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terça-feira, 25 de outubro de 2016




Resultado de imagem para Oração de gratidão de três menininhas emociona milhares de pessoas no Facebook   O saudável gesto de gratidão por uma refeição fez com que três meninas se tornassem o centro dos holofotes nesta semana. A oração feita por elas antes do café da manhã foi fotografada e se tornou viral nas redes sociais.

As três pequenas vivem em West Michigan, nos Estados Unidos, e a foto ao lado foi feita por Ruth Andrew, mãe biológica de Oriana e Alexis, e madrasta de Grace. Mais de 60 mil usuários do Facebook compartilharam a imagem.
“Isso [oração] é algo que temos ensinado elas a fazerem, mas a gente sempre estava lá para fazer isso com elas. Vê-las fazendo isso sozinhas, segurando as mãos, foi um momento precioso que eu pensei ‘preciso registrar isso’”, comentou Ruth, satisfeita por ver se cumprir uma promessa bíblica de Provérbios 22-6: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Quando Ruth contou às meninas que a foto tinha recebido dezenas de milhares de curtidas, elas ficaram espantadas, mas constataram algo que fica nítido na imagem: “Nós nos amamos muito”, disse a pequena Grace.
De acordo com informações da emissora Fox 17, Ruth acredita que não foi apenas a expressão de fé registrada que emocionou tantas pessoas: “Existem muitos conflitos raciais e muitas coisas negativas acontecendo. Eu acho que este post apenas mostra que se as crianças podem se unir, nós também podemos”, observou, destacando o fato de que sua enteada é branca, e suas filhas, negras.

por Tiago Chagas





Regulamentos sobre religião podem limitar o cristianismo




O governo tenta manter as aparências, mas na verdade a China é um dos lugares mais complicados para quem decide ser cristão

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Recentemente, alguns novos regulamentos sobre religião estão sendo inseridos à Constituição da China. O Partido Comunista tem controlado rigorosamente as atividades nas igrejas. Conforme um dos colaboradores que atua no país “as novas regras serão ainda mais duras”. Os cristãos chineses já experimentam há décadas a perseguição religiosa. A nação que, atualmente, ocupa o 33º lugar na Classificação, já esteve no topo da lista entre os anos de 1993 e 2008.
O governo tenta manter as aparências, mas na verdade a China é um dos lugares mais complicados para quem decide seguir a Cristo. Os fieis são vistos como uma ameaça para os governantes chineses. Na província de Zhejiang, logo depois da campanha para derrubar cruzes, autoridades exigiram que as igrejas tivessem a bandeira oficial da China nos topos dos prédios e nos púlpitos, em lugar da cruz. Nos horários de culto, sempre há um carro oficial do governo vigiando todos os movimentos dos cristãos. 
Há também uma nova lei que entrará em vigor em 2017, que vai limitar o trabalho das ONGs estrangeiras já atuantes no país, por meio de várias novas exigências de registro, controle de relatórios e fiscalização de extremo rigor. Mas mesmo sob pressão, a igreja na China se esforça para permanecer firme e tem o apoio da Portas Abertas, que tem desenvolvido projetos específicos para que os cristãos continuem perseverando e respondendo à perseguição de forma bíblica. 

por Portas Abertas

Pastora que declarou-se ateia tem reencontro com Deus e volta a crer



Resultado de imagem para Pastora que declarou-se ateu tem reencontro com Deus e volta a crer   Teresa MacBain virou notícia no mundo todo em 2012 ao afirmar que, sendo pastora metodista, havia se tornado ateia. Em 2013, foi exaltada por uma entidade com o prêmio de “Ateu do Ano”. Em 2016, anunciou que reencontrou sua fé em Deus, e que pôde enxergá-lo através da graça.


À época, ela era líder de uma Igreja Metodista em Tallahassee, Flórida, com 200 membros. Teresa é filha de pastor e havia chegado à condição de dirigir uma congregação em 2009, quando se tornou pastora sênior.
Em seu último sermão, dias antes do anúncio de sua apostasia, Teresa falou sobre passado, angústias e sua necessidade pessoal de buscar novos rumos. Ciente das consequências, a então ex-pastora passou a lidar com a rejeição das pessoas que a cercavam, recebendo avisos de parentes e que disseram não gostariam de tê-la mais em suas casas, e antigos colegas de ministério, como pastores com quem mantinha contato, romperam com ela.
Durante um evento organizado pela American Atheists, a mesma que a considerou a cética do ano, ela disparou sua revolta: “Eu dizia que estava no caminho certo e que vocês iriam queimar no inferno. Estou feliz em dizer, diante de todos aqui, que eu vou queimar com vocês!”. A plateia, em delírio, a ovacionou.
Ao longo desses quatro anos, viveu a vida como um ateu a viveria, mas foi alcançada pela graça, conheceu Deus de verdade e voltou a crer em Seu amor. Em seu site pessoal, disse que “redescobriu a graça de Deus através da música e da compaixão demonstrada pela família e amigos”, e que sua “jornada única a levou até sua missão de vida: ajudar pessoas que estão questionando sua fé”.
Em um vídeo intitulado “Grace Redefined”, ela contou sua história de vida, sua participação no Clergy Project (uma iniciativa da Fundação Richard Dawkins que oferece suporte emocional a líderes religiosos que apostatam) como tesoureira, e outros detalhes.
Os ateus, que a acolheram em sua apostasia, foram intolerantes quando ela voltou à sua fé. O Clergy Project a desligou de sua função na entidade e em nota, disse reconhecer a liberdade de Teresa “para mudar de ideia de novo”.
Agora, de volta à fé em Deus, Teresa se diz uma “cristã progressista” com desejo de ajudar igrejas a criarem um espaço que receba pessoas com dúvidas sobre a fé e ofereçam ajuda a elas.
À frente do ministério Crossroads (“encruzilhada”, em tradução livre), ligado à Primeira Igreja Metodista Unida de Cullman, Alabama (EUA), ela não voltou a se dedicar integralmente ao pastorado, e agora faz estudos bíblicos, toca na equipe de louvor e ganha a vida como consultora de marketing e webdesigner.
por Tiago Chagas

“Cristãos matam pessoas e bebem seu sangue”, divulga governo norte-coreano



Resultado de imagem para “Cristãos matam pessoas e bebem seu sangue”, divulga governo norte-coreano   Mulher que fugiu do regime comunista revela campanha de difamação contra a Igreja

O cristianismo é ilegal na Coreia do Norte. O país ocupa o primeiro lugar na lista de perseguição publicada anualmente pela Missão Portas Abertas. A maioria dos que insistem em seguir a Jesus são enviados para campos de trabalhos forçados. Muitos são torturados e até mortos pelo regime comunista liderado pelo ditador Kim Jong-Un.
Uma norte-coreana chamada Hae Woo, que trabalhava num desses campos de trabalhos forçados, conseguiu escapar do país. Em entrevista ao Christian Post ela contou que naquele local conheceu vários cristãos e se converteu. Apesar de toda perseguição e de correr risco de morte, ajudou a começar uma igreja secreta.
Também conta que as pessoas que vivem sob o regime mais fechado do mundo são ensinadas pelo governo que os cristãos matam pessoas e bebem seu sangue. “Os cristãos não foram capazes de participar dos ‘atos revolucionários’ e por isso se tornaram nossos inimigos”, explicou Hae Woo sobre o que ela ouvia enquanto era ensinada a odiar os cristãos antes de sua conversão.
“Toda forma de religião, de modo especial o cristianismo, era comparada com as drogas: viciante e destrutivo. Escutei histórias sobre cristãos que iam até os hospitais, atraiam pessoas para os porões, as matavam e depois sugavam o sangue de seus corpos para comercializá-lo depois. Esse era um pensamento aterrorizador”, disse ela.
A expatriada coreana explica que foi Deus quem a ajudou a sobreviver durante sua estada no campo de prisioneiros e lhe deu o desejo de anunciar as Boas Novas entre os prisioneiros. Ela acabou fugindo para a Coreia do Sul, onde pode praticar livremente a sua fé. Contudo, sempre lembra que milhares de outros cristãos na Coreia do Norte não tiveram a mesma oportunidade.
Durante o tempo que esteve presa, sua pequena igreja se reunia aos domingos e feriados religiosos em cultos rápidos dentro dos banheiros. Woo insiste que foi nesse tempo que aprendeu verdadeiramente o que significa liberdade.
Segundo a Missão Portas Abertas, não existem estatísticas precisas sobre o número de prisioneiros cristãos e quantas pessoas são executadas por causa de sua fé. A estimativa é que mais de 70 mil cristãos foram presos somente no ano passado.
Crucificação e esmagamento
Um relatório recente da ONG Christian Solidarity Worldwide (CSW) mostra que os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé.
A ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, onde afirma que não há qualquer liberdade de culto no país.
“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento. “Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”
Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.
Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.
Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

por Jarbas Aragão

Diminui número de jovens cristãos libaneses



Houve um grande enfraquecimento da presença cristã devido à quebra de um antigo acordo que o governo havia feito com os cristãos

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O número de jovens cristãos no Líbano está diminuindo consideravelmente. No total, 34% da população libanesa é registrada como cristã. No entanto, quando se toma a faixa da população de 0-25 anos, essa porcentagem cai para 25%. Observou-se que houve um grande enfraquecimento da presença cristã devido à quebra de um antigo acordo que o governo havia feito com os cristãos. 
No acordo, era garantida a venda de terras somente para cristãos, em determinadas regiões. Essa foi uma solução que os governantes encontraram para proteger as minorias religiosas, especialmente em áreas rurais e regiões costeiras. O acordo foi quebrado quando o governo passou a permitir a venda de propriedades aos yazidis (comunidade étnico religiosa curda) e aos muçulmanos.
Isso significa que não existem mais regiões predominantemente cristãs. Logo, não existem também áreas seguras para quem segue o cristianismo, pois há uma séria tendência do extremismo islâmico prevalecer, fator que impulsiona a perseguição aos cristãos, que perderam seu espaço, sua liberdade e um de seus poucos privilégios junto ao governo. Há apenas 70 anos, os cristãos eram maioria, hoje, porém, a igreja está perdendo seu espaço no Líbano. Ore por essa nação.

por Portas Abertas

80% dos cristãos do Iraque morreram ou fugiram do país



Resultado de imagem para 80% dos cristãos do Iraque morreram ou fugiram do país     Após a ascensão do Estado Islâmico, cristianismo desapareceu em várias áreas

Grande parte da mídia vem divulgando que a queda de Mossul no Iraque poderá forçar os soldados do Estado Islâmico a fugirem para a Síria. Mesmo que isso aconteça eles deixarão uma marca histórica.
Acredita-se que desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003, abriu-se um ‘vácuo’ de poder. A ascensão do extremismo islâmico resultou na virtual eliminação do cristianismo em várias regiões do país.
Com o Estado Islâmico declarando seu califado na área que engloba a porção norte do Iraque em 2014, seguido de relatos recorrentes de perseguições, torturas, estupros e escravidão, estima-se que 80% dos cristãos iraquianos foram mortos ou forçados a fugir do país. Dos cerca de 1,5 milhão 13 anos atrás, restaram menos de 300.000.
Na vizinha Síria, a ascensão dos jihadistas criou uma das piores crises de refugiados no século 21. Entre 2010 e 2016, calcula-se que, foram mortos ou fugiram do país cerca de 50% dos cristãos. Antes desse êxodo em massa, os cristãos representavam cerca de 10% da população.
Lisa Pearce, falando em nome da Missão Portas Abertas no Reino Unido e na Irlanda, confirmou que, de fato, a população cristã na Síria hoje é menos da metade do que era em 2010.
Além disso, apenas 17% dos cristãos que viviam no Iraque antes da invasão por tropas americanas permanecem no país. “No Iraque, desde 2003, cinco em cada seis cristãos saíram do país porque não têm mais esperança de um futuro lá”. Com informações Christian Post

por Jarbas Aragão

Novo juiz anuncia que vai manter pena de morte de Asia Bibi




O juiz que estava no caso precisou ser substituído e seu retorno é imprevisto; sabe-se que todos os que estão trabalhando nesse julgamento passam por pressão externa

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Desde 2009, quando a cristã paquistanesa Asia Bibi foi presa, houve muita polêmica em relação ao seu processo. Conhecida pela mídia internacional e apoiada pela igreja em todo o mundo, ela passou por momentos difíceis e de muita dor. Agora, um de seus recursos mais esperados perante o Supremo Tribunal do Paquistão, contra sua condenação por blasfêmia, foi adiado. Um dos juízes que cuidava do caso precisou ser substituído e seu retorno é imprevisto.
O novo juiz que entrou em cena já anunciou publicamente que pretende manter a pena de morte de Asia Bibi. Sabe-se que todos os que estão trabalhando nesse julgamento passam por pressão externa. “Juízes, advogados e promotores públicos têm sido ameaçados de morte constantemente pelos extremistas islâmicos”, comentou um dos colaboradores da Portas Abertas que atua no país. 
Um grupo de 150 muçulmanos radicais estão exigindo o enforcamento da cristã e também ameaçando embaixadores estrangeiros que defendem Asia Bibi. Vale lembrar que o próprio governador de Punjab, Salmaan Taseer, foi condenado à morte simplesmente por defendê-la. Por trás de casos que envolvem cristãos, existe uma forte tendência de perseguição religiosa. Mesmo que os cristãos sejam inocentes, as autoridades paquistanesas são pressionadas pelos extremistas a condená-los. 
Pedidos de oração
  • Ore por Asia Bibi e por sua proteção; que o Senhor possa ser o juiz desse caso e que a libertação da cristã aconteça de forma milagrosa.
  • Interceda pela família da cristã, que seu esposo e seus cinco filhos se mantenham firmes em suas orações e propósitos.
  • Ore por todos os cristãos perseguidos no Paquistão, especialmente pelos que enfrentam prisões e torturas.      Por Portas Abertas

Mundial é condenada a devolver doação de fiel por “cura do câncer”



Resultado de imagem para Mundial é condenada a devolver doação de fiel por “cura do câncer”    Idoso ganhou ação por danos morais e recebeu valor corrigido como restituição

A Igreja Mundial do Poder de Deus foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a devolver o valor corrigido da doação feita por um fiel idoso que esperava ser curado de câncer. O caso ocorreu em 2013, quando o homem largou o tratamento médico e suspendeu a medicação acreditando na palavra dos pastores de que ficaria curado.
Porém, segundo consta no processo, “Quando verificou que sua saúde estava extremamente fragilizada, percebeu ter sido ludibriado. Disse que a “lavagem cerebral” foi tamanha que somente retornou ao tratamento diante da pressão da equipe médica e de seus familiares.
Ele disse que doou 7.000 reais na época. Após a decisão dos desembargadores da 9ª Câmara Cível, o valor foi corrigido e ele receberá cerca de 20.000 reais.
Esse já é o julgamento em segunda instância, depois da Vara Judicial da Comarca de Nova Petrópolis ter julgado a ação improcedente. O juiz Franklin de Oliveira Netto afirmou que as provas apresentadas não “eliminavam a dúvida sobre a existência de coação moral ou ardil na transferência do dinheiro para a igreja”.
Como não foram arroladas testemunhas no processo, foi questionada a validade da ação penal. A defesa da igreja afirma que a doação foi feita por livre espontânea vontade e nega que tenha havido coação.
Contudo, o desembargador Carlos Eduardo Richinitti alegou que “quando a fé se mistura com dinheiro, como na ação analisada, não se está tratando apenas de opção religiosa. O correto é examinar o assunto como negócio jurídico e, nesse sentido, analisar as circunstâncias que envolvem cada caso”.
Segundo ele, o mercado da fé é um grande negócio, e como tal deve ser visto, citando como exemplo a própria Igreja Mundial do Poder de Deus.
‘‘A pergunta que se impõe é: quem, dentro de condições normais, recebendo o que recebe o autor [aposentado, com renda mensal de R$ 1.003,68], faria uma doação, manifestando livremente sua vontade, de um valor de R$ 7.000,00, que corresponde a praticamente 7 meses de seu rendimento?’’, questionou. Classificou a atuação dos pastores como “coação moral” e, portanto, invalida as doações. Com informações de Veja

por Jarbas Aragão

“Demônio” diz a bispo da Universal que “buscaria a Deus todo dia” se tivesse chance de ser salvo



Resultado de imagem para “Demônio” diz a bispo da Universal que “buscaria a Deus todo dia” se tivesse chance de ser salvo; Assista   O bispo Rogério Formigoni fez uma “entrevista” com um suposto espírito maligno que teria possuído uma fiel da Igreja Universal do Reino de Deus, e o vídeo polêmico ganhou as redes sociais.

Durante uma reunião da denominação, Formigoni leva uma pessoa possessa ao palco do templo, puxando-a pelos cabelos, e começa fazer perguntas ao “demônio”
“Você tem direito a uma coisa que eu queria, desgraçado. Você tem direito à salvação e eu não posso”, diz o espírito maligno. “Eu faria tudo para ter mais uma chance, e esses desgraçados não aproveitam, brincam. O inferno é deles”, acrescenta, referindo-se à Salvação.
“Se você tivesse uma única chance ainda, para ser salvo, como você faria?”, provoca o bispo. “Eu agarraria com toda minha força, eu faria de tudo, de tudo! Eu buscaria Ele todo dia, todo minuto, todo segundo. Eu estava aqui todos os dias. Eu ia servir a Ele com o melhor de mim”, responde o “demônio”.
A certa altura, temas recorrentes ao discurso comumente pregado pela Universal aparecem no bate-papo: “Você ia ser infiel no dízimo?”, questiona o bispo, evidenciando a preocupação com a disciplina de contribuição dos fiéis presentes à sessão. “Não”, responde o “demônio”, que acrescenta: “Seu Deus dá o melhor. Ele é zeloso”
“Como é o inferno?”, pergunta Formigoni. “Horrível. Fogo, grito, dor, tormento. 24 horas tem alma gritando para ele dar mais uma chance. O pior de tudo é que o seu Deus não vai dar”, diz o “demônio”, frustrado.
Assista:

por Tiago Chagas

Converter ou morrer




Cristãos foram intimados a abandonar o cristianismo para seguir o islã: “Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros; preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”

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Segundo estatísticas atuais, metade dos cristãos que restaram no Iraque (cerca de 250 mil) estão vivendo deslocados. Um deles é Amer*, que nasceu e viveu em Mossul antes da invasão do Estado Islâmico (EI). “Antes mesmo da chegada dos jihadistas, eu já havia presenciado grandes mudanças em minha cidade. A simples presença de um cristão passou a ser algo inaceitável para a maioria dos muçulmanos que estavam adotando uma linha religiosa extremista”, conta ele.
Amer que sempre amou música, trabalhou com venda instrumentos musicais desde sua juventude. “Até a música em si era algo mais aceito pela comunidade, mas com o passar do tempo, a atmosfera foi se tornando sombria e não havia mais espaço para melodias. Não era a aparência da cidade que estava mudando, mas os corações das pessoas”, disse.
Segundo ele, não há como saber o que fez as pessoas aceitarem com simpatia a presença dos muçulmanos extremistas naquela cidade, mas o efeito sobre os cristãos foi algo bastante claro de se ver. “Passamos a ser tratados como estranhos e como cidadãos que não pertenciam mais a Mossul. Logo, líderes da igreja começaram a ser sequestrados e até mortos. Eu mesmo vi muitos irmãos sendo ameaçados de morte caso não retornassem ao islã. A pressão foi crescendo e muitos decidiram partir, até que eles passaram a proibir a venda de nossas próprias casas”, revela. Quando Amer decidiu ficar em Mossul, ele já estava casado e tinha quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Embora o ramo musical estivesse em queda, ele abriu uma pequena loja, onde restaurava pianos e outros instrumentos para aqueles que ainda usavam.
Converter ou morrer
Em junho de 2014, enquanto sua esposa e filhos estavam fora da cidade, durante as férias de verão, a pressão sobre os cristãos chegou a um clímax. O EI assumiu o controle de Mossul, deixando pouco espaço para a existência de cristãos. “Minha loja estava numa área perigosa, então decidi levar os instrumentos para minha casa e trabalhar com mais segurança”, conta Amer que, na mesma época, teve a casa marcada com um N de nasrani (nazareno em árabe) ou simplesmente “cristão”. Isso espantou sua clientela.
Amer não estava mais seguro e não tinha trabalho suficiente para o sustento da família. As regras islâmicas foram restabelecidas e anúncios foram pregados em toda parte, chamando os cristãos para se converterem ao islã. “A Jizya (imposto islâmico) passou a ser cobrada como um sinal de submissão. Era isso ou a morte, os anúncios eram bem claros. Mas eu não acredito no islã, por isso, preferi deixar minha casa a mentir sobre minha fé”, afirmou.
Esperança e recomeço
O músico conta que teve medo, mas o fato de sua família já estar fora de casa era um alívio. “Minha esposa e meus filhos estavam seguros. Só tive tempo de separar meus documentos pessoais, algum dinheiro e o celular. Entrei no carro e me arrisquei por uma estrada acidentada, não vigiada por eles, e consegui chegar no Curdistão”, conta.
Atualmente, Amer vive com sua família na casa de seu sogro, que também fugiu de Mossul há alguns anos. A situação dele é melhor que a de muitos outros cristãos que tiveram de fugir. Apesar de dormirem em um quarto apertado, eles nunca tiveram que viver em uma tenda com a maioria dos deslocados. “Ouvi dizer que os soldados usam minha casa como uma espécie de hotel. Eles também ficaram com meus instrumentos, mas não tiraram de mim a paixão pela música. Estou reiniciando uma pequena loja aqui em Dohuk, com um pequeno empréstimo que fiz”, acrescenta.
“O futuro é incerto, ainda é difícil encontrar uma luz nessa escuridão. Para mim, paz e democracia é viver em paz com todos os demais. Infelizmente, nem todos pensam assim, eles acham que democracia é se livrar das pessoas que são diferentes”, reflete. Histórias e posicionamentos como o de Amer não são exceções. Milhares de cristãos trilham o mesmo caminho e têm os mesmos sentimentos. Eles descrevem o futuro como algo “sombrio”, mas afirmam que a esperança em Deus ainda brilha dentro deles, apesar de tudo.
* Nome alterado por motivos de segurança.

por Portas Abertas