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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Esperança para Iraque e Síria



Campanha pretende mobilizar 1 milhão de vozes em favor dos cristãos iraquianos e sírios
Menina em Dohuk, Iraque
A Igreja no Oriente Médio enfrenta enormes desafios em razão da guerra e da perseguição. Enquanto a Síria enfrenta as consequências de uma guerra civil, que já dura quase 6 anos, a violência do grupo autoproclamado Estado Islâmico (EI) já deslocou mais de 4,4 milhões de pessoas no Iraque.
Mas a despeito de todos os perigos, alguns cristãos têm escolhido permanecer em seus países. Eles acreditam que têm um importante papel na reconstrução de suas comunidades e que podem ser luz na escuridão. Graças à generosidade de parceiros como você, a Portas Abertas tem apoiado milhares de famílias na região. Mas muito mais precisa ser feito.
Por isso, estamos lançando a campanha Esperança para Iraque e Síria: para orarmos pelos cristãos perseguidos como nunca oramos, falar ao mundo em nome deles e levantar recursos para ajudá-los a permanecer sendo fonte de luz e de esperança.
Assine a petição
Com sua ajuda, é possível mobilizar a comunidade internacional para garantir que a família da fé tenha um futuro de esperança. Una-se a um milhão de vozes de esperança para reivindicar três pontos fundamentais de todos os cidadãos: direito à igualdade, dignas condições de vida e um papel relevante na reconstrução da sociedade.
Participe!
O propósito da campanha é que nossas ações possam garantir um lugar seguro e um futuro de paz para os cristãos e outras minorias religiosas como parte valiosa e integrada na sociedade do Oriente Médio.
Acesse o site e conheça outras formas de usar sua voz para fazer a diferença.

por Portas Abertas

Ministério Público dá ultimato contra distribuição de Bíblias a alunos de escolas públicas



Resultado de imagem para Ministério Público dá ultimato contra distribuição de Bíblias a alunos de escolas públicas    A distribuição de exemplares da Bíblia Sagrada nas escolas da rede municipal de Nova Iguaçu entrou na mira do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que expediu uma recomendação para que as parcerias com entidades religiosas sejam rompidas.

A prefeitura da cidade, através da Lei Municipal 4.619/16, tem autorização para estabelecer parcerias com entidades religiosas para a distribuição de exemplares da Bíblia nas escolas. A legislação, no entanto, é vista pelo MP como inadequada.
De acordo com informações no site do Ministério Público do Rio de Janeiro, a recomendação se estende à possibilidade de, no futuro, a prefeitura celebrar convênios, contratos, licitações ou conceder autorização para aquisição de bíblias e distribuição nas escolas.
“A Promotoria considerou a lei inconstitucional, já que viola o princípio do Estado laico e a liberdade de crença da população ao permitir a subvenção de segmento religioso específico (cristão) com recursos públicos, em detrimento das demais religiões. O documento destaca que a Lei pode gerar indevida e dolosa violação aos Direitos Humanos de minorias não praticantes da religião subvencionada pelo município”, diz trecho da nota sobre o caso.
A recomendação é uma medida extrajudicial, prevista na Lei da Ação Civil Pública, e tem como objetivo resolver problemas que afetem direitos coletivos, sem a necessidade de se acionar a Justiça, evitando custos de processo e a demora na resolução das questões abordadas.
Na abordagem do MP, há um destaque para o eventual uso de verba da cidade para compra de exemplares da Bíblia, já que há, na rede municipal de escolas, muitas unidades precisando de reforma e muitas áreas precisando que salas sejam construídas. Caso a prefeitura compre bíblias para distribuir, o Ministério Público avisou que irá considerar a decisão “como desperdício de recursos públicos e a oferta irregular do ensino obrigatório”.
Por Jarbas Aragão

Igrejas querem ser “cidades de refúgio” contra deportações de Trump



Resultado de imagem para Igrejas querem ser “cidades de refúgio” contra deportações de Trump  Anúncios de entidades religiosas ecoam posturas políticas

As medidas relativas aos imigrantes ilegais nos Estados Unidos anunciadas por Donald Trump foram usadas por seus adversários políticos como algo ruim para o país, muito embora durante o governo Obama o número de deportações bateu recordes.
Após a confirmação que ele será o novo presidente, os prefeitos de Nova York, Chicago e Seattle declararam que suas cidades seriam “santuários”, afirmando que eles protegerão os imigrantes indocumentados da deportação em massa prevista para o início de 2017.
Logo em seguida, milhares de estudantes, professores, ex-alunos das universidades de elite, incluindo Harvard, Yale e Brown, assinaram petições para que as instituições protegessem os estudantes indocumentados de qualquer ordem executiva.
Agora, as congregações religiosas, incluindo igrejas e sinagogas, estão se declarando “santuários” para imigrantes que fogem da deportação.
Semana passada, um mexicano indocumentado e pai de três filhos, que afirma estar determinado a ficar nos EUA apesar de não ter permissão, apareceu em uma coletiva de imprensa na Igreja Metodista Unida Arch Street.
Javier Flores buscou refúgio na igreja antes de uma ordem para comparecer ao serviço de Imigração e Alfândega. O mexicano de 40 anos, que reside no norte da Filadélfia, entrou ilegalmente nos Estados Unidos pela primeira vez em 1997. Desde então, foi deportado e voltou a entrar várias vezes.
“Se Javier e sua família preferem ficar conosco, terão um lar aqui”, afirmou o reverendo Robin Hynicka, pastor responsável pela congregação.
Peter Pedemonti, diretor executivo do Movimento Novo Santuário da Filadélfia, afirmou que dezenas de igrejas estão procurando se juntar ao programa de desobediência civil, de oposição  às deportações e que pretendem transformar os templos em locais de refúgio. Além das 17 que já assinaram os termos, existem duas sinagogas participando.
Na verdade, desde 2014, 13 igrejas em nove cidades já serviram de “santuário” a 15 pessoas em risco de deportação iminente, explica Noel Andersen, coordenadora nacional de base do Church World Service, que presta apoio jurídico para imigrantes cristãos.
Andersen estimou que existem 400 congregações em todo o país que apoiam os esforços ou estão dispostas a abrir suas portas para as pessoas que temem a repatriação forçada.
Historicamente, igrejas, escolas e hospitais, são considerados “locais sensíveis” pelo serviço de Imigração e Proteção de Fronteiras dos EUA. Os agentes federais evitam prender ou entrevistar pessoas que estejam dentro desses espaços.
Um dos argumentos usados pelos líderes religiosos é a tradição das cidades de refúgio, mencionados no Livro de Números. No Israel bíblico existiam locais para onde uma pessoa que acidentalmente matou outra poderia se refugiar de quem buscava vingança.
Apesar de jurar deportar cerca de 11 milhões de estrangeiros ilegais durante sua campanha, em entrevista recente Trump explicou que o foco são de 2 a 3 milhões de indocumentados que foram condenados por crimes.
“São os criminosos, que estão presos, têm antecedentes criminais, são membros de gangues, traficantes de drogas… Nós temos um monte dessas pessoas, provavelmente 2 milhões, pode chegar a 3 milhões”, afirmou o novo presidente ao programa 60 Minutes no início do mês. Com informações Religion News
por Jarbas Aragão

“Veja como Deus nos ama”



Família cristã enfrenta grandes dificuldades depois que o Boko Haram invadiu sua cidade; mas Deus tem suprido as necessidades de cada um deles

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Antes dos ataques violentos do grupo extremista islâmico Boko Haram, Mamadou*, sua esposa e seus sete filhos viviam bem e felizes em Achigachia, na cidade de Mozogo, extremo Norte de Camarões. Mas a crise chegou e a família que morava numa casa confortável perdeu tudo. “Um dia fomos dormir com fome, havia apenas uma xícara de milho e mais nada. Caí de joelhos e orei a Deus pedindo ajuda. Cheguei a pensar que, assim que amanhecesse o dia, teríamos que bater de porta em porta pedindo algum alimento”, disse Mamadou.
Mas em vez disso, naquela manhã a família acordou com o barulho do pastor, batendo na porta deles, dizendo para irem buscar uma caixa na igreja. “Pensei que fosse algo que eu pudesse carregar facilmente, mas havia ali um saco de arroz, milho, açúcar, óleo, peixe e entre muitas outras coisas, tinha até sabonete”, conta o marido que surpreendeu a esposa ao chegar em casa com tudo aquilo.
"Quando ela me viu chegando, eu disse: ‘veja só isso, como Deus nos ama’ e todos comemoraram”, disse Mamadou com gratidão. Atualmente, eles moram em uma casa emprestada e a vida não tem sido fácil. Infelizmente, ele perdeu uma de suas filhas. “Ela ficou muito doente devido ao estresse do deslocamento e às dificuldades que passamos. Eu não tive condições de obter cuidados médicos adequados, e ela tinha apenas 12 anos”, ele lamentou. Assim como a família de Mamadou, muitas outras enfrentam esse tipo de dificuldade por professarem a fé cristã. Ore pela igreja em Camarões.
*Nome alterado por motivos de segurança.
Por Portas Abertas

Jesus Cristo é entronizado “rei da Polônia”



  Resultado de imagem para Jesus Cristo é entronizado “rei da Polônia”  Presidente Andrzej Duda e vários políticos do primeiro escalão participaram da cerimônia

Jesus Cristo tornou-se o rei da Polônia no último sábado (19), e isso ocorreu com a aprovação do presidente da República, Andrzej Duda. Embora o país continue sendo uma democracia parlamentarista, a cerimônia de entronização foi assistida por vários membros do Executivo e do Parlamento.
Esse tipo de cerimônia não é novidade, tendo acontecido anteriormente, nas cidades de Jasna Gora (em 1997) e Sagiewnikim (em 2000). Contudo, é a primeira que estão presentes o chefe de Estado e outras autoridades.
Os bispos católicos que conduziram o processo explicaram que o ato é o reconhecimento honorário do seu reinado em “todo o mundo”. Ainda assim, os documentos eclesiásticos da cerimônia descrevem-no como “um ato de aceitação nacional do reino de Cristo e submissão ao seu poder divino”.
O presidente Duda, eleito no ano passado pelo Partido Direito e Justiça (PiS), de perfil conservador, estava na igreja acompanhado do ministro da Justiça Zbigniew Ziobro e do Meio Ambiente, Jan Szyszko, além de vários deputados do PiS. A cerimônia demonstrou a proximidade entre a Igreja Católica e o governo atual, que nunca negou sua identificação com os princípios do catolicismo.
A entronização ocorreu no santuário da Igreja da Divina Misericórdia em Lagiewniki, perto de Cracóvia, com a participação de cerca de 6.000 fiéis, segundo a imprensa local. O desejo dos fiéis poloneses em ver Jesus Cristo no trono polonês se concretizou sete meses apôs a hierarquia Católica aprovar o processo.
Uma tentativa semelhante foi feita em 2006, quando 46 deputados (10% da Câmara), assinaram um projeto de lei para proclamar Jesus como rei, que acabou não sendo aprovado pela maioria dos congressistas.

Profecia de guerra

Os setores mais à esquerda da política polonesa já ridicularizaram a entronização de Jesus Cristo como Rei da Polônia.
A escolha da data foi por que dia 20 de novembro, no calendário local, é a festa de ‘Cristo Rei’. Cerimônias religiosas replicando a entronização foram realizadas no domingo em diversas catedrais por todo o país.
O padre Paul McDonald, um dos organizadores do evento principal, na Igreja da Divina Misericórdia, relatou que existe uma antiga profecia entre os católicos do país revelada pela já falecida beata Rosalia Zelkova. Ela afirmou na década de 1960 que a entronização de Jesus como rei livraria a Polônia da próxima grande guerra.
A invasão da Polônia em setembro de 1939 foi o estopim da Segunda Guerra Mundial. A nação acabou sendo dividida e anexada pela Alemanha e pela União Soviética, perdendo sua soberania. Com informações de ABC e CNS
por Jarbas Aragão

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Cristãos cubanos se preparam para evangelizar fora do país



“Não há autores cubanos escrevendo sobre a realidade da igreja nessa nação, não há Bíblias suficiente para todos e o governo rejeita o cristianismo por que ele transforma vidas, mentes e corações”

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“A igreja em Cuba tem uma grande missão nesse mundo; muitos missionários podem sair daqui quando Deus abrir as portas”, afirma um dos líderes cubanos que acredita na capacidade daqueles que estão sendo preparados para pregar o evangelho fora do país. “A educação em Cuba é de alto padrão, há engenheiros, médicos, investigadores e artistas cristãos que serão capazes de servir as pessoas onde quer que estejam, através de sua profissão e convicção missionária”, ele afirma. O líder ainda comenta que os cristãos cubanos têm o coração grato por tudo o que já receberam de outras pessoas. “Agora temos essa sensação de urgência em retribuir. Deus tem muito trabalho para realizarmos e nós temos pouco tempo nessa terra”, alerta.
Mas apesar dessa convicção positiva, eles também reconhecem que são necessitados da presença do Espírito Santo para curá-los. “O comunismo quebrou a dignidade dos seres humanos por aqui. Mesmo dentro da igreja há distúrbios emocionais e sensação de inutilidade, e isso precisa ser tratado”, disse outro líder. “O governo pressiona muito a população, mas mesmo parecendo difícil a igreja precisa enxergar que faz a diferença e que tem oportunidades de expadir seus ministérios como acontece em outros países, pois isso não tem nada a ver com riqueza ou pobreza. Aqui os pastores também passam por sérias dificuldades financeiras e muito estresse. Somos observados o tempo todo e chantageados. Mas temos que fazer o nosso trabalho”, disse.
Todos eles concordam que há sentimento de desconfiança na população, os padrões estão distorcidos, por isso as pessoas não podem se exopressar com liberdade, principalmente quando encontra a cura em Cristo. “Eu acredito que a solução está no Evangelho e nas ferramentas que ele nos oferece, mas nem todas as pessoas sabem usar essas ferramentas”, lamenta. E para finalizar, um último líder explica a inflexibilidade do governo em relação às formas de pregar o evangelho no país. “Materiais cristãos não podem ser utilizados, principalmente quando se trata de produções audiovisuais, programas de rádio ou qualquer outro meio de expressão que afete o governo. Tudo é restrito. Não há autores cubanos escrevendo sobre a realidade da igreja nessa nação, não há Bíblias suficiente para todos, não entra literatura cristã aqui. Eles rejeitam o cristianismo por que ele transforma vidas, mentes e corações”, conclui. 

por Portas Abertas

Estuprada, jovem enfrenta a família, recusa aborto e é recompensada por Deus



Resultado de imagem para Estuprada, jovem enfrenta a família, recusa aborto e é recompensada por Deus     A história de uma menina chamada Isabella poderia não existir se sua mãe tivesse seguido a orientação de seus pais e abortado no início da gravidez. E a história só mudou porque um trabalho evangelístico alcançou a jovem gestante.


Lauran Bunting era uma estudante do terceiro ano do Ensino Médio quando arrumou um namorado. A relação entre os dois inspirou confiança e ela afirmou que não queria fazer sexo antes de se sentir pronta. O recado parecia ter sido entendido pelo rapaz, mas de uma hora para outra ele mudou de comportamento.
“Nós estávamos jogando basquete. Fomos até a garagem e aí ele disse que não se importava mais com minha espera. Ele queria ter relações sexuais. Eu implorei e insisti, mas ele me obrigou e me forçou a fazer sexo com ele”, contou Lauran ao siteLifeNews. Com o tempo, ela sofreu mais abusos e um dia descobriu que estava grávida.
Sua reação imediata foi de insegurança, e ela recorreu às irmãs para contar sobre a gravidez. Encorajada, ela contou aos pais, mas omitiu um importante detalhe: o estupro. “Meu pai disse: ‘Você vai abortar essa criança, se realmente estiver grávida’. Eu não me lembro de ter chorado tanto na minha vida”, relembrou.
Ela se recusou a abortar o bebê e isso custou a amizade com seu pai, que aos poucos, foi deixando de falar com ela. Com a proximidade do parto, os avós chegaram à conclusão de que ela deveria dar o bebê para adoção, e já haviam inclusive conseguido um casal interessado.
Em meio a essas indefinições, ela foi fazer um ultrassom e, quando deixou o hospital, um grupo de voluntários entregou a ela um folheto com o versículo 11 do capítulo 29 de Jeremias: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”.
Na entrevista, ela contou que nesse momento se encheu de esperança para o futuro, percebendo que Deus estava falando com ela. “Foi nessa época que eu me converti e entreguei minha vida para o Senhor”, disse, acrescentando que procurou seus pais para contar que havia decidido ficar com o bebê e que, na verdade, ela havia sido vítima de um estupro.
“Eu não estava vivendo para o Senhor como eu pensava que vivia. Eu não estava me esforçando o suficiente. Então, eu segui em frente e continuei com meus estudos na escola, porque eu sabia que tinha que terminar. Mas então as coisas ficaram ruins. Ele (o estuprador) me bateu com uma porta. Ele jogou comida em mim. Ele jogou uma bola em mim. Quase fui expulsa da escola porque todos os dias estávamos na sala do diretor, na enfermaria ou no escritório do conselheiro de orientação”, relembrou.
Apesar dos conflitos, ela perseverou, terminou os estudos e deu à luz Isabella. 

Resultado? “Meu pai e Isabella agora são melhores amigos. Ele tem mimado ela bastante. Deus mudou seu coração. Esta é a maior bênção que recebi, e eu não mudaria isso por nada”, concluiu.

por Tiago Chagas

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Estudo global revela novo aumento da perseguição religiosa



 Resultado de imagem para Estudo global revela novo aumento da perseguição religiosa  Governos ainda são os maiores responsáveis pelas violações


Os horrores da perseguição religiosa praticada por grupos como o Estado Islâmico (EI)  e outros similares no Oriente Médio não foi o suficiente para que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecesse o genocídio dos cristãos na região.  Em junho, o relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre a Síria, presidida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, abordou somente os problemas enfrentados pela minoria  yazidi.
Contudo, todos os relatos de assassinatos em massa, raptos, tortura, crucificações, decapitações, violações sexuais e destruição de locais de culto nos últimos anos afetou todos os grupos não islâmicos no Oriente Médio, indistintamente. A violência dos jihadistas provocou provoca o êxodo em massa de todos os grupos religiosos, incluindo cristãos, yazidis, mandeanos e até muçulmanos que não seguem a mesma linha do EI.
O  Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) apontou que entre os 196 países analisados desde junho de 2014 , pelo menos 38 experimentaram de forma inequívoca graves violações da liberdade religiosa.  A 13ª edição do estudo destacou que além de casos de perseguição ou discriminação feito por grupos religiosos extremistas, também há várias situações onde o perpetrador foi o próprio Estado. Em Mianmar, no sul da Ásia, 66 igrejas foram destruídas pelo exército local entre 2011 e 2016.  perguicao-religiosa-no-mundo
John Pontifex, editor chefe do Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, esclarece que nos últimos anos, ocorreu uma evidente escalada dos ataques realizados por grupos extremistas islâmicos. “Atos de genocídio contra grupos minoritários foram cometidos pelos extremistas islâmicos na Síria, no Iraque e na Nigéria”, lembra Pontifex ao The Guardian.
O relatório concluiu que os cristãos são o grupo religioso que mais sofre perseguição no mundo. O editor do estudo entende que isso se deve ao fato de estarem presentes em todo o mundo. “Comunidades menores, que estão restritas a áreas específicas, sofrem perseguição em níveis muito mais severos, mas que não se mostram numericamente ou no número de pessoas atingidas”, conclui.
“Em algumas partes do Oriente Médio – incluindo Síria e Iraque – esse hiper-extremismo está eliminando todas as formas de diversidade religiosa e cresce o risco que o mesmo ocorra em partes da África e do subcontinente asiático”, diz o relatório. “A intenção é substituir o pluralismo por uma monocultura religiosa”.
O estudo pode ser lido na íntegra – em português – no site criado para divulgá-lo. diz que tal violência e intolerância têm sido um dos principais da migração transfronteiriça. Em junho, a ONU divulgou que 65,3 milhões de homens, mulheres e crianças foram forçados a sair de suas casas por causa de guerras e perseguições no ano passado.
Apesar de negada pelos governos, a  intolerância religiosa é um dos principais fatores da atual crise de refugiados mundial. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) admite que dos quatro maiores geradores de refugiados (Síria, Afeganistão, Somália e Sudão do Sul) três são dominados pelo extremismo religioso.
Por Jarbas Aragão

Mais antiga inscrição dos Dez Mandamentos é vendida por R$ 2,8 milhões



Resultado de imagem para Mais antiga inscrição dos Dez Mandamentos é vendida por R$ 2,8 milhões   Vendida por rabino, placa de mármore permanecerá em exibição pública

Uma pedra de mármore, contendo o mais antigo registro dos Dez Mandamentos foi vendida em um leilão nos Estados Unidos por 850 mil dólares. Medindo cerca de um metro e pesando 50 quilos, ela foi adquirida por uma pessoa que prefere não ter o nome revelado.
A decisão de vendê-la foi do rabino Shaul Deutsch, fundador do museu Torá Vivo, em Nova York. Uma das exigências é que o comprador deveria colocá-la em um local público, onde possa ser vista pelas pessoas.
Curiosamente, nela podem ser lidos apenas 9 dos 10 mandamentos registrados no Livro de Êxodo. Esculpida por samaritanos, omite “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”, e apresenta em seu lugar uma antiga regra, pedindo a construção de um templo no monte Gerizim.
Acredita-se que ela foi feita durante o final do Império Romano e o início da era bizantina, entre os anos 300 e 500 d.C. Ficava na entrada de uma antiga sinagoga samaritana, provavelmente destruída pelos romanos. Somente em 1913, durante as escavações para a construção da estrada de ferro, perto da cidade de Yavne, em Israel, a pedra foi revelada.
Sem perceber seu valor histórico, a pedra de mármore foi vendida para um árabe, que a colocou como soleira do pátio interno, com a inscrição virada para baixo. Ficou naquele lugar até 1943, quando foi comprada pelo arqueólogo Y. Kaplan, que permaneceu com ela até o ano 2000.
Ele negociou a peça com o rabino Deutsch, que a colocou exposta no Museu Torá Viva, em Nova York. Desejando fazer uma ampla reforma no local, o rabino decidiu negociar o Decálogo e outras peças. David Michaels, diretor de antiguidades Heritage Auctions, que fez o leilão agora, explicou ao Religion News que o novo dono assinou um compromisso em exibir a tábua em um local onde o público possa ter acesso.
O lance inicial era U$ 300.000, mas o preço pago pelo vencedor chegou a U$ 850.000, cerca de R$ 2,8 milhões.
por Jarbas Aragão

Menina perdoa pai que tentou matá-la após sua conversão



Resultado de imagem para Menina perdoa pai que tentou matá-la após sua conversão   “Mesmo que eu morresse lá, tinha certeza de que iria para junto de Jesus", afirmou.

Seis anos atrás, uma menina de dez anos se converteu ao cristianismo em Uganda. Ao saber da notícia, seu pai, que é muçulmano, ficou tão irritado que a trancou em um quarto escuro por seis meses. Susan iria morrer de fome e sede se o irmão mais velho, Mbusa, não passasse um pouco de comida e água por uma fresta na porta.
O homem espancou tanto a filha que a menina perdeu parte dos movimentos da cintura para baixo. Eventualmente acabou sendo hospitalizada, mas os danos podem ser permanentes. Confessou acreditar que seu pai iria matá-la.
No momento em que foi resgatada, em outubro de 2010, Susan não conseguia andar nem conversar. Seu cabelo preto tinha ficado amarelado e ela pesava apenas 20 quilos. Passou quase um ano internada em um hospital, onde era visitada regularmente por cristãos locais. A missão Portas Abertas também entrou em cena, provendo para ela alimentos, roupas, artigos de higiene pessoal e materiais de leitura.
Apesar de toda a tortura que sofreu, Susan recusou-se a negar a Cristo: “Não posso deixar Jesus, decidi não abandoná-lo porque ele me deu a vida eterna e, mesmo que eu morresse lá, tinha certeza de que iria para junto dele”, afirmou.
Agora com 16 anos, Susan é incapaz de andar sem a ajuda de muletas, mas mantém o otimismo quanto ao seu futuro, revelando que espera se tornar médica um dia.
Com o apoio da missão, passou por uma cirurgia corretiva e fisioterapia, mas perdeu pelo menos dois anos de estudos. Citando Lucas 23:34, ela afirmou que tomou uma decisão: “Perdoo meu pai porque ele não sabia o que estava fazendo”. Também diz que tem um pedido: “Por favor, ore por minha cura, quero andar sem as muletas”.
Apesar da maioria da população de Uganda ser cristã, cerca de 85%, a minoria muçulmana (11%) vem se radicalizando. Grupos extremistas como o Al-Shabab intimidam sobretudo aqueles que vivem no leste do país. Existem numerosos relatos de islâmicos que sofrem perseguição por terem se convertido. Há casos de pessoas que foram abandonados por seus familiares ou até mortos. Com informações Gospel Herald
por Jarbas Aragão