de bens. Os fiéis alegam que uma comissão desconhecida passou a dominar, desde 2013, vendendo propriedades que pertenciam a igreja no Sudão a empresários ligados aos governantes.
O composto em Omdurman, que fica no centro da capital Cartum, inclui casas, escritórios e instalações escolares. De acordo com informações locais, a polícia invadiu uma dessas casas, que pertence a um guarda, Azhari Tambra. Ele não estava, mas sua esposa e seus três filhos (6, 4 e 2 anos de idade), foram levados e mantidos na delegacia sob custódia, por 12 horas. Depois disso, foram libertados ilesos, mas todos os pertences deles foram destruídos.
A polícia, com o apoio da multidão, fechou o acesso a uma das áreas do imóvel. A briga pelo complexo continua, sendo disputada entre os cristãos e a comissão ligada ao governo, que pretende comprar as terras onde o imóvel está construído. A organização Christian Solidarity Worldwide (Solidariedade Cristã Mundial) disse que o ocorrido faz parte de uma campanha para "diminuir ou remover a presença cristã no Sudão". A comunidade cristã vem enfrentando assédio desde 2011, quando o governo prometeu adotar a sharia como legislação do país. Continue orando pela Igreja Perseguida.

por Portas Abertas

O suborno



Resultado de imagem para O suborno   "Não aceite suborno, pois o suborno cega até os que têm discernimento e prejudica a causa do justo. Êxodo 23.8

O Suborno é fruto da ganância, é o ensejo de lucrar sobre algo ou alguém não se importando com os resultados.
Um dos grandes problemas da ganância, é que ela cega de tal maneira que aqueles que estão envolvidos chegam a pensar que estão agindo corretamente. Encontramos pessoas gananciosas em todos os lugares, dentro das pequenas e grandes empresas, no governo, em algumas famílias e até mesmo nas “igrejas (denominação)”.
Líderes religiosos são os que nesses últimos tempos estão mais inseridos neste grupo. Tudo isso, é devido aos seus grandes projetos de expansão de templos e de enriquecimento pessoal. É lamentável, por exemplo, ver pastores vendendo o voto da sua igreja (membros) em troca de bens e favores.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
1 Timóteo 6:9-10
Os ganhos jamais podem comprometer o caráter de um líder!
Em 1 Timóteo 3, o Apóstolo Paulo trata claramente dos critérios para alguém exercer função ministerial, para o momento precisamos destacar o versículo 3 “…não apegado ao dinheiro”. O apego ao dinheiro acaba desvirtuando o sentido de ser pessoa.
A ganância tem o poder de cegar o indivíduo a ponto de levá-lo achar que tudo é eterno.
Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.
Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.
Mateus 6:19,20
Tudo vai passar…
Muitos podem pensar que a corrupção é um fenômeno recente na sociedade, a verdade é que o Antigo Testamento mostra que não, vejamos:
Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel.
Seu filho mais velho chamava-se Joel, o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba.
Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitaram suborno e perverteram a justiça. 1 Samuel 8:1-3
O profeta Samuel não tirou proveito da sua posição para obter ganhos pessoais, mas seus filhos sim, pois os mesmo não seguiram seus passos.
Em Deuteronômio 16:19, as referências de Moisés na nomeação dos Juízes evidência claramente o que os juízes e os sacerdotes de hoje deveriam praticar.
  1. Não perverter a justiça
  2. Não mostra parcialidade
Não existe meio certo e/ou meio honesto, apenas certo ou errado e honesto e desonesto.
O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína. Provérbios 29:4
Hoje o Brasil tem uma deficiência nas suas principais áreas de: educação, saúde e segurança, em virtude do ganho desonesto por parte de alguns representantes do povo.
O que o povo se pergunta é: Até quando?
A resposta infelizmente está condicionada ao posicionamento do próprio povo. Enquanto nas instituições governarem pessoas injustas, o povo irá padecer.  “Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme”. Provérbios 29:2
Para que haja mudança o primeiro passo deve partir de nós, pois, muitos querem um país melhor, mas não fazem a sua parte corretamente, por exemplo, vendem o seu voto. Entenda que aquele que compra o voto de um eleitor só esta mostrando o que fará se for eleito; Um líder que aceita suborno só mostra que não tem preparo para governar uma instituição.
No assunto aqui tratado uma coisa fica clara, seja na política ou na religião, a ganância enaltece o caráter de muitas pessoas. Caráter não se adquire em lojas, também não vem estampado no rosto das pessoas, porém, é visto pelos frutos. Pois cada árvore é conhecida pelos seus próprios frutos. Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco, uvas de ervas daninhas. Lucas 6:44
Portanto, uma pessoa desonesta se conhece pelas suas atitudes com a família, igreja, governo, e etc. Se somos cristãos de verdade precisamos refletir a luz de Cristo em nós.
Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”.
Mateus 5:16
Pense bem… As “riquezas” não dão a segurança para sempre. Pelo contrário, levam embora a sua dignidade.
por Rafael Esmeraldino

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Bíblia e o Direito



Resultado de imagem para A Bíblia e o Direito  Cosmovisão Cristã aplicada às Ciências Jurídicas.

Este artigo foi escrito à Associação Nacional dos Juristas Evangélicos – ANAJURE, em processo seletivo no qual se concorria a uma semana de aulas sobre liberdade religiosa e suas facetas na sociedade brasileira. Fico feliz em ter sido aprovado e aproveito para compartilhar este texto, de modo que sirva para edificação da Igreja e Glória do Senhor Jesus. Eis o artigo:
Trata-se de grave erro cometido pelos operadores do Direito desconsiderar as contribuições e inspirações que a Cosmovisão Cristã – considerando-se para tal toda a Escritura Sagrada: Antigo e Novo Testamentos – propiciaram ao Direito. Muitos dos valores atualmente internalizados pelo Direito têm sua origem nos ensinos da Bíblia.
Ao se traçar um breve relato comparativo entre as verdades teológicas e o Direito, verifica-se que as Sagradas Escrituras serviram como fonte inspiradora do Direito através dos séculos. Nesse prisma, pode-se verificar, por exemplo, a previsão da Lei de Deus quanto ao devido processo legal. Além disso, confere-se nas Sagradas Escrituras uma das primeiras distinções da História entre dolo e culpa.
Ao prever cidades de refúgio[1] para aqueles que cometeram um homicídio sem a intenção de matar, ou seja, sem animus necandi, o Direito Mosaico assegurava que o homicida fosse posto em uma cidade separada até que aguardasse um julgamento justo por quem de Direito, ou seja, por um juiz natural da época. Vê-se claramente que conceitos jurídicos tão largamente utilizados hodiernamente como dolo/culpa, devido processo legal e juiz natural têm sua origem há cerca de 3.600 anos, consoante previstos na Bíblia.
Ainda de forma comparativa, as diretrizes bíblicas já orientavam aos magistrados quanto à impessoalidade ao julgar, ao preconizarem que não deveria haver injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça deveria ocorrer o julgamento do próximo[2]. O próprio Cristo revolucionou os aspectos legais da época, ao derrogar a famigerada lei de talião, a qual previa a recompensa na mesma medida. Jesus assim disse:
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.[3]
Vê-se nas palavras de Jesus a proibição da “justiça pelas próprias mãos”, ou seja, da autotutela. No Direito, a tutela Jurisdicional é monopolizada pelo conceito de Jurisdição, por meio da qual a aplicação da norma é atividade exclusiva do Estado.
Ademais, vencida a falácia de que os preceitos cristãos em nada podem contribuir para a sã normatização e aplicação do Direito, há que se tecer alguns comentários quanto à relação entre o Direito e a defesa da liberdade religiosa.
A liberdade religiosa tem sofrido grandes ataques, principalmente por ideologias pautadas em preceitos contrários ao Cristianismo.
É intrínseco ao ser humano o direito de se expressar e de crer. Um dos grandes iluministas da História da Humanidade, ateu diga-se de passagem, Voltaire, bradou com propriedade: “Posso até não concordar com nenhuma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de falar.” Voltaire expunha, no séc. XVIII, o direito básico de pensar, expressar-se e até de crer.
O italiano Giovanni Pico Della Mirandola, em sua obra escrita no séc. XV: O Discurso sobre a Dignidade do Homem, defende que a dignidade do homem – tão em voga nos discursos jurídicos atuais – está relacionada a dois principais fatores, quais sejam: o Direito de filosofar, ou seja, de pensar, e o Direito de crer.
Outrossim, clarividente é que a liberdade religiosa se trata de uma conquista fundamental do homem, não podendo ser restringida, mitigada ou suplantada por aqueles que não concordam com a religião. Ademais, vê-se constantemente o discurso – como álibi de que o direito de liberdade religiosa não pode ser exercido em sua plenitude – de que a liberdade religiosa tem limites, como por exemplo, a proibição de que a religião interfira na ideologia do Estado. Ora, os defensores dessa falácia esquecem, ou fazem questão de olvidar, que o Estado é laico, mas as pessoas que o compõem não o são. Além disso, o conceito de separação entre Estado e Igreja é utilizado com sentido contrário ao seu real significado.
É que a primeira vez em que se usou a expressão “separação entre Estado e Igreja” foi na carta de Tomas Jefferson a uma Igreja Batista na cidade de Danbury, Estado do Connecticut, que dizia o seguinte:
Acreditando com vocês que a religião é uma questão que diz respeito exclusivamente ao homem e seu Deus, que ele deve prestar contas a ninguém mais por sua fé ou culto, que os poderes legislativos do governo estendem-se somente a ações e não a opiniões, contemplo a reverência soberana desse ato de todo o povo americano, que declarou que seu legislador ‘não fará nenhuma lei respeitante ao estabelecimento de religião ou à proibição de seu livre exercício’, construindo, assim, um muro de separação entre Igreja e Estado.”[4]
Desta feita, ao contrário do que se apregoa com o discurso “separação entre Igreja e Estado”, é que este não pode interferir no Direito de liberdade religiosa, tão caro às sociedades civilizadas.
Portanto, a cosmovisão cristã teve e continuará tendo influência sobre o Direito, dado que é impossível extrair a fé dos indivíduos, indivíduos estes que se relacionam socialmente, relação esta dirigida e supervisionada pelo Direito, o que, por conseguinte, conflui para necessidade de defesa da liberdade religiosa, valor de suma importância a todo ser humano.
Grande abraço,

Referências:
[1] Cidades de refúgio: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão à terra de Canaã, fazei com que vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma por engano. E estas cidades vos serão por refúgio do vingador do sangue; para que o homicida não morra, até que seja apresentado à congregação para julgamento. (…) Serão por refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que ali se acolha aquele que matar a alguém por engano. Nm 35:9-15
[2] Levítico 19:15.
[3] Mateus 5:38-41
[4] GEISLER, Norman; MEISTER, Chad. Razões para Crer. Rio de Janeiro: CPAD. 2013. p. 133.

Hélio Roberto

Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília. Contato para ministração e estudos bíblicos: helior.ssousa@gmail.com