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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Facebook censura “notícias conservadoras”, afirmam ex-funcionários



Resultado de imagem para Facebook censura “notícias conservadoras”, afirmam ex-funcionários         Rede social defende agenda gay e faz “experimentos sociais” 

Uma denúncia de ex-funcionários do Facebook, que trabalhavam no departamento de “trending topics” [assuntos mais populares] da rede social, está sendo investigada pelo Senado americano.

Embora a empresa defenda constantemente que a página é neutra e o conteúdo é gerido por algoritmos (programas que analisam dados), jornalistas que trabalharam lá garantem que ela manipula as notícias exibidas no site.

A acusação é tão séria que o Senado americano quer intimar o CEO Mark Zuckerberg, para ele dar explicações. A Comissão de Comércio, liderada pelo republicano John Thune, de Dakota do Sul, irá analisar o assunto.

O fato de uma notícia aparecer mais (ou menos) na maior rede social do mundo teria, segundo especialistas, força para influenciar, por exemplo, eleições presidenciais. Segundo os critérios do Facebook, quantos mais uma notícia é citada, mais popular se torna e, consequentemente, ganha maior destaque na linha do tempo e atinge mais pessoas.

As informações sobre a “censura” foram reveladas pelo site Gizmodo, especializado em tecnologia. Ao que consta, funcionários do Facebook eram instruídos a suprimir rotineiramente conteúdo conservador. Nomes de políticos, como o republicano Mitt Romney, candidato à presidência em 2012, é um exemplo.

Não importa o quanto as notícias sobre ele fossem populares, os usuários tinham acesso limitado. O mesmo teria ocorrido com o candidato Ted Cruz este ano. Notícias de caráter religioso conservadores, também não passavam no ‘crivo’ da rede social. O portal Gospel Prime já foi censurado, quando foram bloqueadas reportagens que mostravam imagens de cristãos sendo crucificados ou decapitados por muçulmanos.

Por outro lado, a equipe da empresa conhecida como “os curadores de notícias”, forçavam, dentre os “populares”, assuntos que se alinhavam com a postura liberal da companhia. Ainda que não fossem lidos com frequência suficiente pelas pessoas, recebiam destaque.

“Era absolutamente enviesado. Fazíamos tudo de uma forma subjetiva. Dependia apenas de quem era o curador naquele momento, e qual era a sua opinião”, afirmou um dos ex-funcionários ao Gizmodo. Nenhum deles quis revelar sua identidade com medo de ser processado pelo Facebook.

Outra acusação séria é o fato de o trabalho das mídias americanas mais conservadoras, como o Washington Examiner, simplesmente serem excluído dos “populares”. Esse trabalho de edição e seleção de assuntos não é ilegal nem seria um problema, caso a empresa admitisse fazer uso dele.

Neste caso, assumiria sua condição de mídia opinativa, não mais um espaço neutro de discussões, como sempre se orgulhou de ser.

A empresa negou que as denúncias sejam verdade. Tom Stocky, vice-presidente do Facebook e responsável pelo departamento de notícias, emitiu nota em sua página na rede: “Não permitimos nem aconselhamos nossos revisores a discriminar fontes de notícias nem ideologias. Desenhamos nossas ferramentas para fazer com que isso seja tecnicamente impossível”.

Agenda gay e experimento social

 

Com mais de um bilhão de usuários diários, o Facebook é um dos mais influentes formadores de opinião do mundo. No Brasil, existem várias denúncias de páginas conservadoras que afirmam que a empresa “diminuiu” o alcance das suas postagens.

Na verdade, os “experimentos sociais” feitos pelo Facebook são conhecidos. Em 2012, durante uma semana manipulou os posts de notícias dos usuários para verificar como isso afetou o seu humor. Tempos depois, a rede social reconheceu e pediu desculpas.
No ano seguinte, fizeram um estudo onde analisavam que fatores poderiam prever o apoio de uma pessoa ao casamento gay. Na época, críticos sugeriram que era uma tentativa de impulsionar a “agenda gay” defendida por Zuckerberg.

Ano passado, ofereceram um “filtro de arco-íris” para comemorar a decisão da Suprema Corte dos EUA que o casamento homossexual é um direito constitucional. Embora fosse uma questão referente a um país,
foi oportunizado a usuários de todo mundo, o que indica ser mais um de seus experimentos psicológicos.

Para alguns especialistas, uma maneira de impor ideias sobre sua imensa rede de usuários. Com informações de Christian Post

Por Jarbas Aragão

Cristãos se preparam para a chegada do Ramadã



"Nós fortalecemos nossas ações nessa época e oramos com mais intensidade. Devemos nos compadecer dos nossos vizinhos sauditas"
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O Ramadã está chegando e os cristãos na Arábia Saudita precisam se preparar. Do dia 6 de junho ao 5 de julho é o nono mês do calendário islâmico, período em que os muçulmanos celebram a primeira revelação que Maomé recebeu do alcorão, ocasião em que jejuam para fazer uma reflexão sobre a vida. O jejum do ramadã é um dos cinco pilares da fé islâmica, sendo uma prática obrigatória aos seus seguidores. Enquanto isso, os cristãos sauditas também fazem um jejum dedicado e compartilham o evangelho com seus vizinhos muçulmanos. Lucas* é um cristão estrangeiro que vive na Arábia Saudita com o propósito de exercer seu ministério. "Nós fortalecemos nossas ações nessa época e oramos com mais intensidade. Devemos nos compadecer dos nossos vizinhos sauditas e tentar compreender as condições lamentáveis que eles estão vivendo", diz ele.


Ninguém sabe ao certo o número de cristãos no país, mas sabe-se que a maioria é de origem muçulmana e que enfrenta uma dura perseguição para manter a fé em Cristo, já que na maioria das vezes, nem mesmo seus familiares ficam sabendo da conversão, então eles vivem sua fé secretamente. "Durante o ramadã, eu sou desafiado a jejuar como Jesus, já que todos enfrentamos grandes dificuldades nessa época. Os muçulmanos não podem comer ou beber entre o nascer e o pôr do sol, então eles têm a tendência de ficar mais sonolentos e preguiçosos no ambiente de trabalho, outros ficam agressivos e de pavio curto, por isso devemos ficar atentos", comenta Lucas.


O cristão durante o Ramadã
 
"Nos últimos anos também tivemos um aumento no número de acidentes de trânsito, em especial nos horários de pico. A falta de alimentação faz com que as pessoas fiquem dispersas e com seus reflexos comprometidos", observa o cristão. A
Arábia Saudita, país que ocupa a 14ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa, é considerada o coração do islã, por isso, o ramadã causa um grande impacto na sociedade. "Os não-muçulmanos entram em desvantagem em seu local de trabalho, já que os muçulmanos ganham o direito de trabalhar apenas 6 horas por dia, enquanto os demais têm suas horas aumentadas para compensar a falta deles, trabalhando cerca de 11 horas diárias. Então, durante esse mês, a maioria dos cristãos não pode participar de seus cultos noturnos", diz Lucas.


Mesmo assim, os seguidores do cristianismo não perdem a oportunidade de evangelizar, mesmo cansados e prejudicados, eles ainda jejuam e oram pelos muçulmanos. Lucas é um líder cristão dedicado a fazer a obra, sem medir as consequências e diz fazer isso com todo o seu amor. "Na passagem de Isaías 58.6-7 Deus diz:

‘O jejum que desejo não é este? Soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?

Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?’. Eu entendo então que devemos amar os muçulmanos e estender as mãos para eles. Devemos ser mais tolerantes e orar com o propósito de salvar as vidas perdidas, ainda que para isto tenhamos que dedicar as nossas próprias vidas. Não foi o que Jesus fez por nós?", conclui Lucas.


Revista Portas Abertas
 
Na edição de junho, você poderá conferir na Revista Portas Abertas mais sobre o desafio do cristão em meio as festas religiosas. O exemplar chegará nas casas dos parceiros no final de maio. Ainda não recebe?
Saiba como e fique mais próximo dos cristãos perseguidos.


*Nome alterado por motivos de segurança.

por Portas Abertas

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Você precisa sair de trás das cortinas


Você precisa sair de trás das cortinas

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Hebreus 9:3-5

Em toda a história da humanidade há uma busca por entender quem é Deus. Alguns, como Moisés, ousaram perguntar e obtiveram respostas: – Eu Sou! A minha necessidade atrai a atenção de Deus, porém minha atitude provoca o favor de Deus. A verdade é que, depois que Adão perdeu a intimidade com Deus, foi colocado um véu, uma cortina para fazer a separação entre o homem e Deus. A questão é como Deus manifesta seus atributos sem ferir o homem, pois a queda de um querubim na terra provocou um impacto e um caos, imagina como seria a explosão que a presença de Deus na Terra causaria.

Para evitar mais caos, Deus pega sua essência e coloca tudo dentro de uma caixa de madeira de acácia revestida de ouro de Ofir, a madeira mais simples revestida pelo metal mais precioso. Deus traz a essência do jardim para essa caixa chamada arca da aliança. Ali habitava com sua glória, mas essa caixa precisava continuar atrás das cortinas.

O véu separava o divino do tereno. Deus criou na terra um lugar neutro que se comunicava com o céu e o céu com a terra, o santo dos santos. O que me assusta é ver tanta gente escondida atrás das cortinas. Deus se revela a quem se revela a ele. Enquanto Moisés recebia, escrito em tábuas de pedra, a vontade de Deus, o povo esculpia um projeto da própria alma. Nossa alma se esconde atrás do nosso corpo.

A arca representa três níveis de unção: da palavra, pois dentro da arca havia as tábuas da Lei, os dez mandamentos, ou seja, os princípios de Deus; da provisão, com o maná, a provisão diária de Deus; da profecia, simbolizando pelo galho da amendoeira que floresceu.

A palavra do Senhor traz à existência as coisas que não existem. Esse é o tipo de palavra que Ele quer que cada um detenha. Deus pegou, tudo que estava dentro da caixa e colocou dentro de você. O véu foi rasgado, agora só falta você sair de trás das cortinas.

“A minha necessidade atrai a atenção de Deus, porém minha atitude provoca o favor de Deus”.

::Joel Pereira 

“Terrorismo gospel” é tema de debates nas redes



Resultado de imagem para “Terrorismo gospel” é tema de debates nas redes   Postagem “provocativa” pede que jovens invadam as igrejas 

Podia ser apenas mais uma postagem no Facebook, como outras centenas de milhares que são divulgadas na rede social todos os dias. Podia, mas não foi. Quando o evangélico Ronilson Pacheco, que afirma ser um “interlocutor social”, sugeriu que as igrejas evangélicas fossem invadidas, logo as reações refletiram o quadro político que o país atravessa.

Compartilhada e comentada durante vários dias, a ideia tomou corpo. Logo surgiram posts em blogs de evangélicos e vídeo questionando as intenções do autor e o temor que pudesse se tornar realidade.
Estudantes em São Paulo, ligados a movimentos sociais de esquerda, invadiram escolas da rede pública em diferentes ocasiões. O objetivo era “forçar” as autoridades a debater questões relacionadas com a educação e protestar contra a “máfia da merenda”.

Contudo, logo ficou claro que é um movimento mais político que cívico. Logo, eles passaram a ocupar outros prédios públicos. Em alguns casos, o único resultado das invasões foram depredações e saques nos locais, além de furtos de equipamentos.

Ainda assim, a ideia ganhou força e logo movimentos parecidos surgiram em vários outros estados. O maior é o “Ocupa Escola”, segundo a Secretaria Estadual de Educação, entrou em 67 escolas da rede pública do Rio de Janeiro nos últimos meses.

Ronilson, que é ligado a ONG “Viva Rio”, tentou aplicar a mesma lógica, sugerindo que igrejas fossem invadidas para forçar os pastores a dialogar e assim modificar suas atitudes como pretensamente têm feito as autoridades em São Paulo e no Rio.

Parte do texto diz que a iniciativa seria justificável “porque a maioria delas trai o chamamento de Jesus, quando o que ele nos convida a viver como uma comunidade aberta, coletiva e acolhedora, cuja força está na fragilidade da sensibilidade que evoca o amor, é transformado em uma espécie de comunidade segura e exclusivista, pesadamente institucionalizada, que quer decidir quem tem acesso a Deus e quem não tem, controlando comportamentos e fomentando a superioridade dissimulada de ‘certeza da salvação’”.

Por mais falaciosa que seja, a argumentação de Ronilson parece ter ganhado respaldo daqueles que se intitulam evangélicos progressistas. Gerando reações e apoios, foi debatida e até elogiada por algumas páginas no Facebook.

A retórica é a mesma de sempre, tratam indiscriminadamente todos os pastores como “vendilhões”, os templos como “desnecessários”, além de usarem vários versículos bíblicos para dar suporte ao um discurso que claramente ecoa a retórica esquerdista de que assim se resolverão os problemas.

Rapidamente começaram a dizer que Jesus foi um “ocupador de sinagogas”, num exercício de contextualização que desafia a narrativa do Novo Testamento. Não por acaso, movimentos como MST usam argumentos similares para invadir e saquear fazendas e terras produtivas. Em alguns casos, com apoio de líderes religiosos.

Podia ser apenas mais uma ideia maluca no Facebook, como outras centenas de milhares que são divulgadas na rede social todos os dias. Podia, mas não foi.

A página da Mídia Ninja, grupo pseudojornalístico que presta serviços ao Partido dos Trabalhadores, foi uma das primeiras a lançar a campanha #ocupatudo, como forma de “resistência” e de protesto contra o “golpe” contra Dilma, alardeado dioturnamente pelos partidos de esquerda, como PT, PSOL, Rede e PCdoB.

Algumas postagens de grupos afinados ideologicamente com esse discurso, já começaram a incluir as igrejas na “lista” de locais que deveriam ser alvo desse tipo de protesto.

Assinada pelo pastor Yago Martins, no site Teologia Política, a resposta foi assertiva: “O argumento de que o que importa na fala de Ronilso é a denúncia ao abuso da dominação das igrejas por pastores que não guiam a comunidade para o serviço social também não cola… Para Ronilso, isso se dará através de invasão de prédios de culto, e ignorá-lo é fazer vista grossa a apologia de terrorismo gospel”.

Já o filósofo e teólogo Guilherme de Carvalho também não poupou críticas “o indivíduo, que gostaria de ser um radical pela justiça e pela fé mas prega, efetivamente, a baderna e, agora, a intolerância religiosa. E choca-me ainda mais a aprovação que recebe por uma penca de ovelhas desvairadas”.

Até o momento, não há notícias de que igrejas tenham sido invadidas. Entretanto, é preocupante que grupos se utilizem a mesma retórica de tons socialistas da década de 1970 para tentar “redefinir” a força quais são as funções das igrejas.

Por mais equívocos que líderes religiosos possam cometer em suas igrejas e ainda que o conteúdo das pregações não esteja em harmonia com os ensinamentos bíblicos, basta lembrar que quem vem ocupando igrejas por acreditar que elas não estão sendo um espaço útil à sociedade são os soldados do Estado Islâmico.

Por Jarbas Aragão

Grupo extremista travou sua primeira batalha nas Filipinas



Liderados por Abu Sayyaf, os combatentes atacaram o exército das Filipinas, no sul da ilha de Basilan, matando 18 soldados e ferindo mais de 50
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De acordo com informações do think tank RSIS (sigla em inglês), o Estado Islâmico (EI) travou sua primeira batalha no sudeste asiático. "Os combatentes atacaram o exército das Filipinas, no sul da ilha de Basilan, matando 18 soldados e ferindo mais de 50, liderados por Abu Sayyaf (nome que vem do idioma árabe e quer dizer ‘Portador da Espada’), um grupo separatista fundamentalista que atua no país", comenta um dos analistas de perseguição. Um think tank é uma instituição que produz conhecimento sobre assuntos estratégicos, com objetivo de transformar a sociedade, a política e até mesmo setores econômicos e científicos.


O Departamento de Estado dos EUA já classificou o Abu Sayyaf oficialmente como uma organização terrorista. A CIA empregou forças paramilitares de sua divisão de elite para localizar e matar ou mesmo capturar os principais líderes do grupo e para isso, diversos soldados americanos estão trabalhando na região, treinando as tropas filipinas para combater os militantes. “Esse ataque do Estado Islâmico pode comprometer o processo de reforço que estava dando autonomia para as autoridades de Mindanau”, observa o analista.


Levando em conta que no dia 9 de maio, o país terá suas eleições presidenciais, o ataque é ainda mais preocupante. "No início do ano, o EI realizou um ataque suicida contra a cafeteria Starbucks, em Jacarta. 

No dia 25 de abril, um refém canadense que estava detido pelo Abu Sayyaf foi decapitado. Eles estão intensificando seus atos violentos", diz o analista. Muitas alertas já foram feitos de que a situação irá piorar, não por causa das eleições ou da situação política do país, mas por que as minorias muçulmanas estão conquistando autonomia a cada dia e os grupos rebeldes estão unindo seus propósitos e suas ações com o foco sempre voltado para os cristãos. Interceda pela igreja nas Filipinas.

Por Portas Abertas

Igreja Católica vai “comemorar” 500 anos da Reforma Protestante


 Resultado de imagem para Igreja Católica vai “comemorar” 500 anos da Reforma Protestante     Simpósio Internacional e Interconfessional indica aproximação histórica com evangélicos  


O Vaticano continua firme em sua tentativa de aproximação com os outros ramos do cristianismo. O Simpósio Internacional e Interconfessional que ocorre esta semana em Roma, está sendo alarmado como “preparação aos 500 anos da Reforma Protestante”.

Comemorada no ano que vem, as celebrações do aniversário da Reforma encabeçada por Lutero em nada lembram as lutas do então frei católico contra a teologia papal vigente e a venda de indulgências. Foi por causa do movimento protestante que surgiram os evangélicos.

Curiosamente, o encontro deste ano promovido pelo Vaticano leva o nome de “Sinais de perdão – Caminhos de conversão – Prática de penitência: uma Reforma que interpela a todos”.

De acordo com a Radio Vaticana, o Simpósio foi aberto pela Embaixadora do Ano Luterano da Igreja Evangélica da Alemanha, Margot Kässmann. Ele lembrou aos presentes os eventos mais importantes previstos para o ano comemorativo. As conclusões dessa reunião serão posteriormente entregues ao cardeal Kurt Koch, que é presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos.

O padre James Puglisi, Diretor do Centro Ecumênico Pro Unione, ressalta que “O objetivo é fazer algo em preparação aos 500 anos da Reforma de Lutero… a partir do ponto de vista da teologia sacramental, tomando como referência o tema do perdão, da conversão e da penitência”.

Na verdade, desde 1967 que católicos e luteranos travam um diálogo teológico constante. Ele já produziu documentos históricos como a Declaração conjunta sobre a Doutrina da Justificação, em 1999. Além dos católicos, assinaram a Federação Luterana Mundial, sendo acolhida também pelo Conselho Metodista Mundial, em 2006. “As Igrejas estão prontas para dar outros passos”, enfatiza Puglisi.

A participação do Papa Francisco nas reuniões de 31 de outubro, em Lund, Suécia, marcarão o lançamento conjunto da Igreja Católica e da Federação Luterana Mundial, de comemoração do 500º aniversário da Reforma. Para o Vaticano, esse será “um gesto simbólico e profundo em direção à reconciliação”.

Etapas do ecumenismo mundial

 

Essa aproximação com evangélicos não é o único passo do Vaticano para o ecumenismo mundial.

O papa Francisco já disse que cristãos e muçulmanos são “irmãos e irmãs viajando pelo mesmo caminho”. Em reunião com Bartolomeu I, um dos mais importantes líderes da igreja ortodoxa, falou sobre a tentativa de reunificação das duas vertentes do cristianismo, separadas há quase mil anos.

No último outubro, uma cerimônia no Vaticano reuniu líderes, de mais de uma dezena de tradições religiosas, incluindo sikhs e hindus. Francisco pediu na ocasião que “Todos os crentes, de todas as religiões, juntos, podemos adorar ao criador por ter nos dado o jardim que é esse mundo”.

No final, pediu que cada um fizesse orações, “conforme sua própria tradição religiosa” e conclamou aos representantes das diferentes fés presentes que pedissem ao “seu deus” que os fizesse “mais irmãos”. Perto da virada do ano, incluiu os ateus nesse grupo.

Recentemente lançou uma campanha de mídia onde afirma que membros de todas as religiões são “filhos de Deus”.

por Jarbas Aragão
 

ONU ignora 400.000 pedidos em favor de cristãos

Resultado de imagem para ONU ignora 400.000 pedidos em favor de cristãos   Petições denunciam genocídio principalmente no Oriente Médio

 Mais de quatrocentos mil assinaturas foram entregues para as Nações Unidas, pedindo que a Organização declare que existe um genocídio em andamentos contra os cristãos e outras minorias religiosas.

Ignacio Arsuaga, presidente do grupo de defesa CitizenGO, deu uma entrevista em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York. “Estamos aqui para entregar mais de 400.000 assinaturas de cidadãos de todo o mundo, pedindo ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que declare como genocídio as ações promovidas pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque”.

Para ele, a movimentação é importante por que “esta é uma forma muito eficaz de proteger cristãos e outras minorias religiosas, que estão sendo discriminadas, massacradas e sofrendo perseguição naquela parte do mundo”.

Toda a documentação foi protocolada no escritório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon no início do mês. Conjuntamente com um pedido ao presidente do conselho de segurança, Le Jieyi, e a todos os estados membro da ONU.

Estavam presentes, líderes cristãos, como o arcebispo Jean-Clément Jeanbart de Aleppo, Síria. A CitizenGO trabalha com a mobilização de petições on-line.

A entrega das assinaturas fez parte da conferência sobre liberdade religiosa internacional, que tinha como título “Somos todos Nazarenos”. Na internet, foi usada a hasgtag #WeAreN2016, a versão atual de uma campanha on-line que existe desse 2014.

A petição, que não teve uma resposta oficial do escritório de Ban Ki-moon, pede que a ONU crie “mecanismos” para proteger as vítimas de genocídio e julgue os responsáveis. Além disso, clama pelo fim da guerra na Síria e que seja posto em prática um plano de ação para que seja assegurado o retorno para casa dos refugiados que assim desejarem.

Estima-se que nos últimos anos, cerca de 80% dos cristãos saíram da região. Além disso, mulheres e crianças foram escravizadas, centenas de mulheres foram estupradas e traficadas, crianças “recrutadas à força”, além de igrejas que foram destruídas e incendiadas.

No Brasil existem iniciativas semelhantes. Pedro Saldanha, Chefe da Divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, se comprometeu a enviar o pedido para o Itamaraty, mas a diplomacia brasileira não demonstra interesse de incluir a  perseguição religiosa nos assuntos encaminhados à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Com informações de ACI Digital

Por Jarbas Aragão

Igreja se reúne debaixo de árvore após ter templo queimado

Resultado de imagem para Igreja se reúne debaixo de árvore após ter templo queimado   Pastor da Tanzânia anuncia que perseguição não fará povo parar de orar 

Desde o ano passado, as igrejas na Tanzânia estão sofrendo com ataques provocados pela intolerância contra os cristãos. São três igrejas queimadas este ano. Primeiro foi uma Assembleia de Deus, depois uma outra igreja pentecostal local e agora uma católica.

Os ataques sempre são feitos durante a noite. Segundo testemunhas, pessoas desconhecidas aparecem de repente, entram no templo, colocam todas as coisas sobre o altar, derramam gasolina e ateiam fogo. Depois, fogem correndo, antes que os bombeiros cheguem.

O mais recente, em 2 de maio, foi na região de Kagera, que fica na fronteira com Uganda, Burundi e Ruanda. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos incêndios e a polícia não prendeu ninguém até agora.  A população cristã teme uma nova “onda” de incêndios, como a que ocorreu no país em setembro de 2015. Foram seis igrejas queimadas.

O secretário da organização de pastores locais, disse na época. “Até agora ninguém foi responsabilizado e isso é inaceitável. Igrejas cristãs de diversas denominações são totalmente destruídas em questão de minutos. Agora estão adicionando parafina ao combustível, para garantir o máximo de danos. Estamos preocupados, pois isto já se tornou uma tendência e não pode ser ignorada pelas autoridades”.

Vários incêndios criminosos vêm correndo no país desde 2013. Somadas, são 22 igrejas cristãs destruídas pelo fogo. Fortunato Bijura, líder de uma das igrejas queimadas recentemente, disse que isso não impedirá que congregação continue se reunindo: “Os que pensam que a destruição de nossa igreja nos fará parar de orar, estão errados… há uma grande árvore perto da igreja e ali vamos continuar nos reunindo para fazer orações e ler a Bíblia”.

A Tanzânia é o 36º país na Classificação da Perseguição Religiosa, da missão Portas Abertas. Cerca de 50% da população da Tanzânia é cristã, enquanto 30% é muçulmana. Contudo, existe um grande movimento político para a implantação da sharia (lei islâmica) no país. A falta de empenho das autoridades em prender e punir os responsáveis demonstra que eles agem com algum tipo de ‘cobertura’ oficial. Com informações Charisma News


Por Jarbas Aragão

Governo lança o ambicioso plano “Visão Arábia 2030”

A Arábia Saudita planeja impulsionar a economia do país e também criar uma sociedade que dependa somente dos valores islâmicos
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De acordo com informações da BBC News, no dia 25 de abril, a Arábia Saudita lançou um ambicioso plano para reduzir a sua dependência do petróleo. No ano passado, cerca de 70% das receitas do reino saudita foram provenientes da indústria petrolífera. O The Guardian citou declarações de especialistas no ramo que afirmaram que o plano foi apelidado de "Visão Arábia 2030", e que ele está centrado não apenas na economia do país, mas também tem a pretensão de criar uma sociedade que se destaca e que vive somente dos valores islâmicos, conforme mencionou o jornal Arab News. A estratégia dos sauditas, de acordo com a BBC News, é criar o maior fundo soberano do mundo, com recursos de US$ 2 trilhões, mais do que o dobro do maior fundo de investimentos estatal existente hoje, o da Noruega, com US$ 865 milhões. Para que o fundo soberano saudita, hoje com US$ 160 bilhões, alcance os US$ 2 trilhões, Riade (capital do país) planeja uma ação inédita: privatizar 5% das ações da petroleira estatal Saudi Aramco.


"Para modernizar uma nação é preciso ir além das reformas econômicas, é necessário que haja muitas reformas sociais, incluindo a melhoria dos direitos humanos, da situação das mulheres e também das minorias religiosas, entre elas xiitas e cristãos. No caso das mulheres, apesar do aumento da participação delas no mercado de trabalho, ainda sequer é permitido que conduzam automóveis, por exemplo", comenta um dos analistas de perseguição. 


"O reino saudita se orgulha muito de sua identidade islâmica e também pelo fato de liderar o mundo muçulmano. Mas a comunidade internacional critica severamente essa nação por suas punições bárbaras, açoitamentos, amputação de mãos e suas decapitações feitas em público. O presidente dos EUA, Barack Obama visitou o país recentemente e discutiu a situação dos direitos humanos com seus líderes. A resposta foi simplesmente que estas são as punições islâmicas e que nenhuma mudança deve ser esperada nesse sentido", explica o analista. A Arábia Saudita atualmente ocupa a 14ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa, onde seguir a Cristo é crime punível com pena de morte. Em suas orações, interceda por essa nação.

Por Portas Abertas

Bono, do U2, lança filme sobre os Salmos



         Resultado de imagem para Bono, do U2, lança filme sobre os Salmos         Documentário mostra amizade do cantor pop com um pastor      O irlandês Bono ficou conhecido mundialmente como vocalista do U2. Durante apresentações da banda, algumas vezes cita trechos de “A Mensagem”, uma tradução da Bíblia com linguagem mais contemporânea.

Escrita pelo pastor presbiteriano aposentado Eugene Peterson, a versão (ou paráfrase, como preferem os puristas) bíblica, que usa termos “do século 21” está disponível em dezenas de países.

Em 2002, quando seu pai estava moribundo, o cantor conta que lia os Salmos na versão de “A Mensagem” para ele. Bono e Peterson se conhecerem em 2010, durante a turnê “U2 360”. Logo nasceu uma amizade que é o foco de um novo documentário, o qual será lançado na próxima terça (26).

Com cerca de 20 minutos, o média-metragem leva o título de “Bono e Eugene Peterson: Os Salmos”. 
Trata-se de uma longa conversa entre o músico e o teólogo sobre a fé. O líder do U2 já falou abertamente sobre seu cristianismo e já foi visto louvando a Deus publicamente.

Filmado na casa de Peterson, no interior de Montana, no ano passado, o material percorrerá inicialmente o circuito dos filmes de arte. David Taylor, produtor do filme, que também é professor de teologia, conta que trata-se de uma iniciativa do Centro Brehm de Culto, Teologia e Artes, ligado ao Seminário Fuller, na Califórnia.

“Nossa esperança é que, após assistir ao filme, as pessoas fiquem curiosas ou sintam-se inspiradas para ler os Salmos e descobrir este livro notável de poesia, parte das Sagradas Escrituras”, explica Taylor. Dirigido por Nate Clarke, é a primeira produção do Estúdio Fuller, sediado no Seminário.

Para seus idealizadores, pode ser uma ferramenta evangelística poderosa que deve atrair os fãs do U2, bem como mostrar para a igreja “a intersecção entre fé e cultura”.  Algumas igrejas irão exibir o material e fazer discussões sobre o tema. Com informações de News Boston Post

Assista ao teaser:
Por Jarbas Aragão

Mãe iraniana prepara sua filha para a perseguição religiosa



No Dia das Mães, conheça a história da pequena Lily* e de sua mãe. "Ela sabia que um dia o governo nos tiraria dela, então nós sempre a alertamos: Quando eles vierem para levar papai e mamãe, não se preocupe, apenas ore"


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Ser preso por sua fé é uma coisa, mas preparar um filho para essa prisão que pode acontecer em qualquer momento é outra coisa bem diferente. É sobre essa experiência que uma mãe iraniana compartilha através de seus relatos à Portas Abertas. "Eu sabia que chegaria o dia em que eu e meu marido seríamos levados por eles. Embora todos à nossa volta pensassem que eu era uma simples dona de casa, eu era uma agente de Cristo em tempo integral, trabalhando para o ministério. Mais cedo ou mais tarde as autoridades descobririam, porque o governo iraniano é muito astuto", diz a cristã. O Irã é o 9º país na Classificação da Perseguição Religiosa deste ano, as reuniões e cultos são monitorados constantemente pela polícia secreta.


A preparação
 
A cristã iraniana conta como preparou sua filha, desde muito pequena, para compreender a realidade da perseguição. "Quando nossa filha ainda estava na escola primária, já começamos a prepará-la para isso. Lily sabia que um dia o governo nos tiraria dela, nós sempre a alertamos: ‘Quando eles vierem para levar papai e mamãe, não se preocupe, apenas ore’. Ela sabia que a Bíblia diz que é normal a perseguição aos seguidores de Jesus. Então, numa manhã de inverno, quando Lily estava na escola, eles tocaram a campainha, invadiram nosso apartamento e vasculharam tudo. Levaram-nos para a prisão e no caminho só pensávamos em nossa filha, que só tinha 12 anos de idade na ocasião", conta ela e continua.


"Eu sabia que ela estava preparada e que ficaria em oração. Também sabia que ela procuraria um amigo que prometeu cuidar dela quando isso acontecesse. Depois de alguns dias, fiquei sabendo que a primeira pergunta que ela fez a ele foi: ‘Você pode tirar meus pais da prisão?’. Ele então a confortou e mostrou quanta gente já estava em oração por nós. Na prisão, eu e meu marido fomos separados. Eles deram a mim o direito de ver Lily quatro vezes por semana. Fui interrogada diariamente, até que encontraram meu ponto fraco: minha filhinha. Eu disse tudo a meu respeito mas me recusei a dar nomes das pessoas que estavam envolvidas na mesma atividade cristã que eu. Então eles disseram: ‘Ok, enquanto não disser os nomes não verá mais sua filha’. Eu só conseguia chorar e pensar em como ela seria consolada sem ouvir minha voz", lembra.


Descansando em Deus
 
A cristã conta que naquela noite fria ela não conseguiu dormir. "Enquanto eu orava, sentia um vento quente em meu rosto e uma voz suave disse: ‘Tome posse disso’. A cada sopro daquele vento meu corpo se enchia de alegria, então eu tive que me levantar e comecei a dançar e a louvar ao Senhor, durante aquela noite inteira. Eu dancei na presença de Deus até o amanhecer. Foi quando tive forças para entregar minha filha aos cuidados dele. Depois eu soube que nessa mesma noite todos os irmãos estavam reunidos e orando por nós. E ainda hoje, todas as vezes que me lembro dessa noite especial, eu sinto a mesma alegria. Então, o tempo de prisão passou e nós pudemos voltar para casa para abraçar a nossa Lily, que afirmou ter crescido muito em sua fé, por causa dessa experiência. Por isso tudo eu digo, vale a pena orar e confiar no Senhor, ele cuida de cada um de nós. Sou grata por servir a esse Deus tão maravilhoso", conclui.


*Nome alterado por motivos de segurança.

Por Portas Abertas