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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A esperança se transforma em pesadelo



Segundo a Anistia Internacional, um cristão da Nigéria alertou que a Líbia é um país para onde os cristãos jamais devem ir


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Faz cinco anos desde que o governo líbio de Muammar Gaddafi foi derrubado por rebeldes. O que era uma esperança para os cristãos que vivem no país, tornou-se um pesadelo. A Líbia tornou-se um dos lugares mais perigosos do mundo. A atual "anarquia" deu lugar a uma perseguição religiosa ainda mais violenta e favoreceu os grupos extremistas islâmicos em seus planos de maltratar os cristãos abertamente. Os relatórios atuais da Portas Abertas apresentam relatos de cristãos que são assediados em sua vida cotidiana, de todas as formas possíveis e imagináveis.


Um cristão nigeriano, de 29 anos, que vive na Líbia disse que já foi atacado enquanto andava pelas ruas. 

"Os homens chegaram com muita violência e me bateram. O motivo foi simplesmente porque eu estava usando uma cruz pendurada no pescoço e eles disseram que eu deveria ter escondido", contou. Amgad Zaki*, um egípcio, disse que caiu nas mãos de um grupo islâmico: "Eles rasparam minha cabeça e então ameaçaram cortar meu pescoço. O tempo todo eles mostravam suas espadas afiadas. Eles queriam que eu insultasse o meu antigo líder cristão".


Outro fiel disse que foi levado por um muçulmano que dizia que ele iria limpar o banheiro. "Ele empurrou minha cabeça para dentro do vaso sanitário e sentou sobre ela. Também já fui açoitado e forçado a ficar sem roupas em tempo frio. Uma vez me deixaram ao ar livre, coberto de pedras, durante 3 horas. Minha vida tem sido humilhante; isso é morrer todos os dias. Eu já cheguei a pensar que a morte é melhor que viver assim", desabafou. Só no ano passado, houve dezenas de prisões de cristãos e três execuções em massa. Uma delas matou pelo menos 49 cristãos do Egito e Etiópia. Segundo a Anistia Internacional, um cristão da Nigéria alertou que a Líbia é um país para onde os cristãos jamais devem ir.


A Igreja na Líbia é composta quase que inteiramente de estrangeiros, que são proibidos de seguirem o cristianismo no país. Durante o governo de Gaddafi a perseguição religiosa já existia, mas agora está muito pior. As igrejas sobreviveram porque optaram por existir de forma subterrânea. Migrantes cristãos e refugiados estão debaixo das leis de grupos islâmicos armados que querem islamizar o país. Há esperança para os líbios? Os relatórios terminam de forma positiva, indicando que a ONU sugeriu um "Governo de Unidade", que será capaz de restaurar a ordem. É possível que o governo adote uma política de apaziguamento a fim de ganhar o apoio dos grupos radicais. Talvez essa não seja a solução definitiva para o fim da hostilidade contra os cristãos, mas pode ao menos aliviar a tensão que vivem atualmente.


*Nome alterado por motivos de segurança.


Pedidos de oração
  • Ore pelos cristãos que vivem na Líbia e que enfrentam a violência diariamente. Peça ao Senhor para confortá-los e protegê-los.
  • Interceda pelas autoridades líbias e ore para que, de alguma forma, o amor de Jesus possa entrar em seus corações e que eles também tenham suas vidas transformadas.
  • Sabemos que a perseguição é prevista pela Bíblia, então ore para que os cristãos tenham forças para suportar esses tempos difíceis e que sejam perseverantes até o fim.
Por Portas Abertas

Derrotado, judoca muçulmano se recusa a cumprimentar judeu



Resultado de imagem para Derrotado, judoca muçulmano se recusa a cumprimentar judeu    Terceiro caso de antissemitismo nas Olimpíadas do Rio 

Como seu nome indica, o judoca egípcio Islam El Shehaby é muçulmano. Ele esteve no centro de uma polêmica olímpica na manhã desta sexta-feira (12). Na luta contra o israelense Or Sasson, válida na categoria peso pesado (acima de 100 kg), ele foi derrotado por ippon e se recusou a cumprimentar o atleta judeu.

Imediatamente após o final da disputa, Sasson se aproximou de El Shehaby e estendeu a mão, algo tradicional no esporte. Contudo, o egípcio se afastou do tatame. Pela atitude antidesportiva ele foi chamado de volta pelo árbitro. Fez a costumeira saudação japonesa enquanto ouvia sonoras vaias das arquibancadas.

Nicolas Messner, porta-voz da Federação Internacional de Judô, minimizou o ocorrido. “No passado, uma luta entre esses dois atletas talvez sequer tenha acontecido. Já é um grande avanço que países árabes competir contra Israel”. Fez ainda uma ressalva: “Não há obrigação de apertar as mãos ao final da luta, mas a saudação é obrigatória, por isso ele foi chamado de volta”.

Devido às queixas, a atitude de El Shehaby será reavaliada após os Jogos para decidir se alguma medida será tomada. Ele foi medalhista de bronze no Mundial de Tóquio-2010.

O presidente do Comitê Olímpico egípcio, Hesham Hatab, afirmou que não retiraria o judoca da competição. “Não misturamos política e esporte”, justificou. Contudo, sabe-se que logo após o sorteio que decidiu o confronto, El Shehaby, 34 anos, foi pressionado a desistir da luta numa campanha de grupos islamistas em redes sociais.

No final da tarde, Sasson fez a semifinal contra o francês Teddy Riner e acabou perdendo. O israelense ficou com a medalha de bronze após derrotar o cubano Alex Garcia Mendoza.

Antissemitismo nas Olimpíadas

 

Este foi o terceiro caso de antissemitismo explícito na Rio 2016. Na noite abertura dos Jogos, atletas do Líbano e de Israel deveriam dividir o mesmo ônibus que levaria todos à cerimônia de inauguração, no Maracanã. Segundo denunciou o técnico da equipe israelense de vela, Udi Gal, os libaneses se negaram a dividir os assentos do veículo com os israelenses.

Brigando com o motorista, exigiram que a porta do veículo fosse fechada. Foi preciso encontrar um ônibus exclusivo para a delegação de Israel. A ministra do Esporte de Israel, Miri Reguev, chamou os atletas libaneses de “racistas” e “antissemitas” e exortou o Comitê Olímpico Internacional (COI) para que condenasse a conduta.

No domingo (7), a judoca Joud Fahmy, da Arábia Saudita, simplesmente não apareceu para sua luta. Ela tinha um confronto contra a romena Christianne Legentil. O comitê olímpico saudita justifica que a lutadora não compareceu pois teve lesões nas pernas e nos braços durante o treinamento.

Contudo, o motivo teria sido outro. Caso vencesse, a árabe enfrentaria a israelense Gili Cohen. Com sua desistência, a israelense lutou com a romena. Cohen acabou perdendo.

por Jarbas Aragão

Pastor é assassinado por grupo comunista, acusado de explorar fiéis



Resultado de imagem para Pastor é assassinado por grupo comunista, acusado de explorar fiéis    Membros de facção política na Índia não aceitavam pedido de ofertas 

Os cristãos da Índia estão surpresos com o assassinato brutal de um pastor evangélico. Acostumados a perseguição religiosa por parte de radicais hindus e muçulmanos, desta vez a motivação foi outra.

O pastor Yohan Maraiah foi espancado até a morte numa aldeia do estado de Andhra Pradesh. Sajan K George, presidente da Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC) condenou o assassinato, recordando que “a liberdade religiosa é garantida pela Constituição da Índia”.

Declarou ainda à Agência Fides que o líder cristão vinha sendo ameaçado. “Ele sofreu vários ataques e teve sua igreja incendiada mais de uma vez. No entanto, manteve-se forte, com sua fé inabalável em Jesus Cristo”, assegura.  Não havia nenhum tipo de queixa sobre o comportamento dele na aldeia.

De acordo com a polícia local, pelo menos 100 militantes da facção política Naxalite – de ideologia comunista – sequestraram Maraiah e o levaram para a floresta. Ele foi encontrado morto horas depois, com as mãos amarradas atrás das costas.

Em um bilhete deixado perto do corpo, havia acusações de que ele fazia uma “acumulação de riqueza desproporcional” e queixas que ele “explorava” os fiéis da igreja.  Aparentemente, o grupo político que o executou era contra o recolhimento de dízimos e ofertas.

Por Jarbas Aragão

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Piora a situação dos cristãos no Burundi



Centenas de fieis já morreram em ataques e milhares tiveram que fugir do país; há anos que a igreja tem sido observada pelo governo burundiano


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A igreja no Burundi tem passado por momentos complicados. A crise no pequeno país africano, que fica entre Ruanda, Tanzânia e a República Democrática do Congo, tem afetado os cristãos de forma violenta. Centenas de fieis já morreram em ataques e milhares tiveram que fugir do país. Há anos que a igreja tem sido observada pelo governo burundiano, que continua impondo certas restrições para que os líderes cristãos não consigam legalizar os templos já existentes em várias regiões. Os conflitos entre igreja e Estado só aumentam ao longo dos anos.


Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que pretende enviar soldados que atuarão no Burundi, a fim de combater essa onda de violência que tem afetado até mesmo os direitos humanos da nação, mas é difícil imaginar que pouco mais de 200 soldados revertam a violência no Burundi e que ainda consigam amenizar os problemas dos cristãos. Quanto maior a instabilidade no país, maior a perseguição religiosa. O Burundi já esteve presente em importantes reuniões organizadas entre os países da África, como o "Diálogo Inter-religioso para a paz e segurança na região dos Grandes Lagos", a fim de discutir sobre as tensões enfrentadas por essas nações, mas até agora os diálogos apenas traçaram as estratégias, mas não mudaram o rumo das coisas e nem curaram os males da sociedade. 


Essa região africana sofre com a pobreza e com os problemas políticos, além de ser atacada pelo grupo extremista islâmico Al-Shabaab. Lembrando que esses ataques quase sempre são dirigidos aos cristãos, que são o foco principal do grupo. Ore por essa nação.

Por Portas Abertas

De 2002 a 2015 terroristas islâmicos realizaram 4,9 mil ataques



Resultado de imagem para De 2002 a 2015 terroristas islâmicos realizaram 4,9 mil ataques    O resultado dessa violência são 33 mil mortos, 41 mil feridos e 11 mil pessoas raptadas 

Um estudo realizado pela Universidade de Maryland (EUA) mostra que de 2002 a 2015 33 mil pessoas foram mortas por grupos extremistas como o Estado Islâmico, Boko Haram e outros semelhantes.

O estudo ganhou o nome de “Study on Terrorism and Response to Terrorism” (START) e contabiliza 4.900 ataques, começando pela morte do diplomata americano Laurence Foley, na Jordânia.

O START mostra que 13% dos atentados cometidos em todo o mundo foram realizados pelos extremistas, grupos responsáveis também por 26% do número de vítimas.

A grande maioria dos ataques (80%) foram realizados com explosivos e 16% com armas de fogo. Além dos 33 mil mortos, os terroristas deixaram 41 mil feridos e raptaram 11 mil pessoas.

O caso de Foley foi assumido por um grupo liderado por Abu Musab al-Zarqawi, que para os autores do relatório foram os responsáveis pelo surgimento do Estado Islâmico em 2013.

Entre 2002 e 2013 dois grupos (Al-Qaeda e os antecessores do EI) realizaram ataques exclusivamente no Iraque, só depois desse período é que outras áreas foram atingidas.

por Leiliane Roberta Lopes

Jovem canta hino “Grandioso És Tu” para a bisavó e vídeo emociona mais de 12 milhões de pessoas



Resultado de imagem para Jovem canta hino “Grandioso És Tu” para a bisavó e vídeo emociona mais de 12 milhões de pessoas          Uma idosa que sofre com avanço da idade viveu um momento especial quando sua bisneta cantou uma parte do hino “How Great Thou Art” (“Grandioso És Tu”, em português).

A jovem Olivia Erway, de Chicago, Illinois (EUA) cantou para a bisavó, que sofre com a perda de audição natural da idade avançada, e a certa altura, a idosa passou a cantar junto, demonstrando ter lembranças do hino.

O momento foi registrado pela neta da idosa, mãe da jovem que cantou, e publicado no Facebook. Até o fechamento desta matéria, o vídeo já havia sido visualizado por mais de 12 milhões de usuários.

“Momento doce, quando eu pedi a Olivia que cantasse para sua bisavó e ela começou a cantar junto”, escreveu Holly Erway, ao compartilhar o vídeo em maio deste ano. Tal repercussão levou o vídeo a ser compartilhado inclusive pelo site Godvine.

A reunião da família, com a presença da matriarca, tinha tudo para ser apenas mais um encontro, até que Olivia se ofereceu: “A senhora quer que eu cante um hino?”. A idosa deu a entender que não tinha compreendido, mas um dos familiares se aproxima e fala próximo ao ouvido: “Ela vai cantar um hino para a senhora”.

Quando Olivia começou os versos de Grandioso És Tu, um clássico cristão que ganhou inúmeras traduções e foi um dos hinos mais populares do século passado – sendo inclusive gravado por Elvis Presley – a idosa deu sinais de que se lembrava da canção e passou a cantar junto.

Ao final, a bisneta elogiou: “A senhora é uma boa cantora. Que bela voz!”. Assista:


Por Tiago Chagas

China cancela benefícios sociais de quem frequenta igreja



Resultado de imagem para China cancela benefícios sociais de quem frequenta igreja   Decisão é outra tentativa de interromper o crescimento do cristianismo no país 

Um órgão governamental na província central de Guizhou, China, anunciou que vai cancelar a ajuda financeira dos cidadãos que frequentam as atividades da igreja. É a mais nova tentativa de interromper o crescimento do cristianismo no país, segundo a China Aid. No mês passado o alvo foram as crianças.

O “benefício” é uma espécie de ajuda de custo dada pelo governo, especialmente para os mais velhos, já que o sistema de aposentadoria no país é bastante deficiente. Para as famílias mais pobres é uma importante complementação de renda.

Mou, membro da uma igreja doméstica da região, disse: “[As autoridades] Anunciaram que a partir de julho os cristãos não poderiam mais ter os benefícios nem qualquer seguro de velhice… Agora, [o Partido Comunista] pediu ao governo das cidades e aldeias que os crentes se registrem, assinando um compromisso que, se eles se reuniram novamente, o auxilio seria cortado”.

Esse tipo de pressão não é nova e já foi implantada anteriormente. Zhang Shucai, membro de uma das igrejas afetadas revela que seus pais, que são cristãos e já idosos, tiveram seus benefícios cancelados por não terem desistido de continuar frequentando a igrejas.

Ele explica que a maioria dos fiéis que foram punidos pelo governo não sabem como    defender seus direitos. O regime chinês é comunista e tudo passa pelo governo. O temor agora é que essa lei passe a valer em todo o país.

Comunistas querem o fim da igreja

 

Durante décadas a perseguição contra os cristãos não ocorria de forma tão intensa na China, país governado pelo Partido Comunista desde 1949. Na década de 1970, Pequim anunciou que desistiria de tentar erradicar a religião organizada. Mas desde que Xi Jinping passou a ser presidente, tem defendido que “todos os esforços devem ser feitos para incorporar religiões à sociedade socialista”.

Ano passado, ele anunciou que seu Partido, que continua sendo o único oficial, irá restringir a participação de pessoas “viciadas em religião”, numa alusão específica aos cristãos.

Sob sua orientação, centenas de igrejas domésticas foram fechadas, seus líderes interrogados e ameaçados, além da retirada à força de cruzes de mais de 1.800 igrejas. A perseguição contra os cristãos na China cresceu 700% na última década.

A China Aid, missão evangélica que acompanhar a luta pela liberdade religiosa no país mais populoso do mundo, acredita que apesar do agravamento da situação, há esperança. “Vemos com grande esperança o rápido crescimento do movimento de igrejas subterrâneas em toda a China e acreditamos firmemente que o amor e a justiça de Deus acabarão por encher a vasta extensão desta nação”.

Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3 vezes maior. Ao mesmo tempo, os membros do Partido Comunista Chinês totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome.

Por Jarbas Aragão

75% da população mundial vive sob “severa restrição” de liberdade religiosa



Resultado de imagem para 75% da população mundial vive sob “severa restrição” de liberdade religiosa    Três quartos da população mundial sofre de graves restrições à liberdade religiosa conclui o Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa 2015, publicado nesta quarta-feira (10).

Compilado pelo o Departamento de Estado dos EUA, o estudo mostra que um quarto dos países limitam os diretos da população de praticar livremente sua fé. Isso é feito através de “políticas de governo ou os atos hostis de indivíduos, organizações ou grupos da sociedade”.

O documento destaca que uma das tendências mais preocupantes atuais no mundo é a prevalência de “códigos legais que penalizam duramente a blasfêmia e a apostasia”. Afirma também que eles “solapam direitos humanos universalmente reconhecidos”.

A conclusão do relatório é que o número de países que exigem “algum tipo de registro” aumentou significativamente ao longo dos últimos 20 anos, perfazendo quase 90% das nações do globo. O enfoque foi dado, sobretudo, ao fato de que “os membros de religiões minoritárias, ou religiões que sejam novas para um país, são desproporcionalmente discriminadas por esta regulamentação”.

O Brasil não é citado no texto, mesmo assim, entre 2011 a 2015 foram registradas 756 denúncias de intolerância religiosa na Secretaria de Direitos Humanos.

David Saperstein, que apresentou os resultados da pesquisa, explicou a ênfase dada às chamadas “leis de blasfêmia e apostasia” em todo o mundo. Elas possuem, afirma “um efeito paralisante, por vezes mortal” sobre a população. Uma referência ao fato de que acusações sem provas podem colocar pessoas na cadeia ou mesmo condená-los a morte, é “mais prevalente em países muçulmanos, embora existem em outros”, concluiu Saperstein em entrevista coletiva.

Genocídio de cristãos e minorias

Chama atenção o uso do termo “genocídio” para falar das práticas de grupo como Estado Islâmico (EI) e Boko Haram contra todo tipo de minorias religiosas, sobretudo os cristãos. Esse fato vem sendo sistematicamente negado pela Organização das Nações Humanas (ONU).

No relatório americano, há uma menção ao genocídio do EI contra “yazidis, cristãos, xiitas” e inclusive alguns sunitas. São listados seus “atos bárbaros como assassinatos, tortura, escravidão, tráfico de pessoas, estupro e outros abusos sexuais”.

Ao falar do Boko Haram, que possui ligação com o EI, o relatório aponta que o grupo jihadista realiza “ataques violentos e indiscriminados contra cristãos e muçulmanos que se opuseram a sua ideologia violenta”, mencionando “vários ataques a igrejas, algo que frequentemente resultou na morte de fiéis”.

“E quando estas reivindicações vir a ser flagrantemente falsas acusações feitas a perseguir outras agendas, os governos muitas vezes não conseguem agir para prender criminosos responsáveis. Estas falhas de governo enfraquecer a confiança no Estado de direito, criando uma atmosfera de impunidade para aqueles que iria recorrer à violência ou fazer afirmações falsas de blasfêmia”, disse Saperstein.

Há menção a países específicos onde os cidadãos não possuem liberdade religiosa como a Coreia do Norte, ou ela é “quase inexistente”, como Myanmar, China, Eritreia, Irã, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão e Uzbequistão.

O relatório completo tem 232 páginas e pode ser lido aqui (em inglês). Com informações de Christian Today 

Por Jarbas Aragão

Novo vídeo divulgado desmonta versão de Feliciano


Resultado de imagem para Novo vídeo divulgado desmonta versão de Feliciano   Deputado afirmava não saber dos passos do chefe de gabinete 

Foi divulgado nesta quinta-feira (11) a íntegra de um vídeo gravado no lobby do hotel de São Paulo onde se hospedou Patrícia Lélis durante os dias em que afirmou ter sido sequestrada. Na conversa, gravada por Emerson Biazon, fica evidente que o chefe de gabinete de Marco Feliciano, Talma Bauer, estava negociando o silêncio da jovem.



Ao mesmo tempo que põe definitivamente por terra a versão da estudante de jornalismo em depoimento à polícia. Além de não estar sendo vítima de coação e cárcere privado, ela demonstra estar envolvida em uma negociação de valores que denota extorsão. Embora não seja dito explicitamente para que serviria os 50 mil reais mencionados, fica claro que ela só recebeu parte do dinheiro.

A Coluna Esplanada, blog de política que vem divulgando fotos, áudios e vídeos sobre o caso desde o início do mês, mostra agora um vídeo de 12 minutos no mínimo comprometedor. Bauer conta como já “resolveu” problemas de outros pastores.

O assunto conversado entre ele, Patrícia e Emerson é o repasse de dinheiro a Artur Mangabeira, que serviu como intermediador da negociação em nome de jovem. Ao saber que fora enganada, Lelis dispara: “O valor é os dez (sic)…. pilantra, quer passar a perna em mim? Eu quero ele morto!… Eu quero pegar ele, quero arrastar a cara dele no chão”.

Depois, ela pede que o assessor do deputado faça alguma coisa para vingar a suposta traição. Ele afirma que não irá matar, mas apenas “dar uns tapas”. A certa altura é dito que o montante era para que Feliciano ‘a deixasse em paz’.

O jornalista Leandro Mazzini, que assina a Coluna Esplanada vem insistindo desde o início que Patrícia Lelis pediu R$ 300 mil ao deputado, que seriam pagos em 6 parcelas de 50 mil.

Vídeo desmentiria Feliciano


Em outro vídeo divulgado pelo jornalista e provavelmente gravado por Emerson Biazon, é possível ver Talma Bauer passando seu celular para Patrícia, dizendo “É o Marco”. No início, ela demonstra contrariedade em falar com o deputado, mas acaba concordando.


A roupa que a estudante veste é a mesma que aparece usando no segundo vídeo gravado por ela “desmentindo” que tenha sido agredida ou assediada pelo parlamentar.

COMPARE


Embora a qualidade do áudio seja ruim, é possível ouvi-la dizendo “Oi, Feliciano”.

Em se confirmando que se tratava de uma ligação do próprio deputado, seria uma contradição direta com a versão dele sobre todo esse caso, dada na única ocasião que se manifestou publicamente sobre as acusações contra si. No vídeo, divulgado no sábado (6) ao lado da esposa, ele diz que não tinha conhecimento das atividades do seu chefe de gabinete. 

Na ocasião, afirma que as denúncias eram uma invenção da estudante, e que a perdoava. Também pediu que as pessoas não o condenassem “antes do tempo”.

Polícia sabe que Patrícia mentiu

Nos dois Boletins de Ocorrência registrados, um em São Paulo e outro em Brasília, as versões dados por Patrícia Lélis dos fatos vem sendo desmentidas pelas evidências que foram divulgadas pela imprensa.
O delegado Luís Hellmeister, que lidera a investigação na capital paulista, descarta a possibilidade que a jovem foi mantida refém em um hotel e forçada a gravar os vídeos negando que Feliciano tenha tentado violentá-la.

O delegado diz ainda que imagens das câmaras do hotel onde ela se hospedou em São Paulo mostram Bauer, abraçando a jornalista no saguão. Em outro momento, a jovem recebe a visita do namorado. Após analisar essas imagens e áudios, o delegado é categórico: “Ela passa a ser investigada. Ela mentiu para burro aqui”.

Segundo o policial, há comprovação que nas datas que dizia estar sob sequestro, Patrícia foi ao shopping fazer maquiagem e compras. Também esteve na Avenida Paulista passeando com o namorado. Há fotos da jornalista no carro onde gravou o primeiro vídeo e numa churrascaria com Bauer, sempre em clima amistoso.

O deputado pastor Marco Feliciano tem preferido não se manifestar sobre o caso, mas diante dos novos fatos, fica evidente que ela deve explicações do motivo pelo qual seu assessor entregou o dinheiro a ela se não havia nada de anormal. Também precisa esclarecer por que teria continuado falando com ela depois de todas as acusações já serem públicas.

A investigação do suposto estupro está sendo realizada em Brasília. Não existem novas evidências do caso. A polícia já pediu as imagens do prédio ocupado pelo parlamentar, onde Patrícia garante ter sido assediada.

 O advogado dela, José Carlos Carvalho, mantém o argumento que sua cliente foi coagida a todo momento, inclusive durante os momentos em que aparece nos vídeos e áudios gravados por ela e por Emerson mostrando os encontros com Bauer.

Por Gospel Prime