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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Londres: 423 novas mesquitas e 500 igrejas fechadas


Resultado de imagem para Londres: 423 novas mesquitas e 500 igrejas fechadas    O multiculturalismo está alimentando o fundamentalismo islâmico na Europa

“Londres está mais islâmica do que muitos países muçulmanos”, afirmou Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londrestão”, como a jornalista Melanie Phillips chama a capital Inglesa.
Wole Soyinka, Prêmio Nobel de Literatura, chamou recentemente o Reino Unido de “um caldeirão de islâmicos”. Por sua vez o prefeito de Londres, Sadiq Khan, que é muçulmano, tentou minimizar o recente ataque terrorista na cidade. “Os terroristas não suportam o multiculturalismo de Londres”, afirmou.
Parece, na verdade, que o oposto é verdadeiro: o multiculturalismo é o que está alimentando o fundamentalismo islâmico. Um exemplo disso são as 423 novas mesquitas da cidade, que parecem ter sido construídas sobre as ruínas do cristianismo inglês.
O prédio da Igreja Unida de Hyatt foi comprado pela comunidade egípcia para ser transformado em uma mesquita. A Igreja de São Pedro foi convertida na Mesquita de Madina.
A mesquita de Brick Lane está num prédio que antes abrigava uma igreja metodista. O mais importante é que não são apenas os edifícios que sendo “convertidos”, as pessoas também. O número de adeptos do Islã dobrou nos últimos anos. Também cresce os adeptos do Islã radical, como Khalid Masood, o terrorista que matou pessoas na ponte de Westminster vinha de uma família cristã.
Uma foto recentemente publicada pelo Daily Mail ilustra bem o que se passa no coração de Londres. Ela mostrava uma igreja na mesma rua de uma mesquita. Na Igreja de Santa Maria, com espaço para acomodar mais de mil fiéis, apenas 20 pessoas se reuniram na missa. A poucos metros dali, a mesquita de Brune Street estava superlotada. Ela tem espaço para apenas 100 pessoas. Às sextas-feiras, os seus frequentadores fazem as rezas no meio de rua.
Igrejas vazias
Igrejas vazias na Inglaterra.
Ao que parece, o cristianismo na Inglaterra está se tornando uma relíquia, enquanto o Islã será a religião do futuro.
Em Birmingham, a segunda maior cidade britânica, onde muitos jihadistas vivem e orquestram seus ataques, os minaretes islâmicos dominam a linha do horizonte. A comunidade islâmica pediu à prefeitura permissão para que as mesquitas britânicas chamem os fiéis à oração pelos alto-falantes das mesquitas várias vezes por dia.
Embora cerca de metade dos muçulmanos britânicos tenham menos de 25 anos, um quarto dos cristãos tem mais de 65 anos. “Em mais 20 anos haverá mais locais muçulmanos ativos do que igrejas”, avalia o líder ateísta Keith Porteous Wood.
Em 2020, estima-se que o número de muçulmanos praticantes será de, pelo menos 683.000, enquanto o número de cristãos que participam da igreja cairá para 679.000. “A nova paisagem cultural das cidades inglesas chegou. A paisagem homogeneizada e cristã da religião do Estado está em recuo”, avalia Ceri Peach, da Universidade de Oxford.
Desde 2001, 500 igrejas de Londres de todas as denominações foram vendidas e transformadas em casas particulares ou locais de entretenimento. Durante o mesmo período, as mesquitas britânicas se proliferaram.
Entre 2012 e 2014, a proporção de britânicos que se identificam como anglicanos caiu de 21% para 17%, um decréscimo de 1,7 milhões de pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo respeitado Instituto de Pesquisa Social NatCen, o número de muçulmanos cresceu em quase um milhão.
O número de cristãos praticantes está em declínio a uma taxa tal que dentro de uma geração, serão três vezes menor que os muçulmanos que vão regularmente à mesquita na sexta-feira.
Demograficamente, a Grã-Bretanha vem ficando cada vez mais islâmica. As cidades mais importantes têm grandes populações muçulmanas: Manchester (15,8%), Birmingham (21,8%) e Bradford (24,7%).
Em Birmingham, a polícia desmantelou uma célula terrorista. Em Bradford e Leicester, metade das crianças já são muçulmanas. Em 2015, o nome mais comum na Inglaterra era Mohammed, incluindo variações de ortografia como Muhammad e Mohammad.
Os muçulmanos não precisam se tornar a maioria no Reino Unido; só precisam gradualmente islamizar as cidades mais importantes. Essa mudança já está ocorrendo. “Londrestão” não é um pesadelo de maioria muçulmana, é um híbrido cultural, demográfico e religioso em que o cristianismo declina e o Islã avança.

Tribunais de sharia

A imprensa é parcialmente responsável por isso. Por exemplo, depois do ataque à revista satírica francesa Charlie Hebdo, o chefe do serviço secreto, Sir John Sawers, recomendou a autocensura e “alguma restrição” ao se discutir o Islã. Em muitos casos de atentados, os meios de comunicação evitam a palavra terrorismo e eliminam os aspectos religiosos que geralmente são a motivação dos ataques.
De acordo com um levantamento da revista The Spectator, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha hoje ensinam uma interpretação moderada do Islã, em comparação com 56% nos Estados Unidos. Os wahabitas controlam 6% das mesquitas no Reino Unido, enquanto o ramo fundamentalista Deobandi controla 45%.
De acordo com uma pesquisa do Centro de Conhecimento da Inglaterra, um terço dos muçulmanos que vivem lá não se sente “parte da cultura britânica”.
Como outras capitais na Europa, Londres também está cheia de tribunais da sharia. Há oficialmente 100. O advento deste sistema judicial paralelo foi possível graças à Lei de Arbitragem Britânica e ao sistema de Resolução Alternativa de Disputas.
O primeiro passo para a introdução da sharia foi justamente o discurso de “neutralidade”. Um dos principais juízes britânicos, Sir James Munby, disse que o cristianismo já não influencia os tribunais e que estes devem ser “multiculturais”, o que abriu espaço para a lei religiosa islâmica – que pede a morte dos infiéis – ser vista com naturalidade.
Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o ministro da Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria “incorporar” elementos da lei da sharia. A cultura britânica está capitulando rapidamente aos fundamentalistas islâmicos, para aceitar suas demandas.
Nas universidades britânicas também pode ser visto o avanço da lei islâmica. As diretrizes oficiais das universidades do Reino Unido agora preveem que “grupos religiosos ortodoxos” podem separar homens e mulheres durante os eventos.
Na Universidade Queen Mary de Londres, as mulheres usam uma entrada separada e são forçadas a sentar-se numa sala sem poder fazer perguntas ou levantar as mãos, como é a norma nos países islâmicos, onde as mulheres têm direitos limitados. Com informações Gatestone Institute
por Jarbas Aragão

Cristão retorna ao islã durante a prisão



Não há leis que proíbam o cristianismo na Líbia, no entanto, como o governo sustenta o islã como religião oficial, mudar de crença é considerado uma ofensa grave para as autoridades

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A pressão sobre os muçulmanos que se convertem ao cristianismo é muito grande. Na Líbia, por exemplo, que ocupa o 11º lugar na atual Lista Mundial da Perseguição, a sociedade é muito conservadora. Quando alguém abandona o islã para seguir outra crença, é imediatamente rejeitado pela própria família. A intolerância também vem dos amigos e nos locais de trabalho, por isso, normalmente quem decide seguir Jesus, toma essa decisão em secreto. Alguns chegam a deixar sua terra natal para fugir da violência.
Recentemente, um cristão foi preso por militantes, na cidade de Bengasi. Ele era muçulmano, tinha se convertido ao cristianismo e estava enfrentando as consequências. Ele esteve preso desde novembro do ano passado. Fontes locais disseram que ele apenas havia tentado ajudar algumas pessoas através da internet, quando foi descoberto por um grupo extremista islâmico.
Ao ser preso, ele possivelmente foi tratado como os demais cristãos, que são vistos como traidores e apóstatas. Infelizmente, ele não suportou a pressão e, para conseguir libertação, ele retornou ao islã. Oficialmente, não há leis que proíbam o cristianismo na Líbia, no entanto, como o governo sustenta o islã como religião oficial, mudar de crença é considerado uma ofensa grave para as autoridades.
Pedidos de oração
  • Vamos pedir a Deus para esse homem tenha em seu coração a semente de Jesus e que ele possa se conectar com os cristãos novamente e com segurança.
  • Através da Bíblia, sabemos que Pedro foi aceito por Cristo, mesmo depois de tê-lo negado por três vezes. Que o nosso irmão sinta esse grande amor em sua vida e retorne para aquele que é “o caminho, a verdade e a vida”.
  • Ore pela igreja na Líbia e por todos os cristãos perseguidos que enfrentam violência, pressão e hostilidade.
  • Por Portas Abertas

Papa recebe líderes muçulmanos para promoção do “islã moderado”



Resultado de imagem para Papa recebe líderes muçulmanos para promoção do “islã moderado”    Cardeal que mediou encontro afirma que "todas as pessoas que tem fé têm muito a oferecer"

Os encontros entre o papa Francisco e líderes de outras religiões parecem algo cada vez mais frequente. Ao longo dos seus quatro anos de Pontificado, essa aproximação é um dos principais pontos ressaltados pelo Papa em diversos de seus discursos.
Nesta quarta-feira (5) ele recebeu no Vaticano quatro imãs britânicos, informou o arcebispo de Westminster, cardeal Vincent Nichols. O encontro ocorre menos de um mês após o atentado terrorista na ponte de Westminster e contra o Parlamento britânico, que deixou quatro mortos e 50 feridos.
O cardeal Nichols afirmou que intermediou a visita dos imãs ingleses. “Levarei quatro líderes muçulmanos da Inglaterra para ver o papa Francisco e dizer a ele que os líderes religiosos querem e estão empenhados em construir uma relação”.
Ele minimizou o fato do terrorista da ponte de Westminster ter motivações religiosas.
“O autor era um homem nascido na Inglaterra, que cresceu na Inglaterra. Ele ficou, é verdade, um breve período na Arábia e tornou-se muçulmano. Mas, é preciso dizer que era um homem com uma ampla história de violência. Foi cinco ou seis vezes para a prisão e quem o conheceu fala de um homem muito irritado. Esse incidente deve ser visto e interpretado por sua realidade”.
Para ele, o diálogo inter-religioso precisa avançar como forma de combater-se o terrorismo. “Acredito que todas as pessoas que tem fé têm muito a oferecer. E desse ponto de vista é um dever para os líderes religiosos conversarem, encontrarem-se, explorar juntos soluções em comum para enfrentar essa questão de que a crença religiosa quer o extremismo e a violência”.
Por sua vez, o líder do Fórum Muçulmano Britânico, Muhammad Shahid Raza, asseverou que a mensagem de apoio do papa logo após o atentado em Londres “fortaleceu nossa posição, pois todos condenamos as atividades terroristas.”
Segundo o jornal Daily Mail, o encontro de Francisco com os imãs é parte de um processo de promoção do “Islã moderado” nas vésperas da visita papal ao Egito. O pontífice irá este mês à Universidade Al Azhar no Cairo, um dos principais centros teológicos do ramo sunita.
Em outras ocasiões, Francisco disse que cristãos e muçulmanos são irmãos e que deveriam “permanecer unidos para que acabe toda ação que, venha de onde vier, desfigura o rosto de Deus e, no fundo, tem como objetivo a defesa com veemência de interesses particulares em prejuízo do bem comum”.
por Jarbas Aragão

Coluna do “pórtico de Salomão” é desenterrada em Jerusalém



Resultado de imagem para Coluna do “pórtico de Salomão” é desenterrada em Jerusalém  Parte da estrutura estava entre “lixo” retirado do Monte do Templo 

O projeto Peneirar foi criado em 2004 por arqueólogos que desejavam investigar o que havia nas mais de 9 mil toneladas de terra removidas do Monte do Templo em 1999. O que era “lixo” para a Autoridade Islâmica Waqf – que administra o local desde a guerra de 1967 – para os judeus é parte essencial de sua história.
No final do ano passado, por exemploeles conseguiram resgatar parte do piso do Segundo Templo. Esta semana eles encontraram parte de uma coluna que ficava no “pórtico de Salomão”, mencionado no Novo Testamento como local de reunião da igreja no primeiro século (Atos 3:11 e 5:12). O local dava acesso ao pátio dos gentios e era ladeado por colunas.
Um capitel, parte que ficava no alto da estrutura, no estilo dórico, foi desenterrado. Ele indica que  cada  coluna tinha uma circunferência de 75 centímetros. A descoberta da peça, parte da colunata dupla que cercava o acesso Oriental do Monte Moriá nos dias de Jesus, é mais uma prova incontestável que os relatos bíblicos sobre o local estavam corretos ao afirmar que naquele local foram construídos dois templos judeus.
A coluna media 12 metros de altura e tinha um capitel cuidadosamente adornado. Além de o Novo Testamento falar sobre o local, o livro “A Guerra dos Judeus”, do historiador judeu-romano Flávio Josefo descreve a praça de acesso do Monte do Templo.
O Dr. Gabriel Barkay, diretor do Projeto Peneirar afirmou à imprensa: “Este é um capitel no estilo dórico, uma das características da arte na época da dinastia dos Hasmoneus. Parece que fazia parte da colunata oriental do Monte do Templo, que Josefo e até mesmo o Novo Testamento chamavam de “Pórtico de Salomão”.
Uma coluna como esta é um impressionante testemunho da imensidão das estruturas no Monte na era do Segundo Templo, e se encaixa bem com a narrativa de Josefo, que descreve o que ele viu com seus próprios olhos.
Barkay explicou que as colunas ficavam em duas fileiras paralelas, sendo cobertas com vigas de cedro que sustentavam a estrutura que oferecia sombra aos peregrinos, em especial quando vinham de muito longe para as três principais festas judaicas.
Esse tipo de descoberta em meio a tentativa dos palestinos e das Nações Unidas de negarem os vínculos históricos dos judeus com o Templo e com Jerusalém chama atenção nas vésperas da comemoração do cinquentenário da reunificação da sua capital eterna. Mesmo assim, o projeto Peneirar passa por dificuldades.
Seus idealizadores aproveitaram a divulgação desse achado para pedir ajuda financeira ao governo de Israel. Para Barkay, o Peneirar é uma “extraordinária ferramenta de educação”. Qualquer pessoa interessada pode se inscrever e envolver-se na busca arqueológica. Mais de 200 mil voluntários já passaram pelo local, ajudando a desenterrar importantes peças arqueológicas. Com informações Jerusalém Post


por Jarbas Aragão

domingo, 2 de abril de 2017

Mais de 200 cristãos foram assassinados este ano na Nigéria



Resultado de imagem para Mais de 200 cristãos foram assassinados este ano na Nigéria   Radicais muçulmanos fazem ataques "incessantes", com mortes, sequestros e estupros

Ataques de muçulmanos da etnia fulani às comunidades predominantemente cristãs na Nigéria, deixaram mais de 200 mortos este ano, além casas e fazendas destruídas. O ataque mais recente foi a uma igreja evangélica durante o culto no domingo, 19 de março.
Dois cristãos foram assassinados na aldeia de Oshugu, região central do país. O ataque gerou uma fuga em massa, onde centenas de pessoas saíram da área com medo das ameaças feitas pelos radicais islâmicos.
“O ataque à nossa aldeia ocorreu pela manhã, enquanto estávamos dentro da igreja”, disse um sobrevivente, identificado apenas como Ittah. “O líder de nossa vila e uma outra pessoa morreram, e muitos ficaram feridos. O triste é que estes fulani têm atacado nossas comunidades e ninguém faz nada para impedir isso”.
Segundo documentos encaminhados à Assembleia Nacional da Nigéria, desde janeiro os jihadistas mataram mais de 200 pessoas e feriram outros 500. A petição cita ainda casos de  estupro e sequestros.
Aminu Suleiman, um dos líderes do movimento que pede providências ao governo, lamentou. “Estamos feridos e angustiados. Estamos morrendo como resultado dessa destruição da nossa atividade econômica e perda de nossas terras”. Ele ressaltou que os radicais são pastores de gado que invadem as terras dos cristãos, os ameaçam e depois ficam com as fazendas para si.
Esse tipo de investida não é novidade. Há registros desde 2014 de um movimento crescente que atinge os estados da região central como Bauchi, Kaduna, Taraba e Adamawa.
Em alguns casos, os pastores Fulani estavam acompanhados de mercenários islâmicos vindos de fora da Nigéria somente para atacar aldeias cristãs. O maior massacre, em fevereiro de 2016, deixou um saldo de 300 cristãos mortos no estado de Benue.
Segundo dados da Missão Porta Abertas, apesar dos cristãos perfazerem 51,3% da população nigeriana, o país ocupa o 12º lugar na lista perseguição ao cristianismo.
A região norte da nação é dominada pelos radicais do Boko Haram, que vem tentando expandir seu território fazendo incursões aos estados no centro da Nigéria. A ineficiência do governo parece que tem servido de estímulo para o aumento dos ataques. Com informações de Assist News
por Jarbas Aragão

Teólogo defende “A Cabana”: críticas são superficiais



Resultado de imagem para Teólogo defende “A Cabana”: críticas são superficiais    Filme divide opiniões de teólogos por mostrar Deus de forma não convencional

Um professor de teologia surpreendeu ao fazer a defesa do filme “A Cabana”, que vem tendo um bom desempenho nas bilheterias de vários países. Roger E. Olson é batista e ensina ética e teologia no Seminário George W. Truett, da Universidade de Baylor, Texas. Ele acredita que a maioria dos críticos estão sendo “superficiais” ao questionarem apenas o porquê de Deus ser representado no longa como uma mulher negra.
Em seu blog para o site Patheos, especializado em religião, Olson escreveu: “Posso apenas dizer que estou muito desapontado com as respostas dos cristãos evangélicos ao livro e ao filme. Em minha opinião, alguns são extremamente superficiais e desdenhosos”.
Para o professor, muitas pessoas estão reclamando do filme sem terem ido assisti-lo e repetem o mesmo argumento, que tem forte inclinação ao que ensinam calvinistas, historicamente avessos a representações visíveis de Deus.
Olson, que é arminiano, diz que não há nada errado em termos uma imagem visível de Deus, como mostra o longa. “Claro, não espero que os calvinistas gostem da teologia do filme, mas esperava que pelo menos o vejam antes de reclamar sobre isso”, provocou.
O professor de teologia diz que o filme, baseado no livro do mesmo nome, apresenta uma “mensagem cristã muito forte, sem ser um sermão ou palestra”. Segundo ele, a proposta do autor claramente não era fazer um tratado teológico, mas contar uma história.
“Não precisamos concordar com todos os pontos da mensagem, mas acredita que é sempre importante, especialmente para os cristãos, ter discernimento bíblico ao ler qualquer livro ou assistir a qualquer filme”, ​​enfatizou.
O argumento de Roger E. Olson é, de certa maneira, uma resposta a  Albert Mohler Jr, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, o qual reclamou em seu blog:  “A Bíblia adverte contra qualquer representação falsa de Deus e chama isso de idolatria”.
Outros teólogos, como Jerry Newcombe, optaram por uma postura mais branda, dizendo que  a história “trata com muita liberdade a Pessoa de Deus” e que isso poderia dar a impressão errada aos cristãos. Ele recomenda discernimento para todo expectador diferenciar o que é o ensino bíblico e o que é entretenimento.
Há aqueles que, como o teólogo Steven D. Greydanus, preferem não colocar limites sobre como Deus pode escolher apresentar-se.
“A Cabana não diz que Deus é realmente assim, mas que escolheu manifestar-se dessa maneira ao personagem Mack ‘Philips, interpretado no filme de Sam Worthington. Bem, quem pode dizer que Deus não pode aparecer assim para alguém? Nenhuma interpretação imaginativa de Deus é mais do que uma meia-verdade”, argumenta.
“A Cabana”, atualmente em exibição no Brasil, é uma história que lida com a dor de uma profunda perda. Ele tem dividido opiniões, não tanto por falar sobre o amor de Deus em meio as tragédias, mas principalmente por ter atores femininos interpretando Deus e o Espírito Santo. Com informações Christian Post
Assista ao trailer:

por Jarbas Aragão

Depois da dor vem a cura




“Precisamos entender que a vida continua, apesar das nossas dores e é somente isso o que eu posso dizer agora; estou curada e essa cura vem todos os dias da parte de Deus”

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Faz exatamente dois anos que 147 alunos da Universidade de Garissa, no Quênia, foram mortos em um ataque do grupo Al-Shabaab. Margaret*, umas das sobreviventes, conta que ao sair de seu esconderijo, assim que os militantes partiram, depois de 14 horas ouvindo tiros e muita gritaria, ela ficou chocada com a cena. Ela teve que passar pelos corpos de seus amigos. “Eu perdi minhas amigas mais próximas, mas quando passei pelo corpo de Beatrice*, realmente entrei em pânico”, relatou. Juntos, vários sobreviventes tiveram que caminhar até o quartel militar. “Eu me sentia enlouquecida como se estivesse perdendo a consciência e a normalidade. Parecia que era o fim da vida que eu levava e essa sensação de loucura parecia ser meu novo ‘normal’”, ela disse.
Mas Margaret explica que sentiu a mão de Deus sobre sua vida o tempo todo e que as orações a protegiam desse sentimento, desempenhando um papel muito importante em sua recuperação. Sua família a recebeu como se ela tivesse sido ressuscitada dos mortos e levada para casa, onde amigos e parentes a cobriram de amor e carinho. Em seguida, ela passou por um aconselhamento de trauma patrocinado pelo governo, que a ajudou muito a se recuperar. Ela insistia em passar o tempo com outras pessoas que haviam enfrentado a mesma provação. Sua família lutou para entender por que ela queria fazer isso, mas não a impediram. “Eu precisava ver meus amigos e tive necessidade de ir ao necrotério também para ver até mesmo aqueles que estavam mortos”, contou.
“Quando voltei para casa e entrei em meu quarto, desmoronei. Eu não tinha forças para ficar em pé e simplesmente me rastejava e chorava. Foi um sacrifício viver tudo aquilo, mas também colaborou para minha cura. O aconselhamento não serviria de nada se eu não estivesse com meus amigos compartilhando essa dor e depois eu tive os cuidados de vários líderes cristãos”, explicou. Frederick, que é presidente da FOCUS (Fellowship of Christian University Students), uma associação de estudantes cristãos, também teve um papel muito importante incentivando e aconselhando a todos, através do trauma que ele mesmo viveu naquele dia, durante o ataque.
Atualmente, Margaret está bem. “Precisamos entender que a vida continua, apesar das nossas dores e é somente isso o que eu posso dizer agora. Estou curada e essa cura vem todos os dias da parte de Deus. Agradeço a todos aqueles que oraram por nós e quero que saibam que, realmente, Deus trabalhou. Nós vimos os frutos vindos dele, porque nós sobrevivemos. E se estamos aqui, hoje, foi por meio das orações”, agradece e conclui Margaret.
*Nomes alterados por motivos de segurança. 
Por Portas Abertas