Milícias
são apoiadas pelo Irã, que endossa a violência dos agressores,
estimulando a destruição de igrejas, casas de cristãos, empresas e até
locais de interesse cultural
Relatórios
da Portas Abertas indicam que os cristãos iraquianos estão sendo
perseguidos pelo Estado Islâmico (EI) e agora também por outros grupos
radicais, como os sunitas terroristas e milícias xiitas. Essas milícias
são apoiadas pelo Irã, que endossa a violência dos agressores,
estimulando a destruição de igrejas, casas de cristãos, empresas e até
locais de interesse cultural.
De acordo com um líder cristão, eles acreditam
que as propriedades dos seguidores do cristianismo pertencem a eles e
que podem ser tomadas sem maiores consequências. "Desde que o Iraque vem
sendo governado por uma maioria xiita, a influência do Irã aumentou
consideravelmente e com a chegada do EI, esse país está cada vez mais
presente aqui no Iraque, através de seus militares, que cometem crimes
contra a humanidade, atacando em especial os sunitas e a minoria
cristã", comenta um dos analistas de perseguição.
O analista disse que os grupos sunitas estão
desaparecendo do país. "O papel da comunidade internacional, de
reconhecer que o Estado Islâmico está cometendo genocídio no Iraque e na
Síria, tem sido algo positivo para combatê-los, pelo menos de alguma
forma. Como está não pode continuar", diz o analista. A igreja no Iraque,
que é o segundo país na Classificação da Perseguição Religiosa de 2016,
vem sendo atacada da forma mais violenta e os conflitos na região
Iraque-Síria estão sendo discutidos no mundo todo. O Iraque chama a
atenção dos cristãos livres para que orem e contribuam com as pessoas
que, apesar da perseguição e do risco de morte, preferem ficar em seus
países e servir a Jesus em todo o tempo.
Já em seu segundo ano, e com o agravamento da perseguição também na Síria, a campanha Mantenha a Igreja Viva no Iraque e Síria torna-se
permanente, dando ao cristão brasileiro a oportunidade de ajudar a
Igreja Perseguida do Oriente Médio. Os projetos de ajuda socioeconômica
na região cresceram em média 53% e cerca de 200 mil refugiados foram
beneficiados com a distribuição de alimentos, roupas, aquecedores e
medicamentos. "Jesus continua presente mesmo através dos poucos cristãos
que restam no Iraque. Nós não temos medo. Muitos morreram ou fugiram,
as igrejas foram bombardeadas, mas continuamos a pregar entre os
escombros", disse um líder cristão, que não pode ser identificado por
motivos de segurança.
Por Portas Abertas